Saldo moderado do emprego em outubro

No acumulado do ano até outubro foram abertas 790.579 vagas de trabalho formal

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2018 | 04h00

Pelo décimo mês consecutivo, o saldo de contratações com carteira assinada em outubro foi positivo, alcançando 57.733 (1.279.502 admissões menos 1.221.769 demissões), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No acumulado do ano até outubro foram abertas 790.579 vagas de trabalho formal, incluídos os empregados nos regimes de jornada intermitente e de jornada parcial, modalidades criadas pela reforma trabalhista de 2017.

Embora o resultado confirme o aquecimento da economia, o saldo líquido de empregos formais foi inferior ao de outubro do ano passado (76.599 vagas formais) e ficou abaixo da média das projeções dos analistas, segundo os quais seriam criadas 65 mil vagas no mês. Isso talvez se explique pelo fato de terem sido gerados 137.336 empregos em setembro, de longe o melhor resultado deste ano e o maior para aquele mês desde 2013.

O setor de serviços continuou puxando o emprego formal em outubro (34.133 vagas), seguido pelo comércio (28.759) e pela indústria (7.048). Um setor que responde por boa parte do emprego na economia brasileira, a construção civil, criou apenas 560 postos de trabalho no mês passado. Já a agropecuária, com o fim da safra, apresentou um saldo negativo de 13.059, o que também ajuda a explicar os números de outubro.

Como tem sido comum num ambiente de desemprego ainda muito elevado no País, muitos novos empregados são contratados por salários inferiores, em média, aos pagos a ocupantes anteriores dos mesmos cargos. Descontada a inflação nos últimos 12 meses, o salário médio real de admissão no emprego foi de R$ 1.528,32 em outubro, mais 0,66% em relação a outubro de 2017 (R$ 1.518,33). Já o salário médio dos empregados desligados no mês passado era de R$1.672,00, ficando ainda abaixo da média dos salários pagos aos demitidos no mesmo mês de 2017 (R$ 1.737,08).

Finalmente, o saldo líquido dos empregos gerados pela modalidade de trabalho intermitente foi de 4.844 e o dos contratados por regime de trabalho parcial não passou de 2.218. Um aspecto da reforma que parece ter tido mais efeito é o desligamento mediante acordo entre a empresa e o trabalhador. Em outubro, 15.981 demissões foram processadas conforme esse novo modelo.

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