Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Fundo eleitoral

Com raras exceções, nossos congressistas continuam imorais e pouco preocupados com o Brasil e a população. Quais são as reais e honestas finalidades de um fundo eleitoral bancado pelos contribuintes e, pior ainda, com custo inflado para R$ 2 bilhões? Por que esse privilégio para tão poucos? O que essa excrescência traz de positivo para o dia a dia do cidadão? Já não bastam os altos salários dos parlamentares, acrescidos de ajudas de custo e um sem-número de benesses, como planos de saúde os mais caros, um séquito enorme de funcionários, passagens aéreas, aposentadorias discrepantes e outros penduricalhos? Partidos políticos e candidatos que desejam ter assento em Casas legislativas devem bancar seus custos de maneira privada, não pela usurpação de recursos públicos, que deixarão bem mais magros os investimentos em saúde, educação, segurança, infraestrutura, etc., levando às graves consequências que o Brasil está careca de ver, viver e sofrer. É preciso que essa anomalia tenha fim. E o eleitor fique alerta nas próximas eleições, não mais aprove partidos, candidatos e dirigentes partidários que seguem usando em proveito próprio dinheiro alheio, proveniente dos altíssimos impostos (mais de 60 em cascata) pagos com o suor de quem segue as leis, trabalha duro e muito pouco resultado vê dessas contribuições compulsórias em termos de qualidade de vida e bem-estar para os brasileiros.

DAVID ZYLBERGELD NETO

dzneto@uol.com.br

São Paulo


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Salário mínimo

Demonstrando real espírito cívico, nossos congressistas conseguiram aumentar sua popularidade perante a opinião pública com a drástica redução no justo fundo eleitoral, previsto em R$ 3,8 bilhões, para apenas R$ 2 bilhões e o expressivo aumento no salário mínimo para robustos R$ 1.031. Não os esqueceremos quando da reeleição.

GUTO PACHECO

jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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Imoralidade pública

Que bom que o Congresso aprovou o valor de “apenas” R$ 2 bilhões para que políticos possam eleger-se nas próximas eleições municipais com dinheiro arrecadado do povo, com a falsa promessa de lutarem pelo bem comum – saúde, educação, segurança, etc. Quem do povo aprovaria isso? Aonde foi parar a esperança de que haveria renovação e com ela um início de moralidade pública? Quem determinou, a não ser eles próprios, que esses políticos profissionais de longa duração têm o direito de ser eleitos com recursos escassos e faltantes até para manter vivas as pessoas mais necessitadas? Que democracia é essa que distribui dinheiro para que sempre os mesmos se locupletem? Chega, brasileiros.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo


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Insensibilidade

Quem não se dispõe a cuidar da saúde terá de se desdobrar para tratar da doença. O Brasil apresenta imensa carência de saneamento básico e, em decorrência disso, doenças proliferam. Vergonhosos esgotos a céu aberto abundam nas comunidades das periferias e, apesar desse triste quadro, nossos parlamentares, insensivelmente, são capazes de destinar mais recursos para os Fundos Partidário e eleitoral do que para o saneamento básico. Simplesmente lamentável!

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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SANEAMENTO

 ‘Acesso à dignidade’

Excelente o artigo da economista Ana Carla Abrão que trata do atraso na universalização do saneamento básico em nosso país (17/12, B4). De fato, são 130 anos de República e nosso atraso é descomunal, mesmo em zonas intensamente urbanizadas e com grande população. Se levarmos em consideração que em plena Grande São Paulo, nas zonas próximas às represas, as invasões tomaram conta de áreas de inequívoca proteção ambiental, que estão poluídas, é possível avaliar o descaso, a incompetência e a precariedade de nosso nível civilizacional e o que vai pelas áreas menos privilegiadas. Digam o que quiserem, somos um país do Terceiro Mundo, cujas mazelas da corrupção e do descaso governamental constrangem qualquer cidadão. Nossos homens públicos e nosso sistema político são uma vergonha. Milhões de brasileiros ainda vivem em condições absolutamente indignas graças aos políticos, à sua incompetência e à sistêmica corrupção nos mais variados níveis do Estado.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

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URBANISMO

Ciclovia na Rebouças

Forçar a convivência de ônibus, carros, motos e bicicletas é a forma mais eficiente de aumentar os acidentes, que já são numerosos nessa avenida. Difícil entender o princípio de engenharia em que se baseia essa ideia. Os ônibus já têm dificuldade de trafegar nos corredores estreitos, com seu tamanho cada vez maior. Os automóveis e pequenas caminhonetes, em faixas já estreitas para acomodá-los, com seus espelhos retrovisores cada vez mais longos, disputam espaço com motocicletas, que andam em grandes grupos. Enfiadas no meio dos carros, as motos atingem velocidades de 50 a 70 km por hora. E agora a Prefeitura quer encaixar uma ciclovia no meio dessa confusão?! Talvez o projeto na Rebouças preveja a eliminação do canteiro central, com a derrubada de todas as árvores. Ou a redução das calçadas, já estreitas. Ou, quem sabe, a retirada de mais uma pista destinada ao tráfego de carros. Alguém tem de se explicar.

MIGUEL GROSS, engenheiro

mgross509@gmail.com

São Paulo


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Centro deprimente

Louvável a iniciativa da Prefeitura de promover atividades no centro da cidade. Mas a verdade inconveniente é que a enorme quantidade de mendigos e “noiados” – a grande maioria, homens em idade de trabalhar – acampados em estupor alcoólico, ou pior, pelas calçadas de avenidas como Ipiranga e São João, vandalizando áreas verdes como a Praça da República e o Largo do Paiçandu, não anima ninguém a considerar um passeio com a família, muito menos a morar por lá. A revitalização econômica do centro de São Paulo tem de passar por um programa sério para a população de rua. O resto é maquiagem.

FABIO OLMOS

f-olmos@uol.com.br

São Paulo


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BOAS-FESTAS

Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Escola LF, Júlio Roberto Ayres Brisola, Kincaid – Mendes Viana Advogados, Leleco Barbosa – Deles & Delas, Mario Cobucci Junior e Martins Fontes – Selo Martins.

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“Os trabalhadores brasileiros vão torrar os R$ 33 de aumento do salário mínimo, antecipadamente, em presentes de Natal e festas de réveillon...”

PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE O REAJUSTE APROVADO PELO CONGRESSO NA VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO DA UNIÃO PARA 2020

paulo.arisi@gmail.com


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“Já receberam, já gastaram. Vão devolver quando? Nunca!”

ADRIANO J. B. V. DE AZEVEDO / SÃO PAULO, SOBRE O BÔNUS NATALINO DE R$ 3.100 PARA OS 3.266 FUNCIONÁRIOS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

adrianojbv@uol.com.br



AGONIA NO RIO DE JANEIRO

O município do Rio de Janeiro agoniza. Com virtual moratória declarada, deixa de cumprir compromissos salariais e compromete serviços básicos devidos aos cidadãos. Tudo parece convergir para a incapacidade demonstrada pelo prefeito Marcelo Crivella de gerenciar as contas públicas, esquecendo-se ele ainda, pelo cargo que ocupa, de que seu compromisso direto é com a população que o elegeu, e não com aliados de ocasião, visando à reeleição e a voos mais altos. Por outro lado, é importante mencionar, também, a parcela de responsabilidade na presente calamidade que cabe aos vereadores que compõem a Câmara Municipal, pois não aprovaram, quando se lhes apresentou a oportunidade, por razões puramente fisiológicas, o afastamento do incompetente alcaide por improbidade administrativa.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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CALAMIDADE FINANCEIRA E INEFICIÊNCIA


Pelo que nos consta, a cidade do Rio de Janeiro está passando por uma situação financeira precária, mas o importante, neste momento, é a cidade dar algumas informações extremamente relevantes para a população: quanto da receita da prefeitura é gasto com pagamentos de funcionários, quantos funcionários são e quanto custam os funcionários comissionados? Qual o total de veículos usados por servidores públicos e o montante das despesas para fins particulares? E, finalmente, o que está sendo feito para resolver as acusações de que funcionários da Câmara Municipal que recebem salários astronômicos nem residem no Rio de Janeiro, havendo até caso de funcionário que mora no exterior? É preciso que o setor público entenda que não existe mais no mundo espaço para ineficiência e malversação de recursos públicos, pois os recursos são extremamente escassos. O serviço público tem de se acostumar a ter competência e eficiência.


Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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CRISE CARIOCA


Interessante, uma cidade que tem (eles dizem) as melhores praias, um chamativo Cristo, um bonde de pão de açúcar, um Porto Maravilha, a maior e melhor roda gigante do País, entre outras coisas, mas não tem dinheiro para pagar o salário do imenso funcionalismo público?  Ué, alguma coisa está errada.


Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo


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MORTES NOS HOSPITAIS


A mortalidade hospitalar no Estado do Rio de Janeiro é a maior do País em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda assim, soltaram o Luiz Fernando Pezão e querem soltar o Sérgio Cabral. É um escárnio ao povo carioca.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PARIS 2020!


Sérgio Cabral quer devolver R$ 380 milhões em delação premiada, maior que a Mega da Virada. Como ele roubou US$ 120 milhões, ainda vai sair lucrando R$ 100 milhões, fazendo o câmbio a R$ 4 por dólar! Nova Grande Festa de Guardanapos em Paris 2020!


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CONTESTAÇÃO


A mídia informa que foi fechado acordo de delação premiada entre Sérgio Cabral e a Polícia Federal. Ocorre que o procurador-geral da República, Augusto Aras, o está contestando. Cá entre nós, o que o PGR quer, mesmo, é calar a boca de Cabral, até porque, caso ele realmente “abra o verbo”, como se usa dizer, não ficará pedra sobre pedra nesta terra de Cabral. Refiro-me àquelas poderosas figuras públicas que deverão aparecer na tal delação do ex-governador. Quem viver verá!


Maria E. Amaral marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo


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IMPEACHMENT NOS EUA


Os Estados Unidos estão divididos quanto ao destino político de Donald Trump no Congresso Nacional (Câmara dos Representantes versus Senado Federal), na mídia tradicional (CNN versus Fox News), nas mídias sociais (democratas versus republicanos) e nas eleições de 2020 (reeleição ou não do presidente). O impeachment é uma arma política dentro do jogo democrático de acordo com as regras do presidencialismo. Ambos os lados focam em novembro do próximo ano para romper o impasse do país dividido. Entretanto, a tensão social pode se agravar se um dos lados vencer todas as três disputas: maioria dos deputados, maioria dos senadores e a eleição presidencial. Esta última, por ser indireta pelo Colégio Eleitoral, torna ainda mais dramático o resultado final, como já ocorreu em 2016.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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GUINADA À DIREITA


O grande perigo da guinada à direita da política nacional, sob o governo Bolsonaro, é o ressurgimento de movimentos ultrarradicais de extrema-direita, como a Frente Integralista Brasileira (FIB), calcada e inspirada na figura de Plínio Salgado, criador e principal liderança dos camisas verdes. O grupo que se opõe ao capitalismo, ao liberalismo político e econômico, ao comunismo, ao imperialismo, ao capital financeiro internacional, à teologia da libertação e ao aborto é um declarado e contumaz crítico à Israel e ao sionismo.Com o braço direito erguido ao céu e a saudação tupi “anauê” (“olá, salve, você é meu irmão”), seus integrantes já estão reunidos oficialmente em sete Estados e têm por objetivo no curto prazo o lançamento de candidaturas País afora nas eleições municipais para o Legislativo, bem como ressuscitar o Prona, fundado pelo notório Enéas Carneiro. Por oportuno, cabe citar Bertolt Brecht: “A cadela do fascismo está sempre no cio”. Cuidado, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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INTEGRALISTAS ESTÃO DE VOLTA


O Movimento Integralista no Brasil jamais morreu, apenas ficou hibernando e, agora já se expondo abertamente, pretende retornar ao cenário político e social brasileiro de maneira ativa (ver reportagem do Estadão de 16/12). É preciso lembrar que, dentro da sua corrente de pensamento ultraconservadora, o autoritarismo, o fascismo e o antissemitismo sempre estiveram presentes. As fardas, embora de coloração distinta – verde – e a saudação com o braço erguido lembram os trágicos e inaceitáveis tempos do nefasto e criminoso nazismo (holocausto), ainda bastante vivo na memória da história contemporânea. É preciso que todos fiquem alertas diante deste retrocesso, pois o Brasil não necessita de mais problemas. Daí para a frente, todo cuidado é pouco.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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ABOMINÁVEL VOLTA A UM SÉCULO


Estado noticiou as tentativas toscas de restauração das pantominas públicas do integralismo de Plínio Salgado e Gustavo Barroso. Liquidação do homem autônomo e livre. “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado.” Ditadura de direita a gosto de Nietzsche e seu abominável, forjado e caricato tempo cíclico, no melhor estilo fascista. Volta ao passado e tradições de espasmos políticos superados, como se fôssemos destinados a purgar multiplicadamente nossas penas existenciais, superadas pela evolução da espécie, que hoje nos proporciona virtudes culturais e tecnológicas. Uma pantomina de símbolos, vestimentas, rituais e iconografias, apresentadas por amantes de ditaduras que se aperceberam do momento cultural esquálido em que estamos chafurdados.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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REPUGNANTE


No momento em que manifestações antissemitas ressurgem com força em países da Europa, causa indignação a tentativa de retorno, no Brasil, do integralismo – movimento fascista de extrema-direita surgido nos anos 30 –, uma das manchas negras da nossa história. É risível e ridícula a tentativa dos autodenominados neointegralistas de diferenciar antissionismo de antissemitismo: as manifestações nas redes sociais, a deplorável imagem da cobra de três cabeças contendo a estrela de David e declarações do tipo “boa parte dos líderes da indústria pornográfica e dos banqueiros que escravizam bilhões de pessoas mundo afora são judeus sionistas” são flagrantemente antijudaicas e, portanto, racistas. A tese da democracia orgânica, então, assume ares patéticos: neste modelo fortemente elitista as “decisões seriam tomadas por representantes dos diferentes grupos sociais e categorias profissionais; o nacionalismo econômico e cultural; o municipalismo; o espiritualismo; e a doutrina social da Igreja”. Ou seja, o voto do povo está literalmente excluído. A verdadeira democracia permite demonstrações políticas de qualquer natureza dentro dos limites da legalidade. Os conceitos veiculados por este movimento, além de ultrapassarem esses limites, provocam repugnância.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CARNAVALESCO


Sobre a matéria Integralistas estão de volta e resgatam camisas verdes, publicada no Estadão em 16/12, temos de sorrir para esta tentativa de ressuscitar algo originário da arqueologia política do passado. Numa visão cultural, seria algo mais carnavalesco, em que se deixa a correr fantasia solta, com o uso de coisas do passado. Um irônico e engraçado “anauê” com o braço elevado para a vertical, nesta micareta fora de época. Quem sabe no próximo carnaval será um bloco engraçado.                 


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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PENSARAM NISSO?


Se frutificar, o partido neointegralista vai ajudar muito o fortalecimento do Aliança pelo Brasil. Será que pensaram nisso? Ocuparão o lugar da extrema-direita e deixarão espaço livre para a direita bolsonarista que será bem-vinda com sua política econômica liberal, com sua tolerância à diversidade e repúdio à discriminação racial, com seu fortalecimento das instituições, etc...


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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NO PSDB


Na semana passada, o PSDB, dividido em duas alas, elegeu o deputado Celso Sabino para a liderança do partido. Disputavam esta nomeação duas correntes políticas internas, uma, liderada por João Doria, e outra, por Aécio Neves. Venceu a turma de Aécio em sua indicação do deputado eleito. Assim, ficamos sabendo que tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Aécio Neves, que perigava ser denunciado, investigado e preso por coisinhas tais como corrupção, continua firme e forte em suas tradições familiares de liderança política e de – coisa mais recente – constrangimento nacional, pois, sejamos sinceros, tem coisa mais vergonhosa que ser nacional de um país onde gravações de crimes são simplesmente esquecidas e desconsideradas, e onde quem é gravado em ilicitudes simplesmente fica lá, quietinho, manipulando cordéis e direcionando políticas partidárias?


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘POROROCA DE ILUSÕES’


Impossível para mim não fazer uma consideração sobre o quase excelente texto de Bolívar Lamounier Pororoca de ilusões (Estado, 14/12, A2). Disse ele que, no curso da História, o mais comum é duas forças políticas se contraporem de forma previsível, uma mais pragmática e outra se deixando levar por algum delírio populista, seja ideológico, religioso ou emocional. E que hoje, muito diferente da norma, o que existe são duas tribos alucinadas de petistas versus bolsonaristas. Discordo: durante os governos petistas não houve efetiva contraposição de forças, pois o PSDB sempre amaciou a caminhada do PT mesmo durante a pior crise do mensalão. Tudo para evitar um desgoverno de Lula. Hoje existe, sim, essa contraposição, renhida, pois os petistas e esquerda em geral jamais se conformaram com a queda do poder, tendo se programado para permanecer em Brasília por no mínimo 25 anos. O projeto abortado não lhes desce pela garganta e, portanto, a luta é diária e feroz, pois o que mais os petistas sabem fazer é ser oposição. São tão excelentes quanto péssimos são para governar. E não concordo com a visão simplista do articulista de que o bolsonarismo tem uma visão estreita da perspectiva histórica. Bolsonaro governa há apenas um ano e já promoveu mudanças maiores que muito governo em quatro.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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O BÔNUS DA ALESP


É um alento que a juíza Gilsa Elena Rios, da 15.ª Vara da Fazenda Pública, a pedido do MBL, tenha tomado a decisão de suspender de forma provisória o excrescente abono de vale-alimentação para festas natalina no valor de R$ 3.734,00 aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ora, que orgia com os recursos dos contribuintes é esta que, ao valor normal do vale-alimentação de R$ 634,14, como se não tivessem de dar satisfação a ninguém, os deputados decidiram acrescentar mais R$ 3.100,00, ou pouco mais que três salários mínimos, que beneficiaria os 3.200 servidores da Alesp? Uma afronta! Mais um péssimo exemplo desta classe política eleita nas urnas.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DINHEIRO SOBRANDO?


A Alesp está mostrando a que veio. Depois da desavergonhada distribuição de R$ 10,1 milhões alegando que havia sobra no caixa, o presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), nem ao menos foi contestado pelos seus pares. Como assim sobra, se para dar aumento aos professores, policiais e médicos o governador disse não haver dinheiro?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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BASTA!


Quando vemos a decisão da Alesp de majorar em R$ 3.100,00 o vale-alimentação dos servidores daquela Casa, cabe aqui a pergunta: qual o compromisso dos deputados com o povo de São Paulo? A resposta é escancaradamente “nenhum”. É simplesmente vergonhosa, indecente, imoral e até – por que não dizer? – criminosa a atitude deste pessoal. Esta classe altamente privilegiada, que rotineiramente zomba do povo, deveria aprender a respeitar e dar valor ao dinheiro do contribuinte, que é quem paga demais pelos desmedidos benefícios, sem o mínimo de reciprocidade pelo sacrifício. Está aí a prova cabal de que não há a mínima afinidade deles com os anseios do nosso povo. Já passou da hora de nosso povo se manifestar de todas as formas contra essa indecência. Não estamos aqui para trabalhar arduamente para satisfazer aos caprichos de classes mesquinhas. Quem quer conceder benefícios para alegria dos seus, que o faça com o seu dinheiro. Basta de tanta safadeza!


Orlando Rodrigues Maia ormaia@uol.com.br

Avaré


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VERGONHOSO


Este bônus aprovado para os funcionários da Alesp, na situação em que se encontram o País e, em particular, os trabalhadores desempregados, é uma vergonha. Bonificar quem está empregado e que já ganha bem é justo?


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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CRISE ONDE?


A orgia de gasto com dinheiro público continua. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou um “bônus extra” de auxilio-alimentação de R$ 3.100,00 (valor superior à aposentadoria da quase totalidade dos brasileiros) – decisão felizmente cancelada. Em Pernambuco, a juíza esposa do governador recebeu R$ 1,2 milhão em dezembro e os demais juízes, cerca de R$ 200 mil. No Espírito Santo, os vereadores, cujo trabalho deveria ser comunitário, sem remuneração, elevaram os salários para a próxima legislatura. Parece até que abundam recursos para saúde, educação, infraestrutura...


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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CORAÇÕES E MENTES CORROMPIDOS


Três casos recentes em nosso país mostram a deterioração moral e ética em nossa sociedade. No Pará, uma ONG é suspeita de atear fogo na floresta para conseguir patrocínio “contra” queimadas. Os criminosos foram soltos pelo juiz. Em Mairiporã, 42 pessoas foram presas por explorar uma rinha de cães de briga, evento que incluía um médico veterinário, estrangeiros e promoção na internet. Um juiz manda soltar 41 dos envolvidos. Em Campinas, numa escola estadual, professores criminosos mandam alunos, menores de idade, encenar a morte do presidente Bolsonaro. Ou seja, professores usando o espaço da escola para formar delinquentes. Nenhuma medida punitiva ainda foi tomada, até o momento em que escrevo esta carta. Além da falta de compromisso do Judiciário com a sociedade, notória há décadas, vemos no comportamento dos outros envolvidos (somente para citar estes casos) a falta de caráter, de ética e de moral e a vontade de cometer o crime pelo crime. Trágico resultado de anos de um país sem lideranças sociais decentes (Igreja, cultura, academia, entidades de classe, sindicatos) e, principalmente, país que foi governado por organizações criminosas, cuja atuação apodreceu os serviços públicos e as autoridades legislativas, do Executivo e judiciárias.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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