Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2020 | 22h00





Corrupção

‘Em nome dos filhos’


A Nação toda a serviço dos Bolsonaros. É estarrecedor que os quase 215 milhões de brasileiros sejam obrigados a financiar, com os seus impostos, o salário de ministros de Estado, dezenas de funcionários desviados de suas funções precípuas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e sabe-se lá quantos órgãos mais, para trabalharem em assuntos particulares, nada dignificantes, ao que parece, dos filhos do presidente da República. Até onde e quando os cidadãos terão de suportar essa situação desmoralizante da brasilidade? Não há outros Poderes com alguma responsabilidade no Brasil?


ADEMIR VALEZI valezi@uol.com.br

São Paulo


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Moro tinha razão


As notícias recentes mostrando a evidente cooptação do Estado pela família do presidente Jair Bolsonaro, ao utilizar a Abin para levantar informações privilegiadas a fim de beneficiar seu filho Flávio, com o envolvimento de Alexandre Ramagem, mostram, mais uma vez, que o ex-ministro Sergio Moro tinha razão: os motivos para a troca do comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro tinham justificativas, no mínimo, questionáveis. Mas agora não há nada mais a ser questionado, era para benefício da família mesmo.


ALLAN DE AMORIN allanteknews@gmail.com

Ribeirão Preto


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Crime de responsabilidade


O presidente da República usa todo o poder que o cargo lhe confere para livrar o filho das acusações de crime de peculato. Bolsonaro articula com os órgãos públicos envolvidos e, encontrando alguma resistência, troca o responsável; se não resolver, troca o chefe do responsável. Bolsonaro está agindo exatamente como disse que faria na fatídica reunião ministerial que resultou na saída do ministro da Justiça, Sergio Moro, que entregou o cargo para não compactuar com as ações do presidente. As atitudes de Bolsonaro para acobertar os crimes do filho configuraram inquestionável crime de responsabilidade, motivo claro de impedimento. A tudo isso se soma a gestão criminosa da pandemia e a destruição sumária, sistemática, do meio ambiente. Não resta à Nação outro caminho senão o impeachment.


MÁRIO BARILÁ FILHO mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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Desgoverno da morte

Apropriação indébita


Sou um cidadão que, infelizmente, compõe o grupo de risco, trancafiado em casa há dez meses. Fico boquiaberto ao ver a incompetência do governo federal para lidar com a pandemia, que já matou mais de 180 mil pessoas no Brasil. E agora ele quer requisitar (melhor dizer confiscar) todas as vacinas e centralizar a distribuição?! Em evento em Goiás, o governador Ronaldo Caiado atacou o governador paulista, João Doria, alegando que ninguém se pode antecipar e sair vacinando, pois o Estado que demorar um pouco mais a fazê-lo vai parecer aos governados que – refere-se a Goiás – a administração é incompetente. Caiado prefere parecer competente a evitar a morte de milhares de brasileiros que podem ser salvos. Quanto egoísmo! Se podemos salvar vidas antecipando a vacinação, por que esperar? Ele é apoiado por outro incompetente, o ministro da Saúde. Por interesses políticos pessoais, Caiado está se lixando para a vida de milhares de brasileiros. Que Deus nos ajude nesta hora!


LUIZ FRANCISCO A. SALGADO salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo


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O confiscador


Não me lembro de o governador Caiado ter dito uma única palavra em defesa da vacina dita paulista quando Bolsonaro desautorizou a sua compra pelo Ministério da Saúde. Agora, como Napoleão de hospício, brada pelo confisco do imunizante? Ora, tenha santa paciência!

ALEXANDRE FUNCK afunck1@gmail.com

Bragança Paulista


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Gambito da dama


Jogador de dominó, Jair não entendeu os movimentos e sucessivos xeques do João até que recebeu o definitivo xeque-mate, tendo de derrubar seu rei. O governador, um político, fez o que dele esperava o povo de São Paulo, e é mesquinho supor que não seria responsável apenas por ter um adversário incompetente e omisso.


ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


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Desvario alucinante


Tivemos uma presidente que queria ensacar vento. Agora temos outro que, às turras, tenta correr atrás de vacinas para confiscá-las, como doidivanas tardio a correr atrás do vento. De irresponsabilidade plena, permitiu que a morte ceifasse mais de 180 mil brasileiros. E ainda diz que estamos no “finalzinho da pandemia no Brasil”... Seu destempero nos traz de pronto a figura do lendário barão de Münchhausen, que, nas suas febricitantes aventuras, ele e seu cavalo, afundados num pântano, quando a água lhe bateu à boca, teve a brilhante ideia de, para escapar da morte, puxar-se para fora do atoleiro pelos próprios cabelos! Pois nosso presidente também dá largas à imaginação e, em vez de acercar-se de pessoas competentes, médicos e cientistas, dar as mãos aos que militam com seriedade na busca da vacina, prefere buscar a cura da pandemia no galho de arruda pendurado na orelha. Nesta hora lancinante para o Brasil, o presidente, dando asas a seu orgulho desmedido, apenas se apequena.


ANTONIO B. CAMARGO bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo


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Imposto de Renda

Correção da tabela


O ano terminando e não se fala em atualização da Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. E já sabemos quais serão as desculpas: a pandemia, o vírus, a chinesinha e a bisavó do Matusalém. Ora, bolas, nem foi promessa de campanha... A pergunta que fica: você continua lubrificando a dobradiça da sua coluna vertebral?


SÉRGIO BARBOSA sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



CADA DIA UMA AGONIA

Com o governo Bolsonaro, cada dia é uma agonia para a população brasileira. Na sexta-feira (11/12), fomos atacados pela notícia de que o Ministério da Saúde planeja gastar até R$ 250 milhões para oferecer hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina no programa Farmácia Popular – verba que fará falta para a aplicação das vacinas, que são a solução do problema. Como informou a reportagem, “essas drogas não têm eficácia comprovada contra o coronavírus”, mas são uma aposta do presidente, apesar de ele não entender nadinha de Medicina. Teimosia da parte do governo? Nada disso. Para quem trabalhou no governo, sabe que o servidor, qualquer que seja ele, não pode dar prejuízo à administração pública. Nem se for um simples engano. O montante, decorrente do seu erro, é descontado direto dos vencimentos, até o ressarcimento pleno. Esse é o temor do presidente e do ministro da Saúde. O presidente dos EUA Donald Trump cometeu o mesmo erro em seu país, porém, mais esperto, tratou de enviar esses medicamentos para o Brasil. Em minha opinião, a estratégia, não vai justificar a ousadia dos dois em decidir sobre assunto no qual são ignorantes, como propor o uso dos medicamentos sem terem o diploma de médicos. Aliás, se o tivessem, não teriam cometido tal desatino. Se a Justiça ainda tiver um mínimo de lógica, ambos poderão ser responsabilizados a ressarcir o erário, tanto no custo da aquisição como no da distribuição desses medicamentos. Ao mesmo tempo, enquanto outros países já começam a aplicar a vacina contra o vírus da covid-19 em sua população, o ministério da Saúde ainda não tem um planejamento de como fará isso por aqui, uma vez que as vacinas no Brasil poderão já ser aplicadas a partir do mês que vem, se o governo Bolsonaro não atrapalhar, mais uma vez, além de gastar verba federal, que já é escassa, em absurdos como o anunciado agora.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O CFM NÃO FAZ NADA?

O que faz o Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto ao charlatão que passa o tempo recomendando medicamentos inúteis e, ao mesmo tempo, desmerecendo as medidas que os comitês médicos indicam para o combate ao avanço da pandemia? Vai ficar só assistindo?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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ALGUÉM DUVIDA?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) validou por mais quatro meses os testes de covid-19 que estão encalhados em deposito do governo federal. Ora, com o negacionista Jair Bolsonaro e seu discípulo da Saúde, Eduardo Pazuello – aquele que disse “um manda, outro obedece” –, certamente estes 7 milhões de testes continuarão em berço esplêndido, até perderem a validade e, obviamente, os R$ 290 milhões gastos na compra. Isso é o que temos para hoje. Alguém duvida?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL SEM SERINGAS

Como sói acontece neste macunaímico país de ponta-cabeça, do eterno improviso e do jeitinho mal feito em cima da hora, muito em breve as vacinas estarão disponíveis e aprovadas pela Anvisa, mas não haverá seringas em número suficiente para a imunização da angustiada população. A respeito do oportuno editorial Um país no purgatório (Estado, 10/12, A3), cabe dizer que, se o Brasil entrasse em guerra, tendo como expert em logística o atual ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, certamente se veria em sérios apuros, com a munição à porta dos quartéis, mas sem os armamentos. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DE INTENDÊNCIA

Depois de dois competentes médicos não terem aceitado se submeter ao presidente, o general de intendência Eduardo Pazuello assumiu o comando do Ministério da Saúde, com a velada missão de bater continência para o capitão presidente, obedecendo cegamente a suas determinações, acima de qualquer outra de responsabilidade eminente a esse importante cargo, mesmo que estas ponham em xeque toda a sua formação de carreira no Exército brasileiro. Nesse sentido, duvido que o general acredite que até o fim do ano, que se resume em pouco mais de duas semanas, consiga concretizar todas as fases para disponibilização de uma vacina aos brasileiros, o que já tinha sido descartado dias atrás, por reconhecer que o País não tem estrutura preparada nem, ao menos, para armazená-las. 

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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QUE TAL?

Governos de países estruturalmente organizados adotam, na questão da prevenção de qualquer manifestação virótica, incluída a presente pandemia, políticas unificadas  visando à distribuição e qualificação de vacinas, por se tratar de aspecto de saúde pública que afeta toda a população. Assim sendo, entendem eles, há que haver um órgão geral de coordenação sanitária ao qual os mandatários das unidades componentes da Federação devem se subordinar. Sem chance de que na Alemanha, por exemplo, seja permitido ao governador da Baviera decidir sobre assunto de tal gravidade, independentemente das normas emanadas da autoridade medular, embora em outras situações possam existir posicionamentos discordantes originários do jogo político. No Brasil, a confusão está implantada, com algumas autoridades estaduais açodadas atropelando o trabalho do Ministério da Saúde e da Anvisa, órgãos encarregados de normatizar os procedimentos e certificar as vacinas, e ambos os lados se acusando mutuamente de desejar exercer protagonismo, esquecendo-se do povo que deveria ser o único beneficiado. Que tal colocar a cabeça para funcionar?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LAMENTÁVEL, PRESIDENTE

O irresponsável presidente Jair Bolsonaro não tem limites para continuar afrontando a paciência dos brasileiros. Num evento no Rio Grande do Sul na semana que passou, teve a petulância de dizer que “estamos vivendo o finzinho da pandemia”. Ora, no exato momento em que o número de infectados diários passa dos 50 mil (53.453 casos no dia 9/12) e de mortes acima de 800, este presidente, que chama o coronavírus de “gripezinha”, diz “e daí?” para as mortes e, ainda, que os brasileiros são “maricas” porque têm medo da covid-19, depois de mais essa desfaçatez ou até comemoração, se tiver um mínimo de dignidade pública, deveria renunciar ao seu cargo e procurar urgentemente um psiquiatra. O Brasil não pode mais continuar convivendo com a mediocridade deste Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Paulo

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COVID-38

Em foto estampada no jornal O Estado de S. Paulo do dia 4/12, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi fotografado no Palácio da República ostentando uma arma na cintura, ao lado do presidente, seu pai Jair Bolsonaro, e dos irmãos Flávio, Carlos e Jair Renan. E, no entanto, nenhum dos integrantes do referido grupo fazia uso da única arma de que, no momento, se dispõe para proteção contra o inimigo invisível, que ora a todos ameaça: a covid-19. Mais uma péssima imagem do Brasil para o resto do mundo.

Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo

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CANGAÇO NO SÉCULO 21

Estamos sendo bombardeados, tanto nos assaltos a bancos como em regiões agrícolas ou reservas florestais. Pensando nas eleições de 2022, não sei se voto no presidente que quer que o povo se arme para que se defenda sozinho, já que o Estado não tem capacidade de defendê-lo, ou se voto num ex-ministro que, no ato da saída do cargo, deu sua ajudazinha para um substancial aumento na quantidade de munição a ser distribuída para os privilegiados já armados. Ainda não tenho candidato, mas já tenho uma lista de candidatos para votar contra.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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ARMAMENTISMO BOLSONARISTA

O armamentismo, a sanha por armar toda uma população, de Bolsonaro – filhos incluídos – realmente facilita o crime, como salientou recentemente José Nêumanne, e não apenas o armamento desvairado, o pouco-caso com a vida alheia, a ênfase nas agressões verbais, na apologia à ditadura.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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O LIMITE DA REALIDADE

Sobre duas decisões recentes – o Supremo Tribunal Federal (STF) elevar o teto de juiz estadual e o governo Bolsonaro zerar a taxa de importação de armas e taxar os livros –, a conta do gasto público não fecha. Teto de gasto? Inflação em 2021? Qual o limite da realidade, Brasil? Se não há, qual será? A marca do governo Bolsonaro: munir as milícias e dificultar o acesso ao pensamento, à educação.

Alice  Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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TRAJES E ARMAS

Cada povo tem o governo que merece e cada governo prioriza o que considera importante. Digo isso mortificado por meu voto dado ao apedeuta II. Se arrependimento matasse... Mas vamos aos fatos: o presidente Jair Bolsonaro tomou a importante decisão de criar uma exposição com as roupas usadas na posse por ele e pela esposa. Fez-me lembrar de Imelda Marcos e seus mil pares de sapato. Na sequência, fico sabendo que o imposto sobre a importação de armas foi zerado. Por razões como estas que sou contra a instituição da nova CPMF de Paulo Guedes, que, segundo ele, se destina a desonerar as folhas de pagamento das indústrias, inclusive de armas. Sou contra, não quero que o meu dinheiro financie a indústria de armas.

Renato Flavio Fantoni rffantoni@identidadesegura.com.br

Itatiba

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VAIDADE

Se o presidente Bolsonaro, por pura vaidade, está expondo suas roupas da posse, por que não mostra também sua coleção de discursos de sua campanha para mostrar a vergonha de seu governo?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INACREDITÁVEL

Foi inacreditável a inauguração no Palácio do Planalto de uma exposição dos trajes usados pelo presidente da Republica e pela primeira-dama na posse presidencial. Isso, em plena crise da pandemia de covid-19, é de estarrecer, pela falta de consciência dos responsáveis pelo evento. Ficará tal fato marcado na nossa história, destes tempos nebulosos e trágicos que estamos vivendo, com milhares de mortes pela covid-19.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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COMBALIDOS

O Brasil passa por um período difícil. Uma pandemia que já matou quase 180 mil pessoas e teima em aumentar o nível epidêmico. Um povo desiludido ante a falta de perspectiva de emprego, e são milhões os desempregados. Um país dividido entre a negação da corrupção endêmica que envolve governos de todos os níveis; a insegurança que vê com perplexidade líderes do Legislativo quererem se perpetuar no poder com respaldo de ministros do STF; e intrigas, fake news e declarações intempestivas entre membros dos Poderes que não ajudam a criar um cenário positivo. O povo está cansado, desestimulado, combalido. Que país é este que se mantém avesso a soluções? Um eterno gigante adormecido que vive à espera de que outros países venham a contribuir para seus resultados. Poucos são os setores que realmente criam e andam com suas próprias pernas. Qual o futuro possível diante de tamanha falta de rumo?

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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GABINETE DO ÓDIO

O ministro Alexandre de Moraes já tem, segundo o Estado, 1.152 páginas no inquérito aberto em abril passado para investigar os youtubers que, aparentemente, estão recebendo dinheiro público – o nosso dinheiro – para divulgar mentiras e estimular atos contra a democracia. Será que nessas tantas páginas não há elementos suficientes para acusar esses inimigos da democracia, filhos presidenciais inclusive, para processá-los e condená-los? Por favor, ministro, agilize este processo!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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CRACOLÂNDIA

É vergonhoso e desesperador ver as cenas que costumamos ver na chamada Cracolândia. Isso não é só em São Paulo, podemos ver em várias capitais e cidades do País. O que vimos na semana que passou é inaceitável e tenho certeza de que a inoperância da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM) não ocorre em nenhum país do mundo quando o cidadão, homens e mulheres, é atacado por vândalos e arruaceiros drogados a ponto de depredarem veículos e o comércio da região. A meu ver, até “direitos humanos” devem ter seus limites. A única solução é obvia, todos sabem e não é difícil de tornar realidade. Locais bem estruturados, capital e interior, com médicos, psicólogos, assistentes sociais, etc. A pessoa quando chega a este ponto da dependência química não tem mais a mínima capacidade de discernimento, julgamento e compreensão da situação. A execução da internação deve ser cumprida com ou sem consentimento de familiares. Isso seria um ato humanitário de inclusão social e recuperação do ser humano. Só não nos esqueçamos de colocar na cadeia os traficantes.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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ARRASTÃO NA CRACOLÂNDIA

Como sempre, padre Lancelotti vai na contramão dos fatos quando justifica a ação de criminosos. Sua atuação ao longo dos anos só faz perpetuar a miséria e o vício, seu “rebanho” cresce vertiginosamente, enquanto cidadãos se mantêm encurralados e desprotegidos, com calçadas ocupadas onde defecam. Como  assistente social, afirmo: paternalismo e leniência não restauram a

dignidade humana nem contribuem com políticas públicas.

Francisca de Lurdes Silva franciscadelu@gmail.com

São Paulo

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A GUERRA ESTÁ PERDIDA

Ou  nosso governador toma alguma providência ou poderá ver nas urnas o descaso com que sempre tratou os proprietários, moradores e transeuntes daquele inferno chamado Cracolândia, no Centro de São Paulo. Aquilo mostra a que veio este bando de secretários e secretárias. O que querem é manter o emprego deles à custa daqueles miseráveis. Manter o status quo. Só não enxerga quem não quer.

Carlos Alberto Augusto c.albertoaugusto@icloud.com

São Paulo

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‘NOVO CANGAÇO’

O editorial Cracolândia, uma chaga aberta, do Estado de 10/12 (página A3), é mais um dos milhares que já foram publicados sobre a referida chaga. Eles surgem sempre que um incidente grave acontece nesse gueto paulistano, como o da última terça-feira (8/12), fartamente noticiado pela mídia impressa, falada e televisionada. O editorial cobra providências dos governantes municipais e estaduais, como se estes já não tivessem tentado resolver este problema de difícil solução. São sugeridas, ainda, soluções como “(...) ações de assistência social, atendimento médico, suporte psicológico aos dependentes, reurbanização e combate incessante ao tráfico de drogas”. Todas elas já são tomadas há tempos, com alguns poucos e pífios resultados. A última sugestão, sobre o combate ao tráfico de drogas, é algo que vem sendo tentado há muito tempo, internacionalmente, sem grande sucesso. Mas o que aconteceu agora, com cracolândios atacando violentamente cidadãos inocentes e seus veículos que passavam no local, é inadmissível, inaceitável e requereria intervenção de força policial, que não estava presente ali. O incidente pode ser equiparado aos do “novo cangaço”, que aterroriza municípios menores Brasil afora. Nessas ocorrências, a forte reação policial é tolerada e, geralmente, ridicularizada pela mídia por causa da ineficiência dos resultados alcançados. Mas ai do policial que ousar levantar um dedo sequer contra um desses coitados meliantes que vivem na Cracolândia. A mídia “cai de pau” em cima do policial, que acabará respondendo a processo por abuso de autoridade. Enquanto este gueto existir, o que precisa, sem ingenuidade, é reforçar o aparato policial nas imediações de forma que, quando uma ocorrência dessa natureza começar, os policiais prontamente possam agir em defesa dos cidadãos de bem e das propriedades particulares que são atacados. O resto é prosopopeia.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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