Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 03h00

Eleições

O voto e os representantes


O editorial O voto e suas consequências (13/11, A3) é preciso ao criticar, com justeza, a atitude de eleitores que não se consideram representados pelos eleitos. Entretanto, não se pode deixar de considerar o outro lado, a contrapartida: a obrigação de os eleitos legislarem e governarem para todos, e não só para os que os elegeram. Parece óbvio, mas não é, e não são poucos os exemplos dessa distorção, a começar pelo presidente Bolsonaro, que parece governar apenas para sua plateia cativa. Aprender a votar é um processo contínuo, a sociedade já evoluiu um tanto nesse aspecto, mas há muito chão pela frente. De outra parte, o bom desempenho de nossos representantes exige um item chamado ética, palavra, infelizmente, desconhecida de muitos deles.


LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Falta de compromisso


Apesar de concordar com a defesa e a importância do voto num regime democrático, há que considerar que as reclamações quanto ao descompromisso dos eleitos com as expectativas de seu eleitorado têm origem não totalmente numa atitude equivocada e cômoda dos eleitores, mas, sim, nos exemplos diários, e abundantes, dessa falta de compromisso, que a própria imprensa, e o Estado em especial, não se cansam de noticiar. Logo, a solução para efetivamente o poder emanar do povo e ser exercido em seu nome seria estabelecer o voto distrital puro com a possibilidade de recall, que, infelizmente, as elites políticas não têm interesse em ver implementados.


CARLOS AYRTON BIASETTO

CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Democracia


Todos os brasileiros devem ter ciente que, quando elegemos um cidadão para um cargo político, não lhe damos poder, nós o outorgamos. Ou seja, nós permitimos que eles governem em nosso nome, pois o poder continua em nossas mãos.


RICARDO BESSA GONÇALVES

RICARBESSA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Sofríveis


Campanhas eleitorais deveriam mostrar cidadãos íntegros e bem conceituados em suas comunidades. Os partidos políticos têm muita culpa pelo baixo padrão de seus quadros. Verdadeira aberração. A propaganda política expõe a má qualidade dos postulantes e dos partidos que os acolhem. É preciso ficarmos atentos, para não jogarmos o nosso voto no lixão.


JOSÉ PERIN GARCIA

JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ


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Insalubridade


Não há nada tão contaminado quanto o ambiente político nacional. Nem 500 eleições resolvem, da primeira à quingentésima será sempre mais do mesmo. O quadro é aterrador e, no meu entender, irreversível.


RICARDO C. SIQUEIRA

RICARDOCSIQUEIRA@GLOBO.COM

NITERÓI (RJ)


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Fiasco


Com a legislação eleitoral que temos, com os mesmos candidatos de sempre sendo favorecidos, chegamos à situação, cada vez mais habitual, de ter de escolher o “menos ruim”. Assim fica difícil chegar a um futuro melhor. A propósito, os candidatos que procuraram o apoio do presidente Bolsonaro se deram mal. Isso mostra o derretimento dos tão propalados 57 milhões de votos que recebeu em 2018 e a grande decepção do eleitorado com seu governo.


LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Sem remuneração


O cargo de vereador, a meu ver, não deveria ser remunerado, e sim com era antigamente, colaboração graciosa em prol da comunidade. No máximo, receber por alguma despesa legítima e comprovada. Nas esferas estadual e federal não deveria ser diferente. Imaginem a economia que a Nação teria. Hoje o que se vê é a “profissão” de político, uma casta privilegiada sustentada pelo povo, como enfatizou Modesto Carvalhosa, com quem me solidarizo, em excelente artigo no Estado.


HOMERO HAYMUSSI

HHAYMUSSI@YAHOO.COM.BR

MORRO DA FUMAÇA (SC)


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Eletrobrás

Privatização em risco


Não é surpresa o Congresso Nacional ser contra a privatização da Eletrobrás (Apagão põe venda da Eletrobrás em risco, 12/11, B7). Como ocorre com muitas estatais, os políticos colocam lá seu apaniguados, sem concurso. Várias empresas da área de energia já foram privatizadas e operam sem problemas. No caso do pagão no Amapá, o que precisamos conhecer em primeiro lugar é por que os sistemas de proteção elétricos e de incêndio não operaram a contento. O projeto eletromecânico era deficiente? Existiam erros de projeto? A agência que fiscaliza as concessionárias obriga a emissão de laudos periódicos realizados por peritos especializados sobre a situação das subestações, linhas de transmissão e hidrelétricas?


JOSÉ LUIZ ABRAÇOS

OCTOPUS1@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Economia

Insegurança jurídica


Raul Velloso discorre com clareza sobre a insegurança jurídica como causa primordial do gigantesco custo Brasil, especificamente no caso das concessões (Sem segurança a infraestrutura e o PIB morrem, 12/11, B8). É oportuno lembrar que esse custo não é gigantesco só nesse caso, mas em quase todas as atividades. O mais triste é que o constituinte de 1988 construiu uma gigantesca estrutura para o Judiciário (artigo 92) e o que temos visto é ainda mais morosidade e insegurança. Tudo indica que devemos rever isso para tornar viável a competitividade do Brasil neste mundo cada vez mais dinâmico, uma vez que o que pode morrer não é só o PIB.


JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Fórmula 1

Em São Paulo


Interlagos até 2025. Perdeu outra, Jair!


JOSÉ ROBERTO PALMA

PALMAJOSÉROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



TURISMO DA ANVISA?


Achei estranha a notícia de que o pessoal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai agora à China para verificar as instalações da Sinovac, empresa que fabrica os insumos da Coronavac, e da Wuxi Biologics, empresa que produz os matérias da vacina desenvolvida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, e vão ficar lá por um mês, à nossa custa. Precisa ficar todo esse tempo? A visita é técnica ou turística? Com o Executivo que temos, pensa-se logo que serão dois dias científicos e 28 turísticos.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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CRISE DE CREDIBILIDADE


Fica difícil, daqui por diante, confiar na credibilidade da Anvisa como instituição séria e independente, bem como se torna cada dia mais longínquo o tempo em que acreditávamos na boa reputação das Forças Armadas como poder moderador imparcial, capaz de proteger nosso país sem estar envolvido com o governante da vez. Sem contar com outras, é muita perda para um povo só! É muita sensação de desamparo. É triste, convenhamos!


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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O FIM DA PICADA


Um contra-almirante, Antonio Barras Torres, diretor-presidente da Anvisa,  indicado ao cargo pelo Bozo, aturar pressões deste capitão de meia tigela; e Hamilton Mourão, um general, ter de explicar o significado de “tem pólvora” alegando tratar-se de retórica, é o fim da picada. Já não se fazem oficiais generais como antigamente...


Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)


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TRAPALHADAS


Chega-se a sentir calafrios ao verificar a ingenuidade ou falta de profissionalismo destes notáveis órgãos, sedes da ciência, quando conduzidos por trapalhões que titubeiam no escuro, em se tratando da vacinação tão ansiada e tão necessária para a população. As trapalhadas de “meias” informações (trocadas entre eles) e a tomada de posição drástica pela Anvisa de suspender as pesquisas com a vacina Coronavac, sem que antes obtivesse informações completas, claras e definitivas do Instituto Butantan e de outros órgãos internacionais parelhos nesses estudos com respeito à morte do voluntário, foram de uma insensibilidade de estarrecer. Por acaso os responsáveis maiores pela Anvisa não sabem, ou fingem não saber (para agradar Il Duce), que nestas questões: pressa é defeito; rapidez é virtude. Pressa é espadanar-se; já a rapidez é calma, é passo bem pensado: pour ne retrousser chemin (para não ter de voltar atrás)? Não deveria, pois, a Anvisa calar-se e rapidamente inteirar-se da real situação da morte do voluntário, para, então sim, com a rapidez necessária, tomar as necessárias providências científicas, em vez de espadanar-se pelos veios políticos e correr para a imprensa espalhar uma tal qual fake news e, em seguida, retrousser chemin, quase de forma pueril? Isso, por acaso, não é mil vezes pior? Que ideia se há de fazer da ciência no Brasil quando trapalhadas como esta vêm assustar desnecessariamente o povo, já assombrado e deprimido com esta situação dolorosa que vivenciamos?


Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo


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DEMISSÃO IRREVOGÁVEL


Confirmado que a morte de um voluntário nos testes da vacina Coronavac – em desenvolvimento através de uma parceria do laboratório chinês Sinovac com o instituto brasileiro Butantan – foi por suicídio, restou à Anvisa autorizar a retomada imediata dos testes, por um questão de respeito a essa conceituada instituição e a mais de 1 milhão de pessoas que já morreram ao redor do mundo. Agora, espera-se, por decência, que o diretor da agência – indicado pelo presidente, que comemorou a morte como uma vitória política – e os demais membros envolvidos peçam demissão coletiva e irrevogável.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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JOGO SUJO


O presidente Jair Bolsonaro faz jogo sujo com o povo brasileiro. Ora, não dá a mínima para os mais de 162 mil óbitos no País, optando por confrontar o governador João Doria e a vacina chinesa Coronavac. Nomeou, no mês passado, Meiruze Sousa Freitas e Cristiane Rose Jourdan Homes como diretoras – para atuar “para ele” – na Anvisa. Na verdade, com o imbróglio sobre o voluntário suicida, Bolsonaro teve felizes orgasmos dizendo que Doria havia perdido “mais uma”. Não obstante e apesar de o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, jurar de pés juntos que o órgão “não é parceiro de ninguém e nem mesmo se envolve em discussões políticas”, com o jogo sujo e baixo de Bolsonaro tudo pode acontecer de tenebroso. Afinal, para quem já interveio até na Polícia Federal, imaginem na Anvisa. Alguém duvida? 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘A MORTE DA DECÊNCIA’


O editorial A morte da decência (Estado, 11/11, A3) toca em aspectos atuais do desgoverno de Jair Bolsonaro, mas há que considerar que indecente o presidente é desde sempre. Ele prega a morte desde a conspiração para explodir o sistema Guandu de abastecimento de água no Rio de Janeiro. Nunca foi decente, defendendo o assassínio na ditadura, a morte de presidentes e usando de artimanhas milicianas para manter a si e seus filhos no poder. A ação do momento será substituída por outra pior ou da mesma lástima, bem o sabemos. No caso específico da vacina, a Anvisa já voltou atrás, dando indícios de que houve intervenção palaciana no órgão. Mas Bolsonaro continuará a rir de nossos mortos, já que tem algum acordo espúrio com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que dorme sobre as dezenas de pedidos de impeachment que poderiam nos livrar deste mal maior.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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VITÓRIA DE PIRRO


Entre Bolsonaro, Anvisa, Instituto Butantan e Comissão de Ética  que se manifestaram sobre a suspensão dos testes da vacina Coronavac, o resultado é um só: quantas vidas foram sacrificadas pelo atraso até a efetiva retomada dos trabalhos para averiguação da eficácia da vacina? A resposta pode ser encontrada pelo exame da média de óbitos causados pela covid-19. Politicagem rasteira, insensibilidade com a vida humana, burocracia inconsequente e burrice canhestra serão o rescaldo deste triste episódio de nossa história, além das vidas que seguramente serão sacrificadas pelo incongruente evento. Essa é a vitória de Pirro de que se orgulhou o nosso presidente?


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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‘O RATO QUE RUGE’


Fui obrigado a emprestar o título de um antigo filme britânico para comentar os pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro, tresloucado, em decorrência da derrota de seu ídolo nos Estados Unidos. Ao comentar a possível sanção norte-americana como resposta às queimadas na Amazônia, mencionada pelo presidente eleito Joe Biden, Bolsonaro disse que seria necessário substituir a diplomacia pela pólvora. Comemorou nas redes sociais o fato de a Anvisa suspender os testes da vacina chinesa, afirmando – pasmem – ser “mais uma que Jair Bolsonaro ganha!” (uma vitória de Pirro, como sabemos hoje). Ora, só uma pessoa fora do seu juízo normal comemoraria o atraso de uma vacina, principalmente sendo o responsável por o Brasil estar em segundo lugar no planeta em número de mortos pelo vírus. Não por coincidência, os Estados Unidos do seu “herói” está em primeiro lugar, pois ambos moveram uma batalha insana contra o uso da máscara, por exemplo. Quanto à declaração de Biden, a reação do presidente é ridícula, como de hábito. O último que se deu bem com uma funda foi Davi. Eis a diferença de potencial bélico entre nós e os Estados Unidos e qualquer outra potência estrangeira. Aliás, não precisam invadir mais nenhum país, visto que podem colocá-lo em situação crítica com um embargo econômico. O presidente não acompanha corretamente a política exterior internacional. Vê-se pela nomeação de um incompetente ministro das Relações Exteriores, seguidor das ideias singulares de um filósofo autodidata. A ignorância do presidente sobre o aquecimento global é impressionante, e, a meu ver, não podemos esperar o término do seu mandato para consertarmos o que sobrar. A sua competência em destruir é inversamente proporcional à sua capacidade de construir algo útil. Ainda que, por uma hipótese absurda, o presidente tivesse razão sobre o aquecimento global, ele não poderia agir como vem agindo, pois estaria remando contra a maré. Quanto ao presidente ter dito que o Brasil é um “país de maricas” por se proteger da covid-19, visto que do seu ponto de vista sou um deles, digo em minha defesa que há uma enorme diferença entre ser maricas e um homofóbico irresponsável.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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VISÃO PRESIDENCIAL


Presidente, na sua visão, o Brasil já perdeu mais de 162 mil maricas. É isso?


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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QUANDO FALTA HOMBRIDADE


“País de maricas”, disse aquele transtornado senhor, que mantém sempre sob suas asas seu pequenos rebentos, aos quais falta hombridade para se defenderem sozinhos dos ilícitos que lhes são atribuídos, de amplo conhecimento nacional...


Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba


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A PLANTAÇÃO E A COLHEITA


Maricas são todos os ministros que obedecem cegamente aos desmandos do chefe, sem discussão. Eles simplesmente encolhem o rabo no meio das pernas e dizem “amém”. Ou seja; para que existem os ministros, se eles são contrariados e humilhados? Bolsonaro está plantando um futuro cujos frutos maléficos ele mesmo vai colher e nós, povo trabalhador, infelizmente também.


Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo


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‘MARICAS’


Maricas não é o povo que, mesmo mal remunerado, paga tanto imposto sem ter o devido retorno porque há décadas sustenta imorais privilégios dos Três Poderes. Ao contrário, é herói, que clama por justiça e que, doente e esquecido, até em estado terminal enfrenta pacientemente longas filas, e até morre jogado como carga nos corredores lotados dos hospitais do SUS sem equipamentos, sem remédios e sem médicos. Não sei se maricas, mas insanos, egoístas, perversos e caras de pau (só não heróis) são todos os que, à custa deste povo sofrido, nesta “democracia” que tanto defendem, vão ao Sírio-Libanês e ao Albert Einstein, com todo conforto, luxo e segurança, receber atendimento de Primeiro Mundo quando precisam. Tal comportamento mostra total insensatez e, principalmente, falta de vergonha na cara. Nós queremos, merecemos e pagamos por um Brasil que não temos!


Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul


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SORTE OU AZAR?


Alô, Mourão, sorte sua que é “indemissível”, caso contrário sua cabeça teria rolado e teria de se juntar a nós, maricas. Se bem que não sei se isso é realmente sorte ou um brutal azar por ter de conviver com e ouvir as asneiras do seu lunático chefe.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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COVID-19 E ELEIÇÕES


Minha esposa e eu não vamos votar este ano. Além de idosos, eu tenho comorbidades. De qualquer forma, somos voluntários para ingressar na tropa de “maricas” que vai invadir a Flórida tão logo haja vacina para a covid-19.


Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo


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IPTU EM SÃO PAULO


É inacreditável o que o sr. Bruno Covas, prefeito de São Paulo, disse em entrevista ao Estado: “Durante e nossa gestão, o IPTU não teve nenhum aumento real, apenas a reposição da inflação”. Isso é uma grande mentira. No ano passado, ele anunciou com toda pompa que o IPTU seria aumentado em 3,5% em 2020. Isso não aconteceu e o IPTU foi amentado em 15% para imóveis comercias e em 10% para imóveis residenciais. Aliás, esse aumento abusivo vem ocorrendo todo ano desde 2014 e não temos onde reclamar a não ser por este Fórum dos Leitores. Os vereadores, que não servem para nada, não contestam esse aumento absurdo que o prefeito propõe. Interessante é que, quando o sr. Covas é perguntado sobre esse aumento abusivo, ele confirma que é a reposição da inflação! O Ministério Público não deveria contestar esse aumento?


Idilio Vallini marielconst@globo.com

São Paulo


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CRIATIVIDADE COM O IPTU


No Estado de domingo (8/11), Bruno Covas declarou: “Durante a nossa gestão, o IPTU não teve nenhum aumento real, apenas a reposição da inflação”. Não mencionou o famoso “PGR”, ou aumento de imposto pela correção da planta genérica de valores. Acontece que essa correção, ano após ano, aumenta o IPTU no porcentual mágico de 10%. Consequentemente, e na maioria dos casos, o valor venal do imóvel já ultrapassou o valor de mercado. A prefeitura sugere, nestes casos, que os proprietários solicitem correção através de um processo burocrático, lento, dispendioso e com baixa possibilidade de sucesso, pois a prefeitura sempre tem a última palavra! Temos de reconhecer a criatividade dos prefeitos de São Paulo para aumentar a arrecadação, o que nem sempre resulta em benefício para os moradores.


Ronny Contarelli mcontarelli@uol.com.br

São Paulo


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MUITO ALÉM DA INFLAÇÃO


O prefeito mente quando diz que teve apenas a reposição da inflação no aumento do IPTU. O meu e o de muitas outras pessoas teve um aumento de 100%. Tenho o carnê como prova.


Nelson Filho nelsonfilho1960@gmail.com

São Paulo


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NA PELE


O IPTU de São Paulo está matando empresas, pessoas, aniquilando empregos e roubando casas e sonhos. Como aposentado que gasta muito com remédios, estou sentindo na pele o lado perverso do IPTU com valor de reajuste superinflacionado. Sei que não estou sozinho, existem milhões de pessoas na mesma situação, mas unidos podemos mudar esta situação. Agora, na eleição, vamos votar nos candidatos que têm como propósito tornar o IPTU justo.


José Carlos Costa Policaio@gmail.com

São Paulo


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PROPAGANDA NEGATIVA


O vereador Milton Leite (DEM), candidato à reeleição, notório político contra o IPTU justo, está processando a candidata a vereadora Naomy Sholling (Novo) pelo simples motivo de ela falar a verdade sobre as verbas recebidas para campanha, sobre os gastos e por ser ele contra o IPTU justo. O maior absurdo é que ele declara em sua ação que a verdade é uma propaganda negativa. Aos eleitores, cabe agora refletir sobre a retidão moral deste candidato, e cabe à Justiça fazer sua parte negando esta ação indevida.


José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo


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PROMESSAS IRREAIS


Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, ficou bravinho e entrou com um processo contra um candidato a vereador que percebeu e publicou inconsistências em sua proposta de governo. Ora, ora, candidato a prefeito, não sabe que uma das funções principais do vereador é justamente fiscalizar o Executivo? Ora, ora, candidato a prefeito, ignora o ditado que diz que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”? Que bobagem entrar com um processo que apenas mostra que o futuro vereador sabe muito bem qual será uma de suas funções quando eleito.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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ENQUANTO ISSO, NA ALESP...


A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) mais uma vez dá demonstração de sua ineficiência, falta de compromisso e de respeito pelos cidadãos paulistas. Em plena pandemia, pico em maio, resolveu fazer uma reforma naquela casa, para instalar ar-condicionado, fazer um jardim, etc., ao custo de – pasmem –R$ 7,5 milhões, o mesmo custo para montar um hospital de campanha.  Desse valor, R$ 3,5 milhões e meio vão para a segurança dos deputados. Que segurança? Proibir que o cidadão entre lá e cobre pelos serviços que deveriam prestar? A Alesp votou prontamente com o governador contra os professores aposentados, que, além de receberem um salário aviltante, ainda sofrerão descontos maiores em seus salários. Faz muito tempo que a Alesp não entrega o que custa. Não é uma casa que trabalha por São Paulo, é refém do governador. Aguardem 2022, a cobrança virá.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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REFORMA NA ALESP


Reforma na Alesp já se arrasta por mais de seis meses e consumiu R$ 7,5 milhões de dinheiro público, em plena crise causada pelo coronavírus. Enquanto isso, o governo paulista reduz o ganho de aposentados e pensionistas com aumento de alíquotas de descontos para fazer caixa. E João Doria quer ser presidente do Brasil.


J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré





 

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