O mercado deimóveis é mais forte na capital

Neste ano, as incorporadoras filiadas à Abrainc constataram aumento de 9,4% nos lançamentos comparativamente a igual período e 2016

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 03h08

Ainda são fracos os indicadores do mercado imobiliário apurados pelo sindicato da habitação (Secovi-SP) e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Em julho, a comercialização de imóveis novos na cidade de São Paulo atingiu 1.238 unidades, queda de 33,2% em relação a junho, em contraste com a alta de 49,5% em relação a julho de 2016, quando o mercado vivia um momento agudo de desaceleração, informou o Secovi-SP.

Segundo a Abrainc, as vendas de imóveis entre os primeiros sete meses de 2016 e de 2017 cresceram 0,7%, repetindo nos últimos 12 meses, até julho, os resultados dos 12 meses anteriores. Mas dependeram estritamente da comercialização de unidades produzidas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Na capital, as vendas de imóveis na planta, em construção e prontos superaram a oferta, o que permitiu uma redução de 2,1% nos estoques (20.591 unidades em julho) em relação a junho e de 16,4% em relação a julho de 2016. Trata-se de um dado significativo, que indica menor pressão sobre empresas que têm de desovar ativos para se capitalizar.

Para os adquirentes, no entanto, a diminuição dos estoques pode ensejar alguma alta real nos preços, em especial nas áreas da capital onde há menor oferta de terrenos destinados à edificação.

Neste ano, as incorporadoras filiadas à Abrainc constataram aumento de 9,4% nos lançamentos comparativamente a igual período e 2016, liderado pelas vendas no MCMV, que cresceram 23,2%. Mas no segmento de médio e alto padrões ainda há recuo.

Em resumo, o mercado imobiliário reflete a lenta evolução da economia apontada pelos vários indicadores sobre emprego e renda divulgados nos últimos dias. Isso se explica porque só aos poucos os consumidores refazem os orçamentos, permitindo-se, por ora, adquirir mais bens duráveis de consumo. É provável que a retomada generalizada do mercado imobiliário só seja possível quando as famílias tiverem mais certeza quanto à preservação de emprego e renda no médio e longo prazos. Até lá, a tendência é de uma atitude mais conservadora, evitando riscos elevados.

Como já ocorreu em outros momentos, a saída da crise tende a ficar mais evidente nas áreas centrais. Por ora, o mercado das áreas metropolitanas é mais fraco, salvo no MCMV.

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