Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2020 | 03h00

Finanças públicas

Brasil desgovernado

Parece que o Brasil não tem jeito mesmo. Assim como no desgoverno de Dilma Rousseff, tudo indica que caminha para o buraco mesmo. Estatais inúteis, meros cabides de empregos, não só foram mantidas, como o atual ocupante do Planalto quer criar outras mais. Esse monstro chamado Eletrobrás, por exemplo, que há muito já não deveria existir, está mantido. E o governo de Jair Bolsonaro ainda quer criar outra estatal de energia, para o qual já se fala numa reserva de R$ 4 bilhões! Assim se agiganta o Brasil estatal. Os cabides de empregos não só continuam, mas até aumentam. Para piorar, o Senado derrubou o veto presidencial ao reajuste dos servidores públicos, o que pode elevar as despesas com a folha do funcionalismo em R$ 98 bilhões. Acho que hoje praticamente não existe ninguém na política preocupado com o futuro do Brasil, dos nossos filhos, dos nossos netos.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Sacrifício para todos

Se milhões de brasileiros estão desempregados, tiveram salários reduzidos, recebem abono emergencial ou continuam nas filas da Caixa, por que nós, seus patrões legítimos, não podemos reduzir os salários dos funcionários públicos? Por que senadores, ou deputados, ou juízes devem decidir para onde vai o nosso dinheiro, que está acabando? Menos pagamentos, mais investimentos. Menos benefícios, mais produtividade.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Quem são eles?

Que se publique o nome dos senadores que votaram a favor de reajuste dos salários dos funcionários públicos. Neste momento que atravessamos, é um desaforo. Mais: é um crime contra o Brasil!

LÚCIA MENDONÇA

LUCIAMENDONCA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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O povo quer saber

Qual o motivo de o Senado não divulgar o nome de todos os senadores que votaram a favor dos aumentos dos funcionários públicos e contra o Brasil? O presidente da Casa tem a obrigação de informar aos pagantes esses nomes, para que eles possam ter a opção, fundamentada, de não votar mais neles.

JONAS DE MATOS

JONAS@JONASDEMATOS.COM.BR

SÃO PAULO

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Ninguém merece

Paga-se a funcionários públicos para nos estenderem um papelzinho e dizerem: entre nesse site e resolva por ali. Absurdo!

LUCÍLIA COSTA

PIRAJUENSE@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Operações lesa-pátria

A bagunça da situação atual se deve ao fato de os responsáveis, em boa parte, tomarem decisões em interesse próprio – e dane-se o Brasil. Assim, no meio de crise financeira aguda causada pela covid-19, o Senado derruba veto ao reajuste de salários dos funcionários públicos. É para melhorar as finanças da União? O Congresso não estendeu a reforma da Previdência aos Estados e municípios. É porque é mais fácil aprová-la em 26 Estados e 5.570 municípios? Pelo habitual resultado de 6 a 5, o Supremo Tribunal Federal empurrou para o Congresso a decisão sobre prisão após condenação em segunda instância. É porque este último tem pressa, ou motivação para votar a matéria? As recentes ações para desmantelar a Operação Lava Jato e a elaboração do dossiê/relatório secreto sobre pessoas que não compartilham a opinião do governo são para servir à democracia e à segurança pública? É uma coletânea tão deprimente e assustadora de ações que parece até que o “eixo do mal” está tomando conta do Brasil.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

De injustiças

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, encaminhando mais dinheiro ao Ministério da Defesa do que ao da Educação ele estaria diminuindo as injustiças feitas aos militares durante anos e anos. Mas o que ele tem a dizer sobre a grande injustiça que está cometendo contra as crianças e seu futuro quando destina muito, muito menos para educação delas?

CRISTINA NEUBERN

CRISTINA.NEUBERN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Paradoxo da máscara

Aos admiradores de plantão, logo após a derrubado do seu veto, o capitão cloroquina, desprezando a ciência e desprovido de qualquer pudor, não se avexou: “A eficácia da máscara é quase nenhuma”. O que atesta e concorda a maioria que, de longe, reconhece a ignorância, a indiferença e a irresponsabilidade, mesmo mascaradas.

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tal e qual

Em discurso na convenção democrata, o ex-presidente dos EUA Barack Obama disse que esperava que Donald Trump “sentisse o peso do cargo e descobrisse alguma reverência pela democracia que fora posta sob seus cuidados. O que ele nunca fez”. Segundo Obama, Trump não mostrou nenhum interesse em tratar a presidência como algo além de um reality show que ele pode usar para obter a atenção que deseja”. Depois dessa contundente assertiva, pode-se entender claramente o porquê da patológica idolatria do capitão por seu espelho.

LUÍS LAGO

LUIS_LAGO1990@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Loucura, loucura...

Não há título mais adequado (infelizmente) para resumir o tipo de escracho político – relatado pela maioria dos editoriais, dos textos de prestigiosos colunistas e articulistas – e os volumosos absurdos dignos do Guinness desse desgoverno Bolsonaro, apoiado servilmente por militares que entraram de gaiatos no navio e já devem (ou deveriam) ter noção de quanto se estão desmoralizando. Bolsonaro é um Trump tupiniquim, não se vislumbra futuro menos caótico para o Brasil.

NELSON SAMPAIO JR.

N.SAMPAIO@HOTMAIL.COM

CURITIBA

REAJUSTE DOS SERVIDORES


É fato que qualquer exercício de poder produz outro geralmente semelhante e oposto. É o que assistimos com a derrubada, pelo Senado, do veto do presidente Bolsonaro ao reajuste do funcionalismo público (Senado recupera reajuste a servidores públicos até 2021; veto ainda depende da CâmaraEstado, 19/8). É notório tratar-se da classe mais privilegiada do País, que recebe mais vezes e melhores salários que os da iniciativa privada, que é promovida por politicagem sem quaisquer ou raríssimos méritos e com ineficiência comprovada na prestação do serviço público. É mais uma lição dos senadores de como não governar o Brasil, principalmente quando mais se precisa de seriedade. Lembrem-se deles nas eleições. Pobre país.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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SÃO AS ELEIÇÕES!


Acho que muito mais que a derrota de Bolsonaro, certamente enormemente comemorada por seus opositores, está uma classe política imoral que, em razão das eleições de novembro próximo, não só mantém a prática fisiológica, como evita se tornar alvo daqueles, na medida em que nunca nem pensou em reduzir seus altos salários e penduricalhos.


Marcelo Falsetti Cabral  mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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ORÇAMENTO 2021


O Brasil enfrenta uma guerra: a da saúde, com a devastadora pandemia de covid-19, que contabiliza quase 3,5 milhões de infectados e mais de 110 mil mortos no Brasil. Em razão das despesas emergenciais em função da pandemia, o País vai elevar o déficit fiscal deste ano, dos estimados R$ 124 bilhões para mais de R$ 800 bilhões. Nesse sentido, é um absurdo ver o presidente Jair Bolsonaro tentando cada vez mais oferecer benefícios aos militares. Além de sugerir para o Orçamento de 2021 que se desviem recursos da Educação e da Saúde para a Defesa, agora Bolsonaro ameaça suspender também o Censo do IBGE que precisa ser realizado no próximo ano, apenas para transferir os R$ 2 bilhões que custariam a pesquisa, inadiável, para beneficiar a Defesa. Fariam muito bem as Forças Armadas se, do alto de sua brasilidade, rejeitassem essas benesses fora da curva. O desgoverno Bolsonaro destruiu um dos mais importantes Ministérios, o da Educação, como também o da Saúde, outra lástima. E, agora, no intuito de fazer média com os militares, deseja também suspender o Censo do IBGE? Ora, a realização deste censo, que fornece uma fotografia da realidade econômica e social do País, é de vital importância, inclusive, para direcionar os investimentos. Assim como o presidente não está preocupado com o estrago do desmatamento recorde, na sua gestão, da Floresta Amazônica, por falta de fiscalização, despreza também o Censo, só para agradar aos militares. Será por que Bolsonaro deseja se redimir de ter sido quase expulso do Exército, por tentativa de terrorismo, durante o regime militar, o que não é fake news, mas fato registrado devidamente no Superior Tribunal Militar (STM)? Passe a governar o País, Jair Bolsonaro.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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RETUMBANTE FIASCO


Diante de mais de 110 mil mortos por coronavírus, recessão de 11% no último trimestre, desemprego galopante, empresas endividadas e sem liberação de crédito pelo governo, falta de medicamentos para sedação nos hospitais públicos, imagem externa em frangalhos, ameaça de interdição militar no Supremo Tribunal Federal (STF), provas cabais de corrupção no seio da família presidencial, envolvendo desde a primeira-dama até os filhos e o próprio presidente da República, Amazônia e Pantanal em chamas, Ministério da Saúde sem ministro há 90 dias em plena pandemia... e teria mais, se é que é preciso, eis que a popularidade do presidente da República deu um salto positivo, segundo recente pesquisa do Datafolha. Fica patente que hoje é inútil conquistar corações e mentes, haja vista que a alienação, a covardia e a ignorância campeiam no País. Basta conquistar bolsos e estômagos dos mais vulneráveis, bem ao estilo lulopetista de populismo eleitoral. Levar os cofres públicos à lona é secundário. Pensar nas próximas gerações para quê, quando só se veem as próximas eleições pela frente. E se a inflação voltar? Sem problema, lança-se uma nota de R$ 500, com o desenho de mais algum animal em extinção. Se o País quebrar, ora, culpam-se os comunistas, os antifascistas, os governadores, o Congresso Nacional, o STF, a China, a Globo, a Folha, o Estadão... Menos o despreparado que comanda esta nau de insensatos. Em tempo, os famintos e desesperados que estão recebendo R$ 600 de auxílio por mês manifestarem apoio ao governo nestes tempos difíceis é até compreensível, mas mais de 50% de empresários apoiarem este governo medonho, desorientado e patético é sinal de que nosso país nunca deixou de ser uma província de mentes colonizadas. Não é à toa que o sonho de consumo destas “elites” é ter uma mansão em Miami e falar inglês ou francês errado, sonhando que são lordes. Treze anos de petismo, somados a cinco anos de Lava Jato, e o resultado é isto aí: Bolsonaros & Queirozes. Parabéns, Brasil, o país do futuro é um retumbante fiasco.


Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)


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DESEMPREGO


Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) divulgados pelo IBGE revelaram que nada menos que inacreditáveis 41 milhões (!) de brasileiros estão desempregados, sobretudo nestes tempos de vacas magríssimas da pandemia. Para efeito de comparação, basta lembrar que o extraordinário contingente é praticamente o total da população do Estado de São Paulo (44 milhões), o maior do País. A cada novo dia de penúria que essa gente passa só faz crescer a alta-tensão e a chance de haver uma ruptura no já frágil e carcomido tecido social do País. Quem sobreviver verá...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A VERDADE SOBRE O ‘POSTO IPIRANGA’


A verdade é que o “Posto Ipiranga” não é tão liberal quanto pregou. E nem é tão preciso quanto deveria ser nas atuações. Está contemplando a ausência de privatizações e se acomodou diante da reforma administrativa, e quanto à tributária não perde o vezo de insistir na criação da CPMF, com mudanças constantes de nome. Na verdade, o “Posto Ipiranga” precisa vender a gasolina que prometeu. Se está sendo fritado, não seria melhor falar claro para a Nação? Afinal de contas, os brasileiros respeitam bastante Paulo Guedes.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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PRIVATIZAÇÕES


O retrato do Estado brasileiro que somente pensa em arrecadar e prestar péssimos serviços ao cidadão não será revisto com a falta de vontade de privatizar estatais e melhorar a qualidade e eficiência. Infelizmente. A cultura estatizante predomina e a reforma administrativa deve ser acompanhada daquela tributária com menos gastos, redução das despesas e da carga impostos para definitiva justiça fiscal.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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INGOVERNÁVEL


Ouvi os argumentos e alegações tanto do demissionário encarregado das privatizações inexistentes no governo Bolsonaro como da competente economista Elena Landau, experiente no assunto do governo FHC. Ambos têm parte da razão pelo fracasso de Salim Mattar. Não resta dúvida de que interesses escusos (ou legítimos, se ignorarmos a ética política inexistente) colocam o presidente da República em situação de impotência. Mesmo tendo sido eleito com a promessa de privatizar quase tudo – e arrecadar mais de R$ 1 trilhão, o que colocaria as finanças em ótima situação –, Bolsonaro mostra-se covarde e não enfrenta nada que contrarie interesses de políticos, funcionários e militares. Por falar nisso, um artigo no Estado, ótimo, de Simon Schwartzman (As guerras de hoje e de amanhã), deveria ser lido com muita atenção por quem se interessa em dar um basta a muito gasto inútil e mudar a cara do Brasil, tirando-o do marasmo e colocando-o entre as nações desenvolvidas e modernas.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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PÚBLICO E PRIVADO


Tem uma coisa que eu não entendo: o sonho dos brasileiros é poder ter dinheiro para matricular seus filhos em escolas privadas; pagar um plano de saúde privado; comprar roupas, utensílios, gadgets, etc. fabricados por empresas privadas; viajar e hospedar-se em hotéis de empresas privadas; e por aí vai. Mas quando chega às tais estatais brasileiras, a gritaria contra é enorme e, como um passe de mágica, o Estado passa a ter mais competência do que o setor privado. Não descarto a necessidade de agências de controle do setor privado. É suficiente. O Estado gordo defendido por certas ideologias políticas só serve de cabide de emprego, para rachadinhas e corrupção de tudo quanto é tipo.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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LULA LIVRE


Com o afastamento do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), por motivo de saúde, fica coincidentemente livre o ministro Dias Toffoli para tirar da gaveta o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Está aberta a porta para a inocência de Lula. O pior é que é muito transparente esta manobra, e ninguém fala nada. Tenho vergonha deste STF!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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JUSTIÇA ESQUISITA


Está chegando a hora de o STF mostrar a sua verdadeira cara. Alvo de polêmicas nunca vistas na história com a parcialidade de juízes, a segunda turma do STF já tem dois votos a favor da suspeição de Sergio Moro, na questão Lula da Silva, e dois contra. O voto decisivo seria proferido pelo decano Celso de Mello. Pelo andar da carruagem, tudo indica que o criminoso mais honesto do Brasil ganhará a contenda. A nossa justiça é esquisita, um juiz honesto e aclamado pelo povo será execrado e um bandido, inocentado.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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CELSO DE MELLO


Não poderia ser diferente a última atitude do decano Celso de Mello no STF. Em vez de simplesmente anunciar aposentadoria, permanecerá amarrado à cadeira de ministro nos poucos meses que lhe restam no seio do nosso Poder Judiciário. Fosse ele um profissional de bem e sabendo que seus problemas de saúde não permitirão que volte a atuar como ministro a tempo, anunciaria a sua saída desde já, permitindo mais celeridade e consistência aos processos em andamento. Mas sabemos o que ele quer: não tendo a cara de pau dos seus companheiros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes para anunciar votos pela suspeição do então juiz Sergio Moro, votará pela absolvição do ex-presidente Lula à sua maneira, através da abstenção. É por essas e outras que não podemos negar que, sim, Saulo Ramos tinha razão.


Thiago Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife


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BIOGRAFIA


Prezado ministro do STF Celso de Mello, afastar-se num momento de decisões tão importantes não acrescenta, mas subtrai à sua biografia. Repense.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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APETITE DA ONÇA


A esperada acareação entre Flávio Bolsonaro e Paulo Marinho, dentro da operação Furna da Onça, da Polícia Federal, mostrará por qual dos dois o felino tem mais apetite.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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OPERAÇÃO FURNA DA ONÇA


Conforme publicado pelo Estadão de 20/7, o senador Flávio Bolsonaro negou, em depoimento, ter recebido informações privilegiadas sobre a Operação Furna da Onça, que revelou movimentações financeiras atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e que o arrastou para o centro de uma investigação criminal sobre desvios de salários de funcionários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Meu caro Flávio Bolsonaro, não se esqueça de que as paredes têm ouvidos...


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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VANTAGENS DE FILHO DE PRESIDENTE


O senador Flávio Bolsonaro deita e rola nos ilícitos que pratica, só por ser filho do presidente Jair Bolsonaro. Ora, em pleno aperfeiçoamento do toma lá, dá cá, todos querem ficar bem na fita com os Bolsonaros. Os inquéritos e processos de Flávio Bolsonaro e de Fabrício Queiroz são arquivados para, logo depois, voltar à pauta, e assim sucessivamente e várias vezes. Há, também, um interminável prende e solta quanto à prisão de Queiroz, cujos argumentos jurídicos assustam até os maiores neófitos no assunto, o que traz um ranço de intolerância aos brasileiros de bem. Afinal, não é mesmo, ministros João Otávio de Noronha e Gilmar Mendes?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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QUEIROZ EM CASA


É inaceitável a decisão do ministro Gilmar Mendes (STF) de conceder a prisão domiciliar para o criminoso e miliciano Fabrício Queiroz e sua mulher, que passaram mais de um ano foragidos da Justiça. O ministro Félix Fischer (STJ), de forma justa e correta, havia decidido pela prisão preventiva do casal amigo e cúmplice do clã Bolsonaro. São decisões como essas que fazem com que a população não tenha o mínimo apreço nem confiança no Judiciário. Como dizia Ruy Barbosa, não há nada pior do que a ditadura do Judiciário, pois com ela os cidadãos não têm mais a quem recorrer.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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QUEIROZ E OS BOLSONAROS


Essa famiglia não é fraca, não...


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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MÁGICA


Como mero ignorante dos meandros legais, gostaria que alguém me explicasse por meio de que mágicas sempre que há um habeas corpus em jogo no Supremo Tribunal Federal sua definição de concedê-lo ou não, invariavelmente, cai nas mãos de Gilmar Mendes. Com relação à questão do retorno de Fabrício Queiroz e sua esposa à prisão, somente eu mais as torcidas do Corinthians, do Flamengo, do Fluminense e do Palmeiras somadas sabíamos qual seria o resultado.


Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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A PRISÃO DOMICILIAR DE QUEIROZ


É incrível e, ao mesmo tempo, desalentador observar como certos ministros de nossas cortes superiores têm a tendência de agradar aos poderosos de momento tomando decisões à margem do Direito.


Julio Celeste Teshainer jcteshainer@terra.com.br

São Paulo


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SALVADOR-GERAL DA REPÚBLICA


Fez todo sentido a manutenção da prisão domiciliar do bolsonarista Fabrício Queiroz por Gilmar Mendes. Temos de reconhecer que ele é equânime: se salva PSDB e se prepara para salvar Lula, salvar Bolsonaro não deveria causar estranhamento. O grande acordo para estancar a sangria.


Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo


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GILMAR MENDES, HERÓI DE POUCOS


Considerando agora o caso Queiroz, o ministro Gilmar Mendes parece se basear algumas vezes na Constituição do País, substantivo feminino, e, nos casos polêmicos, na Constituição, verbo transitivo e pronominal, construída a partir da junção de vários elementos como amigos dos acusados ou situações financeiras dos envolvidos. Parabéns, ministro, mais uma vitória para sua sempre questionável carreira e mais uma derrota para nossa sempre questionável justiça.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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BOCA FECHADA


Bazófias à parte, o ministro do STF Gilmar Mendes restabeleceu a prisão domiciliar de Fabrício Queiroz fundamentando em sua decisão o grave quadro de saúde de Queiroz, bem como o caráter invasivo da decretação de sua prisão fora de sua casa. Esqueceu-se o ministro da relevante fundamentação de sua própria insuspeitada suspeição, além da idiotice de todo o povo brasileiro, excetuando, como de praxe, todos os interessados em que Queiroz e sua mulher fiquem de boca fechada.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PARA LEMBRAR


Ninguém se lembrou do fatídico 19 de agosto de 2003, quando um dos brasileiros mais expressivos do século 20 faleceu em Bagdá, Iraque, no maior atentado da História contra a ONU, praticado pela Al Qaeda: Sérgio Vieira de Mello, cotado para ser o secretário-geral da ONU após o mandato de Kofi Annan. Na ocasião, Sérgio Vieira era o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, maior cargo ocupado por um brasileiro na estrutura da ONU (somando-se a outro notável brasileiro, o embaixador José Maurício Bustani, primeiro diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas, de 1997 a 2001, e indicado ao Prêmio Nobel da Paz em junho de 2003). O histórico de Sérgio Vieira é impressionante. Entre 1991 e 1996, esteve no Camboja, país devastado pela guerra. Graças à sua atuação – com direito a encontros secretos com o Khmer Vermelho, à revelia das diretrizes e protocolos da ONU –, ele foi o responsável pelo repatriamento de quase 400 mil cambojanos expulsos de seu país, a maioria na Tailândia, num dos maiores movimentos de refugiados do século 20. De novembro de 1999 a maio de 2002, comandou Timor-Leste (outro país devastado pela guerra), ao exercer o cargo de administrador de transição da ONU, ajudando a reconstruir o país e restaurar a democracia. Como negociador da ONU, atuou em alguns dos principais conflitos mundiais: Bangladesh, Camboja, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Ruanda e Timor-Leste entre 1999 e 2002. No Brasil, país que rapidamente se esquece de seus heróis, “ninguém” tem a menor ideia de quem foi Sérgio Vieira e de seu legado. Com certeza, o mundo ficou pior com a sua ausência.


Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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