Solvência das empresas tem sensível melhora

Como informa a Boa Vista SCPC, os pedidos de falência das empresas tiveram queda de 12,4% no primeiro semestre deste ano, em comparação com os primeiros seis meses de 2016

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2017 | 03h09

Em consonância com outros dados que revelam um aquecimento dos negócios nos últimos meses, os níveis de solvência das empresas evidenciam uma progressiva melhora. Como informa a Boa Vista SCPC, os pedidos de falência das empresas tiveram queda de 12,4% no primeiro semestre deste ano, em comparação com os primeiros seis meses de 2016. No mês de junho, tomado isoladamente, o recuo foi bem maior: 23,5% diante de maio e 27,2% em relação ao mesmo mês de 2016. A mesma tendência se verifica quanto às falências decretadas, que recuaram 8,2% no semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior e 6,7% de maio para junho. “O fato deverá continuar, caso confirmado o cenário econômico mais benigno esperado pelo mercado”, afirma em nota a instituição.

No período mais crítico da desaceleração da economia, aumentavam não só as falências, mas também o número de empresas que procuraram sobreviver por intermédio da recuperação judicial. Isso é tanto mais verdadeiro para empresas que se viam diante de dificuldades financeiras insuperáveis, faltando-lhes condições de renegociar seus débitos com instituições financeiras. O que se observa agora é que, ao lado da retração do número de falências, também caem os pedidos de recuperação (-26,3% no semestre e -35,9% em junho) e seu deferimento (-24% no semestre e -28,3% em junho).

Como já se tornou padrão, as pequenas empresas respondem pela maior proporção de falências (90% tanto dos pedidos como da decretação) e de recuperação judicial (90% dos pedidos e 91% dos processos deferidos). Os problemas nessa área são conhecidos, como baixo investimento inicial e deficiência de planejamento por parte de novos empreendedores, aliados frequentemente a dificuldades decorrentes da escassez de capital de giro em uma fase em que os bancos vêm adotando critérios mais rígidos para a concessão de crédito.

Vale notar que a indústria foi, no primeiro trimestre, o setor que apresentou a maior porcentagem de falências, chegando a 39% de todos os casos. Ao fim do primeiro semestre, essa taxa baixou para 32%, uma proporção ainda elevada, mas que revela que o setor é hoje menos dependente das oscilações da demanda interna.

O setor de serviços passou a figurar na frente com um porcentual de 43%, ficando o comércio com 25%.

Mais conteúdo sobre:
Editorial Econômico Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.