Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2020 | 21h00

Administração pública

Mazelas expostas

Educação, saúde e segurança são invariavelmente trazidos à discussão em campanhas eleitorais. Todos os candidatos falam desses temas, mas ninguém mostra planos, projetos, o que efetivamente faria após eleito. E o resultado é esse que vivemos hoje, desmascarado pelos efeitos da pandemia. Na saúde, municípios não dispõem de rede hospitalar capaz de enfrentar questões agudas de saúde. Quando acontecem, os munícipes são enviados para centros maiores. São municípios onde falta o básico, como serviços de água e esgoto. Ou seja, o cidadão é desrespeitado na sua condição humana. Mas as despesas burocráticas de salários de prefeitos, vereadores e suas assessorias... Ora, se os municípios são incapazes de servir à população, por que devem de existir? A educação tem suas agruras. Creches municipais insuficientes, pais na fila desde o nascimento dos filhos aguardando vaga. Vagas em colégio público, outro tormento. Professores da rede pública dizem-se mal pagos, mas graças a uma legislação leniente faltam sem repor as aulas. Vemos agora, com a pandemia, o problema de a rede escolar não estar integrada em redes de internet nem dispor de computadores para os alunos carentes. Escolas caindo aos pedaços e a verba destinada a reformas por vezes usada para outros fins, dada a certeza de não haver adequada supervisão. Como se pode querer algum protagonismo nessa área, num país em que cidadãos com evidentes carências educacionais chegam à Presidência da República? Finalmente, quanto à segurança, estão aí as notícias reportadas diariamente pela mídia demonstrando que o poder público, em alguns Estados e municípios, está sendo posto à prova por PCCs e milícias. Dispensa maiores comentários. Penso que, se o curso de administração pública ministrado por nossas faculdades fosse levado a sério pelos Poderes constituídos, já seria um passo efetivo para alterar esse cenário.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Impostos x privilégios

Números alarmantes

Já passamos dos 2 milhões de infectados pelo coronavírus e logo chegaremos aos 100 mil óbitos. Assistimos ao fechamento de mais de 500 mil empresas de pequeno e médio portes, com uma taxa de desemprego elevadíssima. E o governo ainda quer recriar a CPMF?! Países desenvolvidos, no caminho inverso, reduziram drasticamente a tributação e a taxa de juros a zero e facilitaram vultosos empréstimos. Estamos convivendo com um Estado de total descompromisso com o emprego e com grande possibilidade de esgarçamento do tecido social.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Nova CPMF, não!

Qual é a dificuldade do governo de entender que nós não queremos mais impostos? Ao invés de recriar a CPMF, deveríamos cortar impostos. Os gastos são grandes? Então, vamos reduzir os gastos, reduzir o Estado, cortar na carne. Dói, né? Mas é o que precisa ser feito.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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Pode ser a gota d’água

Aumentar a carga tributária quando o País enfrenta a pior recessão de sua História pode ser a gota d'água que falta para deflagrar uma revolta popular. Desde que começou a pandemia, o governo não cortou um centavo de seus gastos. Manteve até o indecente fundo eleitoral. Não demitiu nem reduziu os salários, a turma que está trabalhando em casa, de pijamas, continua a receber auxílio-paletó e os benefícios do transporte. As emendas parlamentares continuam sendo apresentadas e aprovadas normalmente. Ministérios inúteis estão sendo criados e cargos estão sendo preenchidos. O presidente Bolsonaro poderá em breve realizar o sonho de ver o povo armado subir a rampa do Palácio do Planalto. Mas, enfurecido, para escorraçar do poder o pior governo que o Brasil já teve.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Parasitas dos pobres

Estima-se em mais de 715 mil os funcionários não concursados recebem seus proventos do escasso dinheiro público do Brasil. Esse que falta aos serviços sociais básicos – os quais inexistem de modo desumano –, mas abunda para irrigar os cabides de empregos que animam partidos políticos e suas negociatas. Estas envolvem sinecuras e trocas de favores, que denunciam como as leis brasileiras favorecem sempre os poderosos, os que menos precisam desse dinheiro, mas são os que muito mais o sugam deste pobre país rico de população pobre, desassistida e tão enganada.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Crise na pandemia

Auxílio emergencial

Que tal a União, os Estados e os municípios pagarem seus precatórios? E que tal os bancos liberarem os valores dos diversos planos econômicos, ajudando na reativação da economia, a exemplo do auxílio emergencial e das liberações do FGTS e do PIS/Pasep?

VICTOR RAPOSO

VICTOR-RAPOSO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Assaltos na Fernão Dias

O governador João Doria precisa mandar solucionar de uma vez por todas essa mazela que são os assaltos no trecho inicial da Rodovia Fernão Dias, nos dois sentidos, nas proximidades da Vila Galvão. Não se pode passar por lá de moto, qualquer que seja o dia ou a hora: marginais escondidos nos barrancos avisam seus cúmplices, que abordam o motociclista na pista, muitas vezes em três ou quatro motos, e agressivamente consumam o crime. É um festival de assaltos, a região está dominada pelo crime. Urge que a Polícia Militar retome aquele local e o devolva à população. O governador Doria, que tem dedicado muitos esforços no combate à pandemia, precisa agora acionar a Secretaria de Segurança. Com urgência!

JOÃO PAULO DE O. LEPPER

JP@SECULOVINTEUM.COM.BR

ATIBAIA

O OURO AO BANDIDO


Com um argumento insólito, além de repugnante, um decreto do Ministério da Agricultura prevê a regularização de área equivalente à soma dos Estados do Rio de Janeiro e de Sergipe, sob ataque de investidores e empresários (latifundiários). O governo diz que, com tal atitude e assim procedendo, poderá responsabilizar o “dono” da terra por desmatamento (isto é, se ainda encontrarem árvores ou matas nelas). Ou seja, concluindo a fábula, o governo vai dar escritura a ocupações na Amazônia após “rígida” e “severa” vistoria à distância – aliás, funcionará muito bem, pois se não têm capacidade de fiscalizar de perto, imaginem o desastre de executá-la à distância. Isso é o que podemos classificar, de fato, como a melhor maneira de entregar o ouro ao bandido. Né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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CONTROLE NA AMAZÔNIA


A região amazônica continua motivando debates e discussões sobre a necessidade de controle para evitar o desmatamento promovido por ocupações irregulares. Que o governo federal assuma efetivamente um programa de combate aos oportunistas que pensam apenas em seus interesses particulares. E que isso ocorra o mais rápido possível.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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COMPROMISSO DOS MILITARES


Ao ler o artigo do general de divisão do Exército Nacional e ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, sob o título Operação Verde Brasil e o compromisso com a Amazônia brasileira (15/7, A2), julguei que foi a manifestação mais racional que li de autoridades do governo Bolsonaro sobre a Amazônia, até agora. Claro, tenho algumas divergências em relação às suas colocações. Jamais pude conhecer a Amazônia, como era o meu desejo, mas acompanho há tempos as ocorrências naquele bioma, para saber da importância das Forças Armadas na sua preservação. Contudo, cumpre salientar que a defesa enfática do meio ambiente pelos demais países do planeta é mais recente e em sintonia com a maioria dos cientistas da Terra, de que o aquecimento global é uma realidade. Especialmente a partir da revolução industrial, no século 18, decorrente das ações da humanidade, na emissão de gases, mormente do gás carbônico e do metano. Nós também cometemos o nosso pecado com a Mata Atlântica, tanto que atualmente restam apenas 5% da floresta original. Quando constatada a bobagem que a nossa civilização cometeu contra o planeta em que vivemos, constatou-se também que a maior arma que nos restou contra o aquecimento global foi a Floresta Amazônica. Tão poderosa que as suas árvores liberam tanto vapor de água por dia que formam os chamados rios voadores, com um volume maior que o do Rio Amazonas. Assim, além da sua importância hídrica e histórica para nós, revelou-se uma poderosa arma na luta contra o aquecimento global. Tornou-se, em consequência, a nossa maior riqueza, pois passou a se constituir também numa fonte de recursos extraordinária, só para mantermos a floresta em pé. O problema deste governo é o presidente Bolsonaro, que, além de desdenhar do aquecimento global, acredita ainda que as nossas riquezas dependem do extrativismo, como o da Vale S.A. e suas tragédias de triste memória em Minas Gerais. Tanto que, apesar de se eleger sob o lema de combater a corrupção, nomeou Ricardo Salles, já condenado em primeira instância justamente por adulterar processo de conservação ambiental. E esse ministro, cuja moral pudemos conhecer na reunião ministerial de 22/4, tratou de desmantelar por completo as equipes de fiscalização do Ibama, permitindo o desmatamento atual, que chocou o mundo todo. Enquanto o presidente não demitir o ministro do Meio Ambiente e mudar o seu conceito sobre o aquecimento global, todas as providências do governo serão inúteis. A simples presença de Salles no governo o desacredita como um todo, inclusive pondo a perder as atuações do Exército em defesa daquela região.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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ALGO VAI MAL


Diz o general Fernando Azevedo e Silva (15/7, A2) que os militares estão lá para “regular o uso sustentável da floresta e conter ilícitos”. Maravilha, nossos aplausos, porém alguma coisa vai indo mal, pois não é isso o que se vê, ou o general está pessimamente assessorado.


José Portes josepccesar@gmail.com

São Paulo


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POR QUE ACREDITAR EM MOURÃO?


Hamilton Mourão foi indicado para organizar o controle da Amazônia em dezembro passado e afirma que começou em maio e não conseguiu impedir o aumento das queimadas. Em dezembro, ele poderia ter tomado as providências necessárias, então por que só começou em maio? Por que permitiu que continuassem as demissões nos órgãos de controle e não mostrou interesse em contratar pessoal para o Ibama e o ICMBIO? É pena vermos pessoas inteligentes como nosso vice-presidente contando histórias da carochinha a investidores e entidades que sabem muito bem o que pretende o governo Bolsonaro que protege madeireiros e garimpeiros que invadem e destroem a Amazônia.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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A RESSURREIÇÃO DA CPMF


Estarrecedora a falta de ideias da equipe econômica do governo Bolsonaro. Logo mais, vão cobrar impostos das empresas que decretarem falência e reter na fonte parte do seguro-desemprego. O governo só consegue pensar em encontrar maneiras de ressuscitar a CPMF. Aumentar a carga tributária quando o País enfrenta a pior recessão da História, com centenas de milhares de falências e milhões de desempregados, é de uma burrice extravagante. A ideia fixa da volta da CPMF só poderia sair da cabeça do ministro Paulo Guedes, que ficou feliz com o dólar a R$ 5 e não vê a hora de o câmbio chegar a R$ 7 por dólar. Para fazer caixa, sugiro uma redução brutal nos gastos do governo, demissão de todos os assessores parlamentares, proibição de apresentar emendas parlamentares até 2050 e venda das frotas de carros oficiais. Esse é o caminho.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ROUBADA


Para tentar empanar o fracasso no Conselho da Amazônia, o vice-presidente, Hamilton Mourão, surpreende o País ao sugerir a recriação do famigerado imposto da CPMF. Cruz credo! Parece que foi afetado pelo vírus Bolsonaro, que já acabou, infelizmente, com a boa reputação do nosso Brasil. Entende-se que foi uma perfeita roubada para nossas respeitadas Forças Armadas que generais do Exército, até da ativa, façam parte deste desgoverno de Jair Bolsonaro. Pior ainda depois que o general também da ativa Eduardo Pazuello aceitou o comando do Ministério da Saúde, sem mesmo ser médico... E para a opinião pública parte da culpa do total desprezo de Jair Bolsonaro pelos milhares de infectados e óbitos nesta pandemia de covid-19 pode cair também no colo do Exército.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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AUMENTO DE IMPOSTOS


Tenho acompanhado o ministro Paulo Guedes em seu trabalho para aumentar os impostos sobre transações eletrônicas. O que tenho a dizer é que, em se tratando de governo honesto, não vejo problema algum.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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CPMF ‘DIGITAL’


O imposto sobre transações financeiras é injusto por penalizar igualmente fortes e fracos economicamente e financeiramente, o que não melhora a péssima distribuição de renda do País, que é uma das piores do mundo. O ministro da Economia tem em suas mãos um instrumento de grande valia para melhorar a vergonhosa e imoral injustiça fiscal, que é a tabela do Imposto de Renda, aliviando a carga sobre as faixas menores, que vai gerar aumento de consumo, com consequente aumento de empregos; voltar a alíquota de 35% sobre renda tributável acima de 30 salários mínimos, injustamente retirada por um mau presidente; criar novas alíquotas para rendas maiores; taxar patrimônio constante da declaração de IR, por exemplo, acima de cinco mil salários mínimos.


José F. Netto jfnetto.sp@gmail.com

Araras


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A TURMA DO CONTRA


Todos contra a CPMF, sem nem analisar a questão, mas ninguém sugere como iniciar a operação tapa-buraco nas contas, e no curto prazo. Todos contra Eduardo Pazzuelo, mas ninguém lembra que Henrique Mandetta alertou que os números atingiriam patamares muito maiores. Todos contra a cloroquina, mas ninguém divulga que Roberto Kalil tomou e David Uip também. Todos contra Ricardo Salles – eu também –, mas fora os milicos, os ambientalistas foram para a Amazônia apenas em férias de verão ou sobrevoos nas caronas da FAB. Todos contra a Lava Jato agora, mas que tal ressuscitar a Lava Toga?


Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador


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$EGURO DEFE$O


Causou espécie, indignação e indigestão a nota informando que foram descobertos pelo Ministério da Economia milhares de “pescadores” que recebem o seguro defeso, no valor de um salário mínimo por mês, por causa da época em que a pesca é proibida por lei. O curioso é que são moradores do Distrito Federal e de Minas Gerais, que, como se sabe, não têm mar. Pode?!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DESCRÉDITO NA JUSTIÇA


Coincidência, nas várias vezes em que a Justiça ficou somente com seu presidente de “plantão”, decisões a meu ver controvertidas foram tomadas. Desta feita, mandaram para casa o senhor Geddel Vieira Lima, condenado a mais de 14 anos de prisão por “guardar” em um pequeno apartamento a quantia de mais de R$ 51 milhões, em espécie, não explicados à Justiça. Argumentou a defesa que o condenado estava doente e a covid-19 estaria também povoando o preso, após três dias repetido o teste, o coronavírus havia desaparecido. Nós, leigos na interpretação do código que orienta o Supremo Tribunal Federal (STF), ficamos surpreendidos e, numa visualização das prisões, imaginamos que entre a população carcerária devem existir milhares de ocupantes talvez em piores condições que aquela do agora posto em liberdade (em casa com tornozeleira). Decisões como esta colaboram para o descrédito da Justiça, e, oportunamente, quando da volta das merecidas férias, o plenário da Corte deveria analisar e, se for o caso, corrigir tal decisão. Aquela máxima cada vez fica mais verdadeira: aqui, só vai preso ladrãozinho de galinha.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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COMBATE À CORRUPÇÃO


Começam a aparecer, em diversos matizes, os indícios de uso do poder em proteção à corrupção e seus corruptos. Tal como aconteceu na Itália após a Operação Mãos Limpas. Jair Bolsonaro deveria usar sua quarentena para estudar a melhor maneira de combater a corrupção, tanto na política como na administração pública. E pôr mãos à obra, custe o que custar, pois foi essa promessa que o levou à Presidência da República.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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MORTE DA OPERAÇÃO LAVA JATO?


Não sou advogado nem pretendo entender de Direito, porém fiquei surpreso com a morte da Operação Lava Jato, como foi dito por uma pessoa numa “rodinha” em padaria, que vai acontecer, como outra pessoa emendou, porque, segundo ela, direito de conhecer os detalhes da Lava Jato ou de outras operações atuais e futuras só caberia mesmo ao presidente da República, se fizesse à Justiça tal pedido, que avaliaria a necessidade jurídica ou não disso. O mesmo valeria para o procurador-geral da República, que julga ser de direito do órgão que chefia ter de conhecer todos os trâmites da operação em pauta, como de outras. A centralização dessas operações em Brasília, conhecendo todo o seu andamento, evitaria a independência dos demais executores, mas, segundo estes, facilitaria demais os vazamentos e prejudicaria a necessidade do trabalho em silêncio e a capacidade de chegar a resultados positivos, como foi com a Operação Lava Jato e outras. Posso não conhecer Direito, mas creio mais na Operação Lava Jato.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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JUSTIÇA?


Quem tem uma justiça como a brasileira não precisa de inimigos.


Milton Bulach  mbulach@gmail.com

Campinas


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FURANDO A FILA


A fugitiva da justiça Márcia Aguiar – agora em prisão domiciliar – foi mais uma vez intimada para colocar a tornozeleira eletrônica, determinação do novamente amigo e bondoso presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha. Certamente, também leva consigo um salvo-conduto de Noronha para furar a fila e passar na frente de demais presos que aguardavam sua vez para colocar o acessório humilhante. Na verdade, só a esposa de Fabrício Queiroz conseguiu o berloque, já os demais deverão voltar em outra data. Nada como ser amiga do grande Noronha!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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INVERSÃO JURÍDICA


Será que a mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar, ao colocar a tornozeleira eletrônica, passa a controlar o sistema penal?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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RECOMPENSA INVERSA


No mínimo inusitada a substituição da prisão preventiva da Márcia, mulher de Queiroz, pela prisão domiciliar. É como se a Justiça brasileira a estivesse recompensando por estar foragida. Também é insólito o fato de o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela substituição da prisão de Márcia e Queiroz, atender a esmagadora maioria (87,5%) dos pedidos governistas. É tanta coisa anormal acontecendo em nosso país que chego a pensar que os estranhos somos nós.


Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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A OAB JULGANDO MORO


Advogados vão resistir a registro de Moro na OAB (Estado, 14/7). Então quer dizer que há policiamento para conceder a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sergio Moro, em virtude de sua atuação como juiz? A OAB está dolorida, porque ele perseguiu criminosos? Que vergonha, OAB!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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O REGISTRO DE MORO


“É preciso corromper todos os íntegros, expor o lado torto dos retos, a face ruim de cada coisa boa, a sombra de tudo onde bate o sol; é preciso destruir todos os heróis, enxovalhar com “narrativas” o que a História consagrou, expulsar os bons exemplos a pontapés, esconder o remédio para as doenças do Brasil, e (...).” Se Fernão Lara Mesquita me permitisse, no seu A ressurgência dos canalhas (14/7, A2), incluiria ainda a tentativa de impedir o registro de Sergio Moro na OAB. Aliás, sua admissão não só elevaria sobremaneira o nível de credibilidade de alguns de seus mais notórios membros, como também em muito dignificaria os restantes da citada agremiação...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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