Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O raiar da esperança

Finalmente se alevanta a nossa sociedade civil. Pelo desmonte do Circo do Cavalão, com seus coices e relinchos diuturnos; pelo desmanche de sua guarda pretoriana, de abanadores serviçais; pela persecução de seus milicianos meliantes e malfeitores sinistros e covardes, fonte de falsidades sempre deletérias; pela demissão de seus auxiliares incompetentes e idiotas estabulados no Ministério, que destroem a educação, a saúde, o meio ambiente, a política externa, a ciência e a cultura. Para salvar o Estado de Direito e a República vamos todos juntos, de forma muito firme, muita serena e muito pacífica, construir um movimento invencível e irresistível na defesa da democracia, da ordem e do progresso do Brasil!

GERALDO DE F. FORBES

GFFORBES@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Salvação nacional

O presidente Jair Messias Bolsonaro, com seus arroubos de molde castrista, conseguiu acordar e unir do povo brasileiro, da direita à esquerda. Sua hora já está chegando.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Movimento suprapartidário

Sem dúvida notável o caráter suprapartidário das manifestações de domingo passado, apenas esperamos que não prevaleça o espírito de confronto!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Resistência democrática

A convocação feita pelo editorial Resistir é preciso (27/5, A3) está sendo acatada. Parabéns ao Estadão! Hordas democráticas e pacíficas acorreram à Avenida Paulista. Espera-se a ampliação em nível nacional, exigindo a deposição o mais rápido possível do presidente. Como instado no histórico editorial, seguir a Constituição da República não é fácil, mas há que resistir. À luta, pois!

RENATO POPPL

RENATOPOPPL@YAHOO.COM.BR

CAPÃO DA CANOA (RS)

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Extirpar o mal

Quanto antes esse tumor maligno que veio de helicóptero e seguiu a cavalo for extirpado, sempre à luz da Constituição, menor será a metástase.

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Memória

“Vão morrer alguns inocentes. Tudo bem. Em toda guerra, morrem inocentes. Eu até fico feliz se morrer, mas desde que vão 30 mil junto comigo” – Jair Bolsonaro, 1999 (em defesa da guerra civil). Bingo!

JORGE JOÃO BURUNZUZIAN

BURUNLEGAL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bandeira sequestrada

Os bolsonaristas sequestraram o símbolo máximo do País, a Bandeira Nacional, reduzindo-a a símbolo do bolsonarismo. Os não bolsonaristas, hoje a maioria, nos sentimos constrangidos em usar nosso emblema. Pode?! Ainda mais, os bolsonaristas colocam nossa Bandeira ao lado e em igual importância, com forte vínculo ideológico, da bandeira dos EUA e de estandartes fascistas e lemas nazistas e racistas. Pode?! Tão ou mais grave: a defesa de nossa Bandeira é atribuição das Forças Armadas, logo, numa mensagem subliminar, ao aliar a Bandeira ao bolsonarismo, este se apossa dela como símbolo de seu projeto de poder, o que nos causa a impressão de que, ao final, as Forças Armadas defendem Bolsonaro – que, aliás, tem a certeza expressa de que ele é, sim, o Brasil, de que ele é a Constituição. Pode?! Fica a pergunta: a quem caberá resgatar a Bandeira Nacional para todos os brasileiros? Ou perdemos a nossa Bandeira?

LUCIA LACERDA

LACERDALU@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Tentáculos nos Estados

Dar aumento aos policiais não é uma fraqueza de Bolsonaro, ao contrário, é uma estratégia clara (e custosa para nós) para ter o domínio nos Estados (A fraqueza de Bolsonaro, 1.º/6, A3). Em São Paulo, por exemplo, não se encontra um policial militar que não o apoie fortemente. E ai do governador João Doria Júnior se precisar testar a fidelidade da polícia num embate contra o governo federal: vai perder toda a autoridade que pensa ter.

JOSÉ NORBERTO DE SOUZA

JOBETAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Antipetismo

Estratégia lulista

A ausência do apoio de Lula aos movimentos suprapartidários em defesa da democracia, vista como miopia, é, na verdade, estratégia. Bolsonaro foi eleito por um forte sentimento anti-PT. Sua eleição só se concretizou porque seus eleitores tinham um inimigo comum, o PT, e Bolsonaro era o nome forte para derrubá-lo. Assim, como estratégia de manutenção dessa base de apoio, desde sua eleição, Bolsonaro tem procurado o conflito para confirmar a existência de uma ameaça constante ao seu mandato e à volta de um governo “inimigo”. Caso Lula decidisse se unir ao movimento contra Bolsonaro agora, poderia reacender a chama antipetista e enfraquecer ou dividir os movimentos populares. Mais do que isso, a figura de Lula nos protestos poderia fortalecer o próprio Bolsonaro, corroborando a narrativa de haver uma conspiração de esquerda em busca de um golpe contra seu governo.

THAÍS PINHEIRO

PINHEIROMTHAIS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Correção

Memória das Arcadas

Há um equívoco histórico de citação no maravilhoso e oportuno artigo Inércia é cumplicidade (31/5, A2), de A. C. Mariz de Oliveira, mencionando meu pai, Luis Soares de Mello Junior, ali grafado Luiz Soares de Melo, como professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. O grande professor de Direito Penal referido era, em verdade, meu tio José Soares de Mello. Meu pai, à época com 16 anos de idade, se tornaria aluno da Faculdade de Direito apenas em 1947.

LUIS SOARES DE MELLO NETO, vice-presidente do TJSP

MELLOJUDGE@LYCOS.COM

SÃO PAULO


‘GRIPEZINHA’ DANADA


O novo coronavírus, covid-19, já matou 30.079 brasileiros e contaminou 530.733. Parece que a “gripezinha”, ou “histeria”, citada por Jair Bolsonaro andou matando muita gente mundo afora. Já foram totalizados 6.411.946 casos em todo o planeta Terra e 378.467 óbitos. Será que ninguém fora do Brasil teve a ideia de usar a cloroquina no tratamento da covid-19? Parece que somente Donald Trump e Bolsonaro acreditam nessa fórmula mágica para combater o vírus. Precisamos esperar a lenta ciência, enquanto o rápido vírus ataca sem dó nem piedade e a vacina milagrosa não fica pronta.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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DESIGUALDADE


Percebe-se uma diferença sensível entre a arregimentação mundial no combate à pandemia da covid-19 e o descaso com as consequências econômicas e sociais das medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e impostas pelos líderes políticos de todo o mundo na tentativa de conter o coronavírus. A pandemia, até o momento, causou a morte de quase 400 mil indivíduos e dificilmente chegará a 1 milhão de óbitos, em evento único, não periódico. Já a estimativa do número de mortes que a crise mundial vai causar é de 2 milhões de óbitos anuais em razão da fome e da consequente desnutrição, enquanto não houver uma recuperação econômica que neutralize seus efeitos. E qual a causa dessa desigualdade de preocupação nos dois casos? Muito provavelmente, é porque a pandemia tem ameaçado pessoas de todas as classes sociais. Dos 400 mil mortos até o momento, aproximadamente 40 mil eram ricos, 80 mil pertenciam à classe média e 280 mil eram pobres, enquanto os 2 milhões de mortes causadas pelo tombo na economia mundial serão constituídos exclusivamente pelos novos pobres que surgirão. Isso é o que os hipócritas que dizem se preocupar com justiça social fazem, quando na realidade estão promovendo uma cruel limpeza social.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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AS CARÊNCIAS NA SAÚDE


Democracia, valor universal, de Paulo Hartung (Estadão, 2/6, A2), o autor se refere a nossas “conquistas” ao longo de décadas e, como médico, me fixarei em somente uma menção: a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Interessante que na mesma edição do Estadão, registro a realidade atual relatada pelo presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), sr. Edson Rogatti (Deem-nos condições para trabalhar, B2). Destaco alguns trechos: em 31/3, o governo estadual anunciou a liberação de R$ 100 milhões para as 377 Santas Casas, mas ainda aguardamos liberação mensal R$ 25 milhões; a diária paga para atendimento hospitalar covid-19 é de R$ 1.600,00, ante R$ 2.500,00 aos hospitais privados; ofertamos para o SUS quase 3 mil leitos de UTI (28 mil leitos gerais) e no Estado ofertamos 953 leitos novos de UTI, e só habilitamos 117; na Grande São Paulo, nossa capacidade já está em 80%, sem que nenhum recurso tenha chegado; apontamos escassez de EPIs (equipamentos de proteção individual), e a Associação Médica Brasileira já recebeu 3,4 mil denúncias e contabilizamos cerca de 1.500 profissionais da saúde contaminados; estamos na beira de um precipício. Finalizo em seu texto: É preciso dar condições para que as Santas Casas e os hospitais filantrópicos trabalhem. Triste realidade, e ainda nem saímos da pandemia. É muita demagogia, fiquemos atentos.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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FLEZIBILIZAÇÃO


Ao não ouvir os médicos e a ciência e dar vazão à política, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, flexibiliza a quarentena sem nenhuma estrutura de fiscalização para conter os mais afoitos. Iremos certamente retroceder, ainda mais, no combate à covid-19, e poderemos entrar num caos sem tamanho.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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NO DOMINGO DA INFLEXÃO


Há tempos o presidente Jair Bolsonaro vem realizando uma série de eventos dominicais objetivando não só a radicalização da política no País, como a desmoralização da quarentena, em razão da pandemia de covid-19, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a lei federal sancionada por ele. Tão logo iniciou essa sua solitária campanha, arregimentou em torno de si grupos radicais de direita, que primam pelo confronto, copiando símbolos importados de outros países, como os 300 de Esparta, estes verdadeiros e heróis daquela cidade grega. Porém, não passam de 30 pessoas e são a antítese dos heróis gregos. Também copiam a Ku Klux Klan, dos Estados Unidos, e os nazistas da Segunda Guerra Mundial, que não representaram nenhum progresso para a humanidade. Ao contrário, atrasaram em anos o progresso do mundo. Insurgem-se, agora, contra as nossas instituições democráticas, utilizando criminosamente a nossa bandeira, com o seu lema Ordem e Progresso, para praticarem desordens e atrapalharem o progresso. Pois é evidente que com tanto desrespeito à democracia nenhum investidor externo irá trazer o seu capital para essa desordem. No último domingo, o presidente da República acrescentou mais um novo elemento na sua escalada para o confronto, cavalgando em Brasília junto desses grupos radicais, numa escrachada alusão à cavalaria que durante a ditadura avançava sobre a população indefesa. Quando o presidente Sarney assumiu a Presidência da República, após o término do regime militar, a inflação no Brasil chegou a 89% ao mês. Nós íamos ao supermercado no dia do pagamento e fazíamos as compras correndo, pois atrás vinham os funcionários do supermercado alterando os preços dos produtos para bem mais caros. Também no último domingo a Avenida Paulista foi palco de um confronto entre os apoiadores do presidente e a união das torcidas organizadas dos quatro maiores clubes de futebol de São Paulo, em defesa da democracia, o que pode ser o início de um embate entre populares que só interessa ao presidente Bolsonaro. Para quem viu de perto o cemitério de Pistoia, com as cruzes brancas, a perder de vista, cada uma indicando os restos mortais de um soldado brasileiro morto na sua luta contra os nazistas, é muito triste ver jovens brasileiros neste insano caminho, sem ter a ideia exata do que realmente estão defendendo.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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VOCAÇÃO


Jair Bolsonaro finalmente descobriu sua vocação: entreter as massas! O presidente da República vive para os domingos, quando pode ir apresentar um showzinho às poucas centenas de apoiadores fanáticos, que batem palmas para cada sandice e uivam em cada palavrão proferido pelo “mito”. A cavalo, a pé ou de helicóptero, Bolsonaro se sente feliz como um pinto no lixo em meio a seus apoiadores. Bolsonaro foi um militar medíocre, preso e praticamente banido do Exército, político medíocre, passou 30 anos contando o dinheiro da rachadinha, sem produzir nada de relevante. Na Presidência da República, Bolsonaro nunca soube o que deveria fazer, morre de tédio com as reuniões modorrentas e não suporta as enfadonhas liturgias do cargo, mas no domingo ele se solta e se realiza em meio à sua plateia fiel. Nem Lula nos seus piores devaneios populistas era tão dependente do aplauso do povo mais simplório. Resta saber como Bolsonaro vai reagir quando os aplausos se tornarem vaias, quando as centenas de simpatizantes se tornarem milhões exigindo sua saída.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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SAMBA DO CRIOULO DOIDO


Torcidas organizadas de futebol fazem manifestações a favor da democracia e contra o fascismo e o governo Bolsonaro, tudo bem, mas fica parecendo com o Samba do Crioulo Doido de Sérgio Porto, ou melhor, de Stanislaw Ponte Preta. Primeiro, as torcidas organizadas de futebol são o pior exemplo que temos de democracia, paz social e exemplo, pois colecionam um verdadeiro arquivo de violências e sandices; segundo, não consta ser o governo Bolsonaro antidemocrático e fascista, a não ser nas mentes e vontades férteis e tendenciosas de muitos, uma vez que o presidente foi eleito democraticamente, jamais pôs em risco qualquer das instituições democráticas, assim como jamais foi condenado por corrupção, violência institucional ou perseguições políticas, marcas indeléveis dos fascismos históricos.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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TORCIDAS EM CHOQUE


A imprensa enfatizou (embora alguns órgãos menos responsáveis tenham mesmo saudado) a entrada das torcidas de futebol no embate Bolsonaro contra o resto. Um risco, pois as torcidas de futebol estão para a ordem democrática como as milícias estão para o crime. Daí a aparecerem líderes de torcida favoráveis a Bolsonaro será um passo. Melhor ficarmos na retórica, mesmo rude, que antepor dois grupos rivais que se aproximam na ilegalidade. Que a Polícia cuide de ambos, separadamente, aos costumes. E por favor, lembrem-se de que Hamilton Mourão, sensatamente – porque mais ênfase seria impossível –, já se pôs publicamente contra o gabinete do ódio ao dizer, sobre a fala ameaçadora do zero um: quem é, se “nem serviu ao Exército!”?


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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TORCIDAS ORGANIZADAS


A quem servem essas manifestações das torcidas uniformizadas dos grandes clubes paulistas? O que significa eles se autointitularem antifascistas? Quem são, então, os fascistas? Por acaso eles se manifestaram também como anticomunistas quando Lula e seus asseclas, sob o abrigo de um partido, este sim totalitarista, literalmente “quebraram” o País, deixando com inveja os vírus mais letais que circulam pelo mundo? E agora uma pergunta aos representantes da uniformizada Gaviões da Fiel: onde estavam os senhores quando o Corinthians foi tomado de assalto pelo sr. A. Sanchez e seus sucessores, sabidamente marionetes dele? Há anos esses verdadeiros parasitas vêm dilapidando o patrimônio do Timão, um dos maiores, se não o maior clube brasileiro em número de torcedores. Como se chegou ao absurdo de um clube centenário como este ter energia elétrica cortada numa de suas sedes e quase um dos seus principais troféus penhorados como garantia de dívidas? Senhores “gaviões”, os senhores por acaso sabem qual é a dívida total feita com a construção do estádio de Itaquera? Sabem qual foi a influência do maior ladrão da história política do Brasil junto com seu pupilo que assumiu, para o glorioso Corinthians, uma dívida impagável? E agora, o que fazer com este elefante branco que nem nome tem porque nenhuma empresa quer associar a sua marca a um produto tão contestado? Quais os eventos já realizados ali que o caracterizaria como multiuso? Enfim, senhores, se vocês amam, como eu amo, há 65 anos, o Corinthians, cuidem primeiro de seus quintais ao invés de se tornarem mera massa de manobra para favorecer interesses outros.


Renato Luis C. Gagliardi renatolgagliardi@gmail.com

Campinas


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ANARQUIA


Anarquia é o sentimento que me aflige. Começa com o efeito sincofântico ou bajulatório daqueles que desejam partilhar da influência do presidente Jair Bolsonaro. Como se não bastasse, para eles, o efeito da pandemia, com tantos infectados e mortos, não importa, o que lhes interessa indica ser para o sistema sucumbir, como perda da substância e a debilitação oriundas da concentração que querem, começando com a exclusão do Legislativo e do Supremo Tribunal Federal (STF), por pior que possam julgá-los ser, são poderes da República iguais ao Executivo. Marx previa algo semelhante com o poder a um “comitê executivo para dirigir os negócios da classe governante como um todo”, instrumento dos trabalhadores triunfantes. E o bolsonarismo, o que pensa, se é que pensa? Será a ilusão doentia de um poder próprio tão só a dirigir nosso futuro ou tem algo mais que não dizem? Acalmem-se, vocês não chegarão aonde pensam, porque a sociedade não admitirá nada fora da democracia, gostem ou não gostem, manifestem-se com juízo e comecem a acostumar-se, pois o País não lhes pertence.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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BRASIL É VERGONHA MUNDIAL


O Brasil de Bolsonaro se transformou num pária mundial, assim como era a África do Sul nos tempos do apartheid. Viramos motivo de vergonha e preocupação para a comunidade internacional. Retrocedemos meio século. O Brasil de hoje é um país governado pelo que há de pior na sociedade brasileira, por fascistas, milicianos, bandidos, fanáticos religiosos e burros. Bolsonaro e seus apoiadores grotescos representam a escória e seu lugar será o lixo da história. Em plena pandemia do coronavírus, a irresponsabilidade criminosa de Bolsonaro causa a morte gratuita de milhares de brasileiros, num verdadeiro genocídio de inocentes, sobretudo dos mais pobres e vulneráveis, que não têm como se proteger. Até quando iremos tolerar tamanha barbárie e atrocidades serem competidas impunemente, como se o Brasil fosse a casa da Mãe Joana?


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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ACABOU


Jair Bolsonaro se elegeu presidente da República, mas parece que ele, seus filhos, alguns ministros e apoiadores fanáticos não entendem ou não querem entender como funciona a República. É bem simples, vamos lá: temos três poderes, o Executivo, para o qual Bolsonaro foi realmente eleito, que é responsável por executar as leis, criadas pelo Legislativo, também eleito pelo voto, e o Poder Judiciário, cujos membros são escolhidos pelo Executivo e sabatinados pelo Legislativo – funciona para mediar os outros dois poderes. Logo, nenhum dos três poderes manda um no outro e devem funcionar seguindo a Constituição. Acabou, p...!


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ABISMO À VISTA


Há pouco mais de um ano, ao se livrar do corrupto e sórdido petismo, o País votou no escuro e elegeu o reacionário e belicoso bolsonarismo. Desde então, caminha a passos largos para o fundo do abismo. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo


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É HORA DE SAIR


Até as primeiras mortes pela covid-19, eu ainda acreditava que o tripé de sustentação do governo (Sergio Moro, Paulo Guedes e militares) seria capaz de levá-lo até 2022 sem grandes problemas, apesar da insensatez do capitão-presidente Jair Bolsonaro. Eu defendia paciência: os militares conseguiriam contê-lo, mantendo as rédeas curtas. Mas com a pressão do vírus e a saída de Moro, o capitão tomou o freio nos dentes e começou a mostrar do que é (in)capaz. Já não dá mais para esperar 2,5 anos, nosso Brasil não aguenta! Está na hora de os militares desistirem, em bloco, (inclusive Mourão) e abandonarem este capitão incontrolável, pois isso aceleraria (e muito) sua queda. Além de evitar uma contaminação histórica, abriria um prazo para os militares demonstrarem um bom governo, pelas mãos de Mourão, até 2022. Nem que seja difícil abandoná-lo, este desgoverno tem de acabar o quanto antes. Por amor ao Brasil.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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DOIS ANOS, UM ‘NONADA’


67% do povo rejeita o método de sobrevivência política de Bolsonaro: toma lá dá cá com o Centrão. Consequência: efetivamente, é sobrevida pelo restante do mandato, na melhor das hipóteses para ele. Lado outro, dois anos passam rapidamente e, na história, é um “nonada”, como disseram os mineiros Guimarães Rosa e Drummond. No máximo, teremos de aguardar pacientemente e, enquanto isso, na melancolia, enterrar nossos mortos. Nosso território não é uma Faixa de Gaza ou Cisjordânia. Temos espaço suficiente para grandes cemitérios ao luar.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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QUESTÃO


Diante da grave crise pandêmica e institucional que vivemos, precisamos do lado prático das ações. Assim, qual o caminho para tirar Bolsonaro do poder sem ferir os preceitos democráticos e constitucionais em vigor? Essa é a questão que tem de ser debatida de forma profunda no momento, o resto são torcidas em estádios!


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


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MANIFESTAÇÃO INOPORTUNA


Em mensagem reservada no WhatsApp, o ministro do STF Celso de Mello afirmou a seus interlocutores que os bolsonaristas pretendem “destruir a ordem democrática” e comparou as manifestações por eles realizadas com as promovidas pelos movimentos nazistas que deram suporte para Hitler impor um sistema totalitário de poder na Alemanha. Mello diz que os bolsonaristas “odeiam a liberdade e a democracia” e conclama seus interlocutores a resistir ao que ele enxerga como uma iminente insurreição que levará o Brasil a viver sob uma “desprezível e abjeta ditadura militar”. O teor da mensagem de Mello é em tudo inoportuno: transpõe o limite de moderação que deve nortear manifestações de membros da Corte e traz como consequência a provável arguição de suspeição para que atue em processos que Bolsonaro figure como parte. Por fim, serve para aumentar a combustão do já tumultuado ambiente político no País.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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‘ALEMANHA DE HITLER’


O ministro Celso de Mello cabe inteirinho no aforisma “Deus, quando quer perder o homem, primeiro o enlouquece”. Só pode ser. Não tem outra explicação.


Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo


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ABSURDO


Pelo menos uma empresa que recolhe o lixo na cidade de São Paulo resolveu dar féria para os seus funcionários idosos, com mais de 60 anos de idade, a partir do mês de março, SEM QUALQUER RECEBIMENTO. O que parecia uma ação nobre transformou-se num grande absurdo.


Jenner Cruz jenner_helga@uol.com.br

São Paulo


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CONVULSÃO NOS ESTADOS UNIDOS


A autópsia de George Floyd comprovou sua morte por asfixia em Minneapolis. Há uma lei que permite o uso do joelho para imobilização de suspeitos de crime. Desde 2012, 428 pessoas foram imobilizadas desta maneira. Dois terços eram negros, sendo que a cidade tem apenas 19% de residentes negros. Entre os casos ocorridos, 58 pessoas (14% do total) desmaiaram e ficaram inconscientes (muitas foram hospitalizadas). Só descobrimos o absurdo da situação com o trágico evento da semana passada.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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