Fórum dos Leitores

Cartas dos leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Notas&Informações, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2021 | 03h30

Extremismo bolsonarista

Crime e liberdade de expressão

Onde se inicia o percurso da ação criminal, por óbvio, termina a liberdade de expressão, esta não sujeita a penalidades. A ofensa às instituições, às autoridades e às disposições constantes na Constituição da República não pode ser entendida como liberdade de expressão. Assim, a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a conduta manifestada pelo deputado federal Daniel Silveira é inatacável, ainda mais que o ofensor tem histórico extenso de agressões e ofensas várias. A Câmara dos Deputados agora está na mira dos brasileiros. O bolsonarista deseducado precisa entender que vivemos em regime democrático e suas ofensas ao STF e seus ministros e seu elogio à ditadura não podem ser aceitos nem deixar de receber as punições necessárias e pertinentes.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Terra com lei

Parabéns ao STF por usar a lei para fazer cessar ameaças e ofensas à Suprema Corte, as quais estão contaminando a sociedade e transformando a Nação em terra sem lei. Tais abusos são corriqueiros e constantes, até o presidente Bolsonaro tem atuado impunemente como sabotador da saúde pública, disseminando notícias falsas e ódio. É inadmissível que em plena pandemia, com mais de 240 mil brasileiros mortos por covid-19, crise econômica e desemprego, tenhamos de assistir a um deputado usando suas prerrogativas parlamentares e seu milionário salário para pregar a volta do hediondo AI-5. Recordo que esta semana, nos EUA, um brasileiro enviou suposta ameaça a uma rede de supermercados e foi imediatamente preso e processado. A lei deve ser para todos.

DANIEL MARQUES DANIELMARQUESVGP@GMAIL.COM

VIRGINÓPOLIS (MG)

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Corporativismo

Onde está escrito na Constituição que um parlamentar, por ser eleito pelo povo, pode tudo?

LUIZ FRID LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ataques à democracia

Os ataques dos bolsonaristas ao Supremo Tribunal Federal têm origem, em grande parte, no exemplo de seu maior incentivador, Jair Bolsonaro, que nunca escondeu sua predileção pela ditadura, pela tortura, pelas armas. E que diariamente vem tentando dar um golpe na nossa democracia.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Lições de uma prisão

Antes de mais nada, o povo tem de prestar atenção à relevância do seu voto, pois eleger deputados como esse que foi preso pode levar a situações como a que estamos vendo. E “suas excelências” devem atentar para o fato de que a imunidade parlamentar não lhes dá o direito de atentar contra o Estado de Direito. Quando o parlamentar age assim, seus “amigos” vão se calar e ele terminará no ostracismo. Valentia não vai servir pra nada. Momento emblemático da fala do ministro Luiz Fux, do STF: “Daniel do quê? Como é o nome completo dele?”.

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Brasil paralisado

O tal deputado, que vai demandar todos os holofotes da República, é um notório encrenqueiro, com vasto repertório de prisões e punições. Seu comportamento é motivo para expulsão imediata da vida pública, na qual jamais deveria ter sido aceito. No meio da pior crise de saúde pública da nossa História, com a pior gestão da pandemia do planeta, o Brasil vai parar de vez para que as nulidades de sempre divaguem sobre liberdade de expressão, com direito a réplicas, tréplicas, pedidos de vista e recursos sem fim?! Todas as pautas sem relação com a pandemia deveriam ser suspensas, o Brasil precisa fazer um esforço de guerra para sair o mais rápido possível desta crise. O tal deputado encrenqueiro pode esperar uns meses na cadeia, calado e esquecido, como nos tempos do AI-5, que ele tanto admira.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Vacinação em crianças

O Estado relatou o recente aumento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em crianças no Reino Unido, complicação do vírus SarsCov-2, que já afetou 500 pacientes no Brasil. Esse problema é importante, porém a incidência ainda é pequena se considerado o grande número de crianças brasileiras. De modo geral, a covid-19 afeta com menor gravidade os menores de 18 anos, mas é reconhecido o papel das crianças na transmissão aos adultos, os mais afetados, e isso tem prejudicado há mais de um ano sua educação e seu desenvolvimento, pela dificuldade na frequência escolar e no convívio social. A vacinação de adultos em curso no mundo tem sido tranquilizadora e estimulante pela constatação da segurança das várias vacinas em milhões de pessoas, e assim foi iniciada a investigação de alguns imunizantes para crianças e adolescentes. Já estão em avaliação nesses protocolos as vacinas da Pfizer, da Moderna e, em especial, a da Oxford/AstraZeneca, neste caso em crianças com idade superior a 6 anos. As vacinas contra a covid-19 estão escassas e os órgãos de saúde brasileiros, que têm planejamento para vacinar só os adultos em 2021, devem se adiantar na reserva de vacinas para as crianças brasileiras.

BERNARDO EJZENBERG, médico BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Auxílio emergencial

Por intermédio do artigo de Modesto Carvalhosa (17/2, A2) e em busca de mais detalhes sobre a reforma administrativa, acessei o site do Instituto Millenium e lá descobri que há 17 anos nenhum servidor público federal é demitido por mau desempenho. Os servidores concursados acham isso normalíssimo. Mas qualquer profissional competente em gestão de pessoas na iniciativa privada dirá que só pode ser piada.

HERMAN MENDES HERMANMENDES@BOL.COM.BR

BLUMENAU (SC)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INCOMPETENTES

Lá atrás já diziam: “Quem não tem competência que não se estabeleça" e, até hoje, o provérbio continua válido. Ora, o governo federal não consegue comprar, muito menos vacinar os brasileiros, mesmo assim, desdenha da ajuda das empresas privadas para esse importante serviço humanitário. Afinal, não foi Bolsonaro que disse "quem quer vender vacina que procure o Brasil" e agora diz "tenho um cheque de 20 bilhões de reais para comprar o medicamento e não consigo". A ignorância é tamanha que a dupla Bolsonaro & Pazuello já é considerada os genocidas brasileiros, mas ainda vai piorar muito. É o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INTERNET E MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

A informação de que milhares de pessoas em todo o planeta usam a internet para postarem nudes, recebendo pagamentos por isso, é impressionante. Tal atitude faz parte dessa nova realidade. Tais comportamentos seriam impensáveis pouco tempo atrás, mas agora não causam grande espanto, em razão do processo das alterações de costumes que ocorreram desde os idos da metade do século passado até agora.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O FIM DO ESTADO DE DIREITO

O Brasil já não vive no Estado de Direito. Há muito tempo vivemos em um Estado Político. A Constituição Federal e as leis não importam mais, só o que importa é a conveniência política. O presidente da República pode quebrar o decoro, afrontar a Constituição, cometer crimes, tudo isso será tolerado tranquilamente, se for politicamente conveniente. Jair Bolsonaro quebra o decoro diariamente, comete crimes de responsabilidade e crimes comuns, tudo provado e comprovado. Muitos dos crimes de Bolsonaro estão comprovados em filmagens em o próprio presidente da República confessa, por exemplo, sua disposição em fechar o STF ou ordena a invasão de hospitais por seus seguidores. Não há vontade política para afastar Jair Bolsonaro da Presidência da República e isso basta, o ordenamento jurídico que se dane. O Estado de Direito, as leis, a Constituição, tudo jogado no lixo, só o que vale é a vontade política. Um país sem leis não tem a menor chance de prosperar. O Brasil caminha para se tornar terra de ninguém, onde ganha quem atirar primeiro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PRISÃO DE DANIEL SILVEIRA

O que choca no vídeo do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) são as ofensas de baixo calão contra os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a apologia ao golpe militar. Como ele não tinha nascido na época do golpe de 1964, ou do AI 5 de 1968, basta olhar o que está acontecendo agora em Mianmar. Está em curso um golpe militar contra o governo para justamente “realizar uma eleição e entregar o poder ao partido vencedor", apesar do partido (Liga Nacional pela Democracia) de Aug San Suu Kyi ter ganhado as eleições com maioria absoluta em novembro de 2020. Aliás, as Forças Armadas em muitos países de Terceiro Mundo usam suas armas, em primeiro lugar, contra seu próprio povo que pagou muito caro para adquiri-las.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O ainda Deputado Daniel Silveira não tem um currículo adequado. Em sua passagem pela Policia Militar fluminense, em poucos anos ele sofreu prisão, detenção, repreensões e advertências. Que não vieram a público em sua campanha para o Parlamento Federal. Agora ele está provocando divergências entre integrantes de seu partido. Uma parte exige sua expulsão. Que os Congressistas coloquem os mecanismos necessários para não prejudicar o conceito da classe política.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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TELHADOS DE VIDRO

Uma análise mais profunda do episódio grotesco envolvendo o deputado Daniel Silveira nos exibe o cavernoso sistema partidário brasileiro e a balbúrdia do Legislativo. Esse senhor ingressou na vida política pela porta do PSL, cuja única chave é de posse do sr. Luciano Bivar, que  aceitou sua candidatura, sem nem sequer analisar a vida pregressa do candidato, lembrando ainda que à época esse dirigente estava embevecido com a candidatura do atual e funesto presidente. Agora, esbraveja por expulsão do contumaz infrator, fingindo esquecer como este alcançou a função legislativa. Já a Câmara Federal, há tempos nada tem a ver com o povo, pela simples razão de seus integrantes jamais representarem nossos legítimos interesses. Não bastasse esse distanciamento dominante, é também integrada  por pessoa suspeita de mandar matar o próprio marido, além de ser presidida por um réu, assim reconhecido pelo mesmo Supremo Tribunal Federal, com quem este agora tenta inoportuna interlocução. No contexto, barganha a reativação e atuação da Comissão de Ética em troca da liberação da prisão do nada nobre deputado desbocado. Portanto, os últimos acontecimentos expõem a inconsistência da nossa Casa Legislativa maior, ante os desafios atuais, bem como as vísceras do  nosso inútil modelo partidário, tomados por consabidos oportunistas travestidos de líderes políticos, que somente legitimam à pretensão eleitoral seus semelhantes. Daí a necessidade da maioria dos deputados buscar uma autoproteção para seus telhados de vidro. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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LIMITES

 Chama muito a atenção a prisão do deputado que atacou o Judiciário. Ele ultrapassou os limites do tolerável, segundo os atacados, e foi preso. A repercussão teve consequências factuais. Infelizmente, nosso cenário político está eivado de situações constrangedoras. Um senador pego com dinheiro na cueca, sem explicar sua proveniência, é considerado isento de penalidade e assim apto a atuar. Uma autoridade é pega sem máscara, ofende o agente que a interpelou, sem haver grandes consequências, já que situações como essa não são raras. Ministros do Supremo emitem pareceres políticos sem se preocupar com os limites a que devem se ater. Nosso presidente não respeita limites de isolamento, anda sem máscara e se aglomera sem preocupação. Professores são atacados por alunos sem que tenham como se defender, a não ser pedindo mudança de escola. Estamos, portanto, vivendo as consequências da intolerância, da falta de educação, de modos, de aceitação de limites. Isso demonstra que chegamos ao fundo do poço: quem pode pode. Quem não pode se sacode.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CADA CASO NA SUA CASA

A Constituição Federal é clara ao defender a autonomia e independência dos Poderes republicanos. Assim sendo, o caso grave  envolvendo o deputado Daniel Silveira ( PSL-RJ) tem de ser solucionado pela Poder Legislativo, sem interferência do Judiciário.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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AI-5

Precisamos ficar atentos com a decisão da Câmara dos Deputados com relação à conduta delitiva do deputado “Daniel o que”,  para que o “efeito Orloff” não se dissemine entre os seu pares e ele seja protegido e fique impune. A I-5, Ato Insano nº 5, nunca mais!!!!

Pedro Luiz Leopardi  leopardi73@gmail.com

São Paulo

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CASUÍSMO

Absolutamente correta a decisão da punição do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), mas a deputada Flordelis (PSD-RJ), envolvida em assassinato, e o senador Chico Rodrigues (DEM-RR),  com dinheiro na cueca, podem ficar livres, leves e soltos?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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BRIGA DE COMADRES

O imbróglio  que está acontecendo  em Brasília teve um capítulo, apesar do baixo nível, que obrigará a uma tomada de rumo entre o STF e os que apoiam o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). O melhor seria  buscar uma harmonização. O eleitor não quer apreciar "brigas de comadres" em Brasília. O que  ele confia é trazer de volta Sérgio Moro, símbolo da honestidade e garantia de um Brasil melhor.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA

Na condição de Ministro do STF Joaquim Barbosa foi fiel à sua função. Surpreendeu. Foi uma rara exceção. Exerceu o cargo como manda o figurino, imparcial com relação ao seu padrinho envolvido no Mensalão, sem nenhum vestígio de gratidão. Infelizmente sua forma exemplar de exercer a Justiça nem sempre é adotada. Demos um passo para frente e vários passos para trás. Daí hoje mocinho virou bandido e bandido, inocentado. Resumo da ópera: no Brasil o crime compensa.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ALERTA PARA OS NEGACIONISTAS

Cumprimento a dra. Cristiana Toscano, médica infectologista, e o dr. Luiz Fernando Lima Reis, bioquímico, autores do pertinente artigo Genômica, vacinas e o futuro da pandemia de covid-19 (Estado, A2, 18/2/2021). Com excelente didática esclarecem as particularidades de uma infecção viral e apelam – nas entrelinhas – para o senso de racionalidade dos negacionistas, corresponsáveis pela progressão e perpetuação da atual pandemia. Como médico que tem sua atividade clínica baseada na imunologia, tenho insistido em alertar – nesta coluna – a importância do distanciamento social, e, em extremis, o “lockdown”, para frear a propagação exponencial do vírus, cujas consequências são a maior contaminação e o surgimento de novas cepas, já reconhecidas como mais contaminantes. Mais letais? Ainda não sabemos. Destaco a frase: “Considerando que, quanto mais o vírus circular, maior a probabilidade de surgimento de novas variantes, estratégias de redução da transmissão viral e contenção da disseminação de novas variantes são fundamentais”. Ainda hoje pela manhã, tive o desprazer de ouvir de um radialista o questionamento da validade do isolamento social. Pois é, e o vírus agradece, pois só se multiplica no ser humano.

Antonio Carlos Gomes das Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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VACINAÇÃO

Por ter sido incompetente para providenciar a vacinação para combater a covid-19 dos brasileiros, o presidente Bolsonaro faz campanha para desacreditar o imunizante. Deveria envergonhar-se!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IMPRENSA

Bolsonaro critica Facebook e diz que o certo seria tirar jornais de circulação. Ele também voltou a criticar a imprensa. “O certo é tirar de circulação GloboFolha de S.PauloEstadão, Antagonista. São fábricas de fake news" (Estado, 15/2). Não seria melhor eleger Jair Bolsonaro para o cargo de ex-presidente, antes que seja tarde?

CLÁUDIO MOSCHELLA   arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo  

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AS BANANAS DO BRASIL

O termo “República das bananas” foi criado pelo cronista e humorista norte-americano William Sydney Porter, em 1904, no sentido pejorativo, para definir um país, normalmente latino-americano, politicamente instável, tendo a sua economia dependente em grande parte da exportação de monoculturas e minérios. Temos a maior floresta tropical do mundo, com influência no clima do planeta, reconhecida pelos cientistas e, por consequência, de fundamental importância no combate ao aquecimento global. Ou seja, uma fonte de recursos bilionários, se mantivermos a floresta em pé. Retrógrado e cientificamente desatualizado, para dizer o mínimo, o presidente vem priorizando a extração de minerais naquela floresta e permitindo o desmatamento, com o roubo de madeira pertencente à União. Ora, qual seria a vantagem de permitir tal gatunagem? Obviamente é uma pergunta que não tem resposta. Chegou ao cúmulo de autorizar a Companhia Vale para extrair minério de ferro em plena Amazônia. A mesma empresa que causou as tragédias em Mariana, por meio de sua subsidiária Samarco, que destruiu o ecossistema do Rio Doce, e a de Brumadinho, com mais de 250 mortos. Apoia o turismo, em detrimento do meio ambiente e, para culminar, vem provocando uma instabilidade política artificial, mas não menos perigosa, por incentivar grupos de tendências nazistas. Nesta semana estamos assistindo a um bom exemplo disso, provocado por um deputado federal, ligado ao presidente, que se achou no direito de esculhambar os ministros do STF. Por mais incrível que possa parecer, em pleno século 21, nosso País, a nona economia do planeta, com o atual governo, vai se tornando um exemplo de um país imaginado por Porter, no início século passado.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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GESTÃO ESTRATÉGICA

O professor Modesto Carvalhosa em artigo de 17/2, (Empréstimo compulsório, Imposto de Renda e auxílio emergencial- Estado A2), propõe a instituição de empréstimo compulsório de 20% sobre a folha de pagamento e penduricalhos dos agentes públicos por 12 meses, com restituição a partir de 2027, por 5 anos.

Seria uma ótima solução para evitar provisoriamente os efeitos da pandemia e propiciar recursos para o auxílio aos desamparados que sempre conflita com consequências adversas, afetando ora o endividamento e o aumento dos juros da dívida pública, ora a inflação, quando não esbarra na negação sistemática do corporativismo, que jamais foi sujeito a abrir mão de seus inúmeros privilégios e mordomias, regalias que são habituais para as classes privilegiadas. 

Nesse contexto seria mais realista a opção em que o ônus na busca dos recursos recaísse mais uma vez sobre os particulares, o que também é de praxe.

Se for este o caminho escolhido, uma alternativa que evite ou pelo menos amenize os problemas acima apontados e ao mesmo tempo corrija ou reduza o desemprego, estimulando o desenvolvimento ao mesmo tempo,  valer-se-ia da boa vontade de um Poder Legislativo ainda francamente favorável, desde que não afetado seus próprios interesses, podendo aventar-se a negociação através da suspensão provisória durante o interregno necessário para a imunização racional da pandemia em curso  de normas constitucionais e da legislação ordinária que garantem o salário mínimo e seus reflexos como piso da política salarial vigente, escorada em inspiração getulista, oriunda de há bem mais de meio século,  nos albores da industrialização do País, quando era assaz necessária, mas hoje em dia talvez um pouco mais maleável, a exemplo do que ocorre nas nações desenvolvidas. 

Essas medidas cumuladas com a concordância ou obrigação das classes empresariais após obtido o beneplácito das entidades sindicais de empregados – sempre os mais ou únicos sacrificados – propiciariam a absorção obrigatória de novos trabalhadores entre os desempregados através das empresas, sem prejuízo dos direitos adquiridos daqueles já empregados, tudo com  o condão de equacionar as consequências adversas de início referidas.

A acrescentar apenas, a necessidade da adoção de medidas protetoras cabíveis para afastar as tentativas dos sempre espertos prontos a tirar proveito da nova realidade, fazendo isso através da criação de mecanismos de punição ou defesa compatíveis, tais como: estabilidade reconhecida aos empregados atuais ou multas pesadas aplicadas aos infratores e ou oportunistas. 

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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A VOLTA DE CHICO RODRIGUES

O senador Chico Rodrigues vai reassumir sua vaga no Senado Federal, já que o “Ministério Público ainda não ofereceu uma denúncia contra ele, não havendo fatos novos que justificassem a extensão da medida”, como explicou o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pensa-se em adverti-lo severamente que o lugar de guardar o dinheiro ilícito não é na cueca, mas sim nos bancos especializados nos paraísos fiscais!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O ministro do STF, Luis Roberto Barroso, acaba de determinar que dinheiro na cueca é a utilização financeira em uma simples pochete masculina íntima.                                                                                                                                          

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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LOBO-GUARÁ

Em 2020 o Banco Central informou que iria emitir R$ 90 bilhões em notas de R$ 200,00. Já emitiu mais de 10% desse montante. Essa emissão representa significativo aumento de papel-moeda disponível, o que, em condições normais, leva a aumento da inflação. No frigir dos ovos, seremos todos nós, contribuintes, que compensaremos essa emissão em inflação, impostos ou queda dos serviços públicos. Não tendo sido prevista em orçamento, qual o objetivo dessa emissão? Que setor do governo fica com a liberdade de uso desse montante, e para quê? Tem ele sido usado pelos frequentes gastos extraordinários do governo, como a compensação aos deputados pelas suas votações? O que diz o Congresso, que é responsável pelo orçamento?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

















 

 




 

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