Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2020 | 03h00

Crime organizado

Assaltos a bancos

O Brasil assiste, perplexo, a cenas dantescas de organizações criminosas assaltando bancos de madrugada e com armamento pesado, levando pânico a cidades desprotegidas, sem segurança pública adequada. Urge mudar a legislação para que esses crimes sejam tipificados como contra a segurança nacional ou como atos de terrorismo, sem nenhum benefício e com pesadas penas impostas.

YVETTE KFOURI ABRÃO

ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Desgoverno Bolsonaro

Ponto de ruptura

Aumentos na conta de luz, de pedágios, dos produtos da cesta básica. Fim do auxílio emergencial, aumento do desemprego e inflação em alta. Em uma semana, três cidades foram alvo de quadrilhas fortemente armadas. Agências bancárias destruídas por explosões. Assaltos milionários com reféns durante as ações criminosas. Houve mortos e feridos. A paciência do brasileiro está sendo testada por Jair Bolsonaro. A resiliência vai até o ponto de ruptura, como já o provaram Fernando Collor (as pessoas saíram de preto após pedido de uso de verde e amarelo no 7 de Setembro) e Dilma Rousseff (gravação com Lula sobre a posse como ministro da Casa Civil). Agora, resta aguardar isso acontecer com o atual presidente, já nos primeiros meses de 2021.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Vazamento de dados

Reportagem do Estado nos dá conta do vazamento de dados de pacientes no Ministério da Saúde. Sou programador há mais de 15 anos e nem nos meus primeiros anos de aprendizagem ousei guardar dados sensíveis, como nome e endereço, e documentos num trecho de código em formato Json. Muito menos ainda usar o base64_encode para “criptografar” dados, pois já naquela época sabíamos que não era seguro. Se o governo precisar de um programador, estamos aí...

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA


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De espionagem

Por que tanta neura com o 5G chinês, se nós mesmos vazamos os nossos dados?

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS


Pandemia

A vacina pioneira

A notícia alvissareira de que na próxima semana os ingleses começarão a ser vacinados contra a covid-19 traz algumas dúvidas quanto à aplicação de alguma vacina por aqui. Nosso ministro da Saúde informou que iniciaremos a vacinação no segundo semestre de 2021. Referiu-se, claro, à vacina a ser fabricada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. Aqui, em São Paulo, aguardamos a evolução da aplicabilidade da Coronavac, da chinesa Sinovac, fabricada em conjunto com o Instituto Butantan. Deverá o Estado de São Paulo arcar sozinho com seus custos ou o presidente Bolsonaro, quiçá livre dos efeitos deletérios da obstrução mental causada pelo uso da cloroquina, esquecerá suas desavenças com o governador João Doria e reconhecerá que somos todos brasileiros?

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO


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Logística

Com os desvarios do Ministério da Saúde do governo Bolsonaro, no caso da covid-19 estou temeroso com a logística na aplicação das vacinas. Oremos...

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO


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Educação

Contra o racismo

Em 1937, no velho Ginásio do Estado de São Paulo (o único na capital) havia no seleto grupo de professores dois negros, dr. Bento de Assis e dr. Cesarino Júnior. Ambos eram respeitadíssimos, não havia nenhum resquício de racismo, mas, infelizmente para os alunos, logo depois foram ser professores da Faculdade de Direito. Esse fato, a meu ver, ilustra com precisão a única forma de acabar com a discriminação racial: escola, escola e escola! Quando todas as minorias tiverem acesso a boas escolas, com bons professores e seriedade no ensino, haverá integração entre todos os alunos e a discriminação racial acabará. A forma de obter tal resultado é colocar nas piores escolas os melhores professores, pagando-lhes decentemente, e acabar com as cotas, que, na minha opinião, nada mais são do que selecionar por baixo.

FRANCISCO DE CASTRO

FCASTRO48@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Em São Paulo

Queda de árvores

A Prefeitura de São Paulo precisa urgentemente mudar sua estratégia de prevenção de queda de árvores. É inadmissível que todo ano, na época das chuvas, pessoas morram ou fiquem gravemente feridas em decorrência da queda de árvores podres. A deterioração dessas árvores não se dá de uma hora para outra, ao contrário, é lenta e progressiva, portanto, poderia ser diagnosticada com antecedência por especialistas. De nada adianta a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informar a quantidade de árvores e de galhos que caíram num determinado dia. É preciso impedir que elas desabem.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Ginásio do Ibirapuera

É impensável a cidade de São Paulo perder o seu maior ginásio e o complexo esportivo. A juventude sempre teve ali uma oportunidade de crescimento pessoal por meio do esporte, com orientação e metodologia. Não se diga que isso pode ser encontrado em outro espaço, porque a cidade de São Paulo tem milhões de pessoas e é extremamente carente de locais de formação e prática esportiva. Esquecem que esporte é saúde? Isso sem falar na perda do patrimônio arquitetônico de todo o complexo. O poder público precisa é investir na sua requalificação, para prestar serviços dignos à população. Para que pagamos tantos impostos?

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A LISTA DOS ‘DETRATORES’

É algo a lamentar quando temos um Ministério da Economia que encomenda e obtém uma lista de nomes de influenciadores, youtubers, jornalistas, professores universitários, economistas e militantes partidários para monitorar suas atuações, classificando-os entre “favoráveis”, “neutros informativos” e “detratores”. Qual o objetivo disso? Verificar como seria possível neutralizar os críticos e obter vantagem dos “favoráveis”! Tal lista, que contém nomes de profissionais de mídia bastante conhecidos, foi felizmente desbaratada a tempo de evitar que se tornasse um instrumento nada louvável, típico de quem tem intenções de natureza autoritária e, portanto, antidemocráticas. É preciso alguém avisar ao ministro Paulo Guedes de que ninguém, afora o governo, é culpado de sua incapacidade de dar soluções à grave crise econômica que atravessamos e de conseguir responder com eficácia e com propostas factíveis aos desafios que tem encontrado pelo caminho. Portanto, não existem “detratores”. O que existe, sim, são bons profissionais que nos informam a realidade dos fatos, por meio dos quais se pode deduzir a inação do ministro, incapaz de responder aos desafios que ele antes garantia ter grande capacidade de vencer, a tal ponto que Jair Bolsonaro lhe apelidara de “Posto Ipiranga”. Ao fim, lamentavelmente, o que o ministro Guedes demonstrou com a revelação dessa lista foi o tamanho de sua pequenez, bem típica, aliás, de quem se vê perdido sem saber o que fazer e, para não perder a pose, parece querer controlar a opinião dos tais “"detratores” e exaltar a dos “favoráveis”. Que feio, ministro! Não é por aí o caminho a percorrer!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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FALÁCIA DO GOVERNO BOLSONARO

Falácia ad hominem ou contra a pessoa. Essa inaceitável manipulação da lógica caracteriza o governo Bolsonaro desde seus primeiros passos. Agora, o lobro predador da floresta negra ataca furiosamente, ao relacionar as personalidades brasileiras, principalmente jornalistas, reputados como formadores de opinião, que seriam adrede contrários a seu governo. Comenta-se de modo desairoso as falas do “inimigo”. Os críticos simplesmente adotam como referência as falsas ideias e as erronias, não as pessoas. O timbre ditatorial de Bolsonaro é indisfarçável, mas, felizmente, esbarra em nossas instituições democráticas, o que faz de seu fascismo uma bola de meia.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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DETRATORES

Cá com meus botões, será que eu sou um detratado ou um detrator?!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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ISTO É GOVERNAR?

O presidente Bolsonaro disse: “Devido ao baixo nível de água nos reservatórios, se nada fizermos, poderemos ter apagões”. Isso significa que teremos aumento da tarifa de energia? É assim que o nosso querido presidente da República soluciona o problema, ou seja, jogando as contas diretamente para o povo? E, se piorar mais o nível da água, terá mais aumento na tarifa? Governar não quer dizer ter capacidade de remediar o problema pensando em como isso pode afetar o governo. E o povo? E o planejamento? Não seria uma obrigação do governo se precaver dos problemas do dia a dia para que a população brasileira não seja prejudicada nem responsabilizada pela incompetência dos governantes?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas


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CONTA DE LUZ

Embora concorde com a indignação do leitor sr. Willian Martins com relação ao aumento da conta de luz (Fórum dos Leitores, 2/12, A3) creio que ocorreu um equívoco no valor  (R$ 6 por KWh), provavelmente na digitação. Em minha conta de novembro, paguei R$ 192,51 pelo consumo de 247 KWh, ou seja, cerca de R$ 0,78/KWh. Caso o valor estivesse correto, o aumento seria por volta de 770%. 

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo


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TARIFA DE ENERGIA

No Brasil, problemas de gestão são resolvidos com aumentos de tarifa. No caso específico, o governo Bolsonaro é a escuridão no fim do túnel...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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‘VOO CEGO E SEM RUMO’

A frase “o ato de governar está fora de suas preocupações”, no editorial Voo cego e sem rumo (2/12, A3), revela a conivência de todos os Poderes, Legislativo em primeiro lugar, para a manutenção do criminoso presidente Jair Bolsonaro em seu cargo. Ademais, imputar apenas à pandemia o colapso das finanças públicas é ignorar que a economia já vinha fazendo água desde o final do ano passado, por total inépcia do ministro Paulo Guedes, que não consegue entregar nada do que promete por simplesmente não distinguir o que é setor público do que é setor privado. Com início ruim e má gestão, o que estava pior piorou, parodiando Alceu Valença.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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INTELIGÊNCIA ESTRATÉGICA

Apesar de a China já estar investindo na África visando a reduzir sua dependência alimentar do Brasil, temos vantagens comparativas que nos dão dianteira, uma via de mão dupla no comércio exterior, com o mercado para produtos chineses superior a qualquer país africano e minérios necessários para a indústria chinesa. Do lado chinês, há recursos em tecnologia e, principalmente, monetários que precisam girar, tão necessários para a nossa deficiente infraestrutura. Portanto, temos condições potenciais para reverter eventuais indisposições decorrentes dos maus modos oficiais dos últimos tempos. Para tanto, é preciso desenvolver uma sólida parceria em empreendimentos locais com capital fixo chinês. Nesse sentido, a tecnologia 5G nos oferece uma oportunidade de ouro, se trocada por projetos para o beneficiamento local de parte dos bens primários agrícolas e minerais atualmente exportados, com a tripla vantagem de aumentar nossos vínculos econômicos, agregar valor às exportações, barateando o frete relativo, além de gerar os tão necessários postos de trabalho. Para tanto, basta um mínimo de inteligência e visão estratégica de médio e de longo prazos, distante do imediatismo medíocre que caracteriza certos setores nacionais. Em tempo: evitar dar o “pulo do gato” na indústria sucroalcooleira ou macetes na produção da soja, em que já estão aprendendo por aqui, como o que ocorreu anos atrás na produção de calçados e no wet blue.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


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BRUNO COVAS, ‘UM SUVERSIVO NO PSDB’

O Partido idealizado por Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, com a social-democracia no nome, mas difícil de execução prática, promete agora ter sua filosofia política restaurada pelo neto de um de seus fundadores, conforme noticiou a primeira página do Estado de ontem (2/12). Como tucano gaúcho, cujos gurus políticos são Franklin Delano Roosevelt e Helmut Schmidt, aplaudo de pé esta atitude heroica de Bruno Covas ao prometer ser um subversivo dentro do descaracterizado PSDB, como um partido social-democrata na prática, e não apenas no nome. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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ASSALTO A BANCO, RADICALIZANDO NAS PENAS

O Brasil volta a ser sacudido pelos ataques de grupos armados a agências bancárias, transportadoras de valores, carros fortes e outros lugares onde são armazenadas elevadas somas em dinheiro. Só neste começo de semana verificaram-se duas verdadeiras operações de guerra em Criciúma (SC) e Cametá (PA). Um grupo de homens chega dirigindo veículos potentes – a maioria roubada –, toma de assalto a cidade, obstrui a saída de viaturas e forças policiais, faz reféns e rouba tudo aquilo que consegue do cofre de bancos e instituições congêneres. A coisa é tão organizada que os salteadores chegam a usar uniformes camuflados e outros adereços que, numa situação normal, seriam inservíveis, pois chamam a atenção. A polícia tem conseguido prender os participantes de diversos destes crimes e isso os leva a migrar para outras regiões. Em Criciúma, além do assalto, eles fizeram a rádio fechar para não continuar falando sobre o assalto. Também fizeram reféns – o mesmo que aconteceu no Pará. Isso é obra do crime organizado, e o poder público não tem recursos para ampliar os efetivos policiais a ponto de poder inibir tais ações. A única alternativa viável é radicalizar no apenamento. Talvez o governo devesse editar medida provisória (com vigor imediato) para manter a flagrância da prisão dos participantes de assaltos dessa natureza, mesmo que venha a ocorrer dias, meses ou até anos após o evento. E estabelecer que fiquem recolhidos até o julgamento. Ainda mais: levando em conta que a ação desses grupos é uma verdadeira guerra, estabelecer que os praticantes de assaltos sem vítimas pessoais possam ser condenados à prisão perpétua, e aqueles cuja ação redundar em morte ou tortura – a manutenção de reféns, por exemplo – sejam condenados à pena de morte. Só a perda total da liberdade e o risco da própria vida poderão ser eficientes para impedir a continuidade dos saques e seus efeitos colaterais.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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ASSALTO EM CRICIÚMA

O impressionante assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, Santa Catarina, exige das autoridades federais uma séria e profunda investigação para prender tais criminosos. As suspeitas de que tais marginais sejam de uma quadrilha nacional de milicianos reforça o uso das Forças Armadas, no sentido de pôr um basta na expansão destes quadrilheiros, que podem ter líderes escondidos em setores governamentais nacionais e estaduais.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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O BRASIL SAQUEADO

Quadrilhas criminosas fortemente armadas invadem cidades para roubar bancos. Essas ações em nada diferem das ações das quadrilhas que agem no campo, invadem as terras para roubar madeira ou minérios. A certeza absoluta da impunidade e até mesmo certo apoio informal do governo Bolsonaro estimulam ações cada vez mais ousadas desses grupos criminosos. Gostaria de ver uma manifestação do presidente Bolsonaro repreendendo os assaltantes de bancos e os criminosos das florestas, a turma que tocou fogo na Amazônia e no Pantanal. Gostaria de ver o governo propondo punições para esses crimes de lesa pátria.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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O NOVO TRABALHO DE SERGIO MORO

Sergio Moro, a grande estrela da Operação Lava Jato, abandonou emprego público de alta relevância para compor o governo Bolsonaro, onde passou a brilhar mais do que o chefe e foi guilhotinado. Odiado por bolsonaristas e por petistas, o ex-juiz vai ocupar, agora, cargo na área de disputas e investigações da empresa norte-americana Alvarez&Marsal, e uma de suas atribuições será a de recuperar a credibilidade da Odebrecht, empreiteira envolvida na roubalheira desenfreada dos governos petistas e punida por ele próprio. Moro, agora, é um cidadão comum e tem de trabalhar para poder sobreviver honestamente, não importa onde. Lula da Silva, que pouco trabalhou na vida, vive de mesada do seu partido – para não dizer da fortuna amealhada com suas famosas e desacreditadas palestras.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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BOQUINHAS

Gostaria de entender o porquê de advogados – quase todos criminalistas – defenderem sabidamente acusados de corrupção e roubos. Isso pode? Não aceitam o fato de Moro trabalhar no ramo de investigação e compliance, isso não pode? Ah... acho que vão diminuir seus clientes.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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MORO MERECE

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro dará assessoria a empresa americana, obviamente sendo muito bem remunerado por isso. Meus cumprimentos. Deixar Jair Messias Bolsonaro já é um grande negócio. Mas o melhor negócio, mesmo, era não ter acreditado nele.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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ANTICORRUPÇÃO

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro cumpriu a quarentena e, deste modo, está apto a trabalhar em qualquer opção, mas escolheu uma área em que é dono de profundo conhecimento: a da corrupção. Defenderá políticas de integridade e anticorrupção, como informou, e temos que cumprimentá-lo pela decisão, pois trabalhará nos EUA e com pessoas de alto gabarito nessa área. Saíra da turbulência, política e do banditismo, em que o Brasil infelizmente está navegando e para a qual não vemos solução no médio prazo.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


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DESESPERO DE PROFESSORES ESTADUAIS

Em nome dos professores aposentados do Estado de São Paulo, peço ao governador de São Paulo, João Doria, que reveja a contribuição previdenciária que passou a cobrar deles, 12%, 14% ou 16%. Antes, só era cobrada de quem ganhava mais que o teto do INSS (mais de R$ 6 mil), e agora passou a ser cobrada de quem ganha mais de R$ 1.045,00. Há anos sem aumento, suas aposentadorias são baixíssimas, mal dando para pagar o extremamente necessário como aluguel, água, luz, gás e remédios que, decorrentes da idade avançada, são vários. Já era difícil, agora, com o desconto, não estão podendo pagar o necessário para sua sobrevivência. Estão desesperados. O que será deles? É desumano o que o governo está fazendo com eles – fazê-los pagar previdência quando já pagaram por ela durante tantos anos, enquanto trabalhavam. O absurdo é que parece que este desconto terá aumento anual pelo UFESP, enquanto eles não têm aumento há vários anos – Doria não congelou as aposentadorias por dois anos? Confisco de aposentadoria não é proibido por lei? Por que não cobra as dívidas milionárias das empresas que devem para o governo? Por que não acaba com as mordomias, com os auxílios dos parlamentares que já ganham muito bem? Governador, seja mais humano, reconsidere e deixe que essas pessoas tenham um final de existência mais tranquilo.

Neide Gumbis de Souza Belluco neidebelluco@ig.com.br

Piracicaba


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IMPOSTOS EM SP

Terminadas as eleições, nosso digníssimo governador não irá prorrogar a redução de impostos de 18% para 8,8% em máquinas de construção e agrícolas a partir de 1.º de janeiro de 2021. Isso vai encarecer essas máquinas e prejudicar bastante os investimentos em São Paulo. Aguardo uma resposta do governador.

Giampiero Giorgetti ggiorgetti@terra.com.br

São Paulo


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INSEGURANÇA NO MERCADO

No dia 1.º de dezembro uma funcionária de uma amiga minha foi fazer compras no Carrefour Augusta, entre a Alameda Jaú e a Alameda Itu, na zona nobre dos Jardins. A funcionária, beirando os 80 anos, de cabelos brancos e de pequena estatura, estava já com o pacote de compras na mão, prestes a ir embora, quando entrou na loja um homem que se dirigiu a ela para roubar as suas compras. Quando ela recusou, ele tentou roubar o seu dinheiro. Ela recusou novamente. Então, ela foi brutalmente espancada na cabeça, nas têmporas e nas orelhas, que ficaram roxas. “Cadê o segurança?”, exclamou a senhora machucada e estupefata – e foi informada de que não havia seguranças naquele mini Carrefour Augusta. O único esboço de reação da loja foi a exclamação “o que é isso?” do caixa ao bandido. É simplesmente estarrecedor que numa cidade como São Paulo, em bairros tidos como nobres e, portanto, seguros, fazer uma compra num supermercado possa eventualmente ser o motivo de óbito de seus clientes.

Silvana Jacques Ibrahim silvanaib10@gmail.com

São Paulo

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