Preparando-se para enfrentar a competição

Empresas que querem sobreviver no mercado mantêm seus planos de ampliação e modernização para disporem de melhores condições de competitividade quando a recuperação se acelerar

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2018 | 03h00

Embora a reativação da economia seja mais lenta do que se antecipava, as empresas que querem sobreviver no mercado mantêm seus planos de ampliação e modernização para disporem de melhores condições de competitividade quando a recuperação se acelerar. Essa atitude é particularmente sensível no Estado de São Paulo, como comprova a Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista, cujos financiamentos a pequenas e médias empresas atingiram R$ 104,8 milhões no primeiro trimestre, 34% mais do que igual período de 2017.

Boa parte dos empréstimos foi tomada por novos empreendedores, muitos deles obrigados por força das circunstâncias a deixar o mercado de trabalho e a operar por conta própria. Trata-se de um fenômeno que se verifica em todas as regiões do País, mas que é mais forte em São Paulo, com um mercado mais amplo, principalmente para startups voltadas para o desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Contudo, o grosso dos empréstimos (56%) foi destinado a empresas já existentes do segmento de bens de consumo, que sentem necessidade de atualização tecnológica e de elevar a disponibilidade de estoques para poder fazer campanhas de venda e promoções e estar prontas para atender uma clientela mais ampla.

Como assinala Álvaro Sedlacek, presidente da Desenvolve SP, os projetos financiados têm característica de longo prazo, sendo sinal de confiança mais firme na evolução da economia. O aporte foi maior para a indústria (R$ 50,6 milhões), vindo em seguida o setor de serviços (R$ 31 milhões) e o comércio (R$ 18,4 milhões). Foram feitos também empréstimos a municípios.

Os empréstimos concedidos nos primeiros três meses de 2018 são relativos a decisões tomadas pelas empresas ainda no ano passado. “Mesmo diante de crise há um ponto em que você não consegue mais abrir mão de investir, sob pena de não conseguir operar”, diz o presidente da Desenvolve SP. Ele reconhece que o ambiente de inflação baixa e os juros mais atraentes oferecidos pela agência de fomento paulista influíram no aumento dos financiamentos.

Os empréstimos da Desenvolve SP também abrangeram projetos ambientais, destacando-se aqueles para geração de energia não poluente ou direcionados para maior eficiência energética.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.