Empregabilidade dos egressos da USP

Com o projeto de internacionalização, a USP sobe nos rankings de qualidade e empregabilidade

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2022 | 03h00

Elaborado pela consultoria Emerging e publicado pela Times Higher Education, empresa britânica especializada em avaliações internacionais dos níveis de qualidade das universidades, a 11.ª edição do Global Employability University Ranking and Survey (Geurs) apontou a Universidade de São Paulo (USP) como a 90.ª melhor instituição de ensino superior em matéria de empregabilidade. 

Elaborado anualmente, esse é o segundo ranking mais utilizado por empresas de todo o mundo na contratação de funcionários qualificados. O levantamento é feito com base numa avaliação dos empregadores, a partir de um conjunto de vários indicativos de desempenho e empregabilidade. Ele leva em conta excelência acadêmica, nível de especialização, habilidades obtidas na graduação, desempenho digital e grau de internacionalidade dos formandos. 

Após avaliar cerca de 2 mil universidades e ouvir mais de 11 mil gerentes de alto escalão responsáveis pelo recrutamento de pelo menos cinco graduados por ano, o Geurs classifica as 250 melhores instituições. Na edição de 2021, as dez primeiras colocações foram ocupadas por seis instituições americanas, duas inglesas, uma japonesa e uma de Cingapura. Em primeiro lugar ficou o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), seguido pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia e pelas Universidades Harvard, Cambridge, Stanford, Tokyo, Yale, Oxford, Cingapura e Princeton. Elas constituem a elite da comunidade acadêmica mundial. Elas sabem que, quanto mais se destacarem, mais as fontes de financiamento passarão a acolher seus projetos de pesquisa, o que só tende a aumentar sua reputação acadêmica internacional, atraindo ainda mais recursos para sua expansão. 

Na lista das 250 principais universidades do Geurs em matéria de empregabilidade, a USP foi a única instituição brasileira classificada – e num honroso lugar. Isso se deve, basicamente, ao fato de vir seguindo há anos a mesma estratégia de crescimento das universidades de ponta. Foi isso que a levou a conceber um programa de acordos bilaterais para desenvolver projetos conjuntos de pesquisa entre professores e cientistas brasileiros e estrangeiros e apoiar atividades de intercâmbio internacional de seus estudantes. 

A inserção da USP na rede das melhores universidades mundiais vem permitindo a obtenção não só de financiamentos para melhoria qualitativa de pesquisas, mas, igualmente, de duplo diploma para seus pós-graduandos. E também criou as condições para que ela lançasse, nesta semana, um fundo patrimonial com o objetivo de receber doações de antigos alunos e de empresas. Comum nos Estados Unidos, esse tipo de fundo investe o valor das doações obtidas e a universidade só usa os rendimentos para o desenvolvimento de projetos específicos. 

Neste momento em que a ciência e o ensino vêm sendo sufocados financeiramente por um governo federal inconsequente e irresponsável, o bom lugar obtido pela USP no ranking de empregabilidade da Geurs é uma demonstração extraordinária de foco e competência.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.