Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2019 | 03h00

ASSASSINOS DO TRÂNSITO

Clima de impunidade

Desanimadora a notícia de que um cidadão que, pilotando caríssimo carro importado, ao avançar sinal de trânsito em alta velocidade na cidade de São Paulo, matou uma idosa que se dirigia ao trabalho, com agravante de evasão do local do sinistro, e ficou preso exatamente dois dias. Ontem ele foi solto mediante habeas corpus concedido por um desembargador. O mais estarrecedor é que o mesmo motorista já cometera crime semelhante, com a mesma moldura de auto de luxo e semáforo desrespeitado, que resultou na morte de outra pessoa, mas continuava a conduzir veículos, como se nada tivesse acontecido. O que falta ser atualizado nos nossos códigos legais para impedir que tais ocorrências, típicas de qualquer metrópole brasileira, continuem a ameaçar a vida de inocentes? Quantos irresponsáveis ainda serão beneficiados por este melancólico clima de impunidade lastreado pelo poder econômico?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Bitrem mata em rodovia

Outro caso lamentável foi o do acidente que ceifou a vida de duas crianças e do motorista de uma van escolar, atingida por um bitrem, em Itapeva (30/7, A11). Até quando as autoridades “competentes” permitirão bitrens, carregados de toras de eucalipto, rodando em estradas impróprias para tais mostrengos?

EDUARDO DE PAULA RIBEIRO

epr@vribeiro.com.br

São Paulo

GOVERNO BOLSONARO

Na mesma estrada

Quero só perguntar o que eu, um cidadão comum que vive no Brasil, ganha com juros de 4% ao ano em poupança, acordo bilateral (será?) com EUA, mudanças na Previdência só para nós, mortais, filho do presidente tendo a maior mordomia, declarações descabidas sobre pessoas mortas que não podem se defender e outras declarações alopradas, e por aí afora? O principal, que é segurança, educação, saneamento básico, índice de desenvolvimento humano (IDH) melhor, hospitais públicos decentes, melhoria nas estradas, fica por conta de quem? É, infelizmente, continuamos na mesma.

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

OPERAÇÃO SPOOFING

Obsessão intermitente

Quem não se lembra do “bando de aloprados”, assim definido pelo presidiário Lula da Silva, à época presidente da República, para tentar reduzir a importância da compra, por integrantes do Partido dos Trabalhadores, de um dossiê falso contra José Serra, candidato ao governo paulista em 2006? Em 2008, outro dossiê frio, dessa vez contra Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, dona Ruth, organizado por Erenice Guerra, que era secretária executiva de Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, para tentar encobrir a farra dos cartões corporativos, que fervia no noticiário. Mais recentemente, na campanha eleitoral para presidente de 2018, o candidato petista, Fernando Haddad, tentou incriminar seu oponente, líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro, por crime eleitoral, baseando-se tão somente em reportagem de um jornal que alegava que empresas haviam comprado pacotes de disparos de mensagens contra o PT no aplicativo WhatsApp. Nas três oportunidades foram desmascarados. Como se vê, os petistas são useiros e vezeiros em práticas espúrias: toda vez que um fato possa atrapalhar seus intentos, não perdem tempo em promover armações levianas contra adversários políticos. Portanto, quem poderá afirmar sem sombra de dúvida que esses vazamentos, obtidos criminosamente por hackers num aplicativo de celular, de conversas entre autoridades da Lava Jato não passam de mais uma sórdida tentativa de desestabilizar o governo, atingindo o ministro da Justiça, Sergio Moro, à época o juiz federal que condenou Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro? Felizmente, os bandidos invasores de informações privadas foram presos e já começaram a dar com a língua nos dentes. Nomes importantes começam a aparecer e tudo leva a crer que a Polícia Federal vai atingir o cerne da conspiração, revelando toda a verdade.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

O dever e a liberdade

A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia. O artigo 220 da Constituição consagra a liberdade de manifestação do pensamento, de criação, de expressão e de informação, sob qualquer forma, processo ou veículo. Há, porém, uma utilização desse princípio um tanto equivocada. Em seu artigo O poder contra a liberdade (1.º/8, A2) o sr. Eugênio Bucci dá voz a um argumento que tenho visto já há alguns dias: segundo ele, depois da prisão dos hackers, Glenn Greenwald estaria sendo vítima de uma perseguição autoritária para calar a imprensa. Não é bem assim. Em primeiro lugar, porque a liberdade de imprensa não é um valor absoluto. Se há colisão de direitos, é forçoso reconhecer que há limites e lembrar que existe também outro direito assegurado pela Constituição em seu artigo 5.°, inciso X: o da privacidade. Bucci sugere que a suposta perseguição em curso se deve simplesmente ao fato de o Intercept publicar matéria que põe sob suspeita o hoje ministro da Justiça. Mas o que a investigação procura saber é se o site comprou o material hackeado e se houve combinação criminosa para invadir conversas privadas em telefones celulares. Pois, se houve, há crime tipificado pelos artigos 154 A e 180 do Código Penal. Lembrando: é dever da polícia investigar, da mesma forma que é dever do jornalista informar.

CELY MCNAUGHTON

cely@mcnaughton.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Plano Diretor

Extremamente oportuno o editorial Cinco anos do Plano Diretor (1.º/8, A3). Como sempre, o Estado demonstra sua preocupação com o desenvolvimento de políticas públicas em prol do bem comum, com a participação democrática e transparente de todos os atores da sociedade. Conforme lembra o Estado, porém, ainda faltam ser consolidados instrumentos relevantes, como os Projetos de Intervenção Urbana (PIUs), aos quais adicionamos a necessária calibragem da Lei de Zoneamento. São dispositivos importantíssimos, uma vez que têm o poder de potencializar ou inibir a produção de moradias. De acordo com o que preconiza o próprio editorial, o Secovi-SP, como membro da sociedade civil organizada, participou das discussões e audiências públicas de elaboração da legislação. E como representante do setor produtivo imobiliário formal defende o ajuste de alguns termos da lei. Fomentar a produção de moradias, gerando empregos e renda, e reduzir o déficit habitacional são nossos pontos centrais nesse debate.

BASILIO JAFET, presidente

presidencia@secovi.com.br

São Paulo

MORDAÇA URGENTE

Nosso presidente tem-se revelado um desafio para meu pragmatismo. Eu penso “já que é inevitável, vamos ver se surge alguma coisa positiva dessa escolha”, mas está difícil. O recente imbróglio envolvendo a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi mais um tiro no pé ('Se o presidente da OAB quiser saber como o pai dele desapareceu no período militar, eu conto', “Estado”, 29/7). Mas vamos tentar entender a controversa personalidade do presidente Bolsonaro. Sua vida como militar da ativa foi de 11 anos (de 1977, quando se formou na Academia Militar, a 1988, quando foi para a reserva). Em 1964, ano da revolução de que tanto fala, ele tinha 9 anos de idade. Considerando que todo o treinamento dos militares é dedicado a situações de defesa do País, talvez ele sinta que perdeu sua grande oportunidade de atuação durante a ditadura – daí sua criação de “causos” procurando alguma participação. Por outro lado, pode ser até esperteza, tentando captar a atenção daquelas camadas menos esclarecidas que desejam um regime totalitário – como exemplo, cite-se aquela descabida homenagem a Brilhante Ustra na votação do impeachment de Dilma Rousseff. Conta-se até que em seu gabinete de deputado havia um cartaz para as famílias de desaparecidos durante a ditadura que dizia que “quem procura osso é cachorro”. Dependendo do que ele diz, já pensou – estradas sem radar, motoristas sem formação teórica e armados... –, mordaça urgente.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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MENOS HISTRIONISMO

Não sou médico psiquiatra nem psicólogo, mas entendo que certas declarações de nosso glorioso presidente beiram a alguma anomalia cerebral. Que ele é tosco todos nós sabemos, agora, ter de aguentar as bobagens ditas diariamente é dose para mamute. Ao atacar o atual presidente da OAB, o ex-capitão foi de uma grosseria sem tamanho. Será que ele participou no sumiço do pai de Santa Cruz e também de outros brasileiros? Presidente, tenha um pouco de compostura. Sabemos que é difícil para alguém de sua estirpe, mas pelo menos tente! O Brasil agradeceria um governo laico e menos histriônico.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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HORA DE GOVERNAR

Será que todos os que votaram em Jair Bolsonaro estão contentes com o que ele anda fazendo e, principalmente, falando? A situação está se parecendo à de duas Marocas discutindo e fofocando sobre o que aconteceu no passado. Acho que falou besteira sobre o pai do presidente da OAB e, agora, vai se explicar no Supremo Tribunal Federal (STF), porque acha que pode tudo. Presidente, vamos começar a governar o País. Tá na hora.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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QUESTÃO DE TEMPO

Desde que assumiu a cadeira de presidente, Bolsonaro, tal como o Big Brother de “1984”, está querendo apagar o passado real e reescreve-lo para transformá-lo naquele que lhe interessa. Daí para outras ações contra a democracia é apenas questão de tempo!

Luiz Carlos Carvalho luizcarloscarvalho3@gmail.com

São Paulo

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DECORO

O presidente Jair Bolsonaro diz que não houve, nas suas palavras sobre o desaparecimento do pai do presidente da OAB, falta de decoro, até porque não podíamos esperar decoro de alguém que passou a vida pública inteira propalando a ditadura militar, a homofobia, intolerância, racismo, etc.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ROTINA

Para que a gente não esqueça, todos os dias o presidente vem nos fornecer uma ação ou uma fala que demonstram que ele não está à altura do cargo.

Shirley Schreier schreier@iq.usp.br

São Paulo

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JÁ PERDEU A GRAÇA

O País está perplexo diante do crescente destempero do novo presidente da República. Nem os seus mais fervorosos aliados estão gostando de ver Jair Bolsonaro dirigir-se à Nação como se estivesse numa briga de trânsito. O grave desequilíbrio emocional de Bolsonaro representa grave ameaça à segurança nacional. Um país não pode ser representado por um moleque briguento incapaz de controlar suas ações destrambelhadas. Cabe ao governo a dura tarefa de tentar colocar uma focinheira no cão raivoso de Brasília.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SOLUÇÕES RADICAIS

Depois de dar muitos tratos à bola, concluí que só existem duas soluções para evitar as desastrosas declarações feitas ininterruptamente pelo nosso presidente. A primeira seria interná-lo no Sírio-Libanês, hospital preferido por dez em cada dez autoridades da República, para submetê-lo a uma cirurgia de extirpação das cordas vocais. Com isso evitaríamos as verbalizações infelizes do nosso primeiro mandatário. Complementarmente, ele teria de ser enviado por uma semana em visita ao Estado Islâmico, onde seria forjado um flagrante de roubo material cometido por ele num supermercado local (por exemplo, o roubo de uma peça de filé mignon para o filho). Preso, ele sofreria a pena estipulada nestes casos pelo islamismo, ou seja, a amputação das mãos. O resultado prático é que ele também não poderia mais digitar em seu celular ou notebook seus horríveis e inconsequentes tuites enviados pela rede social. Ressalvando desde logo a crueldade contida nas soluções acima propostas e me desculpando antecipadamente, não vejo outras saídas. Sem elas, ele não vai parar de falar absurdos.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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RECADO AO PRESIDENTE

O presidente Jair Messias Bolsonaro não poderá se esquecer de que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DITADO

Sr. presidente, não se esqueça do velho ditado: “em boca fechada não entra mosca”.

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

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MEGAFONE

Bolsonaro fala muito. Seus críticos e desafetos, também. Todos, sem exceção, terminarão dando “bom dia” a cavalo.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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‘REIZINHO’

Quando eu era criança, gostava de ler as tirinhas de “O reizinho” de Otto Soglow que o Estadão publicava. Agora, que temos um presidente que pensa ser um reizinho, que tal o Estadão publicar algumas tiras daquelas? 

João Roberto Trogiani trogiani@ig.com.br

São Paulo

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OPINIÃO DA OAB

É incontestável a importância da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a nação como instituição defensora dos valores democráticos. Entretanto, não raro a Ordem passa ao largo de dois princípios fundamentais que deveria ter: equilíbrio e justeza. Se por um lado a OAB não perdeu tempo em emitir opinião defendendo o afastamento do juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol da Lava Jato, logo no início da divulgação da suposta troca de mensagens entre ambos e, mais recentemente, em contestar a declaração de Moro de que o conteúdo obtido pelos hackers não deveria ser analisado, era obrigação da OAB agir com a mesma veemência em relação ao crime de invasão de privacidade por parte dos hackers, único comprovado até agora (OAB recomenda, por unanimidade, afastamento de Moro e Deltan, “Estado”, 10/6). O presidente Felipe Santa Cruz, filiado ao PT, tem toda razão em se indignar com as declarações estapafúrdias e ofensivas do presidente Bolsonaro em relação ao seu pai, mas é incabível uma instituição desta importância e envergadura demonstrar viés político fortemente suspeito. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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BOM SENSO E RACIONALIDADE

Estamos definitivamente vivendo tempos escuros. Um presidente recém-eleito, mas com dificuldades para governar; um Congresso Nacional descompromissado e um Poder Judiciário inconsistente diante da própria lei e do Direito. É patente que a sociedade brasileira está anestesiada diante da ausência de rumo do Brasil. A destruição imposta pelos governantes do PT à Nação desde o ano de 2002 é inquestionável. O estrago nacional foi de tal ordem e magnitude que muitos anos serão precisos para recuperar o mínimo do todo destruído. Evidente que a eleição do atual presidente, Jair Bolsonaro, ocorreu em decorrência da expectativa do povo em poder vivenciar a prometida mudança profunda do Estado brasileiro, mediante a adoção da política liberal proposta, com menos intervenção estatal, mais desenvolvimento socioeconômico e fundamentalmente a diminuição sensível do nível de corrupção na administração pública. Também parte substancial do eleitorado disse, nas urnas, não aturar mais a então denominada “velha política” e a imoralidade que assolou e ainda assola cada canto deste país. No entanto, apesar do recado dado, quer parecer que os atuais governantes, incluindo os deputados federais e os senadores, não conseguem entender o que os brasileiros exigem e do que necessitam. Não há mais espaço para aleivosias e muito menos irresponsabilidades. Não cabe mais nesta fase do Brasil a existência de governantes contaminados por devaneios e irracionalidades e que perseveram na tônica de confundir o público com o privado. O Estado brasileiro só pertence a um ente: o povo. A Constituição federal é claríssima ao dispor que o “poder emana do povo e em nome dele será exercido”. Não há espaço para nada além disso, mas neste dogma também cabe inserir que esse poder não existe para permitir que parte, mesmo que minoritária, da imprensa possa se colocar acima da lei, principalmente quando exercida por alienígenas em território nacional e a serviço de eventuais interesses escusos. É fato inconteste que muitos desses governantes ignoram os termos da Carta Magna por ignorância e/ou propositadamente, balizando os atos nas próprias crendices, os quais, quando assim elaborados, resultam em consequências estapafúrdias e insanas, conforme se assiste ao Brasil experimentar neste momento. Talvez todos tenham errado, seja por ter colocado em segundo turno reminiscências do Partido dos Trabalhadores, seja por ter eleito o atual presidente, que dia após dia consegue se superar na eficiência de decepcionar até mesmo seus mais crédulos eleitores. A solução, se houver, estará na recuperação pelo senhor presidente da indispensável percepção de que é preciso governar para o Brasil, e não para parte dos brasileiros. Caso contrário, caberá torcer para que a sabedoria do voto em 2022 prevaleça em face da miopia eleitoral. Até lá, todos devemos respeitar a democracia e esperar que o bom senso e a racionalidade encampem a consciência daqueles que ocupam a Presidência da República, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, uma vez que não há – e não poderá haver – espaço para aventuras e iniciativas inescrupulosas daqueles que perderam a eleição e que, minuto a minuto, tentam indiscriminadamente prejudicar o governo federal, propagando a máxima do “quanto pior, melhor”. A democracia também é o exercício da experimentação pelos governados, dos resultados advindos dos acertos e dos erros provenientes dos atos praticados pelos governantes nos seus respectivos determinados tempos, que atuam inexoravelmente submetidos de modo exclusivo às correspondentes consequências legais e aos mecanismos de pesos e contrapesos constitucionais, no âmbito do Estado Democrático de Direito.

Cláudio Abdul-Hak Antelo claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

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POPULISTAS ELEITOS

Quanto aos populistas da direita e da esquerda, tenho a impressão de que os chefes de Estado ou de governo dos Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Índia, Itália, Polônia, Hungria, Turquia, Filipinas, Brasil, China, Coreia do Norte, Cuba, Nicarágua e Venezuela foram eleitos pelos seus conterrâneos “democraticamente”, ou seja, por meio de eleições. Na maioria dos demais países do mundo, também. Há poucos países no mundo sem eleições “democráticas”. O povo eleitor é o culpado?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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FORO DE SÃO PAULO

Quem pode negar que alguma vez tentou resolver um problema gritando uma palavra mágica e nada aconteceu? É que a mágica não está na palavra, mas no mágico. Há pessoas que têm o dom da palavra certa na hora certa, mudando água para vinho. O editorial O ocaso do Foro de São Paulo (“Estado”, 1/8, A3) não saiu por acaso, mas para comemorar a debacle do último esforço dos vermelhos, em escala mundial, para manter vivo o anacrônico comunismo. Nem a derrota do PT no Brasil foi também por acaso. Alguém ajudou e está ajudando muito mais o Brasil a manter o verde-amarelo da nossa bandeira. Precisa nomear esse alguém? Contra tudo e contra todos pode-se dizer que há um mágico entre nós, cujas palavras, tão combatidas, parecem mágicas. O fim do foro já aconteceu e Lula continua preso. O novo Brasil nasceu.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DEIXOU DE APONTAR

A ditadura militar foi um período nefasto com prisões arbitrárias, assassinatos, tortura e censura. A comissão da verdade criada por Dilma Rousseff revelou fatos desconhecidos e relacionou os militares envolvidos em inúmeras contravenções, mas deixou de avaliar e apontar os excessos cometidos pelas guerrilhas e guerrilheiros de esquerda como sequestros, assassinatos, atentados a bomba, assaltos a bancos e outras coisitas mais. A lei da anistia total, ampla e irrestrita de 1979 perdoou todos os envolvidos, portanto, voltar ao passado num momento em que o Brasil é governado por um ex-militar só interessa à oposição.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DELAÇÃO DE DOLEIRO

Tudo começa com uma devastadora delação de um grande doleiro. A caixa preta da República da corruptaria irá se abrir novamente (Doleiro dos doleiros é preso em São Paulo, “Estado”, 31/7).

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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ELUCIDAR CRIMES

Interessante. A polícia paulista consegue, numa nova administração em São Paulo, prender Dario Messer. Mas ao longo de outras administrações do Estado sequer conseguiu elucidar os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT (ex-prefeito de Campinas). O que mudou? O partido é o mesmo, mas o grupo dominante no partido alterou-se. Mera coincidência? 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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LIVRE-COMÉRCIO BRASIL-EUA

Em 1964, no início da longa e fria noite dos intermináveis anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória, dizia-se que “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. Mais de meio século depois, em pleno Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado, recria-se o mote em nova versão: “O que é bom para Trump é bom para Bolsonaro” (Brasil e EUA estão em negociações oficiais, diz Guedes, “Estado”, 31/7). “God bless America” e o Brasil. Amém.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A NOMEAÇÃO DE EDUARDO BOLSONARO

Não é surpresa a felicidade de Donald Trump com o novo embaixador do Brasil (Trump elogia indicação de Eduardo para embaixada e diz que não é nepotismo, “Estado”, 31/7). Nunca vi bode reclamar de horta com fartura. Se na primeira eleição foi com os votos do mineiros, a dose se repetiria com mineradores.

M. de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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EXTRAORDINÁRIO

O recente elogio a Eduardo Bolsonaro vindo do presidente dos Estados Unidos seria “extraordinário”, se não tivesse vindo do extraordinário Donald Trump.

James Robert Jernigan jimmyjjernigan@gmail.com

São Paulo 

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ELOGIO DE TRUMP

Ora, um elogio de Donald Trump, que não paga nem placê, menos ainda faz a Bolsa subir, só poderia ser para Eduardo Bolsonaro, quando diz ser “um jovem brilhante” e que não é ato de nepotismo que seu pai Jair insista em nomeá-lo para a Embaixada do EUA. E, pela sua total inexperiência na área, se confirmada a nomeação, poderá prejudicar o Brasil e servir até de chacota internacional. Demonstra o presidente Jair Bolsonaro pouco se importar com se essa decisão não é boa para o País, já que, pelo jeito, a prioridade é atender sua família e seus amigos.

Paulo Pasciam paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AMIGO

Incrível como o presidente dos Estados Unidos preza seus amigos “desinteressadamente”!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BOM SINAL?

Eu tenho uma netinha de 6 anos que é muito inteligente e já fala algumas palavras em inglês. Certamente, se eu a indicasse para ser embaixadora nos Estados Unidos, Donald Trump gostaria muito, porque minha neta não tem treinamento nenhum e seria um joguete nas mãos de profissionais. É a situação que temos com a indicação do filho de Bolsonaro. Não entendi por que tem gente que achou isso um bom sinal.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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NEPOTISMO OU AMOR?

Em tempos em que as configurações familiares estão mudando velozmente, causando perplexidade e questionamentos sobre o valor da instituição “família”, aproveito para fazer do limão uma limonada: Trump, Bolsonaro e, agora, Boris Johnson, o premiê britânico, nomeiam tranquilamente familiares para cargos no governo. Nepotismo? Não, dizem eles, e sim confiança nos vínculos afetivos familiares. Os arautos do enterro da família podem se calar. Lembram que Napoleão, o autocoroado imperador, deu reinos europeus a todos os seus irmãos? A História é cíclica, não é?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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TERRITÓRIO DO REINO UNIDO

Sobre a matéria Johnson reaviva desejo de reunificação das Irlandas com Brexit sem acordo, (“Estado”, 1/8, A12). Um Brexit sem acordo, como enseja Boris Johnson, deixa de lado uma realidade universal, em que o bolso sempre fala mais alto. No Ulster (Irlanda do Norte), tão integrado à economia do restante da Ilha, será tão impactante que mesmo os protestante locais são favoráveis à reunificação de toda Irlanda. Já na Escócia, com apenas 5,5 milhões de habitantes, existe também um forte desejo de permanecer na União Europeia, além da tentação de ficar com parte do petróleo do Mar do Norte, pois em Aberdeen fica um importante centro da indústria de exploração destes recursos naturais, entre outros. O divórcio litigioso também pode ensejar uma fragmentação do Reino Unido, que ficará apenas composto de Gales e a Inglaterra propriamente dita. Uma discussão que fatalmente surgirá é se a Rainha Elizabeth II também ficará como Elizabeth I da Escócia, com suas propriedades em Balmoral, ou se seu herdeiro poderá ser um Rei Charles III, já que houve dois antecessores com o nome, caso continue uma monarquia.          

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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REDUÇÃO DA SELIC

Com grande euforia, o Banco Central anunciou a redução da Selic, que é a taxa básica de juros, para 6% ao ano (Banco Central corta taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, para 6% ao ano, “Estado”, 31/7). Pensando minimalisticamente, o povo brasileiro percebe que essa notícia eufórica não se traduz em suas necessidades. Ora, pessoas físicas e jurídicas, com excelente “cadastro positivo”, continuam sendo vítimas do sistema bancário que, na verdade são verdadeiros “agiotas oficializados” na cobrança de juros vergonhosos e extorsivos. Como está na moda, não seria o caso de classificar o sistema em “Spoofing Financeiro”?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JUROS 

O Banco Central vangloria-se pela sua decisão de cortar 0,50 ponto percentual na Selic e comemora que os juros agora de 6%, são os menores da série histórica, iniciada em 1996. Agora pergunto: a população pode comemorar o que, se a partir do momento que, por uma infelicidade, recorrer a um banco ou qualquer instituição financeira para obter um empréstimo os juros serão mais altos? Ou se por um problema qualquer deixar de pagar a parcela do cartão de crédito? Ou se tiver por emergência utilizar um cheque especial? Os juros serão de 6% ou em torno de 400% ao ano?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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EXPLORAÇÃO DA ITAIPU

Como assim? Brasil e Paraguai firmam acordo em segredo, que após descoberto, quase provoca o impeachment do presidente paraguaio (Acordo energético com Brasil sobre Itaipu abre crise no governo do Paraguai, “Estado”, 26/7). É isso que a “direita” chama de liberalismo? Acordos firmados em segredo, no escurinho do cinema? O que mais Bolsonaro anda fazendo em segredo? Começo a ficar preocupada.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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INCOMODADOS COM O COAF

Mais de 90% dos casos de corrupção são cometidos pelos graúdos. Daí, como são muitos, têm força e influência, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está em vias de só com autorização judicial poder repassar informações à Polícia Federal, proibindo o repasse espontâneo (Toffoli atende a pedido de Flávio Bolsonaro e suspende processo com dados do Coaf, “Estado”, 16/7). O Coaf é vital no combate ao crime organizado. Os graúdos se sentem incomodados com a atuação e, como no Brasil o crime compensa, o Coaf está na iminência de ser tolhido.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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ATITUDE DOS MINISTROS

Antes de tomarem qualquer atitude contra Dallagnol, gostaria de lembrar que os áudios foram hackeados. Um ministro colocou mordaça numa revista e o outro a cores e ao vivo falou muito mais que as escutas revelam. 

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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JORNALISMO INVESTIGATIVO

Eugênio Bucci defende em sua matéria O poder contra a liberdade (“Estado, 1/8, A2)  que jornalistas têm, sim, o direito de receber e publicar informações obtidas ilegalmente. Não custa lembrar o colunista que hackers são criminosos que se escondem na deepweb, um submundo virtual onde trafegam também pedófilos, chantagistas, terroristas, traficantes de drogas, enfim, tudo que não presta, de onde cometem todo tipo de crimes, entre eles o de roubo de conversas particulares. Pois bem, são bandidos desse tipo que abastecem o site de Greenwald. Existem vários tipos de jornalismo como de informação, investigação, opinião, que são necessários e importantes. Mas tem também o que é chamado de “jornalismo marrom”, aquele da difamação, das fofocas com o qual se tenta denegrir a imagem de uma pessoa. Não há dúvida que o jornalismo de Greenwald se encaixa no tipo marrom. Colocar a reputação de Sergio Moro, aclamado como herói nacional pelo incansável combate à corrupção sob suspeita, como sugere o articulista, é uma inversão imoral de valores. Comparar o histórico de um ex-juiz competente e íntegro com a ficha criminal do hacker, não passa de uma aberração. Parte da matéria publicada no Estadão de 25/7 (A5) detalha com precisão o tipo de gente com a qual querem comparar nosso símbolo de luta contra o crime: “Delgatti (o hacker) responde por furto, falsificação de documento e estelionato”. Além disso, ele e seus companheiros do crime possuem grandes quantidades de dinheiro, incompatíveis com seus rendimentos. Recentemente adquiriram dólares para, segundo eles, comprar armas. Quem vai acreditar num indivíduo que falsificava carteiras de identidade, rouba cartões de crédito e cheques? Resumindo: as investigações ainda estão em curso, mas se ficar provado que Glenn Greenwald está protegendo suas fontes enquanto estas praticam crimes capitulados no código penal, ele não faz jornalismo investigativo como prega Eugênio Bucci, mas se torna cúmplice de um ou vários crimes. Pior ainda se pagou para obter o produto desses atos criminosos. Sugestão ao colunista: Caso tudo isso se confirme, já é bom ir preparando um artigo denunciando o estado policialesco em que vivemos e a perseguição aos ladrões de bom coração.

Paulo R Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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PARCIALIDADE

Conclui Eugênio Bucci, em seu artigo, que a parcialidade do então juiz Sergio Moro culpou o inocente Lula. É isso mesmo?

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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RESULTADO DA DEMOCRACIA

Ao ler o artigo do dr. Ives Gandra Martins fiquei feliz de saber que ele fala exatamente de pessoas como o sr., que não aceitam o resultado da democracia. Estão torcendo pelo fracasso do governo. Mas como diz o ditado: os cães ladram e a caravana passa. 

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com

Cotia

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A VALE NA TV

Fiquei estupefata com o comercial da mineradora Vale veiculado na mídia, no horário nobre, nesta semana. A empresa se propõe a tomar as medidas cabíveis para que não haja um novo desastre nas barragens em funcionamento. E em momento algum se referiu às tragédias de Mariana e do Córrego do Feijão, tampouco às vítimas e suas respectivas indenizações. O “Jornal Nacional”, da TV Globo, não fez nem vem fazendo menção aos acontecimentos, mas vende espaço para que a Vale veicule a informação de que é uma empresa responsável. Cadê o pedido de desculpas da Vale aos brasileiros? Onde fica a agilidade nos processos de indenização às vítimas? Ninguém mais fala no assunto?

Lili Polto lilipolto@terra.com.br

São Paulo

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CESÁREAS NO SUS

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) projeto em que se discute a opção da mãe pela cesárea. A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) pretende garanti-la à gestante a partir da 39.ª semana de gravidez, em hospitais públicos do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sem orientação médica. Anualmente, são realizados 370 mil partos no SUS paulista e as cesáreas correspondem a 43% desse total. Na comunidade internacional de saúde, a taxa ideal para cesariana é de 19% a 15%. Toda esta discussão seria inócua se fosse obedecido o que a “Bíblia” ensina em “Gênesis”, capítulo 3, versículo 16: “Tu em dor parirás teus filhos”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SEM INDICAÇÃO MÉDICA

A deputada Janaína Paschoal deveria ter estudado Medicina. Já se declarou contra o abortamento em casos em que havia indicações médicas e legais, e agora deseja apresentar um projeto para garantir às grávidas no SUS a realização de cesárea mesmo que não exista indicação médica. Posições contra a Medicina e contra a Economia.

Affonso Renato Meira armeira@usp.br

São Paulo

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ORIGEM DOS ALIMENTOS

Agora é Lei. A partir de 1º de agosto entrou em vigor a instrução normativa (IN) 02/18, que obriga produtores e comerciantes a identificar a origem de frutas, legumes e verduras. Com isso, a IN pretende trazer mais segurança ao consumidor, eu, você e toda a população, por permitir a identificação e penalização do agricultor que tenha usado agrotóxicos em desconformidade com normas de segurança. Não se pode esquecer que quem manuseia esses produtos tóxicos em larga escala e excesso também estão sujeitos a contrair problemas futuros de saúde. A rastreabilidade vai valer para laranja, limão, tangerina, lima-da-pérsia, maçã, uva, melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana e manga, batata, alface, repolho, tomate e pepino, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicória, couve-flor, abóbora, abobrinha e pimentão, que tem sido o recordista em contaminação, muito acima da quantidade permitida de agrotóxicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem orientado comerciantes do Ceagesp a exigir dos atravessadores a identificação de produto: com nome do produtor, quantidade recebida, indicação do lote e data de recebimento do produto. A fiscalização cabe a todos nós consumidores destes produtos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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EM CONTINÊNCIA

Nos Jogos Olímpicos de 2016, a mídia esquerdopata caiu de pancada nos atletas vinculados às Forças Armadas porque prestaram continência à Bandeira Nacional ao receber a medalha no pódio. Em curso os Jogos Pan-americanos em Lima, Peru, nossos atletas, medalhistas de ouro em maior número, cada vez mais se emocionam com os acordes do Hino e com o Pavilhão Nacional sendo içado. Com efeito, perversa mídia e especialistas do caos continuam batendo em nossos honrados atletas. “Et pour cause”, quem sabe nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, o Brasil se perfile entre as cinco nações de maior e melhor desempenho olímpico? Afinal, sonhos não envelhecem, dizia o poeta.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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