Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2020 | 03h00

Operação Para Bellum

Amadorismo..?

Acompanhei o noticiário de ontem sobre a batida da Polícia Federal no Pará, onde foi feita uma compra pública de respiradores no valor de R$ 50 milhões, tendo sido adiantados R$ 25 milhões. A questão é que, quando o material chegou, verificou-se que não servia. Minha simples pergunta: como se compra um produto que custa mais de R$ 120 mil cada unidade sem analisar as suas especificações técnicas? Amadorismo, irresponsabilidade, má-fé, incompetência ou tudo junto?

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO

SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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Respiradores

Com os R$ 400 milhões do fundão eleitoral que o PT e o PSL vão receber, daria para comprar quantos respiradores?

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Dubiedade ou certeza?

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, foi parcimonioso ao classificar certas falas do presidente Jair Bolsonaro como dúbias. Quem flerta constantemente com movimentos golpistas e ousa desrespeitar o STF ao vociferar que “ordens absurdas não se cumprem” não tem dubiedade alguma. Ao contrário, nunca teve apreço pela democracia, a não ser como ponte para atingir outros objetivos. Assim como com a “gripezinha” e a cloroquina, Bolsonaro não tem dúvidas, só certezas.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Intenção explícita

Não há, de fato, dubiedade do presidente, como diz editorial de ontem (A3), pois as intenções antidemocráticas e fascistas de Bolsonaro são explícitas desde muito antes de ser candidato a presidente. Ele precisa ser urgentemente impedido, para não causar mal ainda maior. Os pequenos sinais de apaziguamento que dá depois de fortes e duras contestações são apenas cortina de fumaça, que não pode embaçar a visão dos que realmente defendem as instituições do País.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Assombração

Jair Messias Bolsonaro foi eleito em 2018 com meu voto, o de minha família e de milhares de brasileiros que, fartos do engodo criminoso do PT, depositavam no candidato a esperança de liberdade dos grilhões corruptos que nos assolavam. Promessas foram feitas, muita indignação contra o sistema, furor de governar em prol da democracia e do avanço da Nação. Mas o tempo está passando e o candidato da esperança vem dia a dia descumprindo suas promessas e, não bastasse, invertendo fatos pontuais. Ao chamar os manifestantes de terroristas, esquece-se de que terrorismo é a sua atitude quanto à pandemia, que mata o povo aos milhares. Afronta a ciência, associa-se ao Centrão, nomeia terraplanistas, criacionistas e até racistas, para afrontar o povo com sua sanha autoritária. Promete um nome terrivelmente evangélico para o STF, esquivando-se do requisito do mérito. Brinca com o número de mortos pela covid-19, faz piadas de mau gosto, afronta a imprensa e faz ouvidos moucos quando esta é agredida por seus apoiadores. Espalha fake news, apaga e pede desculpa. Promove confusão, afronta acintosamente a situação. E, como fazia o PT, repete a velha tática de acusar os adversários do que ele faz e do que ele é, assombrando-nos e espalhando terror entre nós.

ANA SILVIA P. PINHEIRO MACHADO

ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Jabuticabas

Como disse Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes. Vá entender... Enquanto pelo mundo pessoas vão a manifestações e lutam dando a própria vida pela democracia e pela liberdade, no nosso país um bando de radicais mal informados luta para termos uma ditadura militar! Está certo que nossa democracia tem de ser muito aperfeiçoada, mas clamar por uma ditadura militar, só no Brasil mesmo. Haja jabuticabas!

JOAQUIM A. PEREIRA ALVES

METAEXPORT@HOTMAIL.COM

SANTOS

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Criador de crises e economia

O presidente Jair Bolsonaro não consegue passar uma semana sem criar uma nova crise. Nas anteriores, prestigiou a covid-19, pois convalidou, de corpo presente, as temerárias aglomerações de apoiadores, cuja consequência deverá ser sentida (felizmente, só por alguns deles) dentro de dias. Na última semana resolveu brincar de esconde-esconde com a Globo, retardando a publicação do número de vítimas da covid-19 para prejudicar o Jornal Nacional, como se vangloriou. Mesquinhez. Completou a brincadeira de mau gosto permitindo que o Ministério da Saúde escamoteasse o número de vítimas do vírus, dado importante para a tomada de decisões visando à saúde dos brasileiros, aqueles que vão recuperar a economia quando isso for possível. E será. A Nova Zelândia, após medidas restritivas, está sem casos novos de covid-19 há quase três semanas. E, obviamente, com a economia acelerando.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Segurança predial

Morte do menino Miguel

Na terça-feira tivemos a notícia da morte de uma criança pernambucana, custodiada por pessoa inconsequente que lhe permitiu brincar no elevador de um edifício de 30 andares. A criança caiu no vazio ao pular um guarda-corpo no nono andar. Então, deveríamos cuidar também de quem determinou a compra daquele guarda-corpo, cuja resistência deveria ser para uma pessoa de 70 kg. Como pôde um menino de pouco mais de 30 kg cair? Esse guarda-corpo estava subdimensionado e os materiais usados parecem errados para a maresia. Podem ter sido adquiridos pelo orçamento mais baixo, que leva a inescrupulosos que não cumprem a proposta feita. É bom que o Crea investigue também.

WASHINGTON BOTELLA

WA.BOTELLA@ME.COM

SÃO PAULO


#SAIDAQUI


O presidente Jair Bolsonaro se irritou, na manhã de quarta-feira, ao ser cobrado por Cristiane Bernart, que trabalha no gabinete de um vereador ligado ao MBL e que estava entre os apoiadores do presidente no Palácio da Alvorada, pelas mortes causadas pela pandemia de covid-19 no Brasil, e jogou sobre os governadores dos Estados a culpa pelos óbitos provocados pela doença respiratória causada pelo novo coronavírus. “Nós temos hoje 38 mil famílias com mortos por causa da covid-19. E realmente, assim, não são 38 mil de estatística. São 38 mil famílias que estão morrendo neste momento, 30 mil pessoas que estão chorando. Eu sinto que o senhor traiu nossa população”, disse Cristiane. O presidente, então, deixou-a falando e saiu de perto. Quando a mulher insistiu, Bolsonaro se irritou e mandou que ela saísse do local. “Se quiser falar, sai daqui, que você já foi ouvida. Sai daqui”, disse o presidente, que, diante da insistência da mulher, disparou: “Vai cobrar de seu governador”. Desde o início, Bolsonaro tem minimizado os efeitos da pandemia e por diversas vezes chegou a tratá-la como “gripezinha”. Não estaria na hora de submetê-lo a um “impeachmentzinho”?


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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NOVA GROSSERIA


Nova pérola para o arsenal de destemperos de Bolsonaro (Estadão, 10/6): mandou a apoiadora embora porque ela insistiu em fez críticas à maneira como o governo e o presidente da República combatem o coronavírus. Há dias, também no cercado na entrada do Palácio da Alvorada, o afável chefe da Nação já mandara um repórter calar a boca ou ir embora, porque o presidente não admitia perguntas.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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DISFARÇAR NÃO ESCONDE A FARSA


Messias acha que agir como se fosse bem educado e responsável apagará o flagrante de ter mandado escamotear números de vítimas da covid-19. Seria cômico, se não fosse trágico. Fingir-se de civilizado, para ele, é vestir um pitbull com roupinhas de festa e sapatinhos de Cinderela, como se isso pudesse transmutar instantaneamente um animal de natureza violenta num dócil cãozinho de companhia. A besta-fera que existe dentro deste JB jamais será escamoteada, pois é assim que a natureza funciona: água molha, fogo queima, vento espalha, contaminado é quem “pegou” o vírus e morto é quem morreu. Momentaneamente, ele foi contido. Tornou-se civilizado? Certamente não. Tolerância, empatia, educação, respeito e solidariedade são atributos mínimos para que uma civilização prospere. Ter este esquisito exemplar de homo sapiens como mandatário supremo da Nação, alguém que não percebeu ter sido resultado de ojeriza da maioria absoluta dos eleitores pelo PT em razão das incontáveis tramoias políticas, insana corrupção e delapidação do Estado, já foi um mau agouro. Sem que sua cabeça de minhoca incorpore ter sido eleito por desespero da população e fadiga do material petista (e não porque o acham um primor de pessoa e menos ainda um político fantástico, apenas o usaram como veneno mortal para desapear o PT da direção da casa), realmente comprovará que Messias não diferencia as palavras mente como substantivo de cérebro e mente como um dos tempos do verbo mentir. Depois de anos de um passado sombrio, vivemos agora o “futuro sombrio”. Que também passará. A ver... e sofrer.


Nelson M. de Abreu Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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INVASÃO DAS UNIVERSIDADES


Medida Provisória do presidente Jair Bolsonaro autoriza o ministro da educação (em minúsculo) a nomear os reitores das universidades federais, invadindo a autonomia universitária. É mais um passo para se apossar de entidades que deveriam manter sua independência e para controlar mais um setor que deveria ser preservado. O Congresso (em maiúsculas) vai cassar essa invasão, mas é mais uma tentativa das milícias de se apoderarem de um setor importante de nosso país. O único interesse dos milicianos é se apoderarem de nacos do Brasil para tirarem a nossa capacidade de reação.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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ESQUIZOFRENIA


Segundo a literatura médica, a esquizofrenia paranoide é uma doença mental comum. Sua principal característica é a perda do vínculo com a realidade, demonstrada pelo comportamento, percepção e pensamentos deturpados. Levando em conta o comportamento dos que ora habitam o Palácio do Planalto, todos alienados da realidade, com mania de perseguição e sofrendo alucinações delirantes de que o mundo está tomado por comunistas, parece que, ao contrário do que se crê, a esquizofrenia é altamente contagiosa e, lamentavelmente, incurável.


Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba


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AMEAÇAS À DEMOCRACIA


O inadmissível flerte de Jair Bolsonaro com ideias autoritárias tem recebido repúdio generalizado, em que pese o viés absolutista em alguns desses censores, caso das manifestações ditas antifascistas pela democracia e pelo “fora Bolsonaro”, lideradas por torcidas organizadas de futebol, notabilizadas pelo histórico de violência e criminalidade – agridem e até matam desconhecidos por usarem camisas dum time rival. Também os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e Gilmar Mendes engrossaram o rol de reação às declarações do presidente e seus adeptos. Mello comparou estes últimos aos nazistas da Alemanha de Hitler. Mendes solidarizou-se com Mello e advertiu: “Vamos parar de brincar de ditadura”. Em nova crítica, chamou a manipulação de estatísticas da covid-19 de “manobra de regimes totalitários” e disse que “o truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio”. É inaceitável que ministros da Corte censurem o chefe de outro Poder e ainda se valham para isso de comparações despropositadas com o episódio mais repugnante da história contemporânea. Combater o autoritarismo fora do ordenamento jurídico também ameaça a democracia.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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FOTOGRAFIA


Ele é um bom jogador e sabe como jogar. A seu modo, vai empurrando as barreiras para trás, uma a uma, até um ponto em que elas não têm para onde ir. Vai empurrando, pouco a pouco, aqui, ali e acolá. Quando há resistência, para um pouco, espera e aperta em outro lugar. Não recua de nenhum ponto conquistado. Nenhum espaço é devolvido. Move-se com intenção declarada de reeleger-se e, para isso, conta com apoio consentido de grupo de desinformação, calúnias e ameaças, que procura desestruturar quaisquer possíveis concorrentes na próxima eleição. Para abatê-lo, quis tirar o ministro da Saúde. A população reclamou. Forçou e, com jeito, criou um problema com medicamento inadequado e acabou tirando. Para tirar o popularíssimo ministro da Justiça foi um pouco mais difícil, pois a resistência era mais forte. Criou várias situações, mas o ministro não saía. Criou situação forçando a biografia do ministro e... ele saiu. A impressão que se tem é de que gostaria de tirar o da ministro da Economia também, mas isso, neste momento, revoltaria o senhor Mercado. Há que esperar melhor momento. Pouco a pouco, atrai as Forças Armadas com benefícios no Orçamento e trazendo para perto de si bom número de pessoal de alto gabarito da ativa e de inativos. Com voz de comando, indica que as Forças Armadas estão com ele e mostra os militares à sua volta. À moda de Chávez, garantiu melhoria salarial a grupos de servidores públicos, a militares e à polícia militar, com isso cativando seu apoio. Ao mesmo tempo, estimula criação de milícia armada independente. Mas ainda há mais para conquistar. O pessoal do Congresso não oferece resistência, não são obstinados, gostam de conversar e amolecem rápido. O mesmo não ocorre com o STF, que está se revelando um osso duro de roer, mas, mesmo assim, imagina que o acabará vencendo para isso contando com alguns apoiadores bem situados no sistema legal do País. Ainda no campo eleitoral, o maior risco para seus planos são os governadores e os prefeitos, alguns deles benquistos por seus governados. Quanto a eles, ostensivamente deixa que sejam responsáveis únicos pelo combate à pandemia, mas não perde oportunidade de sabotar as ações que tomam para reduzir o número de óbitos. Prepara-se para, ao fim, acusá-los de responsáveis pela totalidade dos mortos da pandemia. Para isso, conta com o grupo de desinformação citado acima. Como tem noção de que somente fortes movimentos de rua poderão interromper sua marcha, procura andar rápido em seu jogo. Gostaria de terminá-lo enquanto os brasileiros estão presos em casa por causa da covid-19.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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SINAIS TROCADOS


Muito pertinente a comparação do comportamento autoritário de Jair Bolsonaro com o ditador Nicolás Maduro. Faço parte da parcela da população que votou em Bolsonaro como última opção para impedir que o PT, representado por Haddad, mas ao comando de Lula, continuasse no comando do País. As comparações, no entanto, vão muito além. A militância petista, assim como a bolsonarista, vê seus ídolos redentores com qualidades sublimes, incorruptíveis e soberanas. Ambas as alas, de direita e esquerda, andam por aí rotulando os que não se submetem a tais jugos. São agressivos, desrespeitosos e passam longe da possibilidade de argumentação saudável à democracia – aliás, democracia para estes é apenas um bordão, quando se trata de aceitar a possibilidade de que nem todos pensam, concordam ou se submetem à vassalagem, assim como eles. No entanto, é bom lembrar que o ditador Maduro, em tempos de PT, era tratado por grande parte da imprensa brasileira como democrata. A fraudulenta eleição venezuelana não foi motivo de horror nas páginas dos jornais. O PT governou o País desde o início do século 21. Escândalos de corrupção vieram à tona e o País foi deixado na miséria. Em todo este tempo, Lula e seus súditos, nem um pouco envergonhados em exporem suas tendências socialistas/comunistas, cercados pela camaradagem dos ditadores inclassificáveis do planeta, eram muito pouco questionados. Hoje, infelizmente, encontramos semelhanças perigosas entre os governantes, mas não nos esqueçamos de que o presente é fruto maduro do passado, e este foi muito mal conduzido por vários segmentos do País. Seria muito útil ao Brasil se a seriedade, a verdade e a austeridade fossem regra imperativa para todos.


Ana Silvia Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo


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A CULPA É DE BOLSONARO?


Tenho me esforçado para entender por que a imprensa bate tanto no governo Bolsonaro, comparando-o a Hugo Chávez. Um presidente que foi eleito legitimamente com mais de 53 milhões de votos não consegue agradar todo mundo; e tivemos algum que agradou? Bolsonaro é criticado pelo Congresso que não sabe viver sem o toma lá dá cá e pela imprensa que faz questão de mostrar o lado negativo do governo e dá trela a certos candidatos derrotados em eleições passadas que  nada têm a acrescentar ao País. Estamos vivendo sem corrupção, o presidente tenta mudar o que era uma roubalheira sem fim, mas nem sempre consegue.  Causou-me estranheza ler no Estadão que o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde interino, deveria pedir demissão do cargo (Coragem moral, 9/6, A3). Ouvimos o tempo todo governador e prefeito em São Paulo, principalmente, dizendo que quem tem a dizer sobre a pandemia é a Ciência, mas por que na hora de enfiar o povo nos transportes públicos não há essa mesma preocupação? Não se percebe que as empresas querem faturar e não gastar? Nesta hora a ciência não conta, senhores João Doria e Bruno Covas? Se por  não ser da área a pessoa deveria pedir demissão, teríamos um terremoto nos Três Poderes de A a Z. Quantas pessoas estão lá sem saber o mínimo que os cargos exigem? E o culpado é Bolsonaro? Onde estão os holofotes da imprensa sobre o superfaturamento na compra de respiradores? E o roubo do dinheiro público nos hospitais de campanha? Por que a imprensa não dá destaque? Com relação a esconder os números da pandemia, não entendi por que o governo esconde, como diz a imprensa. Não seria a hora de mostrar o número real de mortos, curados em cada Estado, expondo assim a falta de gestão dos governadores e prefeitos que sempre viveram do dinheiro público e precisaram trancar o povo em casa porque sempre desaviaram o dinheiro da saúde e ainda o fazem no momento em que as pessoas sofrem tanto perdendo seus entes queridos?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘CORAGEM MORAL’


General Pazuello é o ministro genérico da Saúde, encarregado de “camuflar” as “baixas” na guerra da pandemia, por meio de estratégias de contrainformação. Cadáveres serão homenageados em “Monumento Nacional às Vítimas Desconhecidas”, a ser erigido em futuro próximo.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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NOVAS TEORIAS


O ministro Eduardo Pazuello, com a didática explicação sobre o inverno do norte e o inverno do sul, que teoricamente muda o traçado da linha do Equador, deve ter aprendido essa nova teoria com o guru do seu capitão-chefe e de seus filhos, Olavo de Carvalho, que prega aos seus discípulos, de fazerem inveja à Escolinha do Professor Raimundo, que a Terra é plana. Diante da situação, nunca imaginaria isso, mas acho que será necessário convocar a “ex-presidenta” Dilma Rousseff para clarear este complicado assunto, baseado em seus profundos conhecimentos de Astronomia.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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VAMOS COMER ALHO


Criacionismo, terraplanismo e geocentrismo são teorias descartadas pela ciência há muito tempo, mas, aparentemente, o #PresidenteMorte Jair Bolsonaro crê nelas. O desdém que tem demonstrado pela Ciência (cloroquinismo e manipulação de dados) e pela Educação na Ciência (mantendo como ministro da Educação um ignorante como o sr. Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub) demonstra seu despreparo para comandar a nação brasileira. E agora? Seu assecla general Pazuello, ministro interino da Saúde, vai emitir um novo protocolo para uso de alho contra a covid-19?


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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NECESSIDADES


Se o presidente Bolsonaro, nesta trágica pandemia, acha que não precisamos de um ministro da Saúde, então com este caos político em que nos encontramos também não precisamos de um presidente como ele.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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OS YES-MEN DE SUA EXCELÊNCIA


Muita gente está justamente decepcionada com a passividade dos militares de alta patente no governo federal. O Exército brasileiro tem muitos oficiais inteligentes, dedicados, conscientes de seu dever e crentes na instituição e no Brasil, seguidores do marechal Henrique Lott e do coronel Orlando Sapucaia, com quem tive a honra de servir nos anos 50 na Artilharia e na Cavalaria em quase todas as seções de uma unidade militar; experiência essa que me autoriza a dizer que, infelizmente, há também aqueles que pouco fazem além de bater continência e assinar documentos preparados pelos sargentos, saudosos da prática antiga na Inglaterra e alhures onde, quando o jovem de classe média não prestava para nenhuma vocação na vida civil, comprava-se-lhe uma patente de oficial do exército onde podia até subir por meio de periódicas promoções por tempo de serviço, sem muita exigência intelectual. É desta seara que o governo federal colhe seu entorno. Ainda na Inglaterra, dizia-se que “crianças devem ser vistas, e não ouvidas”. Como o decorador que pendura um quadro em determinada parede para enfeitá-la, sem “fazer-lhe sombra”. Aliás, prática universal entre os fracos, devotos das intrigas. Caras inteligentes e dinâmicos, podem tirar seu cavalo da chuva!


John Coningham Netto maria.coningham@gmail.com

Campinas


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‘DEMOCRACIA E MANIFESTAÇÕES DE RUA’


Independentemente de apoiar ou não politicamente o dr. Michel Temer, ele é, antes de tudo, um professor de Direito Constitucional, partícipe da Assembleia Constituinte de 1988. Desta forma, seu artigo de 9/6 no Estadão (Democracia e manifestações de rua) é, senão uma aula, uma elucidação dos artigos citados. Por tanta falta de conhecimento da matéria, inclusive por muitos dos que hoje governam o País, passei a apoiar um projeto de jovens advogados intitulado Constituição nas Escolas, que leva aos jovens estudantes da rede pública o ensinamento de nossa Lei Maior. Só a partir do conhecimento do que são os direitos e deveres do cidadão brasileiro poderemos formar jovens com visão crítica, dando a eles ferramentas para a formação de verdadeiros políticos latu sensu, ou seja, aptos a exercerem a arte de governar, criticar e poder contribuir democraticamente por um Estado de Direito justo e coeso.


M. Cristina Cardoso de Oliveira cristina@marcabr.com.br

Carapicuíba


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A NAÇÃO E OS NÚMEROS DA COVID-19


A montagem de estrutura própria pelos veículos de comunicação para contabilizar os mortos e adoecidos pela covid-19 nos remete a duas ou três décadas atrás, quando jornais, TVs, rádios e agências noticiosas mantinham equipes próprias espalhadas pelo País (e até no exterior) com a tarefa de levantar informações importantes e, muitas vezes, as consolidavam antes do próprio governo. Essa atividade será, agora, o fiel da balança na comparação com as informações fornecidas pelo governo. Oxalá, terminado o período de pandemia, possam manter esse serviço de busca da notícia direto na fonte. Seus leitores, telespectadores e ouvintes, dessa forma, serão mais bem servidos. A propósito, é imprópria a celeuma criada em torno da nova metodologia de divulgação do Ministério da Saúde. O ministro interino disse que continuará informando o número de mortes pelo coronavírus, mas incluirá as datas em que as vítimas foram a óbito. Com isso, evitará que incautos (ou interesseiros) somem todas como ocorridas num só dia e, assim, pintem o quadro epidêmico brasileiro como pior do que realmente é. A informação fidedigna é um direito da Nação e ajuda nas tomada de medidas preventivas. 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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COVID-19 E OS ASSINTOMÁTICOS


Fiquei perplexa ao ouvir na terça-feira (9/6), no Jornal Nacional – e confirmar pela edição do Estadão de quarta-feira –, que a declaração dada esta semana pela diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria van Kerkhove, sobre os assintomáticos da covid-19 não serem transmissores da doença, fora um “mal-entendido”. Não bastasse o artigo publicado (e depois retirado) na revista Lancet, mais uma esperança para mitigar a pandemia cai por terra. Mantém-se, assim, nossa eterna gratidão aos profissionais da saúde, que, assintomáticos ou não, contaminados ou não, acreditando ou não em medicamentos, vacinas e testes de eficácia não comprovada, sacrificam sua vida e a de seus entes queridos e seguem em frente na salvação de milhares de vidas. Gratidão, também, ao consórcio da imprensa pelo seu compromisso em divulgar os fatos como realmente são.


Gianna Maria Garda gianna.garda@gmail.com

São Paulo


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REABERTURA EM SP


Recomeçamos em São Paulo com a reabertura do comércio de ruas em horário determinado. Depois serão os shoppings centers dos bairros chamados nobres, idem no horário, enquanto os denominados da periferia já reiniciaram o comércio. Aí mora o perigo. Antes que digam da rejeição às classes periféricas, é bom lembrar que nessas regiões está o maior número de pessoas vitimadas pela covid-19, incluídas as mortes. Tudo indica, porque não respeitam as autoridades sanitárias, não só quanto ao uso de máscaras, como nas aglomerações. Então se dá a desgraça, vitimando inocentes despreparados levados a erro não só por comodismo e até ignorância por desatenção oficial nessas regiões. Se a tendência de aumento do contágio do coronavírus continuar, não há o que fazer, se não voltar atrás e tudo ficar como antes. Menos mal.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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COMBATE À PANDEMIA


Vejo os procedimentos do governo de São Paulo quase que somente focados no tratamento e cuidados dos infectados, com muitos protocolos, treinamentos, equipamentos, procedimentos. Isso não é ruim, pois é parte do trabalho e tem tido muito sucesso no salvamento de pessoas. No entanto, não vejo o mesmo tipo de cuidados com as pessoas que, em tese, deveriam estar em casa, usando máscaras, etc. Deveria haver procedimentos semelhantes, com protocolos de ação para manter as pessoas em casa, usando máscaras. Equipes de pessoas treinadas para induzir, encaminhar, forçar as pessoas a se manterem em casa, etc. A quem apelar para isso?


Joaquim das Neves Pinhão jpinhao@hotmail.com

Rio Claro


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CONTA DA SABESP


Sou síndico do prédio em que moro. Após a troca do hidrômetro analógico por um digital, a conta da Sabesp do meu prédio mais do que triplicou. Chamei nosso encanador de confiança para verificar se havia vazamento, e nada foi constatado. Solicitei muitas vezes a visita técnica da Sabesp, que finalmente ocorreu depois de dois meses, alegando “estar tudo em ordem” com o novo hidrômetro. A conta de maio (após a visita do técnico) ainda veio mais que o dobro da média de 9 meses anteriores à troca do hidrômetro. Agora fiquei sabendo que mais dois prédios que também tiveram seu hidrômetro trocado por digitais tiveram o mesmo problema. Eu me pergunto se existe a possibilidade de a Sabesp estar deliberadamente trocando hidrômetros analógicos por digitais para fazer caixa em tempos de pandemia. Com a palavra, a Sabesp.


Ernesto Niemeyer ehniemeyer@uol.com.br

São Paulo

 

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