Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Regina Duarte na Cultura

Ainda nem sequer aceitou o “pedido de casamento” do presidente Jair Bolsonaro, condição matreira para que possa assumir o comando da Secretaria Especial de Cultura, e a “noiva” já começa a sentir o peso das críticas e cobranças do seu meio artístico. A mais inusitada partiu de Gilberto Gil, que disse que Regina Duarte não é uma gestora, e sim uma artista que tem compromisso com a classe a que pertence. Será que o ex-ministro da Cultura no governo Lula, chamado para o cargo pelas mesmas qualificações de Regina, se achava um gestor sem compromissos com sua classe...?!

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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A escolha da atriz Regina Duarte para substituir Roberto Alvim na guerra da cultura foi rápida e boa. Regina pronuncia-se contra a esquerda desde os tempos do Plano Real e da eleição de Fernando Henrique Cardoso x Lula. A atriz foi explícita em seu apoio ao presidente Bolsonaro e nada mais lógico do que sua presença no governo. Artista experiente em matéria de cultura, a meu ver sua atuação tem tudo para ser benéfica para o País.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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Ministro da Justiça

O programa Roda Viva desta segunda-feira, 20/1, deu grande audiência graças ao convidado de peso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O ministro respondeu a todas as perguntas, algumas claramente capciosas, com tranquilidade, clareza, precisão e sabedoria, deixando-nos orgulhosos desse homem que tão bem nos representa na sua missão.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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ETERNOS PRIVILÉGIOS

Cadê a luz no fim do túnel?

A cada dia que passa nos vemos mais frustrados com os responsáveis pelo nosso país, em todas as instâncias. Temos tantos penduricalhos em nossas leis que vou ater-me apenas a um deles, destacado no Estadão deste domingo. Trabalhei alguns anos além do exigido para aposentadoria, em mais de 90% desse período recolhi sobre o teto máximo exigido pelo INSS e hoje recebo bem menos que o teto em vigor. Aí vejo que 194 mulheres, por serem filhas de ex-parlamentares e servidores, recebem a bagatela mensal de até R$ 35 mil! Se fizerem um pente-fino, certamente se verá que a maioria tem família e só não a formaliza para não perder a benesse. Com tantas carências que temos em educação, saúde, segurança, gastam-se com tal mordomia cerca de R$ 30 milhões por ano! Se somarmos as benesses dos deputados e senadores, sobraria dinheiro para muita coisa útil.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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Não pode dar certo

Na caça aos privilégios do setor público, a cada enxadada, uma minhoca. Há alguns dias soube pelo Estadão/Broadcast que um em cada cinco servidores do INSS se encontra em licença de saúde. Essa é, certamente, a principal causa dos quase 2 milhões de pedidos de benefícios em fila de espera. Agora somos informados da existência de 194 filhas solteiras (muitas delas propositalmente solteiras) de ex-parlamentares e ex-servidores do Congresso Nacional que recebem gordas pensões vitalícias. Pesquisando, descobri que apenas uma delas recebeu em dezembro R$ 167 mil (!), somando pensão e benefícios. Elas se juntam às filhas solteiras de militares falecidos que também desfrutam o benefício, num total de 68.118 senhoritas que se aproveitam do contribuinte. E ainda há quem não saiba por que o Brasil não dá certo.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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Política do atraso

O pagamento de pensão a filhas solteiras de ex-parlamentares federais é apenas a pequena ponta do iceberg de um imenso conjunto de privilégios que ao longo da nossa História foram sendo autoconcedidos pelos assim chamados “representantes do povo”. Tais privilégios fazem parte da vergonhosa cultura política que dificulta o progresso social e econômico do Brasil. Está posta neste caso uma oportunidade para o nosso atual Congresso demonstrar que estamos a caminho de uma real transformação para nova fase em que as decisões considerem prioritariamente os interesses da sociedade. Esse absurdo tem de acabar!

MANOEL LOYOLA E SILVA

magusfe@onda.com.br

Curitiba

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Elite nociva

O serviço público e a política fizeram muita gente ficar rica. Mas não os vejo na criação de nenhuma riqueza para o País.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

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SAÚDE PÚBLICA

Fitoterápicos

Com grande satisfação vi a foto estampada na primeira página do Estado de 20/1, finalmente o Brasil está acordando e redescobrindo cada dia mais os remédios fitoterápicos. Desde 2006 o Brasil tem a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e o Ministério da Saúde também instituiu, em 2010, o programa Farmácia Viva. Mas o melhor presente de Deus à nossa saúde caiu, no Brasil, totalmente no esquecimento: é a Aloe vera L, conhecida como babosa. Existem hoje mundialmente 400 indústrias que fabricam bebida revitalizante com base em Aloe vera L, que ajuda a manter nossos 150 mil km de vasos capilares com o diâmetro interno normal e saudável de sete mícrons, facilitando assim a passagem dos glóbulos vermelhos para melhorar o metabolismo e proporcionar mais vitalidade. Infelizmente, o Brasil dorme em berço esplêndido, quando poderia ser o maior fabricante e exportador do gel extraído das folhas grossas dessa planta fabulosa, criando milhares de empregos. A natureza oferece-nos maravilhas e nós, aqui, não podemos desperdiçá-las. Nenhum outro produto da natureza reúne até hoje tanta pesquisa científica como a Aloe vera L, que também é usada em cosméticos.

MICHAEL PEUSER

mpeuser@hotmail.com

Santos

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Ranitidina

O Laboratório Medley recolheu Ranitidina das farmácias em dezembro e somente na última segunda-feira fez publicar um recall nos jornais! Alguns lotes da droga – incluída a que tenho e estava usando – podem provocar câncer. Uso Ranitidina há vários meses e, ironicamente, sou oncologista. Liguei para o 0800 e o processo de devolução da caixa que tenho é tão complicado que nem vou relatar aqui.

AGAMEDES PADUAN

agamedespaduan@gmail.com

São Paulo

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“Será que Bolsonaro é daltônico? Se eu fosse a Regina Duarte, já que estão ‘noivos’, antes do ‘casamento’ procuraria saber por que as cartas brancas que ele deu a alguns ministros depois mudaram de cor. Vai ver ele confunde...”

MARISA BODENSTORFER / LENTING (ALEMANHA), SOBRE O CONVITE PARA A CULTURA

baica53@googlemail.com

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“Parabéns a Regina Duarte, pela grande oportunidade que surge para ela! Fazemos votos de muito sucesso e acreditamos em seu potencial”

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ , IDEM

sepassos@yahoo.com.br

OPERAÇÃO SPOOFING

 

Ministério Público Federal (MPF) denunciou o jornalista Glenn Greenwald e outras seis pessoas por invasão de celulares e associação criminosa em crimes relacionados à Operação Spoofing. Eis que a denúncia contra Glenn ocorre mesmo sem que o jornalista tenha sido investigado ou indiciado pela Polícia Federal, já que uma liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes proibiu a investigação contra ele baseado no sigilo à fonte jornalística. Gilmar Mendes, do mesmo tribunal e da mesma escola ideológica que Dias Toffoli – lembrando, aqui, que o presidente do STF concedeu liminar impedindo investigações a partir de relatórios espontaneamente compartilhados pelo Coaf –, preza pelo sigilo de fontes, resguardando-as, mas não resguardando a sociedade das consequências do que vazaram essas fontes. Somente no Brasil os interesses coletivos se curvam aos interesses de alguns, e somente aqui investigações são perigosas por si sós, mesmo se autorizadas pelas polícias e pelos interesses sociais, mas sendo às vezes negadas monocraticamente por autoridades em decisões verdadeiramente pouco republicanas.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SÉRGIO MORO NO ‘RODA VIVA’

 

“Eu não vim aqui para falar do presidente Bolsonaro”, foi o brilhante freio de arrumação usado pelo ministro Sérgio Moro no programa Roda Viva de segunda-feira (20/1), para aplacar a ensandecida trincheira da âncora Vera Magalhães e demais colegas da bancada de entrevistadores, todos aparelhados para indispô-lo contra o presidente Jair Bolsonaro. A partir daí, com elegância, paciência, ética, competência e sabedoria, o ministro se houve com louvor, maestria e segurança diante das demais pegadinhas apresentadas naquele covil de serpentes venenosas para desacreditá-lo. Seguramente, Barack Obama, ex-presidente americano, que um dia satirizou o condenado Lula da Silva (que acreditou, putz!) chamando-o de “o cara”, está a incutir na vazia e peçonhenta cabeça do senhor Luiz Inácio quem é verdadeiramente “o cara”. Dr. Moro, a sociedade se ufana do senhor. Parabéns!

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MAIS DE MENOS

 

Quem ansiava pela entrevista do dr. Sérgio Moro no programa Roda Viva de segunda-feira (20/1) se sentiu frustrado por ouvir respostas comportamentais equivalentes às de Rolando Lero.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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SERENIDADE

 

Chamou-me a atenção a serenidade de Moro, em contraste com a falta de serenidade de alguns jornalistas do programa Roda Viva. Aquilo que chamam de “Moro esquivou-se dos questionamentos” eu chamo de “Moro não perdeu a cabeça diante de provocações”. E ainda terminou dando “um tapa com luva de pelica” num determinado jornal.

 

Sérgio Bruschini bruschini0207@gmail.com

São Paulo

 

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LOBOS

 

A avidez com que os repórteres avançaram contra Sérgio Mora durante a entrevista no Roda Viva assemelhou-se a uma matilha de lobos selvagens acuando sua presa para que confessasse seus crimes e fornecesse matéria-prima para seus comentários desqualificados e impertinentes. Uma verdadeira aberração do jornalismo livre, democrático e independente. Ao invés de fortalecerem o ministro interessado em poupar vidas e salvar vidas possivelmente perdidas para o tráfico, preferiram criticar e desdenhar cada ato de construção e vitalização de uma sociedade sadia e equilibrada.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

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‘RODA VIVA’

 

A jornalista Vera Magalhães (gosto muito de seu trabalho), como neófita no programa, dá para entender, mas, tirando Felipe Moura Brasil, todos quiseram apenas focar intrigas no governo para que o entrevistado, o ministro Sérgio Moro, ficasse sob pressão sem motivo. Só faltou perguntarem o que faria se um dia tivesse de matar alguém. Ridículo! Sua presença merecia melhor tratamento.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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DESCONSTRUIR NEM SEMPRE É MAIS FÁCIL

 

No Roda Viva, por causa de uma bancada excessivamente preocupada em desconstruir Moro, perdemos a oportunidade de saber o que está sendo feito para combater ainda mais a corrupção e pela melhoria da Segurança.

 

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

São Paulo

 

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A ÉTICA DE MORO

 

Quem assistiu ao programa Roda Viva sentiu a ética do ministro Sérgio Moro. Para todas as respostas, colocou a hierarquia e o princípio do escalonamento em primeiro lugar, juntando a educação como brinde aos entrevistadores. Se Bolsonaro aceitasse as lições de Sérgio Moro, a Nação ganharia muito, porque estaria livre do debate fútil e das agressões constantes aos circunvizinhos. O mundo dos éticos e dos educados é um mundo melhor e mais apreciável.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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PRECISAMOS DE MORO

 

O ministro Sérgio Moro teve um desempenho brilhante no programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele, como sempre, comportou-se com diplomacia, respeito, educação e ética, dando repostas inteligentes e claras, mesmo enfrentando entrevistadores que a todo custo procuravam “pegá-lo na curva”, tentando desestabilizá-lo, não conseguindo. Nota 10 para a estreante Vera Magalhães. Pena ter havido um excesso de comerciais interrompendo o programa. Na próxima eleição para presidente, ou na seguinte, vamos aguardar quem será o segundo colocado.  O nosso superministro, em razão do seu sucesso, não só no nosso país, precisa estar preparado para se defender da inveja e da ciumeira, principalmente de maus brasileiros e de alguns membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

 

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INQUISIÇÃO

 

Creio ser redundante falar do excepcional desempenho do competente ministro Sérgio Moro no programa Roda Viva de segunda-feira (20/1). Deixo isso para as redes sociais, que estão a louvar a jubilosa performance do honrado ministro. Despertou-me curiosidade a enfática chamada da estreante âncora Vera Magalhães ao abrir o programa. Segundo ela, é praxe da casa não anunciar ao convidado quem serão os seus entrevistadores. Como assim? A meio do programa, uma das “inquisidoras”, cujo nome não vem ao caso citar, se remeteu à conversa com o motorista de aplicativo que a conduziu à emissora pouco antes e sugeriu perguntas ao dr. Moro. Ficou subentendido que a produção covardemente combinou com os “russos”, à revelia do ministro. De qualquer forma, para todos os efeitos, quaisquer que sejam as pegadinhas e opositores, é fato que o operoso e ético ministro está preparado e não se abala com as maldosas ilações e fofocas construídas em vão para desestabilizá-lo. Se quiserem pagar para ver, convoquem outro programa, com serpentes mais radicais a entrevistar. Nomes não faltam. Desde já, firmo a minha satisfação em saber que o ministro devorará estes radicais e extremistas agentes da mídia socialista. Façam fila, pois. Como consolação, restará ao Roda Viva celebrar a audiência no horário. Estamos juntos, dr. Moro!

 

Bruno P. David de Oliveira brunopdavid@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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METRALHADORAS

 

Sinto saudade do programa Roda Viva, que era um ícone da televisão de alto nível. Sempre com entrevistas interessantes e inteligentes, o corpo de entrevistadores era muito bem selecionado e, principalmente, apartidário. No circo a que assistimos na segunda-feira (20/1), uma das charges feitas ali desenhando o eminente e brilhante dr. Sérgio Moro sendo metralhado pelos pseudoentrevistadores já comprovava a que vieram. Como sempre, dr. Moro deu um banho de ética, dignidade, equilíbrio, bom senso e serenidade para responder às provocações, enfatizando que respondia somente pelo ministério  assumido por ele. Vera Magalhães, logo depois da última pergunta provocativa respondida ao representante da Folha, tratou rapidinho, na saia justa, de encerrar o programa. Todos nós percebemos. É como está correndo nas redes sociais: “Moro entrou grande e saiu gigante” (postado por LAW). Nota: quanto ao caso Marielle, Moro esclareceu muito bem o porquê da decisão tomada para retornarem as investigações ao Rio de Janeiro.

 

Maria Luisa K. L. Passerini marialuisa@jcpasserini.com.br

São Paulo

 

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LAMENTÁVEL

 

Um programa que já foi referência na programação televisiva brasileira está, lamentavelmente, correndo o risco de perder seu prestígio por causa da mediocridade dos entrevistadores escolhidos. O último programa atingiu os píncaros do bizarro, quando foi entrevistado o ilustre ministro Sérgio Moro. Ao invés de lhe serem dirigidas perguntas inteligentes, relativas a assuntos jurídicos de interesse da sociedade, o que se viu, salvas algumas exceções, foram indagações infantis, até grosseiras, próprias daqueles que não visam aos esclarecimentos, mas apenas a tumultuar e lançar dúvidas no ar, começando pela própria apresentadora, cujo desempenho jornalístico deixa muito a desejar.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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COINCIDÊNCIA

 

Quem assistiu ao Roda Viva em 20/1 certamente estranhou a manchete do Estadão e a “coincidência” da entrevista de Leandro Karnal no jornal de 21/1 (‘Moro e Dallagnol são dotados de um certo tenentismo’). Realmente, Sérgio Moro e o os jovens que “fizeram” a Lava Jato “mexem” com vaidades, mas são, sim, a esperança dos brasileiros lúcidos. Em tempo: esperamos novos tempos agora, com Vera Magalhães.

 

Lilia Hoffmann  liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

 

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REGINA DUARTE NA CULTURA

 

O pouco caso, o indisfarçado desprezo com que a atriz Regina Duarte vem sendo tratada por apoiar o governo Bolsonaro – sem abonar todos os seus atos – e aceitar “pensar” sobre assumir a gestão da política cultural do governo revela o radicalismo dos ativistas da esquerda caviar e a omissão da intelectualidade democrática. Quando Fernanda Montenegro foi cogitada para o Ministério da Cultura ninguém alegou seu despreparo como gestora nem a sua empregadora fez ameaças de suspender seu contrato. Regina é corajosa, mas parece conciliadora. Se conseguir conter Bolsonaro e fazer com que a intelectualidade aceite ceder quando razoável e não impor suas ideias, estaremos no bom caminho. Mas, se o radicalismo imperar, aí não tem jeito.

 

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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DIRIGISMO CULTURAL

 

A arte é uma pinça, dada a poucos seres humanos, para extrair das profundezas do ser individual e social os motivos últimos do agir e a verdade em geral dissimulada. Em sua dimensão plena,  a cultura de um povo é incompatível com esquerda ou direita, conservadorismo ou progressismo, tendências que a represam e, portanto, destroem sua essência. Regina Duarte dizer que é conservadora indica que a condução da cultura nacional será conservadora. Porém, o Estado deve afastar-se do dirigismo cultural e apenas propiciar os meios necessários para que as artes fluam, expressem a sensibilidade do âmago do homem e da sociedade.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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PROBLEMAS

 

A indicação de Regina Duarte para a Secretaria de Cultura por certo vai causar muitos problemas. Os posicionamentos do atual governo em relação a essa área não agradam a parte significativa dos segmentos sociais ligados à cultura. Não se discute sua competência como atriz. Mas o mesmo não se pode dizer em relação à sua postura ideológica e partidária, assumindo o apoio ao presidente Bolsonaro.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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‘NOIVADO’ COM O GOVERNO

 

Não, Regina, não aceite este “compromisso”. Continue sendo a nossa namoradinha.

 

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

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REGINA DUARTE

 

Realmente, o Brasil está em fase de testes. Parabéns ao envolvidos!

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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AMOR PROFUNDO

 

Tomara que o “noivado” de Regina Duarte com Bolsonaro não acabe em “feminicídio” cultural. 

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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CULTURA E LIBERDADE

 

Estadão está de parabéns pela publicação do artigo do jurista dr. Ives Gandra da Silva Martins  Liberdade de expressão ou de  agressão? Senti-me reconfortada vendo que ainda existem alguém com grande conhecimento jurídico e um jornal que reconhece isso. No domingo, assisti ao final da entrevista com o ministro Dias Toffoli, do Supremo, na Bandeirantes, e custei a dormir de tão amargurada que fiquei constatando a ignorância dele para justificar sua posição em relação à liberdade de expressão. Além de ignorante e arrogante, é mentiroso. Além de se declarar católico, criado por seus pais na religião católica, ser irmão de padre e sobrinho de freira e de um monsenhor já falecido, disse não se sentir ofendido. E, sobre a manchete do Caderno 2 de ontem, lembrei-me de Fernando Henrique Cardoso, que convidou a atriz Fernanda Montenegro para a pasta da Cultura e o marido dela, Fernando Torres, já falecido, na época  declarou que com um bom script e um ótimo diretor ela certamente teria um desempenho notável. A artista declinou do convite. Chacrinha tinha razão, “nada se cria, tudo se copia”, sobre a declaração de Ruy Castro. Se André Sturm vê com bons olhos, deixa-me ainda mais convencida de que o Ministério da Cultura deveria ser extinto, pelo bem da nossa arte e nossa cultura, e todas as secretarias de Cultura em todos os Estados e municípios, fechadas, pelo mesmo motivo. Quem precisa não merece e quem merece não precisa.

 

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

   

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LIBERDADE

 

Quero, aqui, cumprimentar o professor Ives Gandra da Silva Martins, por seu artigo Liberdade de expressão ou de agressão? (Estadão, 21/1, A2). Gostaria de ir um pouco além da opinião do professor e desafiar o grupo humorístico Porta dos Fundos a adulterar a figura de Maomé. Coragem, rapazes, façam valer a liberdade de expressão tão protegida pelo senhor Dias Toffoli, aquele que já censurou arbitrariamente a revista Crusoé. Uma vergonha.

 

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

 

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PORTA DOS FUNDOS

 

A propósito do interminável imbróglio sobre o polêmico vídeo do Porta dos Fundos, sem desconsiderar a inegociável e intocável liberdade de expressão propugnada na Carta Magna do País, cabe, por oportuno, perguntar o que aconteceria aos autores e intérpretes se, em vez de ridicularizar a milenar fé cristã, satirizassem a religião islâmica. É melhor nem pensar a respeito, pois não?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ÍDOLOS

 

Concordando com o magistral Ives Gandra da Silva Martins (21/1, A2), perguntaria se o tal Porta dos Fundos faria, no mesmo estilo ofensivo, charges e filmes de ídolos do esporte, da música, do cinema, do teatro e de outras artes, lembrando alguns, como Pelé, Elis Regina, Bibi Ferreira e Lima Duarte.

 

Alcides Anchieta de Freitas aanchietadefreitas75@gmail.com

Santo André

 

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APANÁGIO DE DITADURAS

 

Li com perplexidade o artigo Liberdade de expressão ou de agressão?, do dr. Ives Gandra da Silva Martins, publicado no Estadão do dia 21/1/2020 (página A2). O que me chocou foi o argumento utilizado para justificar que o especial de Natal do grupo humorístico Porta dos Fundos não se enquadra como manifestação da liberdade de expressão: ofende aos preceitos religiosos da grande maioria da população brasileira, que é cristã. Dessa ilação podemos concluir que o renomado jurista sustenta que as manifestações culturais devem seguir os anseios da maioria religiosa do País? Caso contrário, não se enquadram como “liberdade de expressão”? É clara a incongruência do dr. Ives. A pluralidade de manifestações, sejam elas contrárias ou não aos anseios da maioria, é o que garante a liberdade de expressão! Objetivar que a manifestação cultural coadune com o pensamento de apenas parte da população, caro doutor, é o apanágio das ditaduras.

 

Bianca Bonadiman biabonadiman@hotmail.com

Vitória

 

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CRISTÃOS OFENDIDOS

 

Vale ressaltar que a imensa maioria das pessoas de fé é contra repressão ou o impedimento à liberdade de expressão, no entanto tem o direito de se sentir ofendida ou incomodada quando o símbolo maior de sua religião é retratado sem nenhum embasamento, de forma desrespeitosa, focando uma questão totalmente fora de contexto para quem representa o amor entre todo ser humano. Não são necessárias bombas para protestar, apenas a queda na audiência.

 

Silas Otero Reis Salum Salum silas.salum@icloud.com

São Paulo

 

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A RESPEITO DE RAÇA

 

O professor Ives Gandra, em artigo publicado em 21/1, diz: “Lembro que a Suprema Corte, embora com composição bem distinta da atual, proibiu a publicação de um livro que negava a existência do holocausto por não corresponder à verdade e agredir uma raça”. Neste caso, a palavra raça se refere ao judeu. Gostaria de lembrá-lo de que no conceito atual não existem raças humanas do ponto de vista genético ou biológico. Somente 0,01 do genoma humano difere entre dois indivíduos. Vários estudos genéticos analisando milhares de indivíduos chegaram à mesma conclusão: as diferenças genéticas em humanos não está entre os chamados grupos raciais, mas sim dentro deles. A Declaração sobre Raça emitida pela Associação Norte-Americana de Antropologia em 1998 afirmou: “(...) concluímos que as desigualdades atuais entre os chamados grupos raciais não são consequências de sua herança biológica, mas produtos de circunstâncias sociais históricas e contemporâneas e de conjunturas econômicas, educacionais e políticas”.

 

Jorge Eduardo Nudel jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

 

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O JULGAMENTO DE DONALD TRUMP

 

A condenação baseada no impeachment de Donald Trump teria mais chances se os democratas tivessem encontrado um crime cometido por ele que fosse passível de impeachment. Teria alguma chance se alguma das testemunhas e documentos arrolados apontasse claramente para um crime. Poderia ter chance se tivesse sido feito com mais seriedade e menos pressa. Ou, se ao menos não fosse submetido a um Senado bem mais criterioso e com maioria republicana. Seria menos frágil se não viesse depois da prolongada investigação de Muller, que levantou muita poeira e resultou em nada. Teria um alvo melhor se Trump fosse impopular e estivesse fazendo uma péssima administração, com a economia fazendo água e a população revoltada. Teria um autor mais respeitável se o Congresso tivesse trabalhado bem produzindo algo nos últimos anos. Seria menos constrangedor se não fosse preciso esconder a corrupção dos Biden. Seria menos patético se não tivessem ocorrido tantos clichês e encenações ao aprová-lo. Teria quem o defendesse se a mídia pró-democrata não estivesse tão desmoralizada. Mas, com tudo isso, os acusadores devem aproveitar muito bem o primeiro dia no qual só eles falam. Como Nancy diz, “o impeachment é eterno”. Só que ela desconhece a poesia brasileira que complementa “enquanto dura, posto que é chama”... O veredito do Senado, este sim, é definitivo.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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IMPEACHMENT DE TRUMP

 

O impeachment é uma arma política dentro do jogo democrático de acordo com as regras do presidencialismo. Os republicanos controlam o Senado e, portanto, desejam um julgamento rápido sem apresentação de novas provas ou de testemunhas com o objetivo de absolver Donald Trump. Os democratas irão pressionar no sentido oposto para desgastar o presidente dos Estados Unidos ao máximo. Ambos os lados sabem que a eleição de novembro será decidida na eleição indireta pelo Colégio Eleitoral, não sendo o objetivo principal obter mais votos populares. O papel da Suprema Corte pode ser importante novamente se definir o resultado final, como ocorreu na eleição contestada judicialmente no ano 2000.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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TRUMP PLANTANDO ÁRVORES

 

Donald Trump foi a Davos negar o aquecimento global e anunciar que a América vai plantar 1,2 trilhão de árvores. Espero que essa iniciativa do presidente americano ajude a reverter a visão equivocada do governo Bolsonaro quanto ao meio ambiente e que o Brasil volte a ser líder na preservação de sua maravilhosa biodiversidade.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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GUEDES EM DAVOS

 

Na opinião de nosso ministro da Economia, os grupos que atacaram várias regiões da Amazônia queimando vastas extensões ou cortando árvores enormes, levando-as em grandes caminhões ou tratores, são pobres que coordenaram esses ataques por aplicativos. Pobre realmente é gente ruim, tem de punir!

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 
 
 
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