O comércio e os serviços exibem recuperação

Na soma dos segmentos do varejo, do atacado e dos serviços, houve a criação de 15.149 empregos no Estado de São Paulo em julho

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 03h04

Pesquisas realizadas nos últimos dias pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) forneceram novos sinais de melhora da atividade econômica, não apenas do comércio, mas também do setor de serviços – que tem maior participação no Produto Interno Bruto (PIB). Embora as comparações com períodos maiores ainda sejam desfavoráveis, os indícios de retomada econômica não devem ser ignorados.

Na soma dos segmentos do varejo, do atacado e dos serviços, houve a criação de 15.149 empregos no Estado de São Paulo em julho, segundo a FecomercioSP, enquanto em julho de 2016 havia ocorrido um corte de 6.926 postos de trabalho formais nessas áreas. Em sete das nove atividades varejistas pesquisadas houve criação líquida de postos formais – e a maior recuperação foi registrada no setor de supermercados.

No atacado, que emprega quase meio milhão de trabalhadores no Estado, foi registrado o quarto mês consecutivo de saldo positivo de empregos (2,7 mil novos postos), melhor resultado para julho desde 2011.

No setor de serviços, que emprega 7,3 milhões de pessoas, o saldo positivo de julho foi superior a 6 mil vagas.

Quando se comparam os últimos 12 meses até julho com os 12 meses anteriores, os saldos de criação de empregos ainda são negativos, mas, aos poucos, constata-se uma desaceleração dessa tendência desfavorável. Os dados em 12 meses são muito influenciados pelo mau comportamento do emprego em dezembro de 2016, quando foram fechados 74,3 mil postos de trabalho em varejo, atacado e serviços.

Entre julho e agosto, segundo o Indicador Movimento do Comércio, da Boa Vista SCPC, houve alta de 2,2%, com ajuste sazonal, no desempenho das vendas no varejo no País. Houve queda de 2,7% na avaliação em 12 meses até agosto ante os 12 meses anteriores, mas a redução do movimento foi menor em 0,1 ponto porcentual do que a verificada nos 12 meses terminados em julho. Entre agosto de 2016 e agosto de 2017, houve aumento de 1,9%.

A redução da dívida das famílias é a principal força por trás da retomada do consumo, avaliam os analistas do Departamento Econômico do Bradesco. As famílias voltaram a poupar desde 2014 e o impacto dessa política sobre o consumo já se apresenta.

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