Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2020 | 03h00

ANO NOVO, VIDA NOVA

Mais e menos em 2020

Mais otimismo e menos pessimismo, mais compreensão e menos repúdio, mais seriedade e menos falcatruas, mais ética e menos imoralidade, mais colaboração e menos egoísmo, mais humildade e menos orgulho, mais verdade e menos mentira, mais relevância e menos ignorância. A transformação não se dará por regras, leis, decretos, fatos ou fakes, mas pela consciência de cada cidadão, que, de acordo com sua opinião, sua visão e seu interesse, cederá, ou não, para o bem comum. Um excelente 2020 mais consciente a todos!

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Cenário otimista

Ano de 2019 terminado, aos trancos e barrancos o governo Bolsonaro vai, pouco a pouco, pondo o Brasil na rota do crescimento sustentável. A taxa básica de juros atingiu seu nível mais baixo, o Ibovespa tem ultrapassado o índice dos 100 mil pontos e a tão necessária reforma previdenciária tornou-se realidade. Os principais desafios para o novo ano serão a reforma tributária, as privatizações e, principalmente, a queda do desemprego. Se o truculento e agressivo presidente Jair Bolsonaro não entrar em rota de colisão com o Congresso Nacional, estará aberto o caminho para o desenvolvimento – e até mesmo para sua reeleição.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

ECONOMIA

Não é só o custo Brasil

Muito interessante o artigo Enfrentar o custo Brasil, prioridade de todos (29/12, A2), de Jorge Gerdau Johannpeter. O empresário, contudo, não incluiu um dos grandes problemas, que são os penduricalhos. A conta da energia elétrica é típica: temos uma geração cujo custo deveria ser baixo, mas inventaram tantos complementos que a tornaram uma das mais caras do mundo. Trabalhei numa multinacional líder de mercado que consumia mais energia do que a cidade de 50 mil habitantes onde ela estava localizada. E nossos acionistas não se conformavam com seu alto custo. Esses penduricalhos nascem destinados a algum fim específico, mas se perdem no caldeirão do dinheiro que é destinado a pagar os burocratas encastelados no poder.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Mudança de paradigma

O artigo do empresário Jorge Gerdau Johannpeter coloca o custo Brasil como um sério problema, o que efetivamente é uma realidade. Mas, além da crítica ao sistema, Gerdau apresentou outra questão muito importante, que é a necessidade de exportarmos produtos industriais, e não apenas matérias-primas. E isso tem de ser uma prioridade dos governos, como também do empresariado, da sociedade civil e das mais diversas organizações sociais. Não basta constatar o problema, há necessidade de participação, de debates e entendimentos para termos o Brasil de que precisamos.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

SERVIÇO PÚBLICO

Juízes e professores

Fiquei pasmo com a reportagem Benefício dado a magistrados bate salário de professores (30/12, B1), informando que juízes de três Estados receberam em 2019 vale-refeição com valores superiores ao piso salarial do magistério. Engraçado, todos neste país sabem que a educação é o caminho do desenvolvimento. E que a educação é o que há de mais importante para a Nação. Aí fico pensando: o que acontece com quem faz as leis? Não está havendo uma inversão de valores? Não está na hora de começarmos a pensar no que podemos fazer para melhorar um sistema tão injusto para os nossos professores? Na reportagem, a deputada Renata Abreu pondera: “O responsável por julgar e punir tem no Brasil muito mais valor do que aquele que é responsável por educar e prevenir”. Está na hora de os legisladores pensarem numa mudança Constitucional que privilegie a profissão de professor, que nos ensina todas as demais profissões. Enquanto não houver uma mudança drástica na origem, não haverá possibilidade de mudanças na educação brasileira. E continuaremos a conviver com a violência e a pobreza, infelizmente. O professor precisa de atualização de conhecimento, cursos, acesso a museus, a teatro e tantos outros benefícios para poder transmitir conhecimento aos alunos. Há um evidente descompasso entre alunos de escolas públicas e particulares – que a maioria não pode pagar – quanto ao preparo. Quando se pensa numa sociedade justa, é preciso começar pela desigualdade na educação. O Brasil precisa pensar nas novas gerações.

ELISIARIO DOS SANTOS FILHO

elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

Vale-refeição gordo

Para quem está acostumado a saborear lagosta, caviar, bobó de camarão, tudo regado a vinhos várias vezes premiados, isso é dinheiro de pinga!

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo.sete@gmail.com

São Paulo

Gastos de parlamentares

Muito se propala sobre a isonomia entre os Poderes, mas não nos parece que pagar o valor de R$ 45 por uma refeição provoque nos críticos revoltas contra o Judiciário, nem mesmo os 60 dias de férias. No Legislativo há casos e mais casos de reembolso de despesas com refeições na casa de até R$ 20 mil e os nobres integrantes do Congresso Nacional também não realizam atividades em janeiro e julho. Se é para existir isonomia, e vale o que está na Constituição, ou se muda para todos ou se acaba de vez com jogar os magistrados contra a população, denegrindo sua imagem por valores que nas grandes capitais do País nem sequer cobrem um lanche. Qual é a moral dos parlamentares, se um deputado custa para o contribuinte R$ 150 mil por mês?

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Além da provocação

Os absurdos que adocicam a magistratura brasileira vão além da provocação e pertencem a um tempo em que a toga posava de – e parecia – intocável. Esse tempo acabou e os semideuses, vira e mexe, caem no chão.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

Hora de mudar

Num país com 11 milhões de desempregados, serviços precários de saúde, educação e segurança, o vale-refeição de mais de um salário mínimo para juízes pode até ser legal, mas não é moral nem ético. Já está mais do que na hora de serem cortados os privilégios absurdos do Judiciário e da classe política.

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

“Neste 2020, que hoje se inicia, quero para todos os brasileiros um ano próspero, como o dos magistrados e políticos brasileiros. Só isso”

 

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO / SÃO PAULO, SOBRE BENESSES E MORDOMIAS, COMO OS GORDOS VALES-REFEIÇÃO PARA JUÍZES

eamonteiroea@hotmail.com

“Entre tapas e beijos, sobrevivemos aos três Poderes da República. Viva a democracia e feliz 2020!”

 

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A RESILIENTE ESPERANÇA NUM BRASIL MELHOR

taniatma@hotmail.com


BEM-VINDO 2020!

Que 2020 traga boas notícias e sonhos e projetos se tornem realidade. É apenas uma mudança no calendário, mas é também oportunidade para um momento de pausa na caminhada, de olhar para trás, para retomar o caminho com mais alegria e esperança para enfrentar o que vem por aí. O ano de 2020 será de desafios para as cidades, o País e o mundo, mas tem tudo para ser divertido. Ver as coisas com otimismo é o começo para fazer de 2020 um ano de paz. Desejos a todos muita paz, alegria e um Brasil mais tolerante. Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos. Sejamos melhores do que somos agora. Por dias melhores. Deus abençoe o Brasil. Felizes todos os dias de 2020 e bem-vindos os acontecimentos! Que o ano novo seja um ano de crescimento e positividade para todos.

JOSÉ RIBAMAR PINHEIRO FILHO pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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FELIZ ANO VELHO

Que ano maravilhoso foi esse de 2019, recém-findo! O Brasil e os brasileiros têm muito que comemorar. Foi o ano da maior virada da nossa História. Um ano de avanços notáveis: queda do desemprego, que dos juros e da inflação, reforma da Previdência, diminuição dos cargos e das mamatas nas tetas do erário, legislação da liberdade econômica, pacote de combate à corrupção, ao tráfico de drogas e ao crime organizado,obras estruturais executadas em tempo recorde, dentre elas ferrovias e estradas abandonadas, avanço no cenário de relações internacionais, nenhuma denúncia de corrupção no governo federal, fim do toma lá dá cá, queda nos índices de criminalidade no País, o maior volume de apreensão de drogas na História, desestruturação do crime organizado, retomada do crescimento econômico, redução de 1 milhão de desempregados, 17 aeroportos prontos para serem entregues à iniciativa privada e à exploração de petróleo, maior safra de grãos plantada para colher em 2020, milhões de matrículas criadas para educação profissional, fim do loteamento dos cargos públicos, novo marco de telecomunicação, 13.º salário do Bolsa Família, bolsa de valores batendo recordes, etc, etc, ec... 

VILSON MANOEL SOARES vilsonsoares@globo.com

São Paulo

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A VIVA REALIDADE

A viva realidade está aí para ser vista. O Brasil é agora o país com o melhor futuro para se investir e logo será também o melhor para se viver. De nada adianta a mídia implicar e criticar o governo e seu criador, porque a política e as estratégias que ele está praticando e comunicando já estão mudando o País. São o político e a política cujo tempo chegou! O Brasil pode festejar a sorte de ser aqui – na maior e mais rica mina de ouro que a natureza criou – que está acontecendo a mais pacífica e promissora vitória contra a ficção comunista que dominou a intelectualidade mundial pós-revolução industrial. E é aqui também que se começa a derrubar a insensatez igualitária do politicamente correto que destruiu a família, célula mater da humanidade. Em todo o mundo não havia um melhor, mais ajustado, mais intuitivo e mais justo candidato à Presidência – tornado agora a viva realidade – para que o Brasil pudesse com esperança festejar um novo ano! Que em 2020 o governo do presidente Bolsonaro continue, para corrigir os grandes erros que este país cometeu no século 20. Ainda é tempo!

GILBERTO DIB gilberto@dib.com.br

São Paulo

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GUINNESS BOOK

O presidente Jair Bolsonaro, no seu primeiro ano de governo, conseguiu o feito inédito e digno de figurar no Livro dos Recordes, o Guinness Book. Desconsiderando a ineficácia de várias medidas provisórias – derrubadas pelos Poderes Judiciário e Legislativo –, teve a “grata” satisfação de ver também, seus vetos serem derrubados pelo Congresso Nacional. Somando todos os dos governos de Fernando Henrique, do condenado Lula da Silva e da impedida Dilma Rousseff, Bolsonaro ganhou com muita folga. Afinal, se a intenção é bater todos os recordes – desaforos, picuinhas, desconstruções –, ele está no caminho certo. Muda, Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONGRESSO REVIU QUASE 30%....

Só de observar o quadro comparativo das cinco gestões, pode-se concluir que o atual governo não soube “negociar” como os demais, certo?!

MARCELO FALSETTI CABRAL mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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VOTOS DE ANO-NOVO

Quero desejar ao presidente Bolsonaro um bom descanso pelo ano exaustivo no cargo que ocupa e sugerir que aproveite para fazer uma reflexão sobre seu primeiro ano de governo. Espero que sirva para ver o que cumpriu de suas promessas de campanha e os desvios que efetuou ouvindo pessoas que gostam de um regime não necessariamente democrático. Tem ainda 75% do mandato para mostrar que o interesse é o Brasil, e não a velha elite política, que o eleitor rejeitou. Feliz ano novo!

LUIZ FRID LUIZ.frid@globomail.com

São Paulo

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RESUMO ECONÔMICO DO BRASIL EM 2019

A inflação a menor, a taxa de juros nominais também a menor, crescimento do PIB começa a despontar, Brasil já começa a despontar com grau de investimentos certificado por Agência Internacional. A Bolsa de Valores atinge índice máximo histórico, o investimento interno na BMFSP se torna o maior historicamente e o investimento externo especulativo diminui mas não faz diferença. Iniciativas do governo com a liberação do FGTS e outras medidas melhoram o consumo interno interagindo no crescimento do comércio que estava estagnado e retraído. A Petrobrás antes deficitária e ultrapassada em valor de mercado hoje a maior do mercado e dando lucro e retorno do investimento e com uma administração bem avançada em termos de vendas de ativos sem retorno e lucro e partindo para o seu foco de negócios em termos de investimentos, lucro e retorno que é a exploração e já se destaca como uma das maiores do mundo. A Vale uma das maiores em minério de ferro ajustando seu negócio e em 2019 dando retorno acionário. Um outro destaque são as Médias empresas na BMFSP despontando na bolsa de valores. As empresas de um modo geral já apresentam uma boa melhora na estrutura e custo de capital, diminuindo dívidas ajudado pela política de juros mais baixos. Outro fator importante é a melhora na competição bancária, com as medidas do CMN, queda dos juros com até tabelamento em 8% ao mês do juros do cheque especial e a competição maior das Fintechs médios Bancos e pequenos na competição do crédito com liberação do dados cadastrais, e o cadastro positivo melhor utilizado, ajudando na política de crédito. Por parte do governo verifica-se a grande vontade de vender a iniciativa privada estatais problemáticas, por exemplo na área do petróleo a venda de grande parte da participação em distribuidora e refino, onde o governo era majoritário ou quase. Forte interesse de se desfazer da Eletrobrás, dos Correios e outras estatais problemáticas. A reforma da Previdência há décadas sendo tentada, em 2019 foi realizada onde provocará ganhos futuros na despesa pública. Empresas fortes voltando a investir como a Mercedes, Honda, Caoa, Cherry e outras. Os setores de serviços e comércio começando a evoluir, antes recessivo. Setores importantes para a economia. Medidas econômicas para incentivar o investimento estrangeiro foram criados. A safra agrícola desponta como a maior entre décadas, onde o Brasil é um grande produtor mundial. É um dos destaques é a soja e agora desponta também o milho. Temos um grande parque agroaçucareiro , destacando Açúcar e álcool. Os modais logísticos sendo incentivados e evoluindo sendo destaque a Ferrovia Leste-Oeste. Novo cenário das relações internacionais onde o governo está procurando incentivar ajudando a economia nacional. Queda do nível de desemprego e ativação de novas vagas em consonância com o desenvolvimento econômico. Áreas do governo, como BNDES, sendo reestruturada suas funções, como a venda da participação em ações de empresas privadas e visando mais a infraestrutura de crescimento econômico. Banco do Brasil sofreu forte ajuste em atividades que não tinham relação com a sua atividade. O mesmo ocorrendo com a Caixa Econômica Federal. Os financiamentos tiveram incentivos, as taxas de juros para à moradia caiu muito. Também os juros para financiamento de automóveis e outros tiveram forte queda, incentivando o consumo. Os maiores bancos privados passaram a participar mais firmemente no investimento a indústria, serviços e comércio, em função das novas políticas de juros, crédito e financiamento. Grandes bancos passaram a mudar o perfil dos financiamentos e empréstimos e começando a sentir a concorrência dos bancos menores. O governo federal cortando muito o empreguismo, com redução de cargos e funções, ajudando no gasto governamental. Outras medidas sendo colocadas no Congresso como: a mudança tributária, nova política administrativa, autonomia do BC dentre outras. O custo tributário das empresas em discussão no Congresso, também à prisão em segunda instância. O ministério da economia mandou ao Congresso 38 textos sendo aprovados apenas 13 em 2019. Por fim o Brasil está melhorando e muito.

CARLOS ROBERTO SALIMENO profsalimeno@icloud.com

São Paulo

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ANO DE ESPERANÇAS

Mais do que nunca nós, brasileiros, esperamos que o próximo ano nos traga melhorias na qualidade de vida. Para tanto temos de individualmente cumprir as nossas obrigações como cidadãos e ao mesmo tempo ficar atentos ao comportamento das lideranças que nos governam, que caso não cumpram os compromissos que firmaram quando foram eleitas, sejam substituídas nos futuros pleitos que teremos de 2020 em diante.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PREVISÕES

Ao formular previsões para 2020 deve-se levar em consideração, além de um estudo criterioso das tendências mais ou menos evidentes, fatores inopinados que poderão determinar de modo desconcertante o rumo dos acontecimentos. Assim, a instantaneidade das comunicações que não dá mais espaço para um “delay” que permitia, como até pouco tempo atrás, uma tomada de decisões, a aceleração cada vez maior das mudanças tecnológicas – o recurso que era útil até o ano passado estará obsoleto daqui a alguns meses, talvez dias –, o renascimento de arsenais nos moldes da guerra fria, com outra roupagem, a eclosão de repentinos confrontos comerciais, a reescalada do terrorismo, os radicalismos e as intolerâncias que deverão surgir por ação de chefes de Estado alucinados, além dos já existentes, a explosão de conflitos sociais e buscas de democracia até então inimagináveis são algumas variáveis aleatórias que sugerem o fato de que somente um tipo de previsão é aconselhável: a de que talvez seja mais prudente fazer pós-visão...

PAULO ROBERTO GOTAÇ pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LUIZ PHELIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA

Da entrevista ao Estadão pelo deputado federal pelo PSL de São Paulo Luiz Philippe de Orleans e Bragança (28/12,A12), cabe destacar o que se segue: “As mudanças políticas via Congresso devem ser por etapas, a primeira delas o sistema eleitoral para dar um choque de representatividade, com pessoas eleitas diretamente de contato com o leitor, não dependendo de cabos eleitorais e do sistema político para se eleger. Deputados hoje não passam de zé-ruelas com CPF (...). Vou propor o voto distrital, impresso ou auditável, recall de mandato, para a população remover seus representantes via abaixo-assinado ou referendo, interferir mais no fundo eleitoral, ter candidatura independente, avulsa. Numa segunda fase, vamos fazer a reforma partidária, dar mais transparência, democracia interna, ter compliance, a forma aberta de seleção de candidatos, para não haver listas fechadas em que poucos escolhem. Também vou propor a mudança do sistema, passar do presidencialista para um mais parlamentarista, onde o presidente se desonera de governar e vira chefe de Estado. Minha esperança é que Bolsonaro seja o último presidente da República do Brasil”. Com efeito, a esta altura dos acontecimentos políticos no País, suas palavras merecem atenção e consideração.

J. S. DECOL decoljs@gmail.com

São Paulo

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ÓTIMA ENTREVISTA

Como gente informada que quer o bem do País é rara. Mas ao menos está falando agora o deputado Luis Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Em entrevista disse que presidente Bolsonaro tem a oportunidade de desaparelhar o Estado, retirar o paquiderme que o PT deixou para o Estado brasileiro, montar o parlamentarismo e ser o primeiro chefe de Estado. O que ainda não é o ideal, mas já abre a mente cauterizada do povo para uma monarquia e o Brasil poder enfim ter chance de ser um país em que todos terão qualidade de vida, com o fim desses desclassificados e com um poder moderador que de fato sirva ao cidadão. Liberto do cabresto. Show de entrevista.

ROBERTO MOREIRA DA SILVA rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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VOZ DAS RUAS

Entre “O clamor da sociedade” (de 27/12) e “O que dizem as ruas” (de 29/12), a colocação deste editorial está muito melhor. Realmente o descontentamento da classe média vem de se considerar “esquecida ou menosprezada pelo Estado que ela paga para manter”. “Não é de hoje que a maioria dos eleitores se desencantou com a política, vista não como o lugar onde opiniões distintas se conjugam na direção do bem comum, mas sim como a zona cinzenta onde os privilegiados articulam a manutenção de seus privilégios.” Está totalmente certo o editorial ao dizer que passar as reformas necessárias, mas impopulares, é uma tarefa hercúlea! E finaliza com clareza: “prestar atenção ao que reclamam as ruas é essencial numa democracia; responder a essas demandas com demagogia, contudo, é apenas irresponsabilidade”. Coloco em questão somente a quem coube o “responder com demagogia”. Neste primeiro ano do governo Bolsonaro quem mais se colocou com demagogia? Terá sido o presidente, que todos sabem ter suas confessadas limitações para as pressões do cargo e, portanto, manifesta com ingenuidade seus frequentes destemperos, ou a mídia inteligente em geral que insiste em focar na pessoa Jair Bolsonaro e suas falhas, em vez de dar força ao trabalho de sua equipe de ministros, com seus muitos sucessos? Além da oposição ferrenha e insensata da esquerda, Jair Bolsonaro tem enfrentado um mar de críticas a questões de menor importância pela mídia. Não houvesse todo esse enfoque negativo, muito barulho sobre o secundário, as reformas teriam andado muito mais e o Brasil estaria bem melhor. O editorial de 29/12 está nesse caminho e mais em sintonia com o Brasil que queremos. Parabéns!

SILVANO CORRÊA silvanocorrea2012@hotmail.com

São Paulo

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DPVAT

Só o fato de ficar muito menor já indica que “existe algo de podre neste monopólio”. Eu mesmo fui vítima disto. Tendo sofrido um desastre, entrei com o pedido de ressarcimento dos gastos com médicos e tratamento. Alegaram que o laudo do médico que me atendeu não era conclusivo. Só pagaram quando recorri ao “São Paulo Reclama”.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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COM RELIGIÃO NÃO SE BRINCA

Salman Rushdie teve a cabeça posta a prêmio quando publicou [ITALIC]Versos Satânicos[/ITALIC]. O jornal satírico francês [ITALIC]Charlie Hebdo[/ITALIC] sofreu violento atentado ao colocar o profeta Maomé em situação vexatória. Um bispo da Igreja Universal, ao quebrar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, foi condenado judicialmente e Fábio Porchat, depois da paródia do Porta dos Fundos colocando Cristo como gay, entre outras situações imprudentes, veio a público condenar o atentado sofrido e dizer que com religião se brinca, sim. Mas deveria lembrar que, para muitos, religião é coisa séria.

J. A. MULLER josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FIRME COMO GELATINA

Fábio Porchat falou em reportagem recentemente que não se deve brincar com religião, mas agora, pela repercussão causada pela tal Porta dos Fundos, volta atrás. Algo típico em petistas... E diz que pode, sim. Ou seja, perdeu a noção do permitido e do ridículo.

ANTONIO J G MARQUES a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Eu acho que esse negócio de liberdade de expressão, em que se baseou o Porta dos Fundos para apresentar Jesus Cristo como gay, está passando dos limites. Desencadeia reações imprevisíveis, como o atentado ao estúdio. Há que ter respeito e cuidado, ainda mais quando se tratar de crenças. A liberdade de expressão pode ser um perigo. Qual o seu limite? Se é permitida no sentido amplo da palavra, teremos coisas piores que o atentado. Se limitarem, deixa de ser liberdade de expressão. Então, como vai ser? Cada um poderá falar o que quiser sob o manto protetor dessa liberdade de expressão, e quem não gostou do que ouviu poderá reagir como bem entender. Esse é o espírito da liberdade de expressão? É isso que o legislador queria?

PANAYOTIS POULIS ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PORCHAT E MAOMÉ

Fábio Porchat insiste em patentear a insensatez. Garante que pode-se, sim, fazer humor com a religião. Cabra macho. Aguarda-se então, depois de fazer humor desmiolado com Jesus, que o Porta dos Fundos brinque com Maomé e os muçulmanos. Terão aquilo roxo para tanto?

VICENTE LIMONGI NETTO limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ATAQUE À CASA DO RABINO

Mais um... A intolerância, o antissemitismo, o racismo, a homofobia, a crueldade ou qualquer ato de misantropia ficam cada vez mais fortalecidos com a divulgação desses tenebrosos e covardes eventos. Se não forem tomadas as devidas providências pelas autoridades legalmente estabelecidas, certamente incitarão outros a cometer o mesmo crime, com frequência cada vez maior. Assim como outros países, o Brasil não está imune a esses terríveis ataques. É preciso que as autoridades brasileiras, presidente da República, ministro da Justiça e a Polícia Federal – considerada uma das melhores do mundo –, se envolvam profundamente, fiquem alertas desde já com trabalho de inteligência e desenvolvam uma estratégia preventiva visando a cortar pela raiz eventuais células malignas que possam estar incrustadas no Brasil, para que esse câncer extremamente danoso não se torne metastático. Prevenir é sinônimo de segurança e sabedoria.

DAVID ZYLBERGELD NETO dzneto@uol.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA NO DESERTO

Diante do absurdo de uma guerra surge outra guerra absurda. Com o fim do Estado Islâmico, os jihadistas estão sendo aniquilados, os combatentes morrem ou fogem, deixando para trás, abandonadas no deserto sírio, 70 mil mulheres e crianças sem alimentos, medicamentos, água e quaisquer recursos necessários para a sobrevivência. Resta desejar-lhes uma morte feliz.

IVAN BERTAZZO bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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1001 TONS DA ESCURIDÃO

Quando começa a reconstrução da Síria após a guerra civil devastadora por que passou? Certamente não será enquanto o Irã continuar usando o país de Assad como sua ponta de lança contra Israel. Afinal, quem se disporia a investir pesadamente num lugar que tem tudo para, ao lado do sul do Líbano, se tornar o epicentro do próximo conflito e campo da maior batalha já vista na região? As mil e uma noites de Damasco podem estar só começando se os aliados que vieram em massa para acudir ao ditador não voltarem para casa bem em breve.

JORGE A. NURKIN jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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