Safra garante abastecimento e preços contidos

Espera-se aumento dos investimentos, tanto em área como em tecnologia

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2018 | 03h00

O penúltimo levantamento da safra de grãos 2017/2018, divulgado há pouco pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima a produção em 228,6 milhões de toneladas, com pequeno aumento em relação à estimativa divulgada em julho. Embora 3,8% menor do que a safra anterior, que alcançou o recorde de 237,7 milhões de toneladas, esta será a segunda maior de toda a série de pesquisas realizadas pela Conab.

Desse modo, o campo continuará assegurando o abastecimento doméstico e os excelentes resultados que o agronegócio tem propiciado para as contas externas do País. A redução da safra não deverá afetar os preços no varejo, pois, apesar das oscilações em relação aos números contabilizados no início da safra, os estoques dos principais produtos que compõem a alimentação do brasileiro continuarão em nível confortável após concluída a colheita.

No levantamento, o 11.º relativo à atual safra, a Conab atribuiu o bom resultado ao aumento da área cultivada e ao rendimento da soja e de culturas de inverno. A soja e o milho respondem pelos maiores volumes, com produção de 119 milhões e de 82,2 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção de feijão de segunda safra, cuja colheita está quase no fim, será 5,6% maior do que a da safra anterior; o plantio da terceira safra já terminou e ocupa uma área 6,6% menor. A safra de arroz, por sua vez, deve ter redução de 2,5%, alcançando 12,03 milhões de toneladas (a colheita da safra anterior foi de 12,33 milhões de toneladas).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em seu Levantamento Sistemático da Produção Agrícola relativo a julho, no qual utiliza critérios diferentes dos empregados pela Conab, prevê redução de 0,5% na produção total de feijão. O gerente da área de Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, não vê “nada de assustador” nessa redução, pois a produção é suficiente para o consumo doméstico. O preço do feijão, como os de outros itens, estão estáveis ou têm oscilado pouco, por isso não se vislumbram pressões sobre os preços.

Já os bons preços da soja e do milho criam boas expectativas para a próxima safra, na avaliação de outro gerente da área de agropecuária do IBGE, Carlos Antonio Barradas. Espera-se aumento dos investimentos, tanto em área como em tecnologia.

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