Projeções fiscais melhores ganham consistência

Entre um mês e outro, as previsões para a dívida bruta do governo central em 2017 caíram de 75,44% do Produto Interno Bruto (PIB) para 75,11% e, em 2018, de 77,8% do PIB para 77%

O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 03h05

Melhoraram as expectativas de mercado coletadas até o início de novembro pelo Ministério da Fazenda, segundo a publicação Prisma Fiscal, distribuída há alguns dias. Os indicadores mais importantes de novembro dizem respeito à arrecadação das receitas federais e à arrecadação líquida do governo central, mostrando que a retomada da atividade econômica traz efeitos positivos sobre a questão mais dramática do País: as contas fiscais.

A mediana da arrecadação federal de novembro (que, a rigor, só será conhecida no final de dezembro) foi reestimada de R$ 110 bilhões para R$ 110,9 bilhões. Também há estimativas de crescimento para os meses de dezembro de 2017 e janeiro de 2018, mês para o qual se projeta alta de R$ 2,1 bilhões, de R$ 144,8 bilhões para R$ 146,9 bilhões.

A receita líquida do governo central evoluirá acima do esperado. Mas continuará difícil o equacionamento das despesas federais, que deverão crescer no último bimestre, atingindo R$ 149,1 bilhões em dezembro, com leve queda prevista para janeiro. Não será fácil conter o déficit primário do governo central: para novembro se espera leve queda, seguida de alta em dezembro e superávit em janeiro superior ao que se previa em outubro.

As previsões anuais (para 2017 e 2018) são mais favoráveis, não só no tocante à arrecadação, mas também à despesa total. A mediana da arrecadação para 2017 aumentou de R$ 1.335,8 bilhões em outubro para R$ 1.337,2 bilhões em novembro. Para 2018, a estimativa passou de R$ 1.448,3 bilhões para R$ 1.450 bilhões.

A despesa total do governo federal neste ano deverá cair cerca de R$ 1,4 bilhão, ficando em R$ 1.295,4 bilhões. O déficit primário também deverá mostrar resultados menos ruins, diminuindo dos R$ 158,4 bilhões previstos em outubro para R$ 157,4 bilhões. Mas, em 2018, deverá haver uma ligeira alta do déficit primário, de R$ 155,6 bilhões previstos em outubro para R$ 156,4 projetados neste mês.

As variações entre outubro e novembro são modestas, mas a tendência é confortadora. Entre um mês e outro, as previsões para a dívida bruta do governo central em 2017 caíram de 75,44% do Produto Interno Bruto (PIB) para 75,11% e, em 2018, de 77,8% do PIB para 77%. Confirmadas as projeções, haverá melhor controle da dívida, o que é relevante tanto do ponto de vista interno como externo, em benefício da imagem do País.

 

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