Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2020 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Vacina do Brasil

Enquanto todos se preocupam com o novo coronavírus e com o aumento no número de contaminados e mortos, o presidente brasileiro vai na contramão, reafirmando que a pandemia está chegando ao fim. E aproveita para criticar a pressa na busca pelo imunizante. Ele encontra guarida no general Eduardo Pazuello, responsável pela saúde de todos os brasileiros, que critica a “ansiedade” pela proteção. O Reino Unido está liderando a corrida pela vacina, seguido pelos EUA, campeão no número de óbitos. O Estado de São Paulo, comandado pelo governador João Doria, que encontrou no consórcio Sinovac-Butantan uma alavanca para chegar a 2022 como forte adversário de Jair Bolsonaro, vai cumprindo o seu papel. Até recebeu aval da China para chamar a Coronavc de “vacina do Brasil”. Todos pela vacina, mas, como toda unanimidade é burra, Jair Bolsonaro é contra.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Tormento

Suplício de Tântalo, ou de Jair Bolsonaro: tão perto e, ainda assim, tão longe da vacina!

PEDRO ROMEIRO HERMETO

ROMEIROHERMETO@ROMEIROHERMETO.COM.BR

SÃO PAULO

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Obrigatoriedade

O Supremo Tribunal já determinou ser a vacinação um ato de ordem pública a que se devem submeter todos habitantes deste país. E quem não tomar a vacina pode ser impedido de frequentar determinados lugares, como escolas e transporte público. Porém o presidente Bolsonaro repete taxativamente que não tomará a vacina e critica a obrigatoriedade da imunização. Como é que fica?

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM/

SÃO PAULO

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Sempre sub

Quando Bolsonaro fala, eu me lembro de um antigo “cargo”: subtreco da subcoisa. O diagnóstico dele em assuntos de saúde, educação, segurança e meio ambiente sempre será a indicação de problema na “rebimboca da parafuseta”. É, os transtornos de personalidade podem ser recreativos quando a responsabilidade for pequena.

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Dando exemplo

O premiê Benjamin Netanyahu foi o primeiro cidadão de Israel a ser vacinado contra a covid-19, segundo ele, para dar o exemplo. Direita de alto nível é outro departamento.

MARCELO MELGAÇO

MELGACOCOSTA@GMAIL.COM

GOIÂNIA

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Arapuca

Quanto mais ouço as falas do presidente Bolsonaro, mais tenho a convicção de que os 57 milhões que votaram nele embarcaram numa canoa furada.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Presidente predador

Parece que o sr. Jair Bolsonaro ainda não se deu conta do que seu “amigo” Donald Trump está passando ao perder a reeleição nos EUA. Mas deveria, já que essa pode ser a mesma dor de Bolsonaro no pleito de 2022 (ou até antes, caso perca o mandato no meio do caminho). Todos sabemos, e ele também, que Bolsonaro foi eleito presidente por falta de opção, não por ser o mais preparado e qualificado para ocupar a Presidência da República. Não compareceu aos debates por causa da facada e com isso se poupou (e nos poupou) de passar vexame com seu despreparo e ignorância. Como cidadão que acompanha a política brasileira, gostaria de saber se alguma vez o sr. Jair assumiu a postura de verdadeiro líder e tomou a frente em alguma decisão política, social e economicamente relevante. Que eu saiba, não. É lamentável que em dois anos de mandato ele nem sequer tenha aprendido o básico. Saiu em defesa da abertura do comércio enquanto as mortes por covid-19 aumentavam a cada dia. Que poder de consumo tem o brasileiro sem saúde para trabalhar? E o pior: o presidente debochou e continua a debochar do sofrimento de milhões de brasileiros, reafirma ter superado a covid-19 por causa de seu físico de “atleta” e que não tomará a vacina, dizendo tratar-se de decisão pessoal “e ponto final”. Enquanto isso, os hospitais voltam a lotar e as pessoas, a morrer. Não sei se o presidente Bolsonaro apenas imita o seu “amigo” Donald Trump na bizarrice e na ignorância. Seja como for, espero que, como Trump, ele não seja reeleito em 2022.

TOMOMASA YANO

TYANOSAN@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Biden & Arendt

Governo dos homens

Excelente, o artigo Joe Biden e Hannah Arendt, de Celso Lafer (20/12, A2), ilustra muito bem o “governo dos homens”, daqueles que acham que o Estado são eles – “L’État c’est moi”. Lafer mais uma vez recorre à contemporaneidade de Hannah Arendt para explicar como os governos estão lidando com a população. Espero que a lição da eleição nos EUA se reflita no Brasil.

JOSÉ CARLOS MICELI

JCMICELI@GMAIL.COM

CURITIBA

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Diálogo e esperança

Celso Lafer nos dá esperança de dias melhores no Brasil, a seguir os exemplos e rumos havidos nos EUA a partir desse interessante diálogo entre Joe Biden e Hannah Arendt. Tal diálogo se dá também com os editoriais O que diz a agenda do presidente e A destruição da política externa (20/12, A3), que deixam claro o estrago político e econômico, além dos crimes contra a democracia, que o desgoverno promove, ainda que, ingenuamente, acredite em reformas econômicas. Baseadas nessa podridão, jamais vingarão.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Antonio Brandileone, Antonio Carlos Gomes da Silva, Carlos Gonçalves de Faria, Eliane Dell Omo e Guto Pacheco, Eliseu Gabriel, Francisco José Sidoti – FJS Consultoria de Infraestrutura, José Claudio Bertoncello, Júlio Roberto Ayres Brisola e Maurício Lima.


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DANÇANDO CONFORME A MÚSICA

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, proibido de tentar a reeleição, está parecendo aquele garoto dono da bola de futebol que, quando vai para a reserva, acaba com o jogo e leva a pelota embora. Contra Arthur Lira, candidato do presidente Bolsonaro à presidência da Casa, vale tudo, até juntar partidos de direita, de centro e da esquerda, em nome da independência do Legislativo. Ter um aliado na presidência da Câmara é o sonho de todo presidente. Lula, com João Paulo Cunha, Aldo Rebelo, Marco Maia e com a ajuda do mensalão, governou sem maiores percalços, apesar das inúmeras suspeições de irregularidades. O Centrão é o mensalão de Bolsonaro.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TUDO OU NADA

O presidente da Câmara não se conforma com a rejeição, pelo STF, da sua reeleição e decidiu partir para o tudo ou nada. Não quer perder o poder e, portanto, quer continuar comandando o Legislativo federal, nos bastidores, articulando o enfraquecimento de Bolsonaro e deste governo, eleito por 58 milhões de brasileiros. Para tanto, está arregimentando todas as forças possíveis para isso, não se importando se de esquerda, direita ou centro. Alia-se, por exemplo, ao PT, o partido que reúne o maior número de  investigados da Lava Jato e o principal articulador da maior organização criminosa da história deste país. Evidentemente, a farta distribuição de cargos e benesses se faz presente, como em todas as negociatas que se faz no Brasil. É o vale tudo pelo poder. Com toda certeza, estes “aliados” terão seus nomes fartamente divulgados pela rede social e poderão colocar em risco sua reeleição. O Brasil mudou e, portanto, senhores parlamentares de ocasião, reflitam antes de qualquer ação da qual possam se arrepender.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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DEM PERDE A IDENTIDADE

Em primeiro lugar, não vou votar em Bolsonaro, em quem votei nas últimas eleições. Também não voto no DEM, que se uniu ao pior da corrompida esquerda por mero utilitarismo: impedir que Bolsonaro tenha mais influência na Câmara, negociando a pauta. Desta união capitaneada por Maia sairá um candidato de esquerda e Rodrigo Maia, marionete do papai comunista, levará seu partido à bancarrota, num abraço de afogados com Jair. Voltará à planície? Pior, ficará abaixo do nível do mar Morto. Não sendo popular, poderá até se eleger com o auxílio da banda podre do Rio: milícia, bicho e currais.

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

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ESPETÁCULO DE HORROR

Este Grande Circo Místico, ao contrário dos homônimos artísticos de Chico e Edu (1982, musical) e Cacá Diegues (2015, filme), é o “avesso do avesso do avesso” (Caetano, apud Décio Pignatari, Sampa) e um dos mais tenebrosos espetáculos de horror recentes assistidos a céu aberto pelo mundo afora. Deu loucura no vespeiro e as vespas assassinas agora fazem parte do atual desgoverno do Messias & Cia Ltda.: invadiram em enxame alucinante grande parte da política de “fim dos tempos”, criada e regada por uma espantosa mediocridade – além de um favorzinho lá, uma arminha aqui e muita coisa obscura acolá. E mais um Alcolumbre que se descola de um Maia dá piscadas para um “mito”; um Pazuello que parece o cão fiel que caiu do caminhão de mudanças e não diferencia osso de cloroquina; muitos militares (de memória curta?) como acólitos agindo feito zumbis numa área que não lhes é familiar, um Lira que negocia com o “13” a reimplantação da ficha suja e, a sobrevoar o céu de brigadeiros, uma criminosa liquidação de cloroquina nas farmácias populares. Precisa mais? Já há de sobra, incluindo uma recidiva de “gripezinha”, um negacionismo isento de razão, terraplanismo incólume de realidade, criacionismo, sectarismo, cinismo, “burrismo” e outras – mas o que “farta” mesmo é vergonha. E se correr, o bicho come?

Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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EMPATIA PÚBLICA

A queda de braço entre o Executivo e o Parlamento e um Judiciário confuso, com tentáculos alimentadores de lamentável promiscuidade com políticos, o que o afasta da imparcialidade, compõem o pano de fundo da situação aflitiva em que vive o País, tentando desesperadamente sair do atoleiro no qual os governos petistas chafurdaram a economia, mediante populismos nocivos  e demagogias hipócritas. Sobre este triste quadro paira uma pandemia que, desde o início deste 2020 que se despede e não deixará saudades, drena recursos que deveriam ser destinados a, por exemplo, diminuir os efeitos do angustiante índice de desemprego. Diante de cenário tão preocupante, o que menos nossos dirigentes, caso focassem mais no bem comum, deveriam desejar é a formação deste ambiente de rusga e de fogueira de vaidades, do qual quem vai sair, na verdade, chamuscada é a sociedade brasileira. Que tal uma dose um pouco maior de serenidade e empatia pública?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O EXTREMO DA CARA DE PAU

No dia em que o Brasil voltou a ter mais mil mortes por covid-19 e mais de 7 milhões de casos de cidadãos infectados por este vírus, tivemos o desprazer de ver o nosso negacionista-mor empunhando o documento em que editava uma medida provisória liberando R$ 20 bilhões para o combate à epidemia, com um lardo e hipócrita sorriso nos lábios. Até onde vai o cinismo deste fulano que ora ocupa o cargo de presidente do Brasil quando demonstra tanta falsidade nesta atitude tão mentirosa e tão fora de hora após tantos foras cometidos contra a população deste país? Mas tudo isso era de esperar de um nazifascista de carteirinha que tão somente ocupa o lugar de presidente do Brasil para que o lulopetismo não mais se apoderasse desta posição. Infelizmente, nos dias de hoje ainda sofremos devido aos sombrios tempos da ditadura militar, que ceifou a capacidade deste país de gerar verdadeiros líderes estadistas, na verdadeira acepção do que significa ser um estadista e um líder com reputação ilibada, e acabamos por ter seres ignóbeis e desqualificados ocupando o cardo mais alto deste país sem terem a menor qualificação moral, ética e técnica para tanto. Assim, sempre teremos de nos conformar com colocações do tipo que “nem Jesus é mais honesto do que eu neste país”, ou “nunca vou me aliar ao Centrão”, ou “vou varrer  a corrupção deste país”, etc., etc. e tal. Pessoas deste naipe nem deveriam ter nascido neste planeta tal o malefício que trazem às outras pessoas com suas mentiras, falcatruas, roubalheiras, e caras de pau. Ainda Bolsonaro e seus asseclas demostram por A mais B terem saudades dos tempos da ditadura, a todo instante, como desejando a volta do AI-5, o fechamento do Congresso e do STF. As quase 190 mil mortes pela covid-19 devem ser imputadas a Bolsonaro e seu atual ministro da Saúde, se é que assim Pazuello pode ser denominado, pois nem sabia o que é o SUS! Como alguém tão desqualificado assim pode ocupar um cargo de extrema relevância num momento tão grave quanto o que estamos passando e desconhecer o básico? Ignorância tem limites e o pessoal deste ridículo governo já ultrapassou todos estes limites faz tempo! Infelizmente, Rodrigo Maia dorme em berço esplêndido e deve ter algo a temer, pois, se nada tivesse a dever, já teria desengavetado faz tempo dezenas de pedidos de impeachment contra Bolsonaro que dormem em sua gaveta faz tempo. Acredito ser Rodrigo Maia nada mais nada menos que um falastrão covarde para não tomar este tipo de atitude imediatamente antes de sair de seu cargo, em fevereiro de 2021. A história se faz de homens dignos e honrados, e não de covardes e sem honra. Foi este tipo de homem que a ditadura nos infligiu e por este motivo é que de fato não temos um verdadeiro estadista!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

Praia Grande

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UM VÍRUS PIOR QUE O CORONA

Infelizmente, pior que o coronavírus é outro que existe aqui desde sempre e mais perigoso, mas ainda sem vacina programada: o Infernum politicum! Esse vírus varia apenas o sobrenome, conforme seu vetor de momento, como o de agora, que ficará conhecido como Infernum bolsonarium.

Laércio   Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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DOIS EM UM

Em razão do alto índice de abstenção nas recentes eleições municipais (as estradas, praias e áreas de lazer ficaram lotadas!), denunciando a insatisfação da sociedade com a qualidade dos quadros políticos e com o voto obrigatório, prenúncio do que virá em 2022, vez que não se vê luz nas insípidas corporações políticas, aplausos à sensibilidade e sabedoria das redes sociais, recomendando aos 11 supremos presidentes da República, nunca eleitos, inserirem no rol de restrições aos que recusarem as vacinas contra o novo coronavírus: “Quem não tomar a vacina, fica proibido de votar. Assim, resolvemos dois problemas de uma só vez”. A República e a democracia agradecem. Precisa desenhar?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DIVERGÊNCIA VACINAL

Finalmente, o Supremo Tribunal Federal pôs fim à pendência sobre a utilização de vacina contra o coronavírus, decidindo que pode haver sanções a quem não se vacinar. Impressionante como mais de século depois voltamos a ter uma guerra de vacinas, agora em sentido contrário daquela de que Osvaldo Cruz participou na pandemia da varíola. Essa triste realidade atual nos coloca, diante da opinião pública mundial, numa posição ridícula, em face dessa despropositada divergência ante um processo científico aceito globalmente por unanimidade, exceto por nós.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESTADO DISFUNCIONAL

O STF decide que o cidadão não tem a opção de não se vacinar e o Executivo federal determina que os vacinados serão obrigados a assumir um termo de responsabilidade por quaisquer efeitos indesejados que possam ocorrer com qualquer das vacinas utilizadas. Parece fazer sentido.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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‘MARICAS’

Quem diz que não vai tomar vacina “e ponto final” é marica porque tem medo de agulha.

Levino Moretto levinomoretto@yahoo.com.br

Florianópolis

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STF ACERTA NO ATACADO

A jornalista Eliane Cantanhêde, em excelente artigo publicado no Estadão de sexta-feira (18/12), Aos trancos e barrancos, ao analisar as desprezíveis peripécias e o desprezo de estarrecer de Jair Bolsonaro pela pandemia de covid-19, enaltece o STF. Provocado em suas decisões, o STF felizmente vem promovendo seguidas derrotas a este endoidado presidente. Como bem explicou Eliane, “as instituições salvam o País e o Supremo, que erra no varejo, nas brigas comezinhas, acerta no atacado, na defesa da democracia e da racionalidade”. E encurrala Jair Bolsonaro, nas cordas de seus vexames e de seu desprezo também pela Nação, já que infelizmente nem cúmplice é da democracia e da racionalidade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRIME E CASTIGO

Jair Bolsonaro é o responsável pela catastrófica gestão da saúde na pandemia. O País, que já foi referência em campanhas de vacinação, hoje nem sequer tem seringas, vacinas ou qualquer plano para proteger sua população. Jair Bolsonaro é o responsável pela destruição sem precedentes na Amazônia e no Pantanal, trabalhou com afinco desde o primeiro dia de seu mandato para alcançar o objetivo de limpar a Amazônia e demais biomas do País para o agronegócio. Jair Bolsonaro manipulou a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Abin, o STF, a PGR, a Advocacia-Geral da União, a Receita Federal. Bolsonaro não deixou pedra sobre pedra para obstruir as investigações sobre os crimes de peculato praticados pelo seu filho. Jair Bolsonaro destratou todos os principais líderes da União Europeia, tentou romper relações com a China, não cumprimentou o novo presidente da Argentina e ameaçou usar a pólvora contra o novo presidente dos Estados Unidos. Nem todos os esquemas de corrupção de Brasília podem justificar que Bolsonaro continue na Presidência da República, o Brasil demanda o fim deste catastrófico governo e que este senhor comece a responder imediatamente pelos seus crimes de lesa pátria.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Depois de tantas polêmicas e desinformação, com atraso indesculpável, o governo federal finalmente acordou do sono profundo e anunciou, no dia 16/12, um plano nacional de imunização contra a deletéria e cruel covid-19. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mencionou em sua fala a vacina Coronavac, do Instituto Butantan, entre os possíveis imunizantes aos quais o programa oficial pode aderir. Porém a Coronavac não figura na lista de fornecedores com compromissos já firmados para a compra de 253 milhões de doses. O governo fala em comprar 350 milhões, mas precisa antes fechar com outros fabricantes. Mesmo tardio, agora o governo se compromete a vacinar todos os brasileiros, só não ficou claro quando. Porém não faz sentido marcar um dia especial para a vacinação, como fez o governador de São Paulo, João Doria, já que até agora não há imunizante licenciado para tanto pela Anvisa. Mas Estados Unidos e Reino Unido deram exemplo, largando com autorizações emergenciais. É fato que, em meio a uma guerra desigual, não dá para ficar postergando e fazendo politicalha com dois anos de antecedência das eleições presidenciais, já que no Brasil o vírus matou quase 190 mil brasileiros e brasileiras. Até o momento, a luta e as armas devem ser usadas não contra os rivais políticos, mas sim contra o inimigo de todos nós, o coronavírus, que veio para transformar o planeta e os seres humanos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ANGÚSTIA E ANSIEDADE

Na apresentação do plano nacional de vacinação, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello – aquele que diz “um manda, outro obedece” –, está incomodado com a angústia e a ansiedade incontrolável dos brasileiros para se vacinarem. Na verdade, o ministro-logístico não considerou e muito menos se interessou pelo fato de que atualmente, no Brasil, quase mil brasileiros morrem diariamente infectados pela covid-19. Ministro, se mesmo assim não conseguir entender, peça auxílio aos seus familiares. Você irá se surpreender. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO FRACOTE

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes nada fizeram pelo Brasil conforme haviam prometido na época da campanha eleitoral. Paulo Guedes era um ilustre desconhecido e Bolsonaro era conhecido apenas pela agressão à deputada Maria do Rosário. Nada foi privatizado e o governo conseguiu gastar bilhões com a covid-19 e hospitais de campanha de mentira. O grande teatro da vez será a vacinação de milhões de brasileiros, espalhados pelo vasto território nacional. A inflação está alta, basta verificar os preços nos supermercados e no comércio em geral. Este governo fracote vai abandonar o Brasil numa situação pior ainda.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VACINAÇÃO NA FRANÇA

A campanha de vacinação contra a covid-19 vai começar na Europa. Entretanto, a forte expansão do movimento antivacina pode comprometer a cobertura vacinal e a imunização de todo o continente. O caso da França chama a atenção por causa das ameaças de morte por negacionistas antivacina contra médicos. Enquanto isso, o presidente da República foi infectado pelo novo coronavírus e está em isolamento. As pesquisas de opinião pública indicam empate técnico entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen, da extrema-direita, no primeiro turno da eleições presidenciais de maio de 2022, e a vantagem do presidente tem sido encurtada no segundo turno. A estratégia política de contínua pressão por redes sociais para provocar desgaste político, com fake news e teorias da conspiração, pode virar o resultado eleitoral.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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LIÇÕES DA PANDEMIA

Encerrando o ano da pandemia do coronavírus, é tempo para repensar nossa vida e a vida que queremos e devemos viver de agora em diante, quando pela primeira vez na vida do planeta todos nós, seres humanos, vivemos a mesma experiência ao mesmo tempo. Se somos seres sapiens, teremos aprendido uma lição de humildade e de reconsideração em relação à nossa pretensão de dominadores do mundo e senhores de nosso destino. Se não passamos de homo stupidus, continuaremos ignorando nossa fragilidade e pretensão de dominação e destruição da mãe natureza que nos gerou e nos ensina a viver em harmonia e paz com nossos semelhantes e cuidando de nosso planeta lar. Há um arco-íris de pós-tempestade no horizonte, como portal para um novo tempo de renovada esperança para uma vida mais simples e feliz.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A ONDA DENTRO DA ONDA

Já tínhamos a onda da falta de senso e empatia. A covid-19 a agravou. Aos 40% sem renda é nulo se distanciar e isolar. Não quem tem condições e aglomera nos fins de semana, levando o vírus para colegas de trabalho. E, nessa egolatria, o sacrifício do aniversariante será esquecido, em muitas festas de Natal. Como disse a chanceler alemã, podemos escolher não estar, só desta vez, com entes queridos ou sermos os culpados por ter estado com eles pela última vez.

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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APELO A NOSSOS JOVENS

Multiplicam-se as insídias da covid-19 e as mortes trágicas, enquanto levianos se aprontam para fervilhar os barzinhos, reflexos das estrelas à ficção dos finais de ano, caso nossas autoridades não adotem a medida radical de cerrar suas portas. Passados alguns anos, o hábito lúdico não passará de uma pequena fissura do esquecimento por onde se estreitará a memória, orgulhosa de um sacrifício. Não há como não indagar de nossos jovens: importam mais os congraçamentos impulsivos ou a preservação de corpos movidos por nosso sangue comum e de almas que ainda têm muito a sentir e transmitir?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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