Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2020 | 03h00

Pandemia

É pagar para ver?

Precisamos de equilíbrio para tomar as decisões nesta situação inédita da covid-19. Para tal devemos acreditar na ciência e nos cientistas, dar prioridade à vida das pessoas. São elas que vão recuperar a economia depois. Tentar a tal verticalização de isolamento social, apesar de o restante da população estar exposto; depositar as fichas na hidroxicloroquina (e mostrar o medicamento na reunião do G-20) antes de comprovar sua eficácia; pensar na flexibilização das medidas de combate ao vírus (Mato Grosso e Santa Catarina) – tudo isso são atitudes arriscadas, na contramão de todas as recomendações médicas nacionais e internacionais, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS), e vão contra as experiências em outros países – Alemanha e Itália são extremos. Precisamos pagar para ver, infeliz e involuntariamente, caso as medidas de afrouxamento venham a ser implantadas?

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Risco de estagnação

Se o Brasil não voltar a se movimentar, com o retorno ao trabalho, à produção e à circulação, qual será a perspectiva? A estagnação econômica?

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

EUGENIOALATI13@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Coronavírus x desemprego

O fantasma do desemprego, potencializado pela suspensão do comércio, da indústria e dos serviços, está ganhando proporções tão turbulentas quanto as do coronavírus. Algumas empresas já demitiram e outras o farão a partir de segunda-feira. Comitês e outros órgãos representativos do empresariado pressionam prefeitos e governadores a liberarem a reabertura de seus negócios, mesmo que com restrições sanitárias. Reconhecidos sanitaristas, médicos e administradores divergem. Uns defendem o isolamento total, outros dizem que basta isolar idosos e portadores de doenças graves. Cabe aos governantes e autoridades de saúde definir um protocolo que melhor atenda ao controle do vírus e à economia. E que façam isso harmonicamente, não com a troca de farpas que temos visto nos últimos dias. Devem pensar exclusivamente no bem-estar da população, jamais nas próximas eleições.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

ASPOMILPM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Isolamento vertical

O isolamento vertical, defendido pelo presidente da República, deverá ser implementado, porém de forma dosada e adaptado a cada Estado da Federação. As atividades fundamentais devem continuar, especialmente a produção de alimentos. Precisamos evitar o desabastecimento das cidades, sob pena de provocar uma revolta popular, com saques e extremos de violência, só passíveis de ser contidos com a presença das forças militares nas ruas. Espero que os políticos entendam que esta não é hora de fazer política, mas, sim, de cuidar da sociedade, protegendo os cidadãos mais frágeis e liberando os demais para o trabalho.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Conflito de opiniões

Há duas correntes em conflito: é certo que a crise social mata, porém esta pode ser monitorada e tem um fim. Quanto à outra, não temos controle nem sabemos quando vai parar. Quem poderá definir?

FABIO DUARTE DE ARAUJO

FABIONYUBE2830@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Paciência

Diante da pandemia do novo coronavírus, que não sabemos até quando irá, é importante entender que, com o término da paradeira na indústria, no comércio e nos serviços, o retorno à realidade produtiva não significa que o tempo parado será recuperado com maior produção e consumo. Será um recomeço, partindo do zero, e o que não foi feito e/ou consumido, adeus. O que não se fez não se fará e a dimensão do recomeço dependerá do tempo que durar esta crise. Portanto, estejamos preparados e sejamos pacientes. O Brasil não acabará, mas inevitavelmente vai afundar mais uma vez. E nós, para variar, seremos as vítimas habituais. Haja paciência!

MARIO COBUCCI JUNIOR

MARITOCOBUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bom senso é preciso

A articulista Zeina Latif foi bem técnica, objetiva e clara no seu artigo Bom senso (26/3, B4). Pelo jeito, ela não foi contaminada por ideologia e apresentou questões que mostram como deve ser o raciocínio neste momento em que uma crise grave de saúde está grassando e nos levará a uma crise econômica e social gravíssima se não forem tomadas as medidas necessárias, fundamentadas nas ciências da saúde, na economia e na estatística. A análise da situação e as decisões a tomar devem basear-se no custo/benefício. Um ponto importante a considerar é a queda de arrecadação, que afetará os governo federal, estaduais e municipais, devida à possível redução de salários, a perdas de vendas, queda da produção, falta de pagamento de impostos, demissões, informais sem poder trabalhar, etc. Os caixas dos governos estaduais e municipais não terão recursos para pagar os salários dos funcionários ou serão forçados a atrasá-los. A pior perspectiva é uma convulsão social por falta de pagamento aos cidadãos. Por isso o Ministério da Saúde tem de analisar cuidadosamente, com estudos estatísticos e dados técnicos, o tempo máximo da quarentena que é necessário para manter a estrutura da saúde e para que o Ministério da Economia possa preparar as medidas econômicas.

JOSÉ LUIZ ABRAÇOS

OCTOPUS1@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Hostilidades absurdas

Mais um momento de insensatez, principalmente para com aqueles que estão na linha de frente, os profissionais da área de saúde. A falta de conhecimento ou a má-fé levam à ocorrência de atos de hostilidade a esses profissionais. Os agressores têm de ser punidos!

ADILSON PELEGRINO

ADILSONPELEGRINO2020@GMAIL.COM

SÃO PAULO

AUXÍLIO EMERGENCIAL


Os sistemas elitistas que sempre comandaram o Brasil de dentro dos Três Poderes da República nunca ousaram distribuir a renda nacional numa proporção devida para o conserto das misérias dos desprivilegiados, sustentando historicamente, assim, as muitas mortes dos desvalidos, quer seja por violências ou insalubridades sem socorro médico, quer seja por falta de empregos e assistência. Agora, porém, parece que todas as forças oposicionistas políticas irmanaram-se em considerações idealistas pela sorte dos pobres, pois o presidente Jair Bolsonaro é o verdadeiro emissário das trevas. Tudo bem! Vejamos como todas essas oposições de agora agirão quando estiverem no pleno poder de mando, e, assim, como verão aqueles que agora enxergam como verdadeiros irmãos de sangue.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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SUGESTÕES DE ECONOMISTAS


Pelo jeito, o governo vai bem nas medidas econômicas para a crise pandêmica, porque, das sugestões apresentadas por sumidades na primeira página do Estadão de ontem, ninguém inovou nada.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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PONTOS DE VISTA


Sou leitor há mais de meio século, quando acompanhava com atenção as reflexões do sr. Celso Ming. Desde a época do saudoso Jornal da Tarde. Cumprimento o jornal pelo painel sobre economia “montado” pelo sr. Ming ontem (27/3), reunindo opiniões de respeitados economistas, além de sua próprias. Economistas e financistas renomados, porém o sr. Celso, além de vivência econômica, ultrapassa-os como comunicador. Insubstituível.


César Eduardo Jacob cesared30@gmail.com

São Paulo


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A PROPOSTA DE MAIA


Senhores, já que Rodrigo Maia diz ter lido todo o pacote americano e quer comparar, por que ele não propõe igualar os ganhos dos congressistas americanos aos nossos? Seria um ato nos nivelando ao Primeiro Mundo.


Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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A CAUSA É JUSTA!


Em entrevista, em razão do baque em nossa economia decorrente do ataque do coronavírus, o pseudo “primeiro-ministro” Rodrigo Maia, no exercício da presidência da Câmara dos Deputados, admitiu a redução de salário dos parlamentares, bem como de outros servidores do Executivo e Judiciário. À distância, disse que o presidente Bolsonaro pode realocar recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral para combater o vírus exterminador. Deputado, seja transparente! Mais ação, menos verbo. Desça do muro! O contribuinte impõe que os parlamentares abram mão totalmente desses escorchantes fundos em benefício da Saúde. Por que pisar em ovos para falar sobre o assunto? A propósito, será que o ministro Dias Toffoli vai negar-lhe solidariedade, omitindo-se quanto à redução dos vencimentos de seus colegas supremos e demais magistrados de outras instâncias? A causa é justa ou não?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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AJUDINHA


Presidente do Congresso está disposto a ajudar, desde não peçam nada do fundo partidário.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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FUNDOS


Se deputados e senadores querem representar dignamente o povo, devem se preocupar prioritariamente com a saúde dele abrindo mão do fundo partidário e do fundo eleitoral! Que usem estes três bilhões em equipamentos sanitários e salvem a população de baixa renda nessa crise preocupante.


Maria T. A. Galvão de França mariatoledoarruda@gmail.com

Jaú


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RECURSOS DISPONÍVEIS


Os recursos financeiros tão prementes para combater a pandemia do coronavírus estão claramente disponíveis, se houver a real intenção do Executivo de proteger nossa população. Tão simples e nítido como: redução de jornada e salário dos funcionários públicos nas três esferas de poder, com exclusão dos servidores da saúde, serviços essenciais e os de baixos salários; bloqueio imediato de fundos partidários e eleitoral; drástica redução de mordomias nos Três Poderes e outras providências nessas áreas. Por que somente os brasileiros não dependurados na política e cargos públicos devem arcar com sacrifícios?


Savério Cristófaro scristofaro@uol.com.br

Santo André


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INSANO


Segundo previsão da maior autoridade pública do País, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Madetta, os números das infecções do coronavírus só se estabilizarão, na melhor das hipóteses, em setembro. Em outubro ocorrerão as eleições municipais, para as quais já foi aprovado um fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, dinheiro disponível para ser gasto. Neste momento em que estamos diante de uma das maiores crises mundiais, e gravíssimo risco de vida para a população, chega a ser insano gastar toda essa grana numa eleição, dinheiro que poderia ser usado imediatamente na nossa caquética estrutura de saúde e na ajuda aos milhões de desempregados e subempregados que não têm como alimentar sua família, por mais que seja complicado o adiamento e o consequente prolongamento de mandatos por um ano.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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À MARGEM


Diante da pandemia do coronovírus covid-19, o governo do Estado de São Paulo e o governo federal têm editado diariamente normas e medidas para serem adotadas no combate à pandemia mencionada, obviamente – e não poderia ser diferente –, os recursos prioritariamente devem ser direcionados para as áreas da saúde. Porém, entre os vários segmentos que podem entrar em colapso, destaco o da hotelaria e similares (bares, restaurantes, pousadas, etc.). Todos fazem parte de desta cadeia que emprega só no Estado de São Paulo milhares de pessoas diretas e indiretas. Órgãos como a Associação Brasileira de Resorts (ABR), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e o Sinthoresp têm tentado sensibilizar os poderes públicos para darem um atenção para este setor, que por óbvio a Medida Provisória (MP) 927 não acrescentou nenhuma novidade, ou, melhor, trouxe em seu escopo matérias inconstitucionais, pois o artigo 18 da MP 927 se traduz em lesão à Constituição de 1988, artigo 5.º, atenta contra a dignidade da pessoa humana. Por fim, os programas de auxílio e socorro às empresas, criados pelos governos estaduais e federal, contemplam aquelas empresas ficha limpa, ou seja, que não têm seus CNPJs negativados no Serasa, no Cadin, nos cartórios, por vários motivos, e inclusive aquelas com sua razão social inscrita no Cadin. Ora, existem várias empresas que estão em processo de recuperação judicial, estão lutando bravamente para evitar a falência, estão mantendo a duras penas e ônus o emprego de milhares de pessoas, ou, melhor, de famílias, pois com o cadastro negativado não têm crédito e não conseguem empréstimos em nenhuma instituição de crédito – BNDES, Desenvolve SP, para citar alguns –, estão sujeitas aos altos juros das factorings, porém neste momento também a elas fecham as portas. Qual será o destino dessas empresas? A falência e milhares de desempregados com ou sem covid-19, não terão suas rescisões quitadas e estarão à margem da sociedade, sem seguro-desemprego, sem Bolsa Família, sem dignidade, e os processos serão resolvidos no máximo em 20 anos. Finalizando, se o governo federal perdoou, ou suspendeu, a cobrança ou ainda se anistiaram municípios inadimplentes com suas dívidas, fica a pergunta: por que não fazer o mesmo para estas empresas com seus nomes lançados no rol dos maus pagadores, dos inadimplentes, mas mesmo neste meio existem empresas que estão tentando com o suor dos seus empregados, inclusive, ou com a força deles, se manter em atividade, buscando escapar da falência?


Flávio Roberto de Luccas Lourenço luccaflavio@hotmail.com

Águas de Lindóia


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POLÍTICOS E O CORONAVÍRUS


Desde o início desta “democracia” defendida principalmente por políticos corruptos e sanguessugas do povo brasileiro, venho sugerindo por meio deste e de outros jornais o controle da natalidade. Nos últimos 40 anos, passamos de 90 milhões para mais de 200 milhões de habitantes. Não há país subdesenvolvido algum que dessa forma se torne Primeiro Mundo. Principalmente na região mais pobre do País, por falta de orientação e total desinteresse dos governantes que levaram tudo com a barriga, mulheres passaram a vida inteira gerando filhos que não deveriam ter e que hoje, crescidos e também com filhos, dependem indefinidamente de programas sociais do governo e da caridade alheia, resultando em mais miséria, fome, crime e violência. Bolsa Família, auxílio aluguel, creches, escolas, transporte e merendas, “grátis” é a São Paulo de hoje cercada de favelas, também vítima dessa triste realidade que poderia ter sido evitada. Agora, diante do coronavírus, um inimigo implacável e sem precedentes, enfrentamos enormes dificuldades para isolar com sucesso milhões de pessoas, adultos e crianças “vivendo” em condições sub-humanas. Apesar disso, governadores e prefeitos de Estados e municípios mal administrados, corrompidos e falidos, pensando em si mesmos, brigam com Bolsonaro, que continua dando uma patacoada atrás da outra e que, junto do tirano Paulo Guedes, se preocupa mais com a economia do que com a vida dos brasileiros. Neste momento tão difícil, com tanta desigualdade social, poderiam mostrar ao menos um pouco de sensatez e dignidade usando os vergonhosos bilhões reservados para o fundo partidário. Afinal, desde 1985 todos eles, eleitos com nosso voto obrigatório, agiram em benefício próprio, indiferentes às nossas dificuldades, sugando-nos cada vez mais. Vivendo no conforto e no luxo, cercados de assessores e de privilégios injustificáveis, sabemos do que são capazes. Não votamos em Bolsonaro porque quisemos, mas sim para nos livrarmos destes vampiros que jamais quiseram um Brasil melhor, mais justo e honesto. Estrelismo, falsidade e ingratidão são atitudes que não aceito calado. Ambicioso e sem escrúpulo algum, dizendo-se gestor, e não político, apadrinhado por Geraldo Alckmin, a quem traiu, João Doria se elegeu prefeito, não concluiu o mandato e se elegeu governador de São Paulo correndo atrás de Bolsonaro, e nele, sem constrangimento, se pendurou. Agora, de olho na Presidência, por conveniência, trai outra vez. Cuidado! Ele é político, sim, até a última raiz do cabelo, e deles já estamos cansados demais.


Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul


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DINHEIRO DE ONDE?


No muito lúcido artigo de José Serra Contra a covid-19 (26/3, A2) se observa uma visão mais abrangente da crise pela qual passamos. Ele destaca que a crise sanitária tem suas sérias implicações na áreas econômica. Finalmente alguém vê o cenário na sua totalidade. A forma como vem sendo tratada a crise nos ilude, pois parece que não haverá sobreviventes desta malfadada gripe chinesa. Há, porém, algo que me assusta: quando ele sugere a criação de um fundo. Parece-me que dinheiro deixou de ser um bem finito. Todos os que pretendem dar soluções, ou quase todos, sugerem uso de dinheiro, como se nosso país tivesse a capacidade de gerar dinheiro sem cobrar impostos. Até vejo condições de criação de fundo, mas quem sugere este caminho deveria dar, obrigatoriamente, a saída: de onde retirar tais recursos. Eu tento fazê-lo: redução drástica de salários e benefícios (muito importante olhar para os benefícios, nada adianta alguns “heróis” sugerirem cortes em seus salários e esquecerem todos os penduricalhos). Estes deveriam ser eliminados por completo. Essa ação deveria ser implementada por lei, para evitar solução temporária, e deve se estender ao Legislativo e Judiciário (aqui compreendido Ministério Público), órgãos governamentais como BNDES, Caixa, Banco do Brasil, Banco Central, Polícia Federal, enfim, em todas as classes que hoje desfrutam de vergonhosos e escorchantes benefícios.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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POUPANÇA SOLIDÁRIA


Sou médico psiquiatra e ex-auditor do SUS em Itu (SP). Participei, trabalhando na linha de frente, de todas as epidemias brasileiras desde 1974. Esta covid-19 não é mais virulenta que outras, passadas e superadas. Alguém já disse que teremos “mais falidos que falecidos”, por causa da política oficial de diminuir o contágio, e aumentar muito mais os prejuízos dos menos afortunados. Em vista disso e lendo sobre providências de auxílio financeiro em outros países, deixo a seguinte sugestão para os especialistas “palpitarem” e ao governo para, ao menos, tomar conhecimento: criar uma poupança especial de solidariedade, corrigida pelo INPC ou o índice que estiver mais alto no mês e com desconto na renda bruta do Imposto de Renda do valor investido (como despesas de saúde) mais garantia do Fundo Garantidor de Crédito. Os recursos dessa poupança seriam emprestados a pessoas físicas necessitadas, MEI, Eireli, autônomos, etc., com as devidas analises de crédito e que provarem prejuízos decorrentes do coronavírus, da quarentena. Quando sua situação estivesse refeita, começariam a pagar o empréstimo em 12-24 meses, juros INPC. O investidor só poderia retirar o valor do seu investimento depois do pagamento total das dívidas; se retirar em caso de morte ou doenças muito graves, pagaria todos os impostos e taxas do Tesouro Direto; o governo gastaria muito pouco , menos do que a fortuna em subsídios que a grande indústria irá receber. Aposto que os desafortunados, além de morrer, vão falir ou “adoecer” por falta de renda e subsídio; a violência urbana também aumentará (os furtos famélicos...). Seria interessante, ao menos, uma análise de um economista ou banqueiro humanista (existem?). Plano Marshall e outros socorros foram mais ou menos assim. Novos pontos de vista fazem bem ao leitor, não?


Michel Abib Cutait cutait@terra.com.br

São Paulo


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PASSEIO NO CALÇADÃO


O Brasil está pagando não só pela epidemia do coronavírus, mas também pelo comportamento do presidente Jair (Nero) Bolsonaro, e vejo uma fotografia do ministro Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, passeando nos calçadões do Rio de Janeiro. Só uma pergunta singela: ele ainda faz parte do governo?


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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INACEITÁVEL


Neste momento de absoluta apreensão de todos, o ministro Paulo Guedes estava andando na orla do Leblon em plena manhã de quinta-feira (Direto da Fonte, 27/3). Pois não deveria estar em Brasília, fazendo análises e conduzindo equipes e processos, uma vez que o Ministério da Economia se transformou num superministério, unificando Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio e Trabalho? Inaceitável essa atitude!


Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo


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O ESQUECIDO BEM COMUM


Wiliam Waack fez, em seu comentário Sopa para o azar (26/3, A6), um retrato da sociedade brasileira que merece ser observado, com muita atenção, por todos os brasileiros que desejam um Brasil melhor e mais justo. Ele nos faz lembrar que o bem comum não ocupa o lugar que deveria ter nas preocupações da sociedade brasileira (a começar pelos nossos políticos e governantes), pois vem sendo superado pelas leis dos mais fortes e mais aptos (próprias da natureza). Não podemos esquecer que foi para implantar o bem comum como prioridade que foi concebida a democracia! É isso, e mais o seguinte recado, que devemos passar aos nossos fortes atléticos governantes, políticos e outros poderosos: mesmo normalmente, mas sobretudo nas crises, são os fracos, humildes e necessitados que devem ter atenção prioritária e eventuais privilégios, e seu atendimento deve constar em qualquer plano social. Vamos insistir neste caminho?


Luiz Antonio Ribeiro Pinto larp@uol.com.br

Ribeirão Preto


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LEITOS DE UTI


O Brasil é um dos países de maior concentração de renda no mundo. Ao mesmo tempo, avizinha-se uma gravíssima crise de leitos em UTIs, para atendimento dos contagiados pelo novo coronavírus. Logo, num silogismo perfeito, em lógica de guerra, é imperativa a criação de um empréstimo compulsório, por medida provisória e por tempo determinado, para criação destes leitos em tempo recorde, inclusive com o auxílio de tecnologia estrangeira (chinesa, por exemplo). Já está comprovado que a mortalidade cresce em razão diretamente proporcional à falta de leitos em UTIs.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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COVID-19


Poupe álcool gel, use mais água e sabão!


Gerald Misrahi gersilm@hotmail.com

São Paulo


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TRABALHO X CORONAVÍRUS


O grupo de risco para a covid-19 é formado pelos idosos e pelos que têm baixa imunidade. Para estes, fiquem em casa! Para os demais, a vida deveria continuar normalmente, aumentando, apenas, os cuidados com a higiene! Chega de ui, ui, ui!


Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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ISOLAMENTO VERTICAL


Presidente Bolsonaro, nesta ação defendida pelo senhor, uma pergunta: e quem mora com grupo de risco? Vai levar o vírus para casa. Ou o senhor acha que não? Espero que responda.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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ISOLAMENTO HORIZONTAL


Fico extremamente constrangido quando os políticos falam que devemos continuar em isolamento horizontal. Para isso ser verdade, teríamos de parar todo o sistema de transporte (metrôs, ônibus, barcas, caminhões) para que, assim, toda a população fique em casa, aí sim teríamos um isolamento horizontal democrático. Agora, quando começar a faltar alimentos, não vai ter nem supermercado para saquear, o lixo ficará acumulado nas ruas para criar outros tipos de doenças, os produtores do campo e nas fábricas param de produzir alimentos, os pobres caminhoneiros param os seus caminhões, e tudo mais. Até parece que temos apenas os hospitais com seus enfermeiros, médicos e demais funcionários trabalhando em atividades de risco ao vírus. Pura hipocrisia quando criticam as pessoas que falam em usar do bom senso, pois na verdade estamos em isolamento vertical desde que começou esta crise. Alguns vão morrer, só espero que não sejam os familiares dos lixeiros, dos motoristas, dos enfermeiros, pois estes estão se expondo pela população privilegiada que pode trabalhar em ambientes esterilizados, em home office, ou ficar isolada por tempo indeterminado, além de ter condições de isolar os seus parentes mais velhos. Uma coisa é certa: o tal isolamento horizontal para funcionar teria de ser aplicado por muito mais que meses, pois estaremos convivendo com esta gripe até a descoberta da vacina ou de um remédio eficaz. O confinamento implantado nos vários países é eficaz apenas para não ter muitos doentes ao mesmo tempo nos hospitais, portanto, a diminuição da contaminação entre pessoas vai acontecer à medida que for implantado o isolamento vertical, quando as pessoas forem se expondo e adquirindo anticorpos, principalmente nos grupos mais resistentes. O que não deve ser novidade é que todos os anos muitas pessoas morrem por outros tipos de gripe, e não há tanta histeria.


Marcos de Sousa Campos marcosscampos@hotmail.com

Peruíbe


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INCONTROLÁVEL


Será que quarentena, o isolamento, é a solução correta? Esta pandemia começou na China, na província de Wuhan, que foi rapidamente isolada. Resolveu? Tenho certeza de que não, pois em menos de um mês depois já estava devidamente instalada no resto do mundo.


Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)


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O PREÇO DA CRISE


A pandemia de covid-19 tem origem em hábitos medievais da China, onde se comem alegremente animais silvestres. Não é a primeira vez que um vírus escapa e contamina seres humanos. A pandemia trouxe prejuízos inimagináveis para todo o planeta, milhares de mortos e está apenas começando. Seria bastante razoável demandar, além de um pedido formal de desculpas, compensação financeira da China, além de exigir a imediata cessação de consumo de qualquer animal silvestre, inclusive barbatanas de tubarão, biles de urso, olho de tigre, sopa de asa de morcego e outras barbaridades consumidas naquele país. Essa providência é necessária para evitar o surgimento de novas pandemias virais, caso a humanidade sobreviva a esta que está em curso.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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‘MADE IN CHINA’


A China deveria indenizar todos os países afetados pelo coronavírus. Ela é a grande responsável!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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A JUSTIÇA NÃO VAI PARAR


Indiscutivelmente, é irretorquível a pertinência, contundência e reatividade dos proverbiais esclarecimentos prestados pela leitora sra. Beth Munhoz, assessora de comunicação da Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis), ontem, reagindo ao editorial do Estadão A pandemia e a lentidão da justiça (25/3, A3). Quem convive, prescinde e acompanha de perto a hercúlea dedicação diária, de sol a sol, dos magistrados à solução das intermináveis demandas da imensa legião de jurisdicionados podem atestar ser incontestável essa expressiva manifestação. Sou leitor do Estadão e, sendo assíduo na leitura dos seus editoriais, realço que tenho ficado perplexo e indignado com as acerbas e insólitas críticas ao nosso Judiciário e também de inúmeros frequentadores deste Fórum (reações típicas, provavelmente, de quem não conseguiu assistir a um ente querido ingressar por concurso numa carreira que exige sólidos conhecimentos jurídicos). Espero que outras entidades representativas dos magistrados não deixem de reagir, sempre de pronto, diante dos constantes e desmesurados desapreços que tem sido up-to-date por parte da imprensa.


Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos


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RECORDE NEGATIVO


Em carta ao Estadão, a Associação Paulista dos Magistrados argumenta que o Judiciário é o mais bem avaliado entre os Poderes. Nada demais, dados os níveis dos nossos Legislativo e Executivo. Quanto a baterem “recordes atrás de recordes” de produtividade, é fácil quando se definem metas que têm como base apenas o desempenho passado, sem considerar, por exemplo, referenciais de outros países. Referenciais, a propósito, inatingíveis, já que nenhum Judiciário de país avançado tem 60 dias de férias, vários feriadões e 20 dias recessos por ano. Quanto ao custo, nosso Judiciário é – conforme estudo publicado na edição de 30 de junho de 2016 do Estadão – o segundo mais caro do mundo (1,2% do PIB), superado apenas pelo de El Salvador e quase nove vezes mais caro que o dos EUA (0,14% do PIB). Recorde negativo.


Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)


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OBRAS FUNCIONANDO


Convido o presidente da construtora Vitacon, Alexandre Frankel, que ainda é vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), bem como representantes dos sindicato dos trabalhadores, a conhecer o empreendimento imobiliário em construção localizado à Praça Monsenhor José Maria Monteiro, 82, no bairro da Vila Ipojuca, Lapa, em São Paulo, e sugiro rever, se possível, as orientações gerais do setor de não parar as obras, visto que “entende-se que têm um ambiente mais seguro, que são mais abertos, sem grandes aglomerações” (26/3, B3). Por gentileza, isso não acontece em todas as obras. Verifiquem!


Margarete Oliveira Di Giovanni digiovanni.margarete@hotmail.com

São Paulo

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