O Brasil pode aproveitar melhor seu potencial turístico

O Brasil dispõe de vantagens em comparação com outros países

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2017 | 03h00

Em 2016, o turismo internacional cresceu 3,9%, pelo sétimo ano consecutivo, de acordo com os dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). Aumentou em 46 milhões, para 1,235 bilhão, o número de pessoas que viajaram para fora de seus países em todo o mundo, um recorde histórico. O último ano de queda foi 2009, em decorrência da crise financeira global. “O setor mostrou uma força e uma resistência extraordinárias, a despeito dos desafios que enfrentou, particularmente no que diz respeito à segurança”, declarou o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai.

O maior crescimento, superior a 8%, ocorreu nas regiões da Ásia e do Pacífico, mas também a África registrou aumento das viagens em 8%, enquanto América do Norte e América do Sul mostraram aumento de 4%. Com alta de 2%, a Europa continua líder e recebeu cerca de 620 milhões de turistas em 2016, a metade do total mundial.

Há dias, o Ministério do Turismo informou que os Jogos Olímpicos ajudaram o Brasil a melhorar sua posição entre os países turísticos, com a atração de 6,6 milhões de estrangeiros, 4,8% mais do que em 2015, e ingresso de US$ 6,2 bilhões em cambiais, 6,2% acima de 2015. Também foi um recorde histórico. Os números baseiam-se nos dados do Banco Central, da Polícia Federal e da Demanda Turística Internacional, informa o Ministério.

O Brasil dispõe de vantagens comparativas como a extensão das praias, centenas de pontos de atração excepcionais tanto no interior quanto em grandes cidades, rede hoteleira diversificada e ampla oferta de serviços como restaurantes e comércio. O Cristo Redentor, as Cataratas do Iguaçu, a Amazônia e a Chapada Diamantina estão entre os destinos mais conhecidos no mundo. Mas a crise econômica afeta a qualidade dos serviços e a insegurança é grave. A comoção internacional provocada pelas rebeliões nos presídios é um fator negativo para o turismo, embora sem mensuração conhecida.

O desafio brasileiro é mostrar que o ano passado não foi uma exceção decorrente do esforço para atender ao turismo na Olimpíada. Nessa hipótese, o País incorreria no risco de retornar, em 2017, a uma posição semelhante à de 2015, quando figurou apenas no 44.º lugar na classificação geral da OMT.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.