Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2021 | 03h00

Corrupção

Manobras

Parabéns pelo editorial Outra manobra com a Lava Jato (2/5, A3). É triste participar da estupefação com que a população brasileira está assistindo ao desenrolar das últimas medidas do Poder Judiciário, destruindo pouco a pouco o árduo trabalho da Operação Lava Jato no combate à corrupção. Provas devem ser classificadas como verdadeiras ou falsas, em vez de lícitas ou ilícitas, como querem que acreditemos. Chega de acobertar criminosos! Se houve erros na condução dos processos, foram do sistema judiciário. Não é justo a população sofrer agora pelos erros do Poder Judiciário.

FLORINDO DAVANSO FLORIN_DAVANSO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Provas ilícitas

Fiquei pasmo ao conhecer trecho do voto proferido pelo ministro Luís Roberto Barroso (STF) contra a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (2/5, A4): “Prova ilícita, produto de crime, é prova ilícita e sua utilização, sobretudo para sanção de quem quer que seja, é vedada pela Constituição”. Peraí, mas essa prova ilícita foi a base do voto da maioria dos ministros ao julgar o ex-juiz como suspeito! Como pode? Guardiões da Constituição desconhecem-na? E continuam como ministros? Só mesmo no Brasil, o país da piada pronta. Aliás, no julgamento anterior, na Segunda Turma, a atitude histriônica do ministro Gilmar Mendes, notório perseguidor do ex-juiz e da Lava Jato, chamou-me a atenção, passando a impressão de parcialidade. A primeira e principal atitude de um magistrado deve ser a serenidade. A ausência desse princípio desqualifica qualquer profissional, máxime um juiz responsável por julgar a conduta de outrem. E de acordo com a lei, neste caso, com a Constituição, postura desequilibrada provoca suspeição.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Perguntas sem resposta

O que o STF fez ao julgar Lula da Silva o torna inocente? Quem comprou o triplex no Guarujá vai ter de devolver? Os desembargadores do TRF-4 e os ministros do STJ que validaram as sentenças do juiz Sergio Moro responderão por prevaricação? Não ficou claro que os ministros que julgaram contra o juiz Moro não deixaram claro seu comprometimento político com relação ao réu? Fiz essas perguntas a vários advogados e, curiosamente, tergiversaram.

IRIA DE SÁ DODDE IRIADODDE@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

*

Não é inocente

Lula da Silva não foi declarado inocente das acusações. Muito menos apresentou provas para desmenti-las. Também não refutou nenhuma das acusações das delações premiadas. O STF deu-lhe uma nova chance para ele tentar se defender. De novo.

ARCANGELO SFORCIN FILHO DESPACHANTE2121@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Acusado de infanticídio

Será que o vereador do Rio de Janeiro dr. Jairinho consegue um habeas corpus no STF por excesso de provas, como tem sido concedido a outros?

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Classe média

Vassalagem

Oportuno e esclarecedor o editorial A classe média e o centro político (3/5, A3). Mas, a meu ver, não é a disfuncionalidade atual do Palácio do Planalto a culpada pela redução da classe média no Brasil. Observemos que de há muito foi aparelhada a máquina estatal, com o objetivo único de servir como base de proveito econômico da classe política e da aristocracia burocrática, incluindo a tolerada sinecura na administração pública como instrumento de clientelismo e populismo. Observe-se que as repartições fiscais são as mais organizadas no País, justamente para não faltarem recursos para a manutenção desse pernicioso projeto político de resultados. E é assim que a poderosa aristocracia da burocracia deseja a sua eternização.

O cidadão da classe média está transformado em vassalo moderno. A classe média é o alvo fácil dessa política de Estado.

JORGE HARLEY GARCIA FIGUEIREDO JHGARCIA@GLOBO.COM

SALVADOR

*

Mineração

Um novo ‘boom’

Como reflexo do incremento da construção civil pós-pandemia e, principalmente, da recuperação econômica mundial, a indústria da mineração no Brasil – atividade essencialmente devida à boa vontade divina com a nossa exuberante natureza – já dá sinais claros de que novo recorde de produção e exportação de minérios será alcançado. A esse respeito, não podemos esquecer que as barragens de Mariana e Brumadinho, que causaram os maiores desastres ambientais da nossa História, foram construídas em momentos de boom, quando a segurança nos projetos dos reservatórios de rejeitos dessa atividade foi negligenciada.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

Mariana e Brumadinho

Fico revoltada quando leio notícias a respeito da Vale falando de seu valor de mercado, de seus lucros bilionários. E penso nas vítimas das duas tragédias que a empresa provocou. Como ficaram a sua responsabilização e a indenização às famílias? Parece que as vidas humanas não têm mesmo valor.

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA RITARUA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Em São Paulo

Fóruns fechados

Desde o início da pandemia os diversos Fóruns do Tribunal de Justiça de São Paulo estão fechados. Apenas os processos mais recentes, que são digitais, têm andamento. Mas os processos físicos são a maioria e sua tramitação está paralisada desde então. O Tribunal de Justiça precisaria buscar alguma solução, a exemplo de outras atividades, pois são milhares de pessoas dependendo de decisões judiciais de toda espécie, o que provoca, além do mais, sérios prejuízos à economia.

ROSANGELA DELPHINO  TOULIGADA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MITO DO PAU OCO

Com a omissão e negativismo sem igual de nosso mito do pau oco, as lideranças estaduais em sua quase maioria absoluta, se viram obrigadas a assumir por força da competência cumulativa a representatividade do País no concerto de nações, para apregoar a verdadeira posição brasileira perante a crise sanitária, o acesso à ciência,  preservação das florestas, a redução dos gases do  efeito estufa, a recuperação da biomassa e áreas degradadas, a proteção das populações indígenas da Amazônia, tudo com fundamento do disposto no artigo 53, itens II, V, VI e VII da Constituição Federal. 

A assunção dessas responsabilidades pelas lideranças estaduais se justificou porque no interior de nosso mito do pau oco não se esconde ouro, mas um total desprezo pelas desgraças enfrentadas por nossa sociedade, o que significou a classificação do Brasil como pária das nações no mundo atual.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


*


O BRASIL PRECISA CRIAR VERGONHA NA CARA


O Brasil não tem o direito de pedir vacinas para outros países enquanto não fizer o dever de casa: afastar Jair Bolsonaro da Presidência da República. O mundo inteiro sabe que Bolsonaro é o responsável pelo brutal agravamento da pandemia no Brasil, todo mundo sabe que Bolsonaro não comprou as vacinas, entrou na justiça para acabar com o isolamento social e ridicularizou o uso da máscara. Ninguém vai mandar as preciosas vacinas para um país no qual generais têm de tomar a vacina escondidos do presidente da República. O Brasil precisa criar vergonha na cara, apear Bolsonaro imediatamente da Presidência da República e fazer as pazes com o mundo civilizado, só assim virá a ajuda que o País tanto precisa.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

RIO DE JANEIRO


Com a posse de Cláudio Castro no governo do Estado do Rio de Janeiro, será que finalmente os cariocas encerram o extenso período de prisões de governadores “impolutos”?

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

*

DIREITOS POLÍTICOS


Está na lei. Enquanto não mudar é o que vale. O ex-governador Wilson Witzel sofreu impeachment e seus direitos políticos suspensos por 5 anos. Por que por 5 anos? Nesta situação a suspensão dos direitos deveria ser definitiva. Não teria mais direitos políticos. Cinco anos passam assim, num estalar de dedos. Daqui a pouco está aí de novo. 


Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*



PAULO GUEDES

É chegada a hora de lacrar o “posto Ipiranga” por venda de combustível batizado. Basta de Paulo Guedes! Já deu para o gasto.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*


‘NÓS AUTORIZAMOS, PRESIDENTE’

Esse é o título da faixa carregada pelos alienados nas ruas brasileiras, ao lado de um pedido insólito contra a democracia que eles até então prezavam – Intervenção Militar Já, com Bolsonaro! No primeiro caso pergunto: autorizam o presidente a quê? Ele venceu eleições democráticas, sem fraudes, e tomou posse sem nenhum problema. A única coisa que não fez foi trabalhar pelo País e pelo povo brasileiro em dois anos e quatro meses, seria essa a autorização? Clamar para que Bolsonaro resolva trabalhar?

Faz sentido, sendo a manifestação no Dia do Trabalhador. Quem sabe os ares soprem o vento oriundo do esforço dos operários(as) e o presidente comece efetivamente a trabalhar pelo País, pelo povo e por aquilo que prometeu na campanha eleitoral.

Quanto às faixas pedindo Intervenção Militar, Golpe Militar, Ditadura ou Autogolpe, tanto faz a nomenclatura, essas pessoas efetivamente querem que o Brasil vire uma enorme Venezuela, dando a Bolsonaro poder absoluto, assim como conseguiu Hugo Chávez e Maduro! Quem fez a faixa é golpista e quer o fim da nossa democracia.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

*


PROPOSTAS

A CPI da Covid já abre um capítulo para que candidatos mostrem suas propostas, mas até o momento são reuniões virtuais recheadas de egos inflados, sem nenhuma proposta concreta para o país que vão encontrar: destronado, doente e muito mais pobre.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

O HOMEM DE RECADO DO PRESIDENTE

    

Um presidente da República deve sempre zelar pelo bem-estar do povo. Não é, no entanto, o caso do nosso: não interessa a Jair Messias Bolsonaro saber dos problemas dos outros, inclusive do povo brasileiro. Por outro lado, ele quer estar no centro das atenções e exige não ser contrariado em nada, ainda que goste de contrariar as normas e as regras.

O presidente sabe que deve usar máscara e evitar aglomerações para não contrair nem transmitir covid-19, mas faz questão de cumprimentar a multidão com beijos e abraços, sem máscara, e ainda toma lanche com as pessoas. Gosta também de participar de reuniões oficiosas com seus “admiradores” em frente ao Planalto. Ele não se preocupa se as pessoas estão nos hospitais, nem com aquelas que já perderam a vida. Não é a vida dele nem de sua família. Se tivesse mostrado mais empenho e seriedade no controle da expansão da covid-19 desde o início da pandemia, o Brasil não registraria, hoje, mais de 400 mil mortos.

Não há como negar que a pandemia se agravou no País após a nomeação de um general do Exército como (o terceiro) ministro da Saúde em dois anos de governo Bolsonaro. Além de não entender de vírus nem da doença, o general não fez o mínimo esforço para tentar entender, nem procurou conhecer a real situação dos hospitais: superlotação, falta de equipamentos, profissionais esgotados física e psicologicamente. O então ministro continuou a se comportar e a agir como um general, nunca tomou a frente como um ministro da Saúde, nunca reconheceu publicamente o trabalho dos agentes de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, etc.). Mas o que poderíamos ter esperado dessa dupla? O presidente é individualista; o ex-ministro, ignorante.

O único papel ao qual o general do Exército se prestou foi o de homem de recado do presidente, orientando, a mando de Bolsonaro, os hospitais a prescreverem medicamentos não recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Hoje, em dois anos e cinco meses deste governo, temos o quarto ministro da Saúde. Esperamos que este último seja melhor que o anterior, o que não deve ser difícil. Ressalto que um bom ministro da Saúde não precisa, necessariamente, ser médico, basta lembrar que tivemos um economista que introduziu o remédio genérico no País e foi um excelente ministro.

A vacina é a única solução contra a covid-19 e é com ela que realmente conseguiremos controlar a pandemia, embora, até 2022, o Brasil continue com o mesmo presidente...


Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

 

MEIO AMBIENTE

O respeito ao meio ambiente é um compromisso assumido pelos países desenvolvidos, para evitar a perda de condições de sobrevivência humana e do reino animal. Mas há fatos que exigem posicionamentos, como a constatação de que em apenas um ano o ministro  Ricardo Salles assinou 721 medidas que  causam impacto ao meio ambiente. Uma situação inaceitável e incompreensível.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

CONSTITUIÇÃO TRAÍDA

É absurdo, para dizer o mínimo, que o STF esteja “dividido” quanto à utilização de diálogos obtidos de forma ilícita entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. A Constituição é exata e clara nesse quesito, não deixando margem alguma para dúvidas quanto à vedação do uso desse expediente criminoso. Os ministros Ricardo Lewandowsky e Gilmar Mendes, ao defenderem ferozmente a utilização desses diálogos, não só desrespeitam frontalmente a Carta Magna, que juraram defender, como também, pior, demonstram viés claramente pessoal e político, o que é absolutamente condenável pela posição que ocupam. Mais do que insegurança jurídica, a situação faz lembrar uma das frases mais intensas e contundentes do saudoso deputado Ulisses Guimarães: traidor da Constituição é traidor da Pátria!


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

VISÃO MEDÍOCRE

Sem dúvida o Brasil precisa de uma solução racional para suavizar o seu problema de subdesenvolvimento afetado ainda pelo desemprego e fome.

Ao invés de “esmola à pobreza” , este governo deveria promover obras de infraestrutura, com as quais daria emprego e promoveria o crescimento econômico do País.

No período de depressão, quando os Estados Unidos alcançavam 13 milhões de desempregados, em 1932, Roosevelt criou um plano imenso de obras mesmo não tendo todos os recursos financeiros. Mas alavancou a economia americana e acabou com o desemprego avassalador e o país cresceu como nunca.

Do mesmo jeito, Biden quer fazer agora, com o emprego de trilhões de dólares em obras.

Ora, o Brasil precisa urgentemente de grandes obras para desenvolver a sua destruída malha ferroviária, modernizar os portos, solucionar  o gravíssimo problema de cidades sem esgotos e sem tratamento e mais outros precários setores.

Outra solução que ninguém fala é o controle de natalidade, ou pelo menos o planejamento familiar. Milhões pensam apenas em fazer filhos sem nenhum recurso para criá-los sadiamente. Mas são pessoas que precisam de uma melhor orientação do governo e estímulo para evitar esse absurdo de inchar o país de mais e mais milhões de indivíduos.


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


*


BOLSONARO, PRTB E JÂNIO QUADROS


Além de estar Tudo em família (editorial Estadão, 3/5, A3), o PRTB tem por base um instituto que leva o nome do ex-presidente Jânio Quadros, fazendo voltar à baila as comparações com o atual ocupante do Palácio do Planalto. Falácias de combate à corrupção, moralismo exacerbado, opiniões e ações conservadores extremadas e a justificativa de não conseguir governar por causa de “forças ocultas” pontuam o desgoverno do que renunciou em 1961 e o do néscio atual. Assim, Bolsonaro se filiar ao PRTB seguiria um curso natural de quem atua somente para defender aos seus.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas-SP


*


BOLSONARO E O PRTB


As mazelas do sistema partidário brasileiro foram expostas com todas as letras no editorial Tudo em família. Afinal, como bem sabido, os partidos políticos no Brasil têm dono, e suas estruturas internas nada têm de democracia. O tal Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) de renovador não tem nada. Os familiares de Levy Fidelix praticamente herdaram o partido com a morte do patriarca, como se o partido fosse patrimônio familiar. A reforma política tem de ser profunda, começando pela erradicação do nepotismo dentro dos partidos, que hoje em dia pouco estão representando o povo. 


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


*

BOLSONARO E OS PARTIDOS POLÍTICOS.


 Para que formar um novo partido político se existem vários à disposição e que se submeterão a quaisquer regras rígidas de submissão. Seja o PRTB ou outro nanico pronto para ser alugado, Bolsonaro está garantido politicamente para disputar a reeleição. Relembre-se que a terceira via é importante e necessária em decorrência dos problemas atuais de governança, e pode ganhar, com um bom candidato, as eleições de 2022, no segundo turno, exceto se Bolsonaro, ainda, resolver fazer mudanças nas seguintes atitudes e comportamentos: os relacionados ao negacionismo quanto à covid-19 e medidas de enfrentamento da doença; excesso no uso de armas; menos envolvimento com questões familiares, inclusive criminais; fazer firme propósito de pensar muito antes de falar e expor seus pensamentos; e, ainda, cuidar mais das questões ambientais, embora continue prestigiando o agronegócio.


José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


*


ESCLARECER É PRECISO

Um dos editoriais de domingo do Estadão, com o título Outra manobra com a Lava Jato, em sua essência lembra muito bem que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, não declarou que ele não cometeu os crimes pelos quais foi denunciado. Simplesmente foi dito qual era o juízo competente para conduzir os processos. Não foi declarado inocente das acusações que pesam contra ele e tampouco apresentou alguma prova para refutá-las. Mas o “apedeuta de Garanhuns”, um “salafrário como nunca dantes nosso país viu”, uma vez recuperada sua elegibilidade por obra e graça dessa decisão do STF, vai começar sua campanha para tentar voltar à Presidência em 2022 batendo em teclas como: “sou inocente”, “fui perseguido politicamente”, “mas a justiça finalmente foi feita”, “estou voltando para consertar (sic) este país”, etc. Para quem é minimamente esclarecido, essa cantilena é inócua e só causa náuseas. O perigo é que, para a maioria dos eleitores brasileiros, pessoas humildes, sem educação política, inocentes, o “encantador de serpentes” convence com seu discurso falacioso. Daí a necessidade dos políticos que pretendem se opor a ele começarem imediatamente uma forte campanha perante o eleitorado, esclarecendo e denunciando a farsa que o mentiroso vai tentar vender como verdadeira. Esclarecer é preciso!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


*

LIBERDADE DE IMPRENSA


Por ocasião do Dia da Liberdade de Imprensa, comemorado em 3 de maio, cabe, por oportuno, citar o que bem escreveu Rui Barbosa: “A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça”.Com efeito, suas palavras não poderiam soar mais apropriadas e contundentes nestes tempos bicudos e obtusos que o País vive sob o intolerante, negacionista e autoritário desgoverno Bolsonaro. Liberdade de impressão e de expressão, sim, ditadura e censura, nunca mais. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*


COBERTORES PARAHYBA E A MEMÓRIA DOS BRASILEIROS


Não sou médico, mas gostaria de compartilhar uma sugestão testada e aprovada por mim mesmo para fortalecer o sistema imunológico dos brasileiros e nossa capacidade de combater infecções. Além de ajudar a superar o estresse e aumentar significativamente a produtividade e o bom humor. É simples: dormir melhor. Como? A luz azul é conhecida por estimular células ganglionares da retina, aumentando o estado de alerta das pessoas. Só que, nas horas antes do sono, isto não costuma ser nada bom. Como se trata de informação sobre questão estabelecida e de domínio público, até um leigo como eu pode divulgá-la. Ocorre que vários celulares, computadores e programas dispõem de modo noturno em que se elimina a luz azul. Minha sugestão é que se faça uma lei para que, à noite, o modo noturno seja automaticamente ativado, salvo em caso de comando em contrário por parte do usuário. Assim, como costumava dizer a Cobertores Parahyba na hora de dormir das crianças brasileiras no início da era da televisão, no século passado: “Um bom sono pra você e um alegre despertar”.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*


ENTERRADO DE VEZ        

O presidente dos EUA, Joe Biden, conseguiu, nos 100 primeiros dias de sucesso de sua gestão, enterrar, literalmente, o ex-presidente Donald Trump. Esses acontecimentos deixaram Jair Bolsonaro totalmente órfão. Ora, sozinho, isolado e desacreditado, Bolsonaro é considerado um presidente placebo – aquele que não tem eficácia, inerte. Sua trajetória, além de nociva ao Brasil, também o é ao mundo civilizado. Bolsonaro, pede para sair, como já dizia aquela senhorinha de Taubaté, antes de ser enterrado de vez, junto com seu brother, tá óquei? 

 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

 

*

CARLOS ALBERTO DI FRANCO


Excelente o artigo de Carlos Alberto Di Franco Informar e propor, recado dos leitores (A2, 3/5). Destaco o seguinte trecho: “Ao longo deste ano, alguns jornalistas da grande mídia, sobretudo na cobertura de política, em nome de suposta independência têm enveredado excessivamente pelo que eu chamaria de jornalismo de militância. E isso não é bom”. Além de elegante, pois não citou  o nome de ninguém, mostrou que está atento ao conteúdo das matérias produzidas pelos jornalistas que atuam no jornal para o qual escreve.


Francisco Geraldo Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá


*

GÉRSON E A VERDADE HISTÓRICA


Aplausos ao jornalista José Nêumanne pela vigorosa entrevista, no YouTube, com o eterno e cerebral craque Gerson Nunes. O canhotinha de ouro do tri foi claro e direto no assunto: a ditadura não pressionou a Seleção. Só  canalhas, covardes e decaídos de espírito não admiram Gerson. Não apenas como craque inigualável, que alegrou torcedores do mundo todo. Mas, também, e sobretudo, como cidadão, como figura humana. Como amigo e chefe de família. Sensível e sempre empenhado em fazer o bem. Em realizar pela coletividade. Trabalhando no Instituto Canhotinha de Ouro para que crianças e adolescentes mereçam um amanhã digno e vitorioso. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília










 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.