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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

Interesse público

No Direito há um princípio chamado “supremacia do interesse público sobre o privado”, pelo qual o coletivo importa mais que o individual. Neste momento em que precisamos de um estadista que assuma o comando da Nação na luta contra o coronavírus e as consequências por ele geradas na economia e na rotina das famílias, deixando de lado as disputas políticas, o que vemos, infelizmente, é nosso presidente, em quem votei em 2018, desconhecer esse princípio.

CELSO NEVES DACCA

CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Caos

Desgraça pouca é bobagem. Na companhia da covid-19 temos rebeliões nos presídios, ameaças de atentados do PCC, bolsas no fundo do poço, dólar nas alturas, desemprego, “sopapos” entre governador e senador, desacertos entre os três Poderes e o presidente da República pouco preocupado com a pandemia.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Antecipação do FGTS

Para mitigar a crise causada pelo coronavírus o governo poderia estudar a antecipação da parcela de 2020 do FGTS relativo ao saque aniversário para os beneficiários de menor renda e os acima de 60 anos. 

MILTON CÓRDOVA JUNIOR

MILTON.CORDOVA@GMAIL.COM

VICENTE PIRES (DF)

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Tabela do IR

O governo quer ajudar o idoso, o aposentado? Corrija a tabela do Imposto de Renda (IR). Ajudará milhões de pessoas que pagam indevidamente.

VITOR DE JESUS

VITORDEJESUS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Antecipar restituições

Diante do grave quadro econômico por causa do coronavírus, o governo poderia ampliar os benefícios às empresas adiantando os pedidos destas de restituição de impostos, paralisados há muitos anos.

ROGÉRIO ORSOLINI 

R.ORSOLINI@UOL.COM.BR

VOTORANTIM

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Reservas cambiais

Neste momento de crise, entendo que o governo poderia usar, sem custos adicionais, uma parte das reservas cambiais, vaca sagrada do monetarismo nacional, que nunca foram usadas em valor significativo, sob o argumento de ser uma reserva para momentos de crise. Pois é, o momento que atravessamos agora é de crise! Com a pronta utilização de parte de tais recursos, hoje na casa dos US$ 360 bilhões, ou cerca de R$ 1,8 trilhão, digo 10% ou 15% desse valor, o câmbio daria um refresco, cairia o custo de manutenção dessas reservas, hoje aplicadas a juros negativos, e se proporcionaria o dinheiro para fazer frente às necessidades que este grave momento impõe, sem que o governo tenha de fazer malabarismos fiscais nem abrir mão de arrecadação.

JOAQUIM ANTONIO PEREIRA ALVES

METAEXPORT@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Ônibus caros e sujos

Infectologistas afirmam que o banheiro é o ambiente mais infectado que existe, mas eles não andam de ônibus em São Paulo, que são bem piores. É comum ver o piso, na parte traseira, sujo de cerveja e pegajoso por acomodar sacos enormes de lixo. E também ver o piso todo e os bancos molhados pelo mau escoamento do ar-condicionado, que, aliás, só funciona em período frio, quando não precisamos. Empresas não lavam os ônibus por dentro, os canos estão sempre ensebados, o ambiente tem mau odor. É por isso que pagamos...

FERNANDO ANDRADE

FERNANDO.ANDRADEBARROS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Escassez de estadistas’

Plenamente de acordo com o editorial do Estadão de 16/3 (A3), cuja conclusão indica a mediocridade como o grande e resiliente inimigo do nosso país, estagnado num patamar que não condiz com a grandiosidade do Brasil. Nunca tivemos um Winston Churchill no comando desta nação. Restaram-nos políticos que, na melhor das hipóteses, governaram com objetivo de autopromoção para poderem permanecer desfrutando os privilégios da classe política, bancada pelo suor do rosto dos trabalhadores pagadores de impostos. Isso sem computar os ladrões do erário, que surrupiaram o bem público com consequências funestas, especialmente para os mais pobres, que acabam morrendo nos corredores dos nossos hospitais,

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Collor e Dilma

Golpes baixos

Há 30 anos a então ministra Zélia Cardoso de Mello anunciava o congelamento dos recursos bancários acima de 50 mil cruzados novos de todos os brasileiros, como parte de um plano econômico arrojado. O plano foi um desastre – muitas empresas quebraram –, a sociedade acusou o soco no estômago e o fato contribuiu sobremaneira para o impeachment de Fernando Collor. A sociedade tampouco tolerou o escândalo do petrolão, que escancarou a corrupção sistêmica envolvendo o PT, várias construtoras, a Petrobrás, e pressionou de forma veemente para apear Dilma Rousseff da Presidência. Dois momentos diferentes da recente História do Brasil que demonstram como a opinião pública é capaz de reagir a golpes baixos.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Partidos políticos

Limite à proliferação

O problema, a meu ver, não é tanto a criação de partidos políticos, aliás garantida pela Constituição (Limites aos partidos, 16/3, A3). De nada adiantam leis e mais leis regulamentando isso. Só uma, simples e definitiva, basta: a que extinga o Fundo Partidário e o fundo eleitoral – os partidos que sejam sustentados por seus filiados. De tanto bater nessa tecla, quem sabe seremos ouvidos? 

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SOLUÇÃO FINAL

Afinal, uma luz no fim do túnel. Pode ser um desastre total ou a saída. Explico: somente uma crise mundial, sem guerra atômica, para levar a humanidade à compreensão do que seja a vida e da necessidade de preservá-la a todo custo. No Brasil, os políticos ainda estão se digladiando, a exemplo do filme Os Oito Odiados, de Tarantino. Vide Bolsonaro, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e, agora, entrando na dança, com a solução final, a deputada Janaína Paschoal e o dr. Miguel Reale Jr. Coadjuvantes as críticas contumazes dos analistas políticos comprometidos. Salvam-se os brasileiros, que, ignorando a discussão política improdutiva, estão encaminhando, com o governo Bolsonaro, em especial o comando destemido do Ministério da Saúde (ministro Mandetta), o enfrentamento à primeira praga deste século. Que Deus nos ilumine!

Martim Affonso Santa Lucci mslucci@uol.com.br

São Paulo

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JÁ DEU

Janaína Paschoal (PSL-SP) batalhou pelo impeachment de Dilma Rousseff acusando-a das famosas pedaladas fiscais, porém as negociatas que serviram de ralo para o erário, como a compra da famosa refinaria enferrujada e sucateada de Pasadena, que rendeu prejuízo de US$ 1 bilhão à Petrobrás, passaram batido, sabe-se lá por quê. Claramente, um ato de evasão de divisas. Mas na época o Planalto alegou que Dilma foi induzida ao erro, tão ingênua era ela, coitada! Pois bem, agora, a mesma Janaína Paschoal defende a renúncia de Jair Bolsonaro, por ele ter ido cumprimentar seus apoiadores que se manifestavam, no domingo, nas grades do jardim do palácio, e, por sinal, também em todas as maiores cidades do Brasil. Há quem queira pedir exame de sanidade mental do presidente por este ato. Mas as 1.500 pessoas, entre políticos e empresários, reunidas no mesmo dia num ambiente fechado para inaugurar festivamente a abertura da CNN no Brasil, isso pode. E não vi ninguém de máscara! Pois é, na falta de um ato de corrupção, de um prejuízo para o erário, de uma venda de cargo, querem medir os atos de Bolsonaro com a perene régua da má vontade. Como sempre, desde seu primeiro dia de governo.  Já deu!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SÁBIAS PALAVRAS

A deputada Janaína Paschoal usou um tom severo para dizer aquilo que todos sabemos: o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, é um homem muito mais preparado para assumir o comando do País do que o presidente Bolsonaro. E precisamos disso urgentemente, dada a falta de tato, bom senso e comprometimento do atual comandante-chefe da Nação.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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APESAR DELE

A importante limitação intelectual do presidente atual não melhorará. Quem espera o contrário, ou reclama dele, é ingênuo. Cabe-nos achar uma maneira de levar as coisas nacionais nestes tempos bicudos, apesar dele, até as próximas eleições.

Cássio Mascarenhas de R. Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

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SANIDADE MENTAL OU IGNOR NCIA?

Miguel Reale Jr. pede em declaração pública um exame de sanidade mental de Bolsonaro. Já li artigos referentes a Donald Trump que levantam a hipótese de algum distúrbio mental de sua parte, com o que se constata assemelharem-se até neste particular. Na minha opinião, porém, assemelham-se em outro: ambos são profundamente ignorantes e, o que é pior, orgulham-se de o serem e nutrem desprezo pelo conhecimento, pela cultura, julgando que é coisa de “intelectuais enfatuados” que se julgam com direito de ditar normas aos outros. Não é por outra razão que Bolsonaro desrespeitou a orientação do seu ministro da Saúde e foi ao encontro de seus apoiadores no domingo. Este desprezo pela, ou negação da, ciência é uma manifestação típica de ignorância, que chega ao extremo de uma verdadeira deficiência mental no caso dos “terraplanistas” que negam a esfericidade da Terra ou dos que negam que o homem já pisou na Lua. Preferem, por ser mais emocionante, ver o mundo como o palco da ação de forças misteriosas e conspiratórias.   

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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EGOÍSMO

O presidente Jair Bolsonaro se superou ao declarar: “Se me contaminei, é responsabilidade minha”. Tamanha sandice só poderia ter vindo de uma mente pouco privilegiada. Ora, não se trata da sua contaminação, mas, sim, de quem já pode estar contaminado – como é o caso do presidente – transmitir o vírus aos seus apoiadores. Esta sua reflexão é de um egoísmo inacreditável. Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Sobre a matéria Infectologistas criticam Bolsonaro por dar mau exemplo à Nação (Estadão, 16/3), são inacreditáveis a falta de bom senso deste senhor e o nível de irresponsabilidade. Votamos nele para o PT não voltar ao poder. Pois estejamos preparados. Ele e seus três filhos serão, em quatro anos, muito piores do que Lula e o PT para nós, brasileiros, e o próprio País.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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UM TRAPALHÃO

Temos um presidente sem noção e um idiota que aceita dar-lhe a mão... Se eu fosse o ministro da Saúde, entregava o cargo na hora. Não tem como trabalhar com um trapalhão!

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO NA CHUVA

Conversava há pouco com um amigo, apoiador de Bolsonaro, embora crítico de algumas das suas ações, a última das quais a sua presença nas manifestações populares de domingo. Ele tem razão num ponto: talvez Bolsonaro não devesse tê-las convocado, mas está à vista de todos que este Congresso está abusando. Agora, já que o povo foi às ruas, o capitão fez a sua obrigação de comandante, pondo-se à frente da tropa. A sua presença só trouxe risco a ele mesmo, que testou negativo para o vírus e poderá ter-se contaminado. Quem conhece um pouquinho do espírito militar não esperava menos: foi para a chuva com seu batalhão.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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O QUE VEJO HOJE

Votei no presidente Bolsonaro com a esperança de tirar do poder o partido mais corrupto que este país já viu, cujo projeto para nós era apenas manter-se indefinidamente no poder. Votei na esperança de um programa de desenvolvimento da Nação adequado com a sua importância. Votei na esperança de redução acelerada da taxa de desemprego. O que vejo hoje: manutenção da corrupção, as mazelas são as mesmas, interesses pessoais acima da Nação, instituições fragilizadas e leis arcaicas que só retardam o País. Além de tudo isso, que não é pouco, vejo um presidente desequilibrado, raivoso e com interesses pessoais acima de qualquer coisa. Não bastasse isso, vejo um presidente irresponsável, incompetente e na contramão do mundo, chutando para cima qualquer ação de bom senso. Basta ver a foto na primeira página do Estadão de segunda-feira, que mostra o irresponsável na frente de uma cambada de irresponsáveis também, fragilizando qualquer ação e empenho para combater o tal novo coronavírus. Lamento tudo isso.

Luiz Francisco de A. Salgado   salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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CRISE SANITÁRIA

Tão irresponsáveis perante o País quanto Bolsonaro são os demais poderes, que não se mexem para afastá-lo. Não há consciência do perigo a que estamos expostos?

Anneliese Fischer Thom fthom@uol.com.br

São Paulo

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HEROICO

Sobre o editorial do Estadão de 16/3 Escassez de estadistas, Jair Bolsonaro ainda pode sair-se bem, na condição de herói, talvez até de estadista. Basta renunciar, com a sincera justificativa de que já cumpriu sua missão ao derrotar o PT. E que, além disso, não tem competência para oferecer alguma coisa ao País.

Widson Schwartz widson@sercomtel.com.br

Londrina (PR)

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UM ESTADISTA ÀS AVESSAS

Como o poder transforma um obscuro ex-capitão – perdoe-me quem possui tal título – que viveu mais de duas décadas na Câmara dos Deputados, segundo consta defendendo classes que infelizmente não tinham notoriedade, e num arroubo do destino chegou à Presidência da República. Com o voto de milhões, como eu, que no segundo turno das eleições de 2018 ficaram sem opção. Era votar em retrógados ou em alguém que sabia despreparado, mas não ao ponto a que chegou: além de tosco e de não estar à altura do cargo que ocupa, as bobagens que ecoam de seus pronunciamentos fazem corar até os líderes das republiquetas mais bananeiras das Américas. Sua formação poderia oferecer comportamento melhorado, mas a ciência mostra que o indivíduo é fruto da sua bagagem genética e do meio em que viveu. Então, vejamos: o indivíduo foi criado ou veio de família simples do interior, trabalhadora – o que não deve ter interferido no seu genótipo –, estudou em escola militar – o que também não foi o que interferiu, acho eu – e, então, foi para a Câmara dos Deputados e morar na orla do Rio de Janeiro... Aí ficamos sem saber o que modificou ou influiu no seu genótipo.

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

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CONSTATAÇÃO SOBRE OS PODERES

Goste-se ou não, “Boçalnaro” é assim mesmo, do jeito que é, sem tirar nem pôr. Infelizmente, e muito pior, o Congresso e o STF também são...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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FIM DAS MORDOMIAS

A situação caótica provocada pela covid-19 trará muitos prejuízos aos brasileiros e ao governo, em razão da queda de faturamento das empresas e a consequente diminuição na arrecadação. E como ficam as mordomias generalizadas nos Três Poderes, a imposição dos recursos perpetrada pelo Congresso e os gastos desnecessários e abusivos da máquina pública, neste momento em que o País precisa de recursos para diminuir o impacto dessa pandemia? Será que deputados, senadores e membros do Judiciário se sensibilizarão com este momento difícil que vivem o País e o mundo e terão a nobreza de abrir mão destes verdadeiros abusos com os recursos do povo brasileiro, e apresentarão algum plano colaborativo? Ou continuarão com seu egoísmo exacerbado e sua falta de sensibilidade e patriotismo? 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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CONGRESSO, O ALVO

Sobre a matéria do jornalista Vinicius Valfré (Por que o Congresso é o alvo predileto?, 15/3, A12), observo: 1) “A ideia de privilégios é bem explorada nas redes” (Jairo Nicolau, cientista político). Nicolau diz “a ideia”, mas será que ele não lê nem ouve as mesmas fontes de quaisquer simples eleitores brasileiros? 2) Os absurdos privilégios que nossos “patrióticos” congressistas dia a dia se atribuem (viagens turísticas pagas por nós, planos de saúde vitalícios, passaportes diplomáticos para toda a família, carros oficiais, assessores, motoristas, secretárias em Brasília e em seus Estados), tudo isso, pergunto ao arguto cientista, é uma “ideia” de privilégios? 3) Fernando Gabeira, sim, foi direto: “O Congresso continua cobrando pedágios”.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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PROVA DE FOGO

Com a turbulência que se anuncia, todas as estruturas do País serão colocadas à prova, principalmente o espírito público dos nossos governantes.  Agora é a prova de fogo, e vamos ver quem tem condições emocionais, psicológicas e também morais de ocupar postos de comando neste país. Vamos ver quem são os líderes de verdade.

 

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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RENOVAÇÃO ÉTICA DE VALORES

Tanto a Presidência da República e seu entorno quanto, ainda, os Poderes Legislativo e Judiciário da República precisam passar por uma renovação ética de valores, no dizer de Bertrand Russel, filósofo inglês. Cada poder, reler a Carta Magna e fixar a mente nos direitos e deveres previstos, de tal sorte que seus comportamentos estejam nos limites da legalidade, com o acréscimo da oportunidade, esta também nos limites das leis vigorantes. Só assim, com responsabilidade e patriotismo, teremos dias melhores neste país. Bolsonaro concordaria? E os demais Poderes da República, fariam o sacrifício?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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ALERTA DE TSUNAMI

O mundo vai enfrentar um tsunami, as águas já recuaram muito, isso fica claro com a derrocada das bolsas mundo afora. O tsunami virá com a paralisação sem precedentes de todas as atividades, por tempo indeterminado. Sem produção, sem distribuição, logo não haverá mais o que comer, e aí virá o caos. É preciso encontrar outras formas de conter esta pandemia sem paralisar todas as atividades. Este caminho poderá trazer muito mais mortes e prejuízos do que deixar a doença seguir seu caminho.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SUSPENSÃO IMEDIATA

Uma vez já conhecidas as desastrosas consequências do novo coronavírus que circula pelo mundo, com diversos países em situação crítica por causa da sua rápida evolução, lamentavelmente elas não estão servindo de exemplo no Brasil: basta ver que de um dia para o outro tivemos 65% de aumento de casos de contaminação pela doença. Uma vez terem decidido suspender as aulas, por que o fizeram parcialmente, e não em caráter nacional? Isso sem dúvidas evitaria possíveis contaminações, por diminuir a grande circulação de crianças com outras de famílias diferentes que poderão ter tido contato com alguém da própria família contaminado sem que soubesse, e assim sucessivamente.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM ESTRESSE

No atual momento global de crise, em face da pandemia da covid-19, temos de, como falam os especialistas médicos, tomar todos os cuidados profiláticos que estão sendo amplamente recomendados, para evitar a propagação da doença. No mesmo sentido, como falam os experts, devemos evitar uma pandemia de estresse psicoemocional em razão de uma enxurrada de informações calamitosas e sem sentido que circulam pela internet, muito mais perigosas que a própria patologia viral atual.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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BRASIL

Em época de pandemia de coronavírus, quem puder dispensar o metrô, que o faça. De qualquer forma, os discursos médicos estão muito europeizados e asiatizados.

Carlos Jose Benati cjbenatti@globo.com

São Paulo

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MÁ INSPIRAÇÃO

Se o acidental surto do coronavírus made in China virou o mundo de ponta-cabeça, espalhando-se em menos de 100 dias para mais de 100 países em todos os continentes, infectando mais de 120 mil pessoas e provocando a morte de mais de 6 mil, mal dá para imaginar o que poderia causar um vírus letal, natural ou sintético, em mãos de um grupo terrorista ou de um país como o Irã ou a Coreia do Norte. Ao que tudo indica, a próxima grande guerra será bacteriológica. Oremos para que a gravíssima crise atual não inspire mentes doentias mundo afora.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INTERROMPER AS BOLSAS?

Tão surreal quanto o que está acontecendo com as Bolsas em todo o mundo nos últimos dias é a proposta de agentes de mercado de fechá-las temporariamente para “esperar o pânico passar”. Seriam inúmeras e sérias as consequências de um eventual fechamento, dentre elas a questão da liquidez. Bolsas de valores existem para prover liquidez e grandes empresas agem em função desta liquidez, num movimento contínuo diário gerado pela lei natural da oferta e demanda. Sejam grandes ou pequenos investidores, todos estão, ou deveriam estar, cientes da volatilidade e do risco do mercado financeiro. Interromper a Bolsa por um período prolongado (o circuit breaker foi criado apenas para acalmar momentaneamente os ânimos) seria como mudar as regras de um jogo em pleno andamento dele, o que fatalmente geraria descrédito. A Bolsa atravessou a crise de 2008 e passará por esta também. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PATRIMÔNIO DA MILÍCIA

O Estadão nos mostrou no domingo o tamanho do patrimônio do “capitão Adriano”, um dos tantos assassinos do Rio de Janeiro que nossas autoridades “não conseguiram detectar” (Investigação avança sobre patrimônio de Adriano, 15/3, A4). A família Bolsonaro mostrou muita estima em relação a este senhor “queimado” pela polícia de forma inexplicável. Um dos acusados da morte de Marielle Franco, militar com aposentadoria inferior a R$ 10 mil por mês, tem patrimônio de vários milhões que nem a Receita Federal nem o Ministério Público descobriram. Muita gente é processada ou cai na malha fina por coisas pequenas, por que as autoridades não olham as coisas grandes? Medo ou interesses?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CORTINA DE FUMAÇA

Estranho, muito estranho o que acontece sobre Adriano. Agora se nota tentativa de aprofundamento sobre o patrimônio dele. Ministério Público e Polícia cariocas, inclusive durante um ano completo de governo Witzel, conviveram por anos com o “progresso patrimonial” do miliciano, e nada fizeram. Agora, com a morte dele, momento em que e prioridade deveria ser dada ao esclarecimento da morte, parece que “alguém” quer jogar cortina de fumaça sobre o essencial. Se todo o patrimônio elencado é real, é notório que alguns podem estar tentando subtraí-lo, ou seja, matador(es) e/ou mandante(s)  têm tudo que ver com o patrimônio. Se esclarecida a morte, se resolve mais rápido e melhor a questão patrimonial. Mas o Rio de Janeiro é bastante “peculiar”, tudo lá foge ao racional. Ou eu sou o irracional?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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