Prioridades e coragem

Enquanto não criarmos um país com um povo que tenha vergonha na cara, que não aceite safadezas dos outros – muito menos em benefício próprio – e que rompa com grupos corporativistas aproveitadores, não evoluiremos

O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2016 | 05h00

Há, aparentemente generalizado, um consenso de que é preciso dar prioridade total à retomada do crescimento econômico, sem o que não se resolverão as crises política e moral que nos assolam. Discordo frontalmente! Desde que percebo a evolução econômica e política do Brasil, começando na década de 1970, tem sido sempre esse o discurso, e os resultados dos últimos 50 anos aí estão: um país que não sai de sua mediocridade generalizada, apesar de surtos de aparente desenvolvimento. Enquanto não criarmos um país com um povo que tenha vergonha na cara, que não aceite safadezas dos outros – muito menos em benefício próprio – e que rompa com grupos corporativistas aproveitadores, não evoluiremos. Isso requer educação verdadeira, de qualidade, e coragem do povo e de seus líderes. Não será com “líderes” que têm medo de panelaços e sem coragem de falar o que tem de ser dito que poderemos ter alguma esperança. Talvez meus bisnetos um dia… Feliz ano novo a todos, se possível.

*Antonio C. G. Lellis Vieira (lellisvieira@gmail.com)

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