São Paulo atrai nova onda de investimentos

Indicadores confirmam retomada gradual da economia

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 06h45

Os investimentos parecem estar voltando. É uma mudança auspiciosa, pois prenuncia mais confiança no futuro. Diferentes indicadores vêm confirmando a retomada gradual da economia, mas os investimentos se mantinham em níveis muito baixos. Dados da Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade, porém, mostram que o quadro está mudando. No primeiro semestre deste ano foram anunciados investimentos no Estado no valor de US$ 11,1 bilhões, mais que o dobro do total apurado em igual período de 2016 (US$ 5,1 bilhões).

Pode-se alegar que se trata de investimentos anunciados e não efetivamente executados ou em vias de execução, já que a Piesp faz uma compilação de informações veiculadas pela mídia. De fato, alguns empreendimentos estão em fase inicial. Verifica-se, no entanto, que, independentemente da crise política, grandes empresas, principalmente estrangeiras há muitos anos estabelecidas no País, têm projetos firmes de ampliação e modernização de fábricas ou de abertura de novas unidades.

Destaca-se o setor automotivo, que deve carrear US$ 4,8 bilhões, representando 90% dos investimentos na indústria paulista, estimados em US$ 5,6 bilhões, ou 49,8% do total. Convém notar que o setor automotivo, antes voltado quase que exclusivamente para o mercado interno, vem aumentando continuamente suas exportações. O mesmo se verifica com outros segmentos, como as indústrias de alimentos, papel e celulose, produtos de borracha, plásticos, etc.

Já na área de infraestrutura, os maiores investimentos previstos, somando US$ 4,8 bilhões, ou 42,9% do total, não são de iniciativa do setor público, mas da transferência para o setor privado, via concessões, de aeroportos, rodovias, linhas de transmissão de energia elétrica, etc.

O setor de serviços ficou com uma parcela de US$ 625,3 milhões, ou 5,6% do total, puxado pela atividade imobiliária, com mais abertura de shoppings, hotéis e centros de vendas por atacado. Quanto ao comércio (1,7% do total, representando US$ 190,5 milhões), salienta-se o comércio eletrônico com o maior volume de investimentos.

O quadro que se desenha em São Paulo mostra o que poderá ocorrer no País quando se vencer a paralisia econômica e se fortalecerem as condições para a recuperação.

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