Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2020 | 03h00

Drama social

Pobre Brasil pobre

O número de trabalhadores que ganham, no máximo, um salário mínimo é de 27,3 milhões (3/2, B1). Levando em conta os desempregados, mais de 12 milhões, em que não estão incluídos os que desistiram de procurar emprego e os chamados “nem-nem” (não estudam nem trabalham), estimados na faixa etária de 15 a 29 anos em 11,2 milhões, mais os idosos, que por motivos de saúde também ficam fora do mercado de trabalho, e, obviamente, as crianças, que deveriam estudar e são proibidas de trabalhar, pode-se concluir que, além de quantidade enorme de brasileiros não ganhar o suficiente para uma vida digna, há ainda uma legião imensa de brasileiros que não contribuem para a produtividade do País.

LUIGI VERCESI

LUIGIAPVERCESI@GMAIL.COM

BOTUCATU

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Salário irrisório

A crise na economia reflete-se no mercado de trabalho. O desemprego atinge milhões de brasileiros e, para agravar, aumenta o número de trabalhadores que recebem salário mínimo, que não leva em conta o dispositivo constitucional relativo ao seu valor. É uma situação que tem reflexos sociais e na economia: quem ganha tão pouco diminui a participação no mercado consumidor.

URIEL VILAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Mais desigualdade

O item IV do artigo 7.º da Constituição trata do salário mínimo com um texto ilusório, enganoso e impraticável, afirmando ter de ser capaz de atender às necessidades básicas de uma família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência. Mais de 27% dos brasileiros, segundo dados divulgados pelo IBGE, vivem, ou melhor, tentam sobreviver com salário mínimo – que agora é de R$ 1.045 – ou menos, enquanto integrantes dos três Poderes recebem valores aviltantes. E assim a desigualdade continua a aumentar entre os brasileiros.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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O engenheiro que virou Uber

Ao comentar os dados da Pnad Contínua do IBGE que mostram um terço dos trabalhadores no Brasil ganhando até um salário mínimo, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, afirmou que, “sem um compromisso com o crescimento do País e políticas de inserção, o engenheiro vai continuar dirigindo Uber”. A situação econômica do País está melhorando progressivamente: segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mais de 644 mil empregos com carteira assinada foram criados em 2019, em diversos setores – reflexo direto da confiança gradual e progressiva dos empresários na retomada da economia. A melhora é e continuará lenta, sem dúvida, pois não existe mágica. Enquanto isso, ainda bem que existe aplicativo para satisfazer as necessidades dos engenheiros, o que não é nenhum demérito.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Trabalho precário

Dados estatísticos demonstram que se reduz o número de desempregados, ao mesmo tempo que cresce o de trabalhadores informais e precarizados. Cuida-se de uma dissimulação do bem-estar social, uma vez que não necessitamos simplesmente reduzir a taxa de desemprego, mas criar condições dignas de vida. A nova ordenação jurídica do trabalho caminharia inevitavelmente no sentido de menor desemprego e recrudescimento das iniquidades ao afastar a proteção estatal às camadas economicamente mais frágeis da população. Cria-se uma capa de ilusões e não se resolve estruturalmente o drama da sociedade brasileira, cuja superação não depende do tradicional modelo empregatício, mas exige novo sistema em que a renda seja equitativa, em clima de liberdade política e econômica, sem abstenção do Estado.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Empregabilidade

Os brasileiros continuarão a pagar muito caro a conta dos desgovernos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Exemplo disso é a lenta recuperação do mercado de trabalho formal e qualificado, conforme explicitado em editorial do Estado no domingo (A3). O desgoverno Dilma produziu a maior recessão de todo o período republicano e o pior índice de crescimento, padrão rabo de cavalo: para baixo. Apoiemos, pois, as iniciativas oficiais, algumas que dão continuidade às do governo Temer, no sentido de melhorar a vida de todos nós.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

BALBI393@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Santa Casa

Basta querer

O editorial A recuperação da Santa Casa (2/2, A3) me faz refletir novamente sobre a insensível e insensata decisão do governo do Estado de proibir o acesso de pacientes em geral ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas (HC), restringindo-o a pacientes levados pelo resgate do Corpo de Bombeiros. Nem mesmo as ambulâncias da prestimosa ONG Hatzala, que atende gratuitamente qualquer pessoa em situação de emergência médica, são admitidas no HC (o que, se não me engano configura omissão de socorro) e têm de levar pacientes que não têm seguro-saúde para a valorosa Santa Casa. Assim, temos que a Santa Casa e a ONG, com muito menos recursos que o HC – que é gerido pelo governo de São Paulo –, jamais deixam os pacientes na mão. Basta querer.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

LUIZMLEITAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ano eleitoral

De volta ao batente

A partir de agora, os filhos de Bolsonaro voltam às atividades para opinar, opinar e opinar. Os ministros do Supremo, às suas atividades de falar, falar e falar. Os líderes partidários, para negociar, negociar e negociar. E nós, os mortais, para pagar, pagar e pagar...

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

MAROLINHA


Sem operar desde 23 de janeiro de 2020, a Bolsa de Xangai, a principal da China e uma das mais observadas pelo resto do mundo, fechou na segunda-feira (3/2/2020), em razão da propagação do coronavírus, em forte queda de quase 8%. Tal índice negativo, até certo ponto esperado, levou o Banco Central daquele país a adotar ações emergenciais, entre as quais a redução das taxas de juros nas negociações, com o objetivo de reduzir o impacto gerado pela epidemia. As prováveis consequências, porém, ainda são nebulosas e nem os mais credenciados analistas internacionais se atrevem a formular tendências, pois a hoje segunda maior economia do globo possui tentáculos que condicionam fortemente as trocas, de especial interesse para nós as realizadas com o Brasil em vários setores. Esperemos, portanto, que as autoridades responsáveis se mantenham alertas e tomem as providências que se fizerem necessárias em tempo hábil. Todos se lembram da anunciada “marolinha” em 2008, que se transformou em desastroso tsunami.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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CHINA


A propósito da epidemia de coronavírus made in China, cabe, por oportuno, citar o velho dito popular sobre o peso, a importância e a influência da segunda maior superpotência planetária: “Se a China espirra, o mundo fica resfriado”.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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QUESTÃO CULTURAL


A China vive dias de inquietação com a epidemia do coronavírus. Centenas de pessoas morreram e milhares estão contaminadas. O caso é gravíssimo! Nas redes sociais, diversos vídeos estão sendo divulgados sobre os costumes da culinária chinesa, tais como a ingestão de ratos, morcegos, insetos, cachorros, etc. A China é o país mais populoso do planeta, com mais de 1,446 bilhão de vidas, e alimentar todo este povo nunca foi fácil. E esse tipo de alimentação causa nojo/enjoo para os ocidentais e indignação pela forma como são mortos os cães – alguns com pauladas na cabeça e outros jogados vivos em bacias com água quente. Enfim, cada país ou região tem seus costumes. Na Índia, com 1,366 bilhão de habitantes, os animais são sagrados, inclusive ratos. Reflexão: na morte de animais para nosso delicioso consumo – caso da carne suína, de frango, boi, etc. – sempre há crueldade. Ou não?


Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré


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RESGATE DE BRASILEIROS


Inacreditável é o mínimo que se pode dizer da necessidade de o presidente da República ser obrigado a publicar, e aguardar as aprovações no Congresso, medidas provisórias específicas para mandar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) buscar os brasileiros na China e estabelecer uma quarentena sanitária. Quanto ao avião, sugiro pedir ao Santini (da vez) ou ao Rodrigo Maia para requisitar à FAB. É mais rápido...


Antonio Manoel Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


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BRASILEIROS EM WUHAN


Sobre os brasileiros na China que fizeram um pedido ao presidente Bolsonaro para serem retirados, acho que devem ser trazidos. No Brasil estariam, digamos, um pouco mais seguros, mas não livres. Ninguém está livre. Vírus fica no ar, não escolhe local, país, etc. Quanto à quarentena, devem ser colocados, sim, nessa situação, inclusive concordaram em ficar, independentemente de legislação. É para o próprio benefício deles e, de certa forma, da população brasileira. Quanto ao custo, o Posto Ipiranga dá um jeito. Se se jogou tanto dinheiro fora neste país no governo PT, que ninguém tem moral de falar nada do custo desse transporte.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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VOOS DA FAB


Jair Bolsonaro, quando cobrado sobre providências do governo para tirar brasileiros da China, respondeu que seria inviável pelo custo e jogou para o Congresso resolver a questão. Não sabemos quantos brasileiros estão em Wuhan, fonte inicial da epidemia de coronavírus, mas alguns países, sem pensar em custos, estão tirando seus cidadãos dessa cidade. Agora, se é improvável pelo custo, mesmo se tratando de uma emergência, por que, então, é viável para a politicalha requisitar aviões da FAB para passear no exterior com a desculpa de ser a serviço? Resolver isso seria simples, basta restringir o uso de aviões da FAB para uso exclusivo da Presidência, de seu vice, ministro do Exterior, Forças Armadas e só. Acabaria com o uso habitual de jatinhos da FAB por Rodrigo Maia, por exemplo, que dizem ser o recordista nessa vantagem. Fora estes, pessoal do governo e políticos em geral que quiserem usar aviões, usem voos comerciais e justifiquem a necessidade para serem ressarcidos.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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AVACALHAÇÃO


O presidente Bolsonaro se elegeu sob a égide de combater a corrupção, que tem desgraçado este país há décadas. Porém, o que estamos contemplando depois de um ano de governo é que este combate vai até a página 2. O episódio protagonizado pelo ex-secretário executivo da Casa Civil do governo não só foi patético, como demonstrou de vez que a rédea anda solta no Palácio do governo. Vicente Santini utilizou um avião da Força Aérea Brasileira para ir à Europa e à Ásia, utilizando uma mentira para enganar o presidente. A viagem, realizada mediante uma malandragem, custou aos cofres públicos ao menos R$ 740 mil. Ele cometeu prevaricação, a irmã gêmea da corrupção. Além disso, o episódio se transformou numa ópera bufa, quando o presidente o demitiu, mas ele foi readmitido no dia seguinte, por influência política, para outro cargo, com vencimentos assemelhados, para ser novamente demitido em seguida, sem nenhuma explicação. Eu trabalhei na administração pública por um tempo e posso garantir que não é esta avacalhação total que o governo Bolsonaro procura mostrar ao público. Como em toda atividade humana, existem as pessoas de bom e mau caráter. Porém, a legislação que os rege é rigorosa e se um servidor comete um ato indevido é severamente punido. O servidor público, efetivo, ou não, está proibido de dar prejuízo ao erário, nem se for por engano ou imperícia. Se o prejuízo foi decorrente de dolo, ele é demitido do serviço público e também tem de pagar os prejuízos que causou, como é o caso em tela. Somente quando ocorre uma indevida intervenção política o servidor, efetivo, comissionado ou contratado, às vezes escapa da pena prevista. A incerteza decorre do fato de que, se ainda assim, alguém apresenta uma denúncia, assina e protocola um processo, este acaba adquirindo vida própria e ninguém mais segura a punição. Neste caso insólito, acredito que os prejuízos do erário foram muitos maiores do que os R$ 740 mil. A FAB deve ter as planilhas de custo dessas viagens e será essa a quantia que o maganão deverá ressarcir ao governo. Fatos como este não podem mais ser varridos para debaixo do tapete, como vem ocorrendo neste governo. Os que erraram devem ser demitidos. Nós pagamos uma carga tributária das maiores do planeta, para termos de ficar assistindo a tanta incompetência e malandragem.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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O CORONAVÍRUS E A DEMOCRACIA


Li no Estadão (3/2, A15): Em dez dias, um hospital novo. Para erguer o Hospital Huoshenshan em dez dias trabalharam operários em turnos de 24 horas ao dia, que receberam três vezes mais do que o pago usualmente, e uma equipe médica com 1,4 mil agentes de saúde! Pois é, aqui, no Brasil, para construir creches, hospitais, escolas, casas do Minha Casa Minha Vida, etc., demora anos. Faltam vontade e determinação políticas sérias. Embora saibamos que na China ainda exista um grande porcentual de pessoas em baixíssimas condições sociais, notadamente em seu interior, temos de “tirar o chapéu” e mostrar aos nossos políticos e governantes que, quando se quer, se faz, e sem corrupção. No momento em que se discute a queda da popularidade do regime democrático principalmente na América Latina, embora devamos continuar lutando para mantê-lo, na China, infelizmente, temos um regime totalitário.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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CUSTO


Só é possível construir um hospital em poucos dias à custa de trabalho semiescravo. É para refletir.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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SALVE-SE QUEM PUDER


A rapidez com que a China adotou medidas de combate ao surto do novo coronavírus contrasta com a absurda lentidão que o governo brasileiro agiu no caso das manchas de óleo que surgiram nas praias do Nordeste, e isso há mais de seis meses, mas até o momento nenhuma explicação concreta foi apresentada sobre a origem e a procedência dessas manchas, e o povo brasileiro permanece aguardando que o governo se pronuncie a respeito. Vamos torcer e rezar para que o coronavírus não apareça por aqui, senão, salve-se quem puder!


Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí


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‘FATOS E IMPRESSÕES’


O artigo Fatos e impressões, de J. R. Guzzo (2/1), é de um primor ímpar. As 15 perguntas elaboradas pelo jornalista para verificar se a democracia está sendo vilipendiada podem, como ele diz, não esgotar o assunto “democracia no Brasil”, mas chegam bem perto.  Se alguém conseguir responder afirmativamente a alguma delas, ou pensa que está em outro país ou está francamente destoado da realidade. Agora, que tem gente por aí que não vê a hora de responder sim a todas, isso tem. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ELEIÇÕES 2020


O ministro Luiz Edson Fachin (2/2, A2) utiliza-se de todo o seu empolado linguajar juridiquês castiço para enfatizar que a democracia é bela, até porque votamos de dois em dois anos. Eu tendo a concordar com a excelência, mas permito-me solicitar incluir na legislação brasileira o ato de desvotar. Ele destaca no texto as preocupações das comunidades com segurança, saúde, educação e transportes públicos, entre outros, constantemente negligenciados por prefeitos e vereadores. Eu queria poder desvotar!


Marco Antonio Esteves Balbi balbi393@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘ANGÚSTIAS E CRENÇA’


No artigo Angústias e crença (2/2, A2), Fernando Henrique Cardoso faz ver a necessidade de que o País avance em educação, ciência e tecnologia. Ao longo do artigo, muito bem fundamentado, insiste no apreço à liberdade para que cheguemos a ombrear-nos com os países mais avançados e modernos. Contudo, não fica claro por que o governo (parece referir-se ao presidente) não deve viver essa liberdade ao escolher suas crenças. Contraditório? É o que o ilustre autor poderia esclarecer. 


M. Theresinha Degani mtdeganimt@yahoo.com.br

São Paulo


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REFLEXÃO


Como é bom contar com a lucidez de um verdadeiro estadista. Na manhã de domingo (2/2), fomos brindamos com mais um texto primoroso e que nos faz refletir sobre o nosso país e seu destino. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mais uma vez, nos faz refletir sobre o que nos interessa realmente e que diz respeito à nossa vida e ao nosso destino. Obrigado pela aula deste domingo. Saúde e longa vida para o mestre.


Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)


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ILUSÕES


É com surpresa que vejo o “mito” FHC escrevendo novamente no Estadão, no Espaço Aberto (2/2, A2), parecendo querer passar certa ilusão de nação. A primeira ilusão é ter crescimento robusto, algo que parece pouco provável, já que passamos pelo processo de urbanização (mão de obra sai do setor agrícola e passa para o setor urbano e com salário de subsistência, a não ser a elite corporativa; tem vários estudos mostrando que a globalização levou a um distanciamento entre o chão de fábrica e CEO). Segunda ilusão é a educação, mas a educação que temos é de baixa qualidade, só os ricos têm filhos em escolas particulares, algumas também fracas. A terceira ilusão é que nós podemos crescer sozinhos e nos tornarmos globais (mais uma ilusão com globalização), sendo que o que rege o ambiente social é o grupo ou a política, não a meritocracia, e sim a política. Passei por isso pessoalmente, no lugar onde trabalhava. A quarta ilusão é a surpresa de ver o IAC como instituição de fomento e pesquisa. Basta ler o livro A Ordem do Progresso e ver que nunca foi tocado no nome do IAC. A quinta ilusão é que temos uma indústria de base moderna. Em entrevista com o ex-vice-presidente da Abiquim, sr. Guilherme, que morreu tragicamente no último acidente da TAM em Congonhas (que Deus o tenha), fiquei sabendo que a indústria petroquímica ia muito mal das pernas. Será que em, aproximadamente, 20 anos isso mudou? Depois, FHC divagou sobre tecnologia, sendo que ela é desagregadora e promove o desemprego em massa. Num país de miseráveis, mais miseráveis. E, por último, será que ele já se esqueceu daquela propaganda de cigarros do meia Gerson, da Seleção Brasileira, que gostava de levar vantagem em tudo (vide corrupção, não cumprimento de metas por governadores, salários de CEO, etc.)?


Lino André Votta Alves lvottaalves@yahoo.com

Campinas


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O DESPERTAR DE FHC


O ex-presidente FHC, além do Plano Real, tem em seu histórico: projeto reeleição, Renan Calheiros como ministro da Justiça, “desapoiar” José Serra para Lula vencer, omissão diante da corrupção e da incompetência nos 14 anos de governo petista, manutenção de aposentadorias (inclusive a imoral de ex-presidentes), criador da Comissão da Verdade (de um lado) que permitiu aposentadoria a diversos esquerdistas/guerrilheiros, etc., etc. Como a ex-ministra Marina Silva, depois de uma hibernação política durante os governos petistas, acordou para criticar o atual governo, de forma sistemática. Volte ao sono, FHC.


Marco Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo


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BRASIL COMO NAÇÃO


Os governos passam e as nações permanecem, segundo FHC em seu artigo (2/2, A2) ao discorrer sobre o Brasil como nação, porém os rastros deixados não se apagam facilmente. Tivemos avanços no campo da educação, mas o País deu passos para trás. O atual ministro da Educação é odiado pela esquerda. E sabem por quê? Porque está fazendo um pente fino nas universidades e descobrindo não só piolhos, mas cobras e lagartos. Alunos do Prouni são fantasmas, alunos do Fies não têm como pagar a universidade. O governo petista abriu a possibilidade para o ingresso de todos na universidade, mas não se importou como esses alunos sairiam delas. Mais uma vez, o “bolsa voto” se instalou, passaram perfume antes de tomar banho, e ninguém criticou. As faculdades proliferaram feito vírus. Claro, o governo financiando para os alunos, as classes encheram. Mas onde estão esses alunos? A maioria não consegue fazer um estágio enquanto estuda, pois não sabe ler ou interpretar um texto. E, como sabido, as empresas contratam estagiários que são bons e se destacam. E para quem sobrou a dívida deixada? Será que são as crenças que atrapalham este governo ou as contas no vermelho fruto de uma política populista e demagógica? Angústia é o que sinto ao ver nossas crianças tendo acesso a um ensino indecente. E não é de agora, sr. FHC, não é problema deste governo, e sim de todos os que tivemos, incluído o seu também. Continuo aguardando o discurso virar prática.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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COISAS DO BRASIL


Temos dificuldade de amar a pátria. Achamos careta, retrógrado. Talvez isso explique um certo descuidado com as necessidades do Brasil, a subjetividade e a própria desunião.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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MONT PELERIN


Excelente o artigo escrito por Antonio Cabrera O Brasil descobre a Mont Pelerin (1/2, A2). Fica muito claro o quanto regimes totalitários, comunistas, nazistas, fascistas, são danosos à humanidade, uma vez que tais regimes têm controle total sobre as sociedades que dominam e as subjugam, impedindo-as até de respirar livremente. Fica óbvio que tais domínios totalitários só se prestam para favorecer uma pequena casta de ditadores, asseclas inescrupulosos e demais criminosos impedindo a livre evolução política, social, econômica, intelectual e, principalmente, cerceando a liberdade do ser humano, sob todos os aspectos. A história demonstrou tudo isso de maneira muito clara e óbvia, principalmente durante todo o século 20. Contudo, ainda na atualidade, segue se mantendo em alguns países. No Brasil, infelizmente, ainda podemos identificar um contingente importante de políticos retrógrados e outros certamente dotados de mentes doentias que seguem mantendo os mesmo discursos falidos, carcomidos e repetitivos, assemelhados às falas do século passado. Tais políticos – não raro bandidos da pior espécie, alguns já condenados, embora permaneçam longe das cadeias, livres que estão, lamentavelmente – ainda parasitam e gravitam em torno da política nacional. Que fique como lição diante da convicção maior e inalienável para todos que respeitam os diretos humanos, que amam a democracia na sua mais profunda essência, que não abrem mão da liberdade de pensamento e da expressão, do ir e vir, da livre iniciativa e do empreendedorismo, que estes são itens valorosos, absolutamente inegociáveis. Acrescido a tudo isso, que a justiça seja praticada de forma isenta e igualitária para todos e que a nossa sociedade possa rejeitar toda e qualquer forma de intervencionismo negativo governamental, assim como o nojento e malcheiroso populismo político, e daí para a frente dando “vivas” à liberdade econômica e às liberdades individuais.


David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo


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A QUESTÃO AMBIENTAL


Não há nenhuma novidade na entrevista do diretor-geral para as Américas da consultoria Eurasia, Christopher Garman (2/2, B5). Seu discurso está totalmente alinhado com os líderes do “terror ambiental” suportado por megafundos que não sabem mais como produzir resultados diante das taxas de juros nulas ou mesmo negativas – como ocorre na Suíça –, ou de lideranças incompetentes e defenestradas de véspera pelo seu próprio povo, como Emmanuel Macron. Esses personagens buscam apenas pressionar os ativos e commodities brasileiras utilizando a questão ambiental como pano de fundo. A despeito da propaganda difamatória contra o Brasil na área ambiental, lembro que só com o etanol, as hidrelétricas e o biodiesel colocamos a Europa inteira “no bolso”. Se o Brasil retiver apenas uma safra (6 meses), sem vender absolutamente nada para os mercados que nos difamam, assistiremos à guinada de 180 graus do discurso desta turma em menos de uma semana. É pagar para ver.


Frederico d’Avila fredericodavila@al.sp.gov.br

São Paulo


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PRIORIDADE


O carnaval é uma festa alegre, em que os foliões se divertem nas ruas e clubes, cantando e dançando. O segmento do turismo se beneficia muito durante essa festa, bem como as indústrias de bebidas alcoólicas. As prefeituras se preparam para o evento, destinando recursos para a organização e infraestrutura. Mesmo diante de sérios problemas, tais como a falta de segurança, a precariedade do sistema público de saúde, a falta de água potável no Rio de Janeiro, o excesso de água das chuvas em Minas Gerais e no Espírito Santo, o povo prefere curtir a festa e deixar os problemas de lado. É assim que o brasileiro escolhe viver, deixando para trás as prioridades e a qualidade de vida.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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