O emprego industrial cresce em São Paulo

Indústria paulista abriu 9,5 mil postos de trabalho em abril

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 04h00

A indústria paulista abriu 9,5 mil postos de trabalho em abril, mês sazonalmente favorável para a criação de empregos no setor secundário da economia. Os números foram considerados pouco significativos pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas, dado o ritmo insatisfatório da atividade econômica em geral, não devem ser tratados como desimportantes, em especial na comparação com anos recentes.

Em 2015 e 2016, os resultados do emprego industrial paulista foram ruins. Apenas 6 mil vagas foram abertas em abril de 2015 e, em abril de 2016, foram eliminados 3,5 mil postos. Abril do ano passado foi melhor, com abertura de 10 mil vagas, número apenas levemente superior ao de abril deste ano.

No primeiro quadrimestre de 2018, a indústria paulista abriu 32,5 mil postos, 10 mil mais do que no primeiro quadrimestre de 2017. Em igual período de 2016, haviam sido suprimidos 34 mil postos de trabalho industrial.

Entre os 22 segmentos acompanhados pelo levantamento da Fiesp, 13 registraram resultados positivos, com destaque para produtos alimentícios; coque, derivados de petróleo e biocombustíveis; produtos de metal; e veículos automotores, reboques e carroceria. No campo negativo apareceram confecção de artigos do vestuário e produtos têxteis.

A indústria de São Paulo se destacou, neste ano, entre as que mais cresceram, segundo as últimas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números do emprego industrial paulista em abril são um sinal de que esse crescimento não foi interrompido, embora seu ritmo deixe a desejar.

Na Grande São Paulo, por exemplo, o emprego industrial caiu 0,07%, em contraste com o que ocorreu no interior. Das 36 áreas pesquisadas pela Fiesp, houve acréscimo do emprego em 27, com destaque para Franca, Sertãozinho e Piracicaba. É um indicador de que a indústria se beneficia com os bons resultados obtidos pelo agronegócio em geral e, em especial, pela safra de grãos, que deverá mostrar o segundo melhor resultado da história.

Um dos vice-presidentes da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, disse que os dados do emprego em abril “estão aquém do esperado”. É o reflexo de juros altos, acrescentou, mas também do “ambiente de incertezas no cenário político”. Dessas incertezas o País não deve se livrar tão cedo.

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