Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2020 | 03h00

Devastação ambiental

Boiada passando

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, conseguiu ontem revogar as Resoluções 302 e 303/2002 do Conama, que delimitam as áreas de proteção permanente (APPs), manguezais e restingas do litoral brasileiro. A revogação dessas resoluções deixa livres para a especulação imobiliária as faixas de vegetação das praias e a ocupação de áreas de mangues para produção de camarão. Mais uma vez, é Ricardo Salles trabalhando contra a fauna e a flora do Brasil.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

DARCI.TRABACHIN@GMAIL.COM

LIMEIRA

*

Calamidade

Não contente em permitir e incentivar a exploração da Floresta Amazônica e se omitir quanto aos incêndios no Pantanal, o governo Bolsonaro vai também destruir manguezais e APPs do Brasil, para permitir a especulação imobiliária. Enquanto isso, a sociedade brasileira, para variar, dorme em berço esplêndido diante dessa calamidade. Depois, com toda a tranquilidade, o presidente vai mentir na TV ou em suas lives dizendo que essa destruição é coisa de caboclos e índios...

RAFAEL MOIA FILHO

RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

*

Pandemia

Kit irresponsável

Se o tal “kit covid” realmente for distribuído por ocasião do “dia D” de enfrentamento da doença, promovido pelo Ministério da Saúde, será mais um ato de irresponsabilidade do governo federal na condução, já por demais irresponsável, da pandemia. Distribuir cloroquina, ivermectina e azitromicina, drogas comprovadamente ineficazes no combate à doença, é verdadeira propaganda enganosa. E pior, advinda do próprio governo! O ministério prestaria um grande benefício à população se, em vez de inventar modismos propagandistas, promovesse “dias D” visando a prevenir e tratar doenças como, por exemplo, hipertensão arterial e diabetes e acelerar o diagnóstico e tratamento de tantas outras. O governo chegou a um ponto em que, quanto menos se intrometer na pandemia, melhor. E até mais seguro.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Sucessão no STF

Em defesa da Constituição

A aposentadoria antecipada do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), deu largada para a indicação de novo integrante, se aprovado pelo Senado, para a última instância do Poder Judiciário brasileiro. Entre suas atribuições estão zelar e defender os princípios da Constituição da República. O presidente tem a prerrogativa da indicação, respeitando, por óbvio, os pré-requisitos necessários. Mas a sociedade brasileira não se deve abster desse debate, afinal, cabe ao STF julgar ações importantes, seus ministros têm poder de decidir questões que afetam de maneira direta a vida de uma nação com mais de 200 milhões de pessoas. Há quem defenda um ministro ou ministra “terrivelmente cristão”. E há quem deseje um magistrado progressista. Outros preferem alguém imparcial, que saiba distinguir o certo do errado, o justo do injusto, o constitucional do inconstitucional. Eu fico com esta última opção. Não há espaço para partidarismo ou ideologias no ambiente judicial. Na Suprema Corte, a última e mais poderosa instância do nosso sistema de Justiça, qualquer interferência nesse sentido seria desastrosa, imoral e iria em rota de colisão com princípios básicos da nossa Carta. Que os brasileiros estejam atentos às movimentações, nomeações e sabatinas. O Senado não deve simplesmente chancelar uma indicação palaciana, mas analisar, questionar, ouvir a sociedade e só aceitar quem, de fato, possa contribuir para o bem do Brasil e dos brasileiros.

WILLIAN MARTINS

MARTINS.WILLIAN@GLOBO.COM

GUARAREMA

*

Pau-mandado

Jair Bolsonaro já disse que seu indicado ao STF deve ser “terrivelmente evangélico”, numa demonstração de sua ignorância acerca do Estado laico. Mas também alguém que tome cerveja com ele. Revela, assim, como quis fazer na Polícia Federal, querer só um pau-mandado no STF para chamar de seu.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

*

Em São Paulo

Desastre à vista na Alesp

Nos 49 anos de pesquisa e ensino até o presente no Instituto de Química da USP, com intervalo de seis anos de planejamento e implantação do câmpus da Unifesp em Diadema, participei da formação de cerca de 2 mil médicos, 300 cientistas moleculares e 1.280 químicos, biólogos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos. Na pesquisa científica foram 30 mestres e doutores, cuja descendência acadêmica, segundo o estatístico Mena-Falco da UFABC, remonta, em julho de 2016, a 757 pesquisadores distribuídos por instituições universitárias e profissionais de todo o País e alguns contratados no exterior. Fiquei conhecido no meio científico como expert na bioluminescência de vaga-lumes, porfiria e intoxicação ocupacional e juvenil por chumbo, uma neurotoxina que os torna pouco inteligentes, agressivos e até mesmo delinquentes. Sou apenas um caso de docente universitário, dentre centenas de colegas do Estado de São Paulo, que teima em não se aposentar de fato e continuar sua missão mesmo sem adicional salarial. Não fossem a USP e a Fapesp, com autonomia para investir os recursos institucionais, criar programas de ensino, pesquisa e inovação, e gestão impecável, teríamos qualificado zero estudantes e zero cientistas. Seríamos apenas repetidores de livros didáticos, como fazem muitas faculdades privadas. E a indústria, a medicina, a saúde pública, a informática, a agricultura e os negócios no Brasil iriam para o brejo em curto prazo. Por isso apelamos à Alesp que não aprove a PL 529 e mantenha as condições ótimas para podermos produzir ciência, cultura e tecnologia para o nosso sofrido povo e a humanidade.

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA

EJHBECHARA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

O DESMONTE DO CONAMA

 

Em maio do ano passado, o ministro do Meio Ambiente “reformulou” o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) excluindo todos os seus membros técnicos e defensores do meio ambiente e mantendo só o pessoal que atende aos desejos do ministro. Essa decisão foi levada a recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a ministra Rosa Weber não deu qualquer solução. Ontem, em reunião do Conama, liberaram a destruição da Mata Atlântica, de regiões litorâneas de preservação e de dezenas de locais que serão transformados em condomínios de luxo e irão enriquecer “os amigos do rei”. Mais um passo em direção ao abismo, sem que o Judiciário se preocupe em nos defender desses abusos.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

*

CERTEZA ABSOLUTA DA IMPUNIDADE

 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, retirou a proteção e decretou a sentença de morte para os manguezais e restingas, biomas que são considerados berçários da vida marinha, áreas com enorme vocação para preservação e mais nada. A medida foi tomada atropelando todos os procedimentos, da mesma forma como Salles agiu quando era secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Naquela ocasião, Ricardo Salles foi julgado e condenado por sua conduta, mas a certeza absoluta da impunidade completa lhe dá tranquilidade para fazer exatamente a mesma coisa novamente. O jovem ministro sabe que pode contar com a inoperância absoluta da Justiça brasileira, que não é capaz de proferir uma única sentença condenatória transitada em julgado, nunca. Ricardo Salles sabe que estará aposentado e inimputável quando alguém resolver julgar seus processos, e o Brasil estará completamente destruído pela sua criminosa gestão.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

MAIS UMA FARSA DO PLANALTO

 

Como os números da pandemia de covid-19 no Brasil estão, felizmente, caindo, o demagogo Jair Bolsonaro, em mais uma farsa da sua gestão, deseja no próximo mês de outubro instituir o Dia D, pelo enfrentamento da doença. Nas Unidades Básicas de Saúde, prevê-se distribuir um kit covid-19, com medicamentos, incluindo a cloroquina, com os quais o governo federal gastou inutilmente milhões de reais, e deseja desencalhar. Esse é, infelizmente, o perfil deste presidente, que nada fez para combater a pandemia, desprezou a ciência, incomodou o povo ao insistir em que o coronavírus era um “gripezinha”, que não deveriam respeitar o isolamento social, e, para as mortes, disse “E daí?” ou que não tinha nada que ver com isso porque não era coveiro. É de estarrecer, porém, que agora, como se tivesse sido o grande líder da coordenação das ações desta pandemia, na maior cara de pau, ele deseje transformar outubro em Dia D da covid-19. Esqueceu-se de que, ao lado de Donald Trump e de outros líderes, ganhou o Prêmio IgNobel deste ano, que teve entrega remota na Universidade Harvard, premiando os que nada fizeram contra a pandemia.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

*

EFICÁCIA COMPROVADA

 

Já prevendo uma segunda onda da pandemia, tal como já está acontecendo na Europa, o governo pretende realizar um Dia D de enfrentamento à covid19 em outubro, abrindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) para passar orientações sobre o tratamento precoce e medicar pacientes que, após a realização de testes, comprovarem estar contaminados. Nas UBS serão encontrados medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Muito bem! Antes prevenir do que não ter mais remédio, certo? Errado. A mídia, que não pode nem de longe pensar que essa medida possa ter bons resultados, já politizou o uso dessas medicações definindo que “não há eficácia comprovada sobre o uso dessas drogas contra a doença”. Digam-me, então, se existe hoje uma medicação de eficácia comprovada pelos órgãos responsáveis pela saúde. A ação preventiva, mesmo sem eficácia comprovada pelos cientistas mundiais, é melhor do que tentativa nenhuma, ainda que a eficácia já tenha sido comprovada em tratamentos precoces, e só não foi admitida pela mídia porque sua única preocupação é destruir a imagem de Bolsonaro. Que papel sujo.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

*

TENHAM FÉ

 

Não percais vós, caríssimos irmãos que creem no messias, nosso guru e guia espiritual Jairzinho Bolsopata vai turbinar vocês tudo aí com o kit cloroquina + hidroxicloroquina + azitromicina + ivermectina, o kit dos campeões precoces, para tratamento dos que têm precocidade, mas quer ser pontual. É bem simplinho – e é de grátis: no sabadão do dia 3 de outubro vocês dão uma passadinha numa daquelas UBS para pegar orientação e ganhar seu exclusivo kit covid-19, o kit dos campeões, sem gastar 1 tostão do seu bolso! É isso mesmo, já tá tudo pago pelo governo dEle. Não se esqueçam de quem cuida certinho e bem cuidado de vocês, irmãos! E sem cobrar nada: é uma doação do nosso residente no Alvorada. E, quanto mais gente cada um de vocês levar, mais depressa o vírus dá o fora do Brasil e foge para os países comunistas. Aleluia irmãos!

 

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

 

*

‘SÓ BOLSONARO’

 

Muito bom o artigo de domingo, 27/9 (página A12), de J. R. Guzzo (Só Bolsonaro). Concordo plenamente com o que ele escreveu, que nenhum presidente merece tanta atenção e que precisamos de uma opção. Duas sugestões seriam: 1) a imprensa dar menos holofotes ao presidente. Sei que não é fácil, pois todo dia tem uma bobagem nova, mas será que a estratégia dele não é “falem bem ou mal, mas falem de mim”? 2) Os partidos de centro se unirem em torno de uma alternativa. Marta Suplicy já começou um movimento. Neste momento, temos de esquecer desavenças passadas e nos unir em prol de um bem maior. Senão, como conclui Guzzo, as coisas vão continuar como estão (ou piorar).

 

Inês H. de Melo ineshmelo@gmail.com

São Paulo

 

*

POPULISTA IRRESPONSÁVEL

 

Por mais de uma década assinei a revista Veja. Era leitor assíduo da coluna de J. R. Guzzo. Ele tinha muita clareza e poder de síntese para traduzir as mazelas do País. Infelizmente, ele se perdeu no fanatismo pelo atual presidente da República e disse na coluna de domingo (27/9) que não adianta culpar o presidente por tudo. Discordo frontalmente do jornalista. Deveríamos ter um líder responsável e capaz. Mas temos um populista despreparado e irresponsável. Que, após a pandemia, lutemos nas ruas por voto distrital, fim do foro privilegiado e prisão após condenação em segunda instância.

 

Artur Galvão artur.galvao@outlook.com

Santo André

 

*

ÓRFÃO

 

Mais uma vez J. R. Guzzo (Só Bolsonaro, 27/9, A12), com argumentação não agressiva e real, vem alertar sobre a popularidade de 40% alcançada pelo atual mandatário. Será que muitos não entendem ou seriam estes 40% atuais, que podem mudar até a eleição, brasileiros mercenários, ou são incapazes, por diversas razões, de enxergar além de seu estreito horizonte pessoal? Aliás, pessoalmente, estou mais perdido que cego em tiroteio na escolha atual de algum nome, sem exceção, incluindo Bolsonaro, em quem votei, como 57 milhões o fizeram (80% para retirar o PT do poder). Já escrevi a esta coluna preocupado, pois “onde está a oposição?”. não aquela que após 12 anos conseguimos tirar. Estão olhando o rabo do outro sistematicamente, no jargão popular, e não olhando para o seu próprio. Se pensarmos que isso se deve ao auxílio emergencial, o que de fato deve influenciar nesta popularidade, mas o quanto e até quando? Se o for, não temos democracia, e sim compra de votos. Pronto, achamos a desculpa. Como diz Guzzo, algo deve estar errado com o Brasil, quando os maiores personagens são Davi Alcolumbre, Dias Toffoli e o apresentador de TV Luciano Huck. E completa: será que desejamos a volta de um ex-presidente que a Justiça já condenou por corrupção, em três instâncias? Acordem, políticos de oposição, somos eleitores e pessoas preparadas, e não incautas. Quais os grandes projetos para nós, povo, elaborados por uma oposição que se diz responsável? Não vi nada ainda. É uma pena, mas atualmente eu, pessoalmente, estou órfão.

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

*

COVID-19 MATA

 

Apesar do coronavírus, aparentemente sob controle no Espírito Santo, temo pelo seu crescimento. Explico. Os 9 km da orla em Vila Velha (ES) estavam repletos, no fim de semana, mas poucos usavam máscaras na praia, caminhando, pedalando ou correndo, daí o perigo. Perdi no Rio de Janeiro, vítima de covid-19, meu amigo Antônio Carlos Coelho, “Tunana”, na sexta-feira.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

*

‘ENSAIO SOBRE A DOR DO OUTRO’

 

Ao ler a crônica de Gilberto Amendola (Estado, 28/9, H6), fiquei a refletir sobre essa verdade de nossa vida. Sempre nos importamos com nossos problemas, corremos sempre à busca de algo que sempre está distante, mas nos esquecemos de que tudo ocorre a todos da mesma forma. A dor, quando em nossa casa, é sofrimento, angústia, lágrimas. Na casa de nossos vizinhos e conhecidos é apenas algo que logo passará. Parabéns pelo texto. Excelente reflexão!

 

Antonio Carlos Nogueira anogueira56@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

Pungente e poética a crônica Ensaio sobre a dor do outro, de Gilberto Amendola (Estadão, 28/9, H6).

 

Flora Bender chrisbender@terra.com.br

São Paulo

 

*

FUTEBOL, POLÍTICA E DIREITO

 

Os jornais costumam separar as páginas de esporte das demais que cuidam de outros temas, como a política. Porém, a análise do que ocorre com o esporte de ponta – o futebol – no affaire ligado ao jogo Flamengo x Palmeiras, não dispensa a verificação dos males abrangentes que assolam nosso país. Pediu-se na Justiça do Trabalho em primeira instância no Rio de Janeiro a suspensão da partida, em vista de mais de uma dezena de jogadores do Flamengo estarem acometidos da covid-19, certamente contaminados por praticarem sem máscaras uma atividade desportiva aglomerada, enquanto técnicos, reservas e dirigentes ficam protegidos. Suspensa inicialmente a partida, a decisão do TRT da 1.ª Região foi alterada por autoridade do TST, que a manteve. Pondere-se: a) que a Constituição da República consagra os valores da vida e da saúde, de um lado, e do lazer, de outro, e qualquer criança sabe dizer qual o mais importante; b) está na hora de nossos tribunais se harmonizarem minimamente, em homenagem à segurança jurídica e à seriedade do Direito enquanto ciência; e c) a regra das corporações do futebol de que não se pode exercer outra regra constitucional, que assegura o acesso universal ao monopólio estatal da Justiça, assentado há séculos, é chapadamente inconstitucional. Entre a saúde e a vida e o lazer, a opção do bom senso é de uma obviedade latejante e a razão recomenda a suspensão de todos os campeonatos futebolísticos.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

*

QUEM MANDA MAIS?

 

Os Três Poderes não se entendem e querem mandar em tudo. Depois, monocraticamente, um “quarto poder” libera geral. A Justiça comum passa por cima da Justiça desportiva. Quem fechará as porteiras colocando cada um no seu devido lugar?

 

Milton Bulach  mbulach@gmail.com

Campinas

 

*

JOGO POLÊMICO

 

O Flamengo armou um enorme escarcéu, tentando jogar torcedores contra o protocolo sanitário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aprovado pelos clubes e pelo Ministério da Saúde. A medida foi adotada para ser respeitada, e não para privilegiar clubes. Nada foi feito de afogadilho nem com amadorismo. Não é novidade que o Flamengo tem excelente time e dinheiro sobrando, mas seus dirigentes não são donos da verdade. Precisam respeitar decisões superiores. O jogo polêmico, Palmeiras e Flamengo, foi realizado. Os meninos do mengo deram show de bola. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

*

O PREÇO

 

O Flamengo está pagando o preço da sua soberba. O sucesso da equipe no ano passado, e que este ano não é nem sombra do que foi, levou os dirigentes a acharem que ainda estavam no ano passado. Forçaram o reinício do Carioca, que ainda conquistaram aos trancos e barrancos. Procuraram a CBF para iniciar o Brasileiro. E aparece um Atlético-GO que mostrou que o buraco é mais embaixo e um Independente del Vale mostrando que a realidade é outra. Infectaram vários jogadores e alguns dirigentes. Estavam praticamente sem time para enfrentar o Palmeiras. Mas a culpa é do clube. Por que não inscreveram o limite de jogadores permitidos nos regulamentos do Brasileiro e da Libertadores? O Flamengo não é melhor que ninguém. Sujeita-se ao mesmo tratamento dos demais. O que a diretoria precisa fazer é calçar as sandálias da humildade, como dizia Nelson Rodrigues. Estão com o nariz muito empinado. E, para concluir, que coisa feia mandar o funcionário embora porque tirou a foto do grupo no avião sem máscara.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

SOBERBO FLAMENGO

 

Presidente do Atlético-MG diz que irá pedir banimento do Flamengo do Brasileirão (Estado, 27/9). Em 1981, no Serra Dourada, em Goiânia, o Atlético Mineiro, jogando contra o Flamengo pela Libertadores, num dos episódios mais vexatórios da história do futebol, teve cinco jogadores expulsos, entre eles o genial Reinaldo, que desafiava a ditadura militar comemorando seus gols com o punho cerrado. A ojeriza que o soberbo Flamengo – palanque habitual de Jair Bolsonaro – desperta hoje no meio futebolístico nacional há décadas é sentida pelos ardorosos torcedores do Galo.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

*

ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

 

O candidato Russomano, apelidado de cavalo paraguaio, pois sempre começa em primeiro lugar nas pesquisas – e desta vez não foi diferente –, tem agora outro calo a lhe incomodar: a filha e o genro (Filha de Russomanno e genro são acusados por esquema de ‘pirâmide’Estado, 26/9). Mas sabemos, pois, que São Paulo, apesar de já ter elegido Celso Pitta, não deixará o candidato perder o apelido.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*

APOIO

 

Bolsonaro posa para foto com Russomanno em São Paulo (Estado, 26/9). Ah, Celso Russomanno, digas com quem andas e te direis aonde vais parar...

 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

PICARETAS DO NOVO (OU DE NOVO?)

 

Olha o patrimônio do seu Sabará, mano (Novo suspende candidatura de Filipe Sabará à Prefeitura de São PauloEstado, 23/9). Aí eu faço concurso e quebro o Estado. Vamu faze uma reforma tributária pra taxa esse granado ai. Só com dinheiro da Magalu e desses picaretas do Novo já dá pra diminuir o déficit público. Mas aí os “liberais” não aceitam, a velha política com novo partido. É assim que se enganam os trouxas. Vamu demonizar o servidor público, enquanto aumentamos nossa fortuna neste país de miseráveis, dizem eles. Espertalhões, se fraudam o currículo, imagina do que mais não são capazes.

 

Márcio Costa Rodrigues marciocr.go@hotmail.com

Macapá

 

*

MOBILIDADE

 

É impressionante a velocidade de desenvolvimento das novas tecnologias utilizadas na mobilidade, como mostrou o caderno deste sábado (Estado, 26/9). Diante deste cenário, revolta ver que aqueles que decidem em nosso país de tudo fazem para dificultar a prospecção de petróleo, que logo será uma commodity sem utilidade. Urge utilizar essa riqueza para o bem de nosso povo.

 

José Celso de Oliveira jcelsooliveira@gmail.com

Piraju

 
 
 
Área de anexos
 
 
 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.