Setor de serviços projeta mais investimentos

Setor destaca-se como aquele em que o maior número de empresários prevê aumento de investimentos em 2019

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2018 | 04h00

O aspecto mais positivo da recente pesquisa Perspectivas Empresariais, da Boa Vista, é a disposição de muitas empresas de investir mais em 2019. No levantamento feito com mais de mil executivos de empresas de todos os portes, em todo o País, o setor de serviços destaca-se como aquele em que o maior número de empresários (40%) prevê aumento de investimentos em 2019, tendência já esboçada no terceiro trimestre deste ano, quando esse índice chegou a 30%.

Este é um importante fator impulsionador da economia, visto que os serviços em sentido amplo têm peso de 58,3% no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o IBGE, sendo grande gerador de renda e empregos.

Também se verifica um salto muito promissor de 8 pontos porcentuais nas intenções de investimento da indústria. Os executivos dessa área que estimavam um aumento de investimentos passaram de 27% no terceiro trimestre para 35%. Isso pode ser explicado não só pelo otimismo quanto ao desempenho da economia, mas também pela perspectiva de maior abertura externa, um dos pontos fundamentais da política econômica do próximo governo. Naturalmente, muitas indústrias instaladas no País se dispõem a investir mais para se aparelhar e manter-se competitivas.

Os empresários do comércio parecem menos ousados: 35% projetam mais investimentos em 2019, um ligeiro recuo com relação ao terceiro trimestre (36%). Embora haja evidências de um consumo em expansão, os dirigentes do comércio provavelmente consideram que não haverá necessidade de expansão muito maior de sua estrutura para atender à demanda.

Merece igualmente realce a percepção de um número considerável de empresas de todos os portes de que o endividamento vai cair em 2019. Essa percepção é mais pronunciada nas médias empresas (de 29% para 43%), vindo em seguida as pequenas (de 25% para 34%) e as grandes companhias (de 23% para 30%), sempre na mesma base de comparação.

A projeção de diminuição do endividamento não significa que se preveja recuo dos índices de inadimplência. Quase a metade (49%) das grandes empresas está pessimista, acreditando que a inadimplência vai crescer em 2019. Boas parcelas das médias (50%), pequenas (40%) e microempresas (32%) estimam que esse índice ficará estacionado.

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