Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2020 | 03h00

Parlamentarismo

Plebiscito

O economista Fabio Giambiagi foi muito feliz ao apresentar suas reflexões sobre o regime de governo existente no País, em seu artigo de 1.º/7 (A2). Reconhece que houve dificuldades pontuais em países democráticos que levaram bastante tempo para formar novo governo, porém não invalidando o regime parlamentarista, em que as vantagens superam amplamente as desvantagens. Como diz Giambiagi, o apoio dos candidatos que se apresentarem para a eleição de 2022 a um novo plebiscito, em 2024, abriria caminho para tão importante mudança. A lamentável rejeição ao parlamentarismo, de saudável estrutura autolimpante, orquestrada pelos políticos que visavam seus próprios interesses, mediante plebiscito, em 1993, votado por gente esclarecida, mas também por enorme contingente de analfabetos funcionais, incapazes de discernir temas tão complexos, só poderia dar no nefasto presidencialismo tupiniquim – na prática, uma monarquia disfarçada em que fazemos o papel de súditos pagadores de impostos para gáudio dos que vivem em palácios (literal e ostensivamente), cercados de fartas mordomias. Um plebiscito sem vícios exige esclarecimento prévio do povo, com demonstração clara, elucidativa, do que são os regimes presidencialista e parlamentarista, ao longo de vários meses, nas variadas formas de mídia, para garantir sua legitimidade.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

PGRIMALDI@UOL.COM.BR

COTIA

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Voto distrital

Magnífica a defesa do regime parlamentarista feita por Giambiagi, especialmente em face da permanente instabilidade do nosso presidencialismo. A vida dos nossos presidentes tem sido uma constante corda bamba e tal fragilidade tem causado muita insegurança à sociedade, como bem documentado. Todavia não mereceu destaque a necessidade de termos também eleições distritais, pois a maior responsabilidade do Parlamento exige maior proximidade dos anseios populares.

JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Desgoverno Bolsonaro

Bola em jogo

Enquanto o País está mergulhado na pandemia, que já ceifou a vida de mais de 60 mil vidas, nosso mandatário se reuniu com os presidentes do Flamengo e do Vasco para tratar da reabertura dos estádios de futebol. A saúde pública e a educação continuam às moscas.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Fundo do poço

J. R. Guzzo e Rosângela Bittar, em O gabinete das decisões cretinas e Insinceridade geral (Estado, 1.º/7), deixam claro que o (des)governo Bolsonaro chegou ao fundo do poço. Afinal, se inexistem o comprometimento, o interesse e a competência para a escolha de um nome técnico para o Ministério da Educação, este governo pode dar-se por encerrado. Só falta admitir.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Desestabilização

É factual a desestabilização do governo Bolsonaro, resta saber quando os 70% vão conseguir o seu intento.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Plano B

Tudo indica que Bolsonaro está, finalmente, abrindo os olhos (e ouvidos) para a realidade, preparando medidas para chegar a 2022 sem maiores problemas. E, claro, para tentar recuperar os votos de 2018. Mas para esse plano B dar certo ele teria, a meu ver, de cumprir quatro exigências fundamentais. 1) Controlar seus impulsos agressivos, livrar-se do grande guru xingador e seguidores e enquadrar filhos e apoiadores radicais; 2) no combate à covid-19, seguir atentamente a orientação da OMS; 3) na economia, seguir seu ministro Paulo Guedes sem titubeios e, na política, ouvir seus conselheiros militares; 4) finalmente, e sempre respeitando estritamente a Constituição, dedicar-se de corpo e alma ao combate a todas as formas de corrupção e às reformas tributária e administrativa, vitais para a retomada da economia e o futuro do País. Só assim seria possível a reeleição, ou ao menos, passar à História com saldo positivo.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Meio ambiente

As queimadas na Amazônia atingiram no último mês de junho o maior número em 13 anos. Afinal, o que faz o nosso vice-presidente?

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Eleições municipais

Segurança sanitária

Sem alterar o novo calendário das eleições municipais aprovado pelo Congresso, sugiro que o pleito nos municípios onde há turno único, em vez do programado dia 15 de novembro, seja realizado em 29 de novembro, juntamente com o segundo turno dos demais.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI MIRIM

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Politicalha

Enquanto o Brasil enfrenta pandemia jamais vista, com milhares de óbitos, e ainda aguarda uma invasão de gafanhotos e a chegada de imensa nuvem de areia conhecida como Godzilla, a politicalha de plantão batalhou para impor ao povo brasileiro a volta da extinta propaganda política dos partidos. Afinal, alguém da politicalha se interessa pelo bem-estar do cidadão, acima dos próprios interesses?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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‘Fake news’

Se for aprovada a lei que proíbe fake news, significa que ficaremos livres do chamado horário eleitoral gratuito?

LUÍS SÉRGIO DE CAMPOS VILARINHO

LS.VILARINHO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

MOTIVO DE VERGONHA

 

O governo anunciou a prorrogação do auxílio emergencial para socorrer as pessoas mais afetadas pela pandemia do coronavírus, que mata mais de mil brasileiros por eles governados por dia, em média 50 por hora. Bolsonaro, em tom de grande feito, proclamou ser este o “maior projeto social do mundo”. Pode até ser, mas o garboso presidente deveria lembrar, pois não está muito distante assim, que por muito tempo chamou a doença de “gripezinha”, e é assim que a trata até hoje, sem o menor respeito pelas vítimas. Dessa forma podemos dizer, sem medo de ser injustos, que se precisamos deste megaprograma de ajuda, debitado do já moribundo cofre público, Bolsonaro tem uma imensa parte da culpa. Ao invés de se orgulhar, deveria é se envergonhar.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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AUMENTO DE PREÇOS

 

Finalmente, confirmou-se pelo ministro Paulo Guedes a ampliação do tão esperado auxílio emergencial por mais 2 meses, sendo, no total, R$ 1.200. É uma necessidade diante do mínimo para a sobrevivência, melhor que nada será, diante do momento e dos aumentos de preços que se verificam, por exemplo, nos supermercados, como no preço do arroz e do feijão, bastando interessar-se e conferir. Isso parece não ser percebido por nossos políticos. Enquanto isso, ficamos na expectativa do resultado das flexibilizações, notadamente nas vendas que não deverão ocorrer, como esperado e com efeito manada, principalmente pela falta de dinheiro adicionado ao medo de a pandemia continuar, ou até de mutação no atual vírus, como se indica na China. A dúvida nos efeitos permanece, diante das liberações consentindo admitir o comércio à frente das infecções e da vida, uma vez que nestes momentos tudo indica que ambas não possam conviver como se gostaria.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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A FESTA DOS AUMENTOS

 

Tanta pompa e circunstância no anúncio de mais 2 parcelas do auxílio emergencial, mas quem está comemorando, mesmo, são os supermercados, as feiras e atacadistas, que aumentam os preços como querem, sem qualquer fiscalização. Ministros, conversem com as pessoas que não estão nos palácios. E, se tiverem um tempinho, olhem suas contas de luz, água e telefone.

 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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RENDA MÍNIMA

 

Ricardo Paes de Barros deu ontem importante entrevista ao Estadão (B3) em que ressalta que o Brasil tem condições de zerar a pobreza. Poderá unificar os diversos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, o abono salarial, o seguro-desemprego, salário família e outros, tais como, acrescento, o Benefício de Prestação Continuada, o desconto do Imposto de Renda por dependente permitido às pessoas de alta renda, para constituir uma Renda Mínima garantida para todos os necessitados, de possivelmente R$ 200,00 por mês, ou até mais. Considero um passo válido e importante, inclusive em direção à Renda Básica de Cidadania, Incondicional e Universal. Considero que, mais e mais, inclusive as pessoas de maior renda estarão dispostas a colaborar proporcionalmente mais, com uma reforma tributária de bom senso, para que elas próprias e todas as demais venham a receber a renda básica para que não haja qualquer burocracia envolvida em se precisar saber qual é a renda e o patrimônio de cada uma.

 

Eduardo Matarazzo Suplicy, vereador suplicy@sti.com.br

São Paulo

 

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O BREVÍSSIMO

 

No Brasil, quando pensamos que algo vai ruim, pode piorar ainda mais. Para substituir o folclórico Abraham Weintraub no Ministério da Educação, foi escolhido o sr. Carlos Decotelli, a viúva porcina, aquele que foi ministro, sem nunca ter sido. Como ele tem o hábito de colocar no currículo títulos inexistentes, ele já pode colocar lá que foi titular no Ministério de Estado da Educação no período de 25 a 30 de junho de 2020. Decotelli, o brevíssimo, é um engodo, uma falácia, uma vergonha.

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

 

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LIÇÃO DO EPISÓDIO

 

As inconsistências do currículo do quase ministro Carlos Decotelli só vieram a público porque as instituições referidas no mesmo denunciaram as incongruências. E isso, por sua vez, só aconteceu por se tratar de pessoa pública. Não é nenhuma novidade que aspirantes a algum trabalho tanto no setor público como no privado exagerem, maquiem ou mesmo mintam no seu currículo para conseguir o emprego. Estratégia imoral e arriscada que pode prejudicar sensivelmente a vida profissional do candidato. Este episódio deve servir de lição tanto para os contratantes, que precisam tomar o devido cuidado e exigir documentação comprobatória, como para os candidatos, que têm a obrigação de obedecer a uma das regras fundamentais amplamente conhecida nos departamentos de aconselhamento profissional: não mentir.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O DITO PELO ‘NÃO DIZIDO’

 

E se não tivessem descoberto (via reitor da Universidade de Rosário), teria o eventual futuro desnomeado explicado que não havia explicado muito bem aquilo que o reitor de lá explicou por ele antes dele se reexplicar? Charada é bom passatempo para quem gosta de passar seu tempo a decifrar enigmas, porém no caso Decotelli não se trata disso, e sim de contar parte de uma verdade bonita e omitir outra parte, digamos assim, “marota”. Dizer que não disse porque deixou de dizer é como naquela música do Chico que diz “no es lo mismo, pero es igual”, ou seja, nada tem a ver nada com nada. Entenderam? Assim é o pois é II. Não é para explicar, garotos, é muito pelo contrário: trata-se apenas de “o avesso do avesso do avesso do avesso”, como Sampa, a música de Caetano, artista que compreendeu São Paulo como inexplicável. Em resumo, esfarrapou-se a explicação da “Assessoria Técnica para Explicações Inexplicáveis”: agora ficou tudo transparente e cristalino, portanto não mais existe motivo para concluir que vale a palavra de verdade e o restante é a mentira ou meia verdade ou, finalmente, a meia mentira. Além disso, sabe-se agora pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que apenas se verifica se o indicado não foi criminoso ou não tem pendências financeiras e outras restrições menores, portanto não há radar para “pequenos erros ou omissões”. É assim que funciona (ou não funciona). Podem escolher, é o cardápio de hoje. Ave César!

 

Nelson Monteiro de Abreu Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

 

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ENTROU DE GAIATO

 

Bolsonaro foi ludibriado. Entregaram-lhe um currículo que era o objeto de desejo dele na Educação. Ia se livrar do olavismo, incorporar um oficial das Forças Armadas ao seu Ministério e, ainda por cima, ter um ministro da Educação negro e com bom trânsito. O gaiato que tentou se dar bem maquiando currículo e que tais foi descoberto. Entrou pelo cano.

 

Flávio Madureira Padula flvpadula@gmail.com

São Paulo

 

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ONDE ESTÁ A VERDADE?

 

Patética a passividade com que o quase ministro da Educação enfrentou a gravíssima acusação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de que ele nunca fez parte de seu quadro de professores. Ou ele é o maior 171 da intelectualidade brasileira ou a FGV tem grave culpa no cartório e deveria ser processada por danos morais.

 

Geraldo de Paula e Silva geraldo-paula2020@bol.com.br

Teresópolis (RJ)

 

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‘INCONSISTÊNCIA’

 

Pessoas públicas, quando pegas com a mão na botija, encontram subterfúgios para sair da enrascada. Basta lembrar os larápios petistas chamados de “aloprados” e o malfeito de Dilma. Com Decotelli, mentir no currículo passou a ser inconsistência. Vivendo e aprendendo.

 

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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MEDO DA CULTURA

 

A respeito do imbróglio do falso brilhante Carlos Alberto Decotelli, fake doutor e pós-doc, além de plagiador em sua tese de mestrado, cabe dizer que, para ser ministro da Educação, é necessário ter decência, honradez e dignidade, não título de doutor ou pós-doutor. Por oportuno, diante da queda do terceiro (!) ministro da pasta em 18 meses de desgoverno Bolsonaro, que não esconde seu total descompromisso e desatenção com esta área vital para qualquer sonho de crescimento do País, cabe citar António Lobo Antunes, Prêmio Camões de Literatura em 2007: “A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos”. Pobre Brasil...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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TRIQUEDAS

 

Não temos outra alternativa, a não ser lamentar mais uma vez, pois já estamos cansados e exaustos de tanto reclamar da falta de educação, saúde e segurança públicas de qualidade, embora seja explicável. Chegamos ao nosso limite. Agora, foi a vez de cair pela terceira vez o ministro da Educação, como também caiu pela terceira vez um ministro da Saúde e, por fim, caiu pela terceira vez também o ministro da Justiça e Segurança Pública neste governo. O que podemos esperar daqui para a frente? Será que é só apostar em quem será o próximo?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A SELEÇÃO DE JAIR BOLSONARO

 

Cartão vermelho: Sérgio Moro, Ministério da Justiça e da Segurança Pública; Osmar Terra, Ministério da Cidadania; Gustavo Canuto, Ministério do Desenvolvimento Regional; Luiz Henrique Mandetta, Ministério da Saúde; Nelson Teich, Ministério da Saúde; Ricardo Vélez Rodriguez, Ministério da Educação; Abraham Weintraub, Ministério da Educação; Gustavo Bebianno, Ministério da Secretaria-Geral; Santos Cruz, Ministério da Secretaria do Governo; Carlos Decotelli, Ministério da Educação. Cartão amarelo: Ricardo Salles, Ministério do Meio Ambiente; Ernesto Araújo, Ministério das Relações Exteriores. E ainda estamos no primeiro tempo da partida...

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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CURRÍCULO

 

Se, para ocupar cargo público, é necessário currículo, como foi que deixaram Lula ser presidente da República?

 

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

 

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POR ISONOMIA

 

E o currículo do presidente atual do Supremo Tribunal Federal (STF)? Ninguém fala nada? Está tudo certo? Ele tem qualificações para ser ministro de nossa Suprema Corte?

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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A EDUCAÇÃO É A FORJA DOS GRANDES HOMENS

 

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) tem de trazer à sua frente homens exemplares. O valor de um povo tem sua raiz na família, na escola e nas faculdades, nesses celeiros é que se produz a seiva, o alimento da Nação. Essa seiva chama-se educação. Educar “é instruir, (diz o Aulete), doutrinar, formar a inteligência, o coração e o espírito” de um povo. Educação é a forja onde se tempera o aço dos princípios, a têmpera dos estadistas. Não se acredita que, passado ano e meio de governo, o presidente não tenha uma equipe constituída. Desfez-se dos bons para abraçar-se aos péssimos. Que sina! Agora enfrenta o dissabor de ter nomeado como ministro da Educação quem se credencia a doutor, cujo doutorado não concretizou. Tal afirmação anula suas qualidades e credenciais, se existiam (entendo que existissem), pela mendacidade. É mentiroso, dizem os dicionários, quem diz, declara, escreve algo que não é verdade. A mendacidade é sempre superlativa, gera eterna desconfiança e mata a credibilidade. Ao entrar a mentira pela porta da frente, vai-se a credibilidade pela dos fundos. Se mal existe sem conserto, a mentira é um deles. Os ventos da política, qual ciclone, tomam direções imprevisíveis, quer quanto à força, quer quanto à direção, cujos efeitos, na falta de princípios e mão firme, são devastadores. Que Bolsonaro fique atento ao escolher seus auxiliares, pois os ventos impiedosos começam a soprar ameaçadores.

 

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

 

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UM NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

 

Que tal trazer de volta o “velho” Serra para a pasta, tão desvalorizada?

 

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

 

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SONHO

 

Todos nós, brasileiros, temos um grande sonho: esperamos que o Brasil tenha um novo ministro que possa administrar as diferenças gritantes que existem na educação do País. Implementar projetos que venham a viabilizar a educação básica para todos os brasileiros. Primeiro, é preciso que o novo ministro possa administrar a grande lacuna existente no País e solicitar aos governadores e prefeitos que cuidem para que crianças e jovens estejam todos na escola; depois, pensar em projetos para melhorar as condições para que todos tenham as mesmas oportunidades.  Fomentar os projetos que possam programar a melhoria da estrutura educacional em todo o País, possibilitando as mesmas oportunidades para todas as crianças e jovens para frequentarem e permanecerem na escola. Para isso, é preciso ter uma grande comunicação com os secretários de Estado e, consequentemente, com os governadores e prefeitos. Sem esse pacto, será impossível conseguir um trabalho harmônico e desejável, pois somos um país continental. Nesta estrutura, imagino que devamos pensar nos recursos materiais e recursos humanos. E como seriam os projetos? Inicialmente, verificar as condições da educação infantil, pré-escolar, sob o controle das prefeituras, e o fundamental de anos iniciais e anos finais, sob o controle de prefeituras e Estado, e ensino médio sob o controle dos Estados. Sem um projeto definido que proteja as crianças e adolescentes, imagino que não estamos criando uma nova geração. Um grande país precisa ter um povo preparado, e não estamos falando de governo, estamos falando de um projeto de Estado. Se conseguirmos implementar um projeto que venha a melhorar a educação básica, não teremos problemas com o ensino superior, pois a base da educação brasileira será sedimentada com raízes que jamais poderão ser cortadas com o tempo. Hoje temos um exemplo para ser discutido e basta entender que as escolas particulares, por terem uma estrutura diferente, não podem ser comparadas na competição com as escolas públicas. Isso explica o abandono da escola pública ao longo do tempo. 

 

Elisiário dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

 

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EDUCAÇÃO, A BASE DO PRÉDIO

 

A editorial do Estadão Educação, fundamento do País (2/7, A3) deixa claro a todos a importância do Ministério da Educação para o desenvolvimento social e econômico do País. Apesar de o governo do presidente Bolsonaro ter perdido o seu terceiro ministro da Educação, não podem deixar de ser bem planejadas as atividades escolares e acadêmicas após a quarentena, o que não vai ser nada fácil por causa da queda da atividade econômica do País. A educação é a “base do prédio” para que o País tenha desenvolvimento social e econômico, e isso não deve ser esquecido jamais!

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DECISÃO NOBRE DO ‘ESTADÃO’

 

Enquanto atravessamos o sombrio momento de desgoverno de Jair Bolsonaro, que em 18 meses de mandato não foi capaz nem de nomear um competente ministro da Educação (hoje com cargo vago...), é nobre a decisão do Estadão de aproximar estudantes universitários do jornal. Pela plataforma Estadão Incentiva, o jornal vai conceder acesso digital gratuito às suas edições para milhares de estudantes do País, de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado. Abre-se, assim, espaço para estes estudantes que na sua grande maioria não tem recursos para manter a assinatura de um jornal de grande circulação como o Estadão, para que tomem conhecimento de noticiário nacional e internacional de alta qualidade, reforçando sua massa crítica.  Parabéns ao jornal.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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PLANOS DE SAÚDE

 

Congratulo-me com o leitor sr. Celso A. Cocccaro Filho, pois, além de mim, foi o único, tanto quanto eu saiba, que neste periódico, cuja leitura pratico há mais de 30 anos, teve sua manifestação publicada sobre o abuso que há décadas os planos de saúde vêm praticando nos aumentos dos reajustes de planos de saúde, principalmente os por adesão, que não sofrem qualquer controle da agência reguladora governamental. Tais reajustes, que têm variado entre 15% e 20% anualmente, cuja maior intermediária é a Qualicorp, este ano estabeleceu com a SulAmérica a porcentagem de 15,3%, ignorando a gravíssima crise que atravessamos, e “generosamente” adiou de julho para outubro a cobrança desses valores que então serão executados em adição. É incrível, como apontou o sr. Celso, que os governos atuais, assim como os anteriores, desde a criação da tal agência reguladora, ignorem este verdadeiro massacre financeiro que atinge principalmente os idosos, frequentemente aposentados, que não têm a quem recorrer. É notável também a mudez da imprensa e da classe política para esse crime contra a economia notadamente da classe média, a mais atingida, que em boa parte, de maneira incompreensivelmente submissa, tem abandonado tais planos, sobrecarregando o SUS, que deveria se dedicar aos mais necessitados, piorando ainda mais o péssimo sistema de saúde no País. 

 

Vicente A. V. Girardi girardi@usp.br

São Paulo

 

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AUMENTO ABUSIVO

 

Entra ano e sai ano, e as operadoras de planos de saúde, livres da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), aumentam abusivamente os planos de saúde. A Qualicorp aplicou nos últimos três anos os aumentos de 15,5%, 15,74% e, agora, pasmem, com deflação e pandemia, mais 15,33%. Calma, a bondade de não aplicar o reajuste na data-base será recuperada em outubro deste ano. De onde sai um aumento tão abusivo? Nada de ajudar as pessoas neste período crítico? Ora, o cliente que pague e pronto, assim lidamos com a saúde.

 

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

 

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AQUÁRIO DE SANTOS

 

O Aquário de Santos, localizado na Ponta da Praia, comemora 75 anos de existência. Saudades dos tempos em que, quando criança e passando as férias naquela cidade, minha mãe nos levava, eu e minha irmã, no bonde 22, para irmos até lá ver os peixes e tomar um sorvetinho. Era uma delícia.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 
 
 

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