Um início de ano menos pessimista no varejo

A ligeira melhora das expectativas econômicas começa a influir no ânimo dos empresários

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2017 | 03h00

A ligeira melhora das expectativas econômicas, motivada pelo comportamento mais favorável dos índices de inflação e pela perspectiva de um longo e firme declínio dos juros, começa a influir no ânimo dos empresários, inclusive do comércio varejista, um dos segmentos mais afetados pela recessão. É o que mostra o Índice de Expansão do Comércio, baseado em consulta a cerca de 600 empresas da região metropolitana de São Paulo pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

O indicador registrou 85,1 pontos em janeiro, foi inferior ao de dezembro e ainda não alcançou o nível dos 100 pontos, que separa os campos positivo e negativo, mas avançou 18,1% em relação a janeiro de 2016. Um aspecto particularmente importante é o de que um dos componentes do índice, a Expectativa para Contratação de Funcionários, subiu 22,3% no período, alcançando 104 pontos. Em 2016, segundo o Ministério do Trabalho, o comércio eliminou 204,3 mil vagas com carteira assinada, ou 15% do total. Em dezembro, mês geralmente favorável às vendas, o comércio suprimiu 18,9 mil postos, ou 3% do total. 

A disposição de investir também aumentou, segundo a FecomercioSP, mantendo uma tendência positiva iniciada em abril. Ainda que o primeiro trimestre possa ser difícil, pois é o momento em que as famílias têm despesas expressivas com IPTU, IPVA e material escolar, há uma “tendência de recuperação relevante ao longo do ano”, notam os economistas da entidade.

Pesquisa da Boa Vista SCPC, ligada à Associação Comercial de São Paulo, revelou que o movimento do comércio varejista, medido pelo número de consultas à base de dados da empresa, caiu 4,1% entre 2015 e 2016, mas “com a perspectiva de um horizonte mais benigno” ainda no primeiro semestre deste ano.

O desempenho do comércio está ligado ao crédito, cuja demanda foi fraca em 2016. Em dezembro, por exemplo, segundo a consultoria Serasa Experian, a procura de financiamentos pelas empresas recuou 8,1% comparada à de novembro. Também foi baixa a demanda por capital de giro e os juros ainda são vistos como muito altos. 

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