Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 03h00

Tragédia na estrada

Risco antecipado

Um gravíssimo acidente na região de Avaré (SP) provocou a morte de dezenas de trabalhadores, após choque frontal entre um caminhão e um ônibus. A rodovia SP-249 entre Taguaí e Taquarituba é de pista simples, sinuosa, muito perigosa por falta de duplicação das faixas de rolamento. A instalação de dois pedágios na região de Avaré provocou enorme aumento no fluxo de caminhões, ônibus e carros nesse trecho, para fugirem da taxa. Adicione-se a completa falta de fiscalização, por ausência da Polícia Rodoviária e de radares, apesar da constante cobrança de moradores das duas cidades. Seguidos acidentes graves já antecipavam que uma grande tragédia poderia acontecer ali. E aconteceu.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Tecnologia 5G

Ataques à China

O Brasil prepara-se para o leilão da tecnologia 5G, assunto de grande importância e extremamente sensível, de altos investimentos, que envolve tecnologia, defesa, segurança, geopolítica, enfim, interesses vitais da Nação. Um tema crítico que traz em seu contexto conflitos e interesses geopolíticos e competitivos, notadamente entre EUA e China, esta representada pela empresa Huawei, acusada de trabalhar com o governo chinês. O governo Trump vinha induzindo – se não impondo – o presidente Jair Bolsonaro a recusar a tecnologia chinesa, o que eleva o grau de sensibilidade do assunto. E os inadequados ataques do deputado Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, à China só trazem contribuição negativa, dificultando ainda mais um diálogo racional e causando mal-estar desnecessário com parceiros importantes do País. O Brasil é um grande mercado, pode se beneficiar do melhor resultado possível do leilão do 5G sem a necessidade de hostilizar quem quer que seja. É questão de refletir, avaliar, dialogar, negociar e procurar seus melhores interesses com serenidade e isenção. Mais saliva e menos combustível incendiário!

LUIZ A BERNARDI

LUIZBERNARDI51@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Um cabo e dois soldados

Não bastasse a acusação paranoica e estapafúrdia do deputado Eduardo Bolsonaro de que a China pretende praticar espionagem por via de sua rede 5G, o filho 03 do presidente classificou o Partido Comunista Chinês como “entidade agressiva e inimiga da liberdade”. Bem, só para constar: que moral tem quem já defendeu a volta do AI-5 e o fechamento do Supremo Tribunal para acusar outros de inimigos da liberdade?

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Desgoverno Bolsonaro

Balanço de dois anos

Ao terminar o segundo ano de mandato, são estas as principais realizações do “governo” Bolsonaro. O PIB do Brasil caiu da 8.ª para a 12.ª posição no ranking mundial. A taxa de desemprego passou de 8% para 14%. A dívida pública pulou de cerca de 70% para 100% do PIB. A inflação voltou a mostrar sua cara. O Brasil conseguiu se indispor comercialmente com os três principais blocos geopolíticos: EUA, China e União Europeia. O Brasil virou “pária internacional” no que se refere a meio ambiente e direitos humanos. Será que o País aguenta mais dois anos?

MARIA JÚLIA PACHECO DE CASTRO

JULIAPCASTRO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Perfil temerário

Pior que um despreparado obtuso é um obtuso despreparado que se julga inteligente e apto. E mais perigoso. O estrago que pode causar é incomensurável!

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Economia

Voo de condor

Quando ouço Paulo Guedes falando platitudes, tenho vontade de implorar que ele dedique um tempinho a conhecer a obra e o pensamento do saudoso Celso Furtado, que dedicou a vida a estudar as causas do nosso subdesenvolvimento. Reconhecido mundialmente, Furtado esmiúça o sistema econômico brasileiro. Seu diagnóstico: nossa industrialização ocorreu de maneira dependente dos países que se industrializaram primeiro e para superar esse fosso é necessária uma intervenção estatal que realmente auxilie o desenvolvimento social e econômico dos menos favorecidos. Nosso subdesenvolvimento demanda medidas mais profundas do que simples esmolas mensais – indispensáveis, mas insuficientes. O Brasil merece um economista que pense além de 2022. Carecemos de análises arrojadas que envolvam as ciências econômicas, sociais e políticas. O voo não pode ser de galinha, mas de condor.

MARIZE CARVALHO VILELA

MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Educação

Desigualdade

Em entrevista de Paulo Tafner (25/11, B3), ficou claro que o Estado pouco entrega ao cidadão quando o assunto é educação universal e de qualidade. Além da constatação de que há péssimos gestores em cargos estratégicos, faltam pessoas com empatia e visão de coletividade em postos-chave. Numa época em que todas as nações deveriam conversar entre si e somar esforços para vencer obstáculos os mais diversos, em âmbito interno não vemos essa pauta evoluir. Até quando?

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA


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Maradona

‘Adiós, pibe de oro’

Muito triste a notícia da precoce morte de Diego Maradona. Apesar dos abusos, que não foram poucos, foi um grande jogador, com um dom excepcional, e fez história na conquista do bicampeonato mundial da seleção argentina, em 1986, e também no time do Napoli, onde jogou ao lado dos brasileiros Careca e Alemão, conduzindo o time a dois até então inéditos scudettos. Descanse em paz.


RENATO AMARAL CAMARGO

NATUSCAMARGO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



TRISTE QUARTA-FEIRA

A colisão entre um ônibus e uma carreta numa rodovia do interior de São Paulo provocou a morte de pelo menos 42 passageiros. Um fato lamentável e que se repete nas várias vias em todo o Brasil. É uma situação que preocupa. E, para completar, há a notícia do falecimento do craque de futebol Diego Armando Maradona, ídolo argentino. Dois fatos muito tristes.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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A MORTE DE MARADONA

Como num clássico tango, Maradona encarnou a alma argentina ao carregar toda uma enorme carga emocional, dramática e trágica tanto no campo de futebol como em sua vida pessoal. Os dribles, as viradas de corpo e os dois gols (um deles com a mão levantada) contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1986, agora são eternos na memória. A dependência química e o trágico desfecho servem de alerta para a queda da glória para o ocaso e as consequências para a saúde.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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DIEGO MARADONA

O falecimento de Diego Maradona é digno de luto no esporte mundial. Foi um dos principais atores do futebol, a ponto de, para os argentinos, superar o Rei Pelé. Sua acidez e polêmica sempre foram destaque na mídia Que Deus o acolha.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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ADIÓS

Maradona voltou para a Seleção Albiceleste...

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A soma da abstenção e dos votos nulos e brancos é maior do que os votos dos primeiros colocados em 483 municípios brasileiros, entre eles 18 capitais. Em São Paulo, 3,6 milhões de eleitores deixaram de comparecer, anularam o voto ou votaram em branco no ultimo dia 15. Isso significa mais do que a soma dos votos de Bruno Covas (1.754.013), Guilherme Boulos (1.080.736) e Márcio França (728.441). O que estaria levando tantos cidadãos a abrir mão do seu direito de eleger o governante de sua cidade? Quem não vota não estará moralmente habilitado a reclamar dos eleitos. Nos 57 municípios onde haverá segundo turno, ainda há a possibilidade de regeneração da participação popular. É importante que o eleitor compareça e vote, se não tiver motivação para escolher um dos finalistas, que vá por exclusão, votando naquele que entender “menos ruim”. Questão de lógica. Quando grande parcela do eleitorado se omite, baixa a representatividade da eleição e facilita o sucesso de representantes de setores radicais. Isso é um grave problema para todos. Compareça e vote!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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COVAS OU BOULOS

Orgulho-me de ser paulistana: a campanha eleitoral para o segundo turno tem sido conduzida de forma razoavelmente transparente, sem radicalismos, polarizações, xingamentos, memes e fake news. Isso permite ao eleitor conhecer mais a fundo os fatos e os dois candidatos. O que se sabe de boca própria? O senhor Boulos admitiu no programa Roda Viva que não tem experiência administrativa e que conta com sua vice, a ex-prefeita petista Luiza Erundina, para suprir essa falha. O que quer dizer que conta, também, com os métodos de exercer o poder do PT. O senhor Covas é experiente em política e em administrar nossa megalópole. Mas admite que não escolheu seu vice, o que mostra uma limitação de sua autonomia e faz pensar que, tal como Boulos, vai estar sujeito aos métodos de exercer o poder de outrem, no seu caso, o MDB. Ambos têm um programa bem elaborado, mas nesse quesito o senhor Boulos perde por duas razões. A primeira é que depende da Câmara dos Vereadores para aprovar seus projetos, mas sua bancada limita-se a 14 vereadores... Não vão sair do papel! E, se quiser que saiam, vai ter de atuar “à Bolsonaro”, fazendo alianças espúrias e pagando o preço de nomeações igualmente espúrias. A segunda é que não tem noção de composição de um Orçamento e da real disponibilidade das reservas municipais... Mas sua vice tem! Então, o que estão planejando: aumentar os impostos?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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GOVERNABILIDADE

Luiza Erundina, candidata a vice na chapa de Guilherme Boulos, concedeu entrevista afirmando que, em caso de vitória, a governabilidade virá por meio de relação republicana com a Câmara de Vereadores, sem ter de fazer concessões do ponto de vista ético. Lula governou com o mensalão e Bolsonaro está se mantendo com o Centrão. Qual será o “ão” da dupla Boulos/Erundina? Quem sabe será a invasão.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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LULA NA CAMPANHA

Na Bahia, a então candidata da estrela vermelha ao Palácio Thomé de Souza ousou pedir votos ao lado do presidiário. No dia 15/11, o povo baiano deu a resposta que ela merecia receber. Assim vai ser com o candidato Guilherme Boulos, que, numa afronta às nossas leis e instituições, aparece com o presidiário na sua campanha eleitoral para pedir votos aos paulistas.

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador


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BOULOS, O DUBLÊ DE LUIZ INÁCIO

Precisa ter um fígado de ferro para não vomitar bile a cada vez que ouço comentaristas de emissoras de rádio e de TV festejando o resultado da pesquisa que coloca Guilherme Boulos (PSOL) quase alcançando Bruno Covas (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O próximo passo dessas pesquisas tão isentas é colocá-los empatados às vésperas da eleição, e aí ouso dizer que isso já prepara o resultado para uma vitória de Boulos, o eleito pela mídia e esquerdistas em geral para ser o sucessor do criminoso às soltas pelo Brasil Lula da Silva. Um verdadeiro dublê. Boulos, que nunca ocupou um cargo político, nem de vereador, se acha preparado para governar a maior cidade do Brasil. Boulos, o professor graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP, vulgo fefelech, onde habitam estudantes especialistas em montar greves em cima de greves na universidade e movimentos de baderna e violência que só serviram para solapar o nome daquela que foi uma universidade reconhecida no exterior pela excelência no ensino). Pois bem, o fefelech Boulos tem uma especialidade, sim: ocupação de terrenos e imóveis legais, com incitação à violência, fazendo pouco do direito inviolável da propriedade privada garantido pela Constituição. Nesta campanha, sua fala ficou mansa, ponderada, pacífica, mas este não é o Boulos verdadeiro. Hoje, a esquerda em peso se uniu para reforçar sua campanha. Eu me pergunto: se o PSOL é um partido esquálido e se Boulos não tem a menor experiência em gestão, quem está votando nele são os mesmos 30% que sempre apoiaram a esquerda, portanto não acredito no número da pesquisa tendenciosa, pois os paulistas, no geral, não são ignorantes e gado conduzido. Não somos nem nunca seremos massa de manobra de lulistas, psolistas, comunistas e istas em geral. Vamos às urnas mostrar a verdadeira dimensão de Boulos em São Paulo, e olho vivo para não haver fraudes.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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‘PAZ E AMOR’

Que no decisivo segundo turno de domingo, 29/11, São Paulo não se deixe enganar. Esta nova postura paz e amor do líder radical dos invasores de propriedades públicas e privadas Guilherme Boulos, da raivosa extrema-esquerda do PSOL, não passa de maquiagem de última hora de marqueteiro político contratado. O que ele quer e prega em alto e bom som desde o início de sua carreira é o mote “nós vamos invadir a sua praia”.

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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FUNDOS

Os famigerados fundos eleitoral, criado em 2017, e partidário, este mais antigo, firmado em 1995, totalizaram aproximadamente R$ 3 bilhões em 2020 – grande parte vinda diretamente dos bolsos dos contribuintes – e foram canalizados para o financiamento das eleições municipais. Apesar de a Justiça Eleitoral regulamentar a distribuição destes recursos pelos partidos, sabe-se que a respectiva irrigação entre os candidatos coube às direções das agremiações. Está sendo divulgado pela imprensa o fato de que os que tentam a reeleição, de um modo geral aqueles que dispõem de patrimônio financeiro mais sólido, amealhado ao longo de mandatos anteriores, foram mais bem aquinhoados que os que decidem ingressar pela primeira vez na lide política. Tal tendência confirma, como seria de esperar, um objetivo explícito da cacicada, grudada ao poder como craca de navio, no sentido de consolidar a permanência do status quo no quadro de poder, cenário que dificulta a oxigenação de lideranças, atributo que caracteriza um dos pilares da democracia. Verifica- se, assim, que o nosso regime, além de caríssimo, estimula e eternização de poder e se revela como propulsor de afastamento do rumo para o qual deveria ser dirigido visando ao aperfeiçoamento democrático.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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NOVA POLÊMICA CONTRA A CHINA

Eduardo Bolsonaro, o Zero 3, mais uma vez serviu a seu mestre Donald Trump, de quem é admirador confesso, desrespeitando a China e suas empresas Huawei e ZTE, acusando-as de serem obrigadas a permitir o acesso do governo comunista chinês às suas redes (Eduardo Bolsonaro apaga publicação em que fala sobre 5G e ‘espionagem chinesa’, Estado, 24/11). A intenção do rebento presidencial é afastar os chineses da concorrência pelo mercado brasileiro das redes 5G, em favor da americana Clean Network, criação de Trump. Se a questão se limitasse à espionagem, tanto as redes americanas como as chinesas concorreriam em absoluta igualdade de condições, mas em termos de conveniência tecnológica e diplomática para o Brasil o leilão saberá aquilatar qual a mais adequada às nossas necessidades. Não será um falso fritador de hambúrgueres de uma lanchonete que só trabalha com frango assado que dirá o que é melhor para o Brasil.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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REAÇÃO CHINESA

Inconsequente, pueril e irresponsável o comportamento do presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro, ao acusar o governo chinês de espionagem “ao falar sobre a adesão do Brasil à chamada Clean Network (Rede Limpa) articulada pelos Estados Unidos junto a outros países”, que, na essência, tem como único objetivo excluir a chinesa Huawei dos serviços de tecnologia 5G. Tal ocorrência nos remete àquela história do cão vira-lata que, inconsequentemente, resolve revolver uma casa de marimbondos. Pela primeira vez a China, em dura resposta às absurdas insinuações feitas por um membro do governo brasileiro, declarou que “(...) vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil”. Não nos enganemos, o grande povo chinês tem olhos pequenos, mas não significa que estão dormindo: dois países do chamado Terceiro Mundo já estão sendo cogitados para começar a semear toda a soja de que aquele grande país necessita. Acorda, Brasil!

Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo


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ARRUACEIRO

Quem é este arruaceiro de nome Eduardo Bolsonaro, além de ser filho do presidente da República? Ora, desafia a China dizendo que aquele país iria espionar o Brasil por meio da sua rede 5G. Este elemento é tão cagão, que posta e, logo depois, apaga suas infâmias. Aliás, nem mesmo consegue fritar hambúrgueres para ser embaixador nos EUA. Fora, famiglia atrapalhada!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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PURGATÓRIO

Teremos de suportar as frustações e ansiedades de um governo desbussolado, com seu sistema nervoso central inquieto e bilioso, e o ministro da Economia cego em sua umbrosidade, até 2022, salvo se o ministro Luís Roberto Barroso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela primeira vez em nossa história, assumirem um protagonismo justo e enérgico. As provas que comprometem irremissivelmente a chapa Bolsonaro/Mourão já se encontram em fim de coleta e, subsequentemente, poderá ser tomada uma decisão de acolhimento das impugnações, afastamento de ambos, na segunda parte do mandato, e convocação de eleições presidenciais imediatas. É o que se espera para que os dois anos restantes não sejam nosso implacável purgatório.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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RACISMO NO BRASIL

Irretocável o texto A ignorância racista de Bolsonaro e Mourão (25/11, A3)! Maravilhoso, como sempre, o editorial deste admirável jornal.

Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto


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FOI A PORTEIRA QUE ABRIU...

Bolsonaro nega o novo coronavírus, nega também o racismo, que, antes de ele chegar ao Planalto, existia sim, mas estava sob censura. De forma camuflada, também legitima o garimpo ilegal, a derrubada da floresta, a invasão de terras indígenas. Parecer ter aberto uma porteira que fez emergir tudo o que há de pior no povo brasileiro. Metaforicamente, é a boiada passando livre e solta. Infelizmente, o dano causado vai deixar cicatrizes, e uma delas é a morte da ilusão de que somos um povo tolerante e cordial, aberto às diferenças. Hoje, como será a selfie que nos retrataria? O divisionismo que o lulopetismo iniciou se potencializou nestes tempos de bolsonarismo. Que venha logo uma vacina não só contra a covid-19, mas contra tudo o que tem representado este período que a Historia haverá de retratar como mórbido em todos os sentidos, pois que não é apenas uma tragédia sanitária, mas a demonstração cabal de que não somos, como povo, aquilo que imaginávamos. Podemos dar adeus à nossa santa ingenuidade, cair na real e amadurecermos de uma vez por todas, antes que não haja ponto de retorno. E, para isso, as escolhas de nossos representantes precisam ser olhadas com mais apuro e maturidade. Oxalá consigamos reverter este retrocesso no nosso processo civilizatório.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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POIS É, E DAÍ?

“Ministério gasta 2% da verba contra racismo”: isso comprova que o governo sabe economizar e talvez pretenda gastar os 98% que sobraram para fazer alguma coisa útil. Quem sabe comprar mais cloroquina? Ajudar o 01 nos negócios? Dar um revolverzinho a pilha para o 04, que está no ostracismo?

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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GESTOR EFICIENTE

O general de Intendência Eduardo Pazuello, já visto com desconfiança desde sua nomeação para ocupar o Ministério da Saúde, em substituição a dois ex-ministros médicos e competentes, era justificado pelas hostes bolsonaristas como um gestor eficiente que, em tese, compensaria seus pargos conhecimentos científicos sobre Medicina, em troca dos profundos e eficientes conhecimentos de logística, sua especialidade no Exército, fundamentais na coordenação e distribuição de recursos orçamentários e materiais, em tempos de severa e desconhecida pandemia num país de dimensões continentais. Mas a incapacidade, com requintes de irresponsabilidade, para coordenar a distribuição de quase 7 milhões de kits de teste para diagnóstico da covid-19 – comprados pelo ministério, abandonados num galpão em Guarulhos e já preste a perderem a validade – e a inexistência de sequer um rascunho necessário para preparar o ministério para coordenar uma verdadeira operação de guerra para imunizar toda a população de mais de 210 milhões de pessoas, com diferentes tipos de vacinas, provou que a única aptidão do general ministro é concordar, sem nada questionar, as ordens de um ex-tenente, promovido a ex-capitão pela Justiça, que não tem a menor cerimônia em lhe esculachar ao vivo.

Abel Pires Rodrigues ablrod@terra.com.br

Rio de Janeiro


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PERDIDOS NAS MISSÕES

Paulo Guedes e Eduardo Pazuello, respectivamente ministros da Economia e da Saúde, estão mais perdidos que cego em tiroteio. O primeiro é o campeão em lançar propostas e soluções que nunca se realizam. Sabe que está sendo fritado, mas faz de conta que não. Tudo o que o seu ministério apresenta o presidente Bolsonaro não aceita. E continua no posto. O ministro da Saúde, se fosse advogado, morreria de fome, porque é competente para perder prazos – e os testes de covid-19 perdidos, aos milhares, que o digam. Assim, o Brasil caminha, a passos de tartaruga, com um presidente que não desperta mais credibilidade, e continuará suportando omissões e erros até as eleições de 2022, o único objetivo de Bolsonaro, ou seja: a sua reeleição, que, salvo melhor juízo, dificilmente ocorrerá, se Deus quiser.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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