Vacinas são seguras

Uma aspirina pode causar mais efeitos adversos em crianças do que as vacinas contra a covid-19

Notas&Informações - O Estado de S.Paulo

Os diretores da Anvisa aprovaram por unanimidade a aplicação da Coronavac, do Instituto Butantan, em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não imunossuprimidos. Os menores que apresentam algum comprometimento do sistema imunológico devem receber a dose pediátrica da vacina da Pfizer, que já havia sido aprovada pelo colegiado no dia 16 de dezembro.

É ótimo que mais uma vacina seja incorporada ao programa de imunização do público infantojuvenil. Quanto mais vacinas disponíveis, mais rápido será concluída a proteção desse contingente populacional, o que limitará cada vez mais a circulação do coronavírus até o ponto em que a presença do patógeno se tornará endêmica.

Marcada por duras críticas ao descaso do governo federal pela saúde dos brasileiros, a reunião da diretoria colegiada da Anvisa foi uma ode à ciência e à responsabilidade do servidor público. Mais uma vez, a Anvisa mostrou que se insere na porção do Estado que tem atuado em prol do interesse público no curso da pandemia de covid-19. A outra, capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro, faz de tudo, desde o início da emergência sanitária, para sabotar os esforços de superação dessa tragédia. E pelas razões mais pérfidas.

Contra todas as evidências científicas, membros do primeiro escalão do governo federal, incluindo ninguém menos que o ministro da Saúde, seguem em vergonhosa campanha antivacinação com o objetivo de auferir ganhos políticos para si e para Bolsonaro. Nesse afã, não há limites para a sordidez.

Marcelo Queiroga e sua colega de Esplanada, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, viajaram até Lençóis Paulista (SP) assim que tomaram conhecimento do caso de uma menina que sofreu uma parada cardíaca após receber a vacina contra a covid-19. Felizmente, ela se recupera bem. A real intenção dos dois ministros com essa atitude infame nunca foi “prestar solidariedade” à família – consta que até Bolsonaro teria conversado com os pais da menina ao telefone, conforto que não prestou aos familiares de nenhuma das vítimas fatais da covid-19 no País. Queiroga e Damares, sob o beneplácito do chefe, exploraram a doença de uma criança como oportunidade para disseminar dúvidas sobre a segurança das vacinas para o público infantil. Ao final, uma junta médica constatou que a criança sofre de uma rara má-formação cardíaca congênita, o que ocasionou o mal súbito. A relação entre a aplicação da vacina e a parada cardíaca, portanto, foi totalmente descartada. Mas, para o desiderato bolsonarista, desmentidos já são “precificados”. Interessa instilar a dúvida.

Por isso, o aspecto mais importante da reunião da Anvisa foi a reafirmação da segurança das vacinas para as crianças e adolescentes. Milhões de mães e pais em todo o País podem ficar seguros ao levarem seus filhos aos postos de saúde para serem vacinados. Nada há de “experimental” na aplicação da Coronavac e da vacina da Pfizer nos menores. Substâncias como a dipirona podem provocar efeitos mais adversos e ninguém questiona sua segurança.

A ciência e o bom senso hão de triunfar sobre o obscurantismo e a maldade dos que ora governam o País.

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Os diretores da Anvisa aprovaram por unanimidade a aplicação da Coronavac, do Instituto Butantan, em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não imunossuprimidos. Os menores que apresentam algum comprometimento do sistema imunológico devem receber a dose pediátrica da vacina da Pfizer, que já havia sido aprovada pelo colegiado no dia 16 de dezembro.

É ótimo que mais uma vacina seja incorporada ao programa de imunização do público infantojuvenil. Quanto mais vacinas disponíveis, mais rápido será concluída a proteção desse contingente populacional, o que limitará cada vez mais a circulação do coronavírus até o ponto em que a presença do patógeno se tornará endêmica.

Marcada por duras críticas ao descaso do governo federal pela saúde dos brasileiros, a reunião da diretoria colegiada da Anvisa foi uma ode à ciência e à responsabilidade do servidor público. Mais uma vez, a Anvisa mostrou que se insere na porção do Estado que tem atuado em prol do interesse público no curso da pandemia de covid-19. A outra, capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro, faz de tudo, desde o início da emergência sanitária, para sabotar os esforços de superação dessa tragédia. E pelas razões mais pérfidas.

Contra todas as evidências científicas, membros do primeiro escalão do governo federal, incluindo ninguém menos que o ministro da Saúde, seguem em vergonhosa campanha antivacinação com o objetivo de auferir ganhos políticos para si e para Bolsonaro. Nesse afã, não há limites para a sordidez.

Marcelo Queiroga e sua colega de Esplanada, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, viajaram até Lençóis Paulista (SP) assim que tomaram conhecimento do caso de uma menina que sofreu uma parada cardíaca após receber a vacina contra a covid-19. Felizmente, ela se recupera bem. A real intenção dos dois ministros com essa atitude infame nunca foi “prestar solidariedade” à família – consta que até Bolsonaro teria conversado com os pais da menina ao telefone, conforto que não prestou aos familiares de nenhuma das vítimas fatais da covid-19 no País. Queiroga e Damares, sob o beneplácito do chefe, exploraram a doença de uma criança como oportunidade para disseminar dúvidas sobre a segurança das vacinas para o público infantil. Ao final, uma junta médica constatou que a criança sofre de uma rara má-formação cardíaca congênita, o que ocasionou o mal súbito. A relação entre a aplicação da vacina e a parada cardíaca, portanto, foi totalmente descartada. Mas, para o desiderato bolsonarista, desmentidos já são “precificados”. Interessa instilar a dúvida.

Por isso, o aspecto mais importante da reunião da Anvisa foi a reafirmação da segurança das vacinas para as crianças e adolescentes. Milhões de mães e pais em todo o País podem ficar seguros ao levarem seus filhos aos postos de saúde para serem vacinados. Nada há de “experimental” na aplicação da Coronavac e da vacina da Pfizer nos menores. Substâncias como a dipirona podem provocar efeitos mais adversos e ninguém questiona sua segurança.

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