Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2021 | 03h00

Bruno Covas

‘Um jovem exemplar’

Perfeito o editorial Um jovem exemplar (15/5, A3). Merecido reconhecimento do trabalho desse rapaz que nos deixou precocemente. E com ele se foi uma verdadeira esperança de um Brasil melhor. Que sirva de exemplo. Realmente, uma pena termos perdido Bruno Covas.

FERNANDO PIRRÓ FPIRRO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Grande ausência

Lamentavelmente, perdemos Bruno Covas, um homem que trazia em seu DNA as características de honradez e competência. Muito ainda ele teria a nos oferecer com seu exemplo.

HENRIQUE MASSARELLI HERMASSA1935@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bom senso e equilíbrio

Muito triste a morte do social-democrata Bruno Covas. Neste tempo de celerados de esquerda e de direita, ele representava o bom senso e o equilíbrio.

Muito triste!

LEÃO MACHADO NETO LNETO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Livrai-nos do mal

Se Bruno Covas, em seu leito de morte, pediu que não houvesse aglomeração em sua despedida, preocupado, por causa da pandemia, com a saúde de seu povo, de modo contrário o presidente Jair Bolsonaro vem promovendo aglomerações constantes e, sem máscara, discursa, usando palavras de baixo calão, ódio, discórdia, divisão, ameaças, sem ao menos mencionar as mais de 430 mil mortes causadas pelo coronavírus. Em sua última aparição, veio montado em cavalo, rodeado por seus vassalos, lembrando, por atos, falas e fatos, os cavaleiros do apocalipse: peste, guerra, fome e morte.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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Trave nos olhos

Eduardo Bolsonaro disse que o falecido prefeito de São Paulo Bruno Covas ironizou quando seu pai levou a facada. Se o fez, foi lamentável. Mas Eduardo não se lembrou de quando o pai ironizou toda a população do País dizendo que a covid era apenas uma “gripezinha” e, provocando aglomerações, contribuiu para a morte de mais de 430 mil brasileiros.

ADRILES ULHOA FILHO ADRILES@UAI.COM.BR

BELO HORIZONTE

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O Brasil de Bolsonaro

De polarização

Importante a reportagem Polarização invade entidades de classe (16/5, A5) Faz-nos meditar. Como advogado, sinto-me autorizado a fazer algumas considerações sobre a OAB, à qual sou filiado há mais de quatro décadas. Para tanto não se pode falar da entidade sem lembrar a gestão digna e relevante do saudoso Raimundo Faoro, que emprestou seu prestígio e respeito à entidade. Tenho comigo que a OAB, que desempenhou papel fundamental na luta pela redemocratização do País, parece ter perdido seu eixo com o término do regime ditatorial e, lamentavelmente, nunca mais abraçou nenhuma bandeira à altura de sua importância. Transformou-se em reduto de promoção pessoal de seus dirigentes, até mesmo impedindo a alternância de poder, predominando a reeleição de representantes dos grupos que a dominam, elegendo dirigentes que não fazem nenhuma diferença. Se for feita uma pesquisa entre os advogados, poucos se lembrarão de quem foram seus últimos presidentes, nacional ou regionalmente. Registre-se, por questão de justiça, que o atual presidente nacional tem até sobressaído nesse marasmo, tanto que é cogitado para se candidatar ao governo do Rio de Janeiro. Espero que, se eleito, não se perca como o ex-governador Wilson Witzel, ex-juiz federal.

ANTÔNIO DILSON PEREIRAADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA

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De volta ao passado

O incapaz ocupante do cargo de presidente da República tem a loucura de querer exigir, por decreto, que a eleição de 2022 seja feita pelo arcaico sistema de cédulas de papel, esquecendo que estamos em pleno século 21. Só falta ele também exigir que nosso sistema telefônico digital seja substituído, por decreto, pelo arcaico sistema de discagem. Passou da hora de o nosso povo aprender a votar em candidato que tenha capacidade intelectual e administrativa e saiba mostrar ao mundo o Brasil de hoje.

ARMINDO TEIXEIRA DE MAGALHÃES

SÃO PAULO

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Incapacidade moral

Ainda a propósito do editorial Loucura ou crime? (16/5, A3), o mesmo grupo que justificadamente pediu o afastamento de Bolsonaro da Presidência por incapacidade civil (mental) deveria também pedir o afastamento de Lula de qualquer candidatura por incapacidade moral e ética, perfeitamente comprovada e prescindível de estudos mais aprofundados.

FERNANDO JOSÉ SIQUEIRA SIQUEIRAO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Educação

Fato e opinião

Preocupante o estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontando que 67% dos jovens brasileiros de 15 anos não sabem a diferença entre fato e opinião quando leem um texto. Porcentual muito acima da média dos outros 79 países avaliados, que ficou em 53%. Infelizmente, com o atual governo, que a cada dia destina menos recurso à educação, esse quadro só tende a se agravar

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

Revolução x desmonte

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Alentadora a leitura do artigo Uma revolução a caminho (15/5, A2), da lavra de Carlos Américo Pacheco, que faz um ensaio sobre o impacto causado no mundo pelo massivo investimento em ciência no século passado. Mas como alegria de pobre dura pouco, na página ao lado deparamos com o editorial O desmonte do conhecimento (A3), que nos obriga a pôr os pés no chão e encarar a nossa dura realidade como nação que dá as costas à ciência e à educação.

JOÃO A. EDUARDO DA SILVA SILVA.MARUYAMA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A PERDA DE UM JOVEM GRANDE POLÍTICO


Perdemos Bruno Covas. Em seu velório, nenhuma história paralela, ninguém conversando de coisa alguma, só o aturdimento diante de uma morte absolutamente esperada, mas que nos tira um pouco da esperança no futuro.  Bruno percorreu vários caminhos da política, mas encontrou-se mesmo administrando problemas e pessoas. Mudar a vida dos que mais precisam era o que o motivava na política e por isso queria ser lembrado. Altruísta, iniciou programas de acesso a tratamento de câncer, para quem não tinha as mesmas condições que ele.  Enfrentou grandes desafios, desde a queda do viaduto até a própria pandemia. E a tudo resolvia bem, com energia, com soluções criativas, agindo sempre de acordo com a ciência e a racionalidade. Lembrava sempre do avô Mário Covas, para quem era possível conciliar política e ética, política e honra. E acrescentava ser possível fazer política sem ódio, fazer política falando a verdade. Foi duro contra quem pratica o retrocesso nas políticas públicas.  Mas ligava para seus oponentes e com eles discutia assuntos da cidade, ouvimos de um seu adversário ontem. Prefeitava com seu jeito alegre e sua risada inconfundível. Era responsável e ético.  Seu estilo também lembrava da ousadia e da coragem de Mário Covas. Para os que creem estarão juntos agora. Como diria o governador Covas, deixou-nos com jeito de quem quer mais. Deixou o legado de um guerreiro, de alguém que trabalhou apesar da grave doença e a ela sempre se referiu com transparência. Foi um bravo. Essa foi a pessoa que perdemos neste 16 de maio. Esse foi Bruno Covas.


Belisario dos Santos Jr. e Rubens Naves, Santos Jr.

priscila@assessoriaexclusiva.com.br

São Paulo


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EXEMPLO DE POLÍTICO


Morreu Bruno Covas, jovem prefeito e jovem político. Deve servir de exemplo a muitos políticos brasileiros, que devem aprender a ser coerentes, dignos, decentes, ter palavra, comedimento, postura e ações capazes de transmitir credibilidade. Precisamos de um similar para encabeçar a Terceira Via e eliminar o combate entre Bolsonaro e Lula da Silva, totalmente desinteressante para o Brasil.


José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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O BEM E O MAL


Os políticos são infectados com um vírus quando ascendem a um cargo público, do bem ou do mal. Desconfio que o vírus do bem que, indiscutivelmente, infectou o prefeito Bruno Covas,  é muito mais frágil. Políticos do mal demoram muito mais para morrerem. 


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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O JUSTICEIRO


Renan Calheiros, relator da CPI da Covid-19, ressuscitou travestido de paladino da justiça  e está ameaçando os depoentes de prisão, caso faltem com a verdade. Renan Calheiros é um notório mentiroso, corrupto e suspeito de inúmeros crimes contra o erário público e continua livre, leve e solto. Este é um retrato da nossa justiça.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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CPI DA COVID


Há cerca de 50 anos, no Brasil, militares recorriam ao pau de arara para obrigar brasileiros contrários  ao regime militar ditatorial a falar. Hoje, militar de alta patente recorre ao STF para não falar.

Que país é este?

Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte


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NA CPI PROVAS QUE GRITAM

O Estadão, sempre com ótimos editoriais, também o de domingo passado com o título As provas que gritam, me faz chegar à conclusão de que a CPI da Pandemia é um luxo! Ou seja, não era necessária sua realização, porque as provas do desprezo a essa pandemia e em salvar vidas, como constam nas manifestações públicas de Jair Bolsonaro, já são suficientes para seu afastamento definitivo do poder desta República!  É uma “gripezinha”; para mortes, “E daí?”, não sou “coveiro; “maricas” são os que respeitam o uso de “máscaras” e “distanciamento social”, etc. E, também, porque não comprou antecipadamente, como em meados de 2020, a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, dizia que não prestava porque era da China. Comprou-a apenas em janeiro de 2021, época em que o País já acumulava quase 200 mil mortes. Com a vacina da Pfizer, o mesmo desprezo! Somente fechou contrato no mês de março deste ano, depois de diversas tentativas frustradas desde agosto de 2020, nas quais a vacina foi oferecida ao Planalto. Sobre essa vacina, Bolsonaro falava também que não prestava, e quem tomasse viraria jacaré... Presidente desumano que continua promovendo aglomerações sem o uso de máscara. E o Brasil, com a falta de vacinas, já com mais de 435 mil óbitos. Bolsonaro, propositalmente, critica a China, produtora do insumo para a fabricação da Coronavac, e a Fiocruz, que produz a Oxford/AstraZeneca. A China está retendo o embarque do insumo, e o Butantan está com a produção paralisada. Isso também afetará a Fiocruz. Com esse insumo, o Butantan produziria 18 milhões de doses da Coronacac. A mesma vacina responsável por 8 entre 10 brasileiros já vacinados do País. Ou seja, as provas gritam, assim como esses crimes de Bolsonaro contra a humanidade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MORRAM E NÃO ENCHAM O ‘SACO’

O mundo assiste estarrecido à catastrófica gestão da Saúde do Brasil na pandemia, o negacionismo, a recusa em comprar vacinas, a falta de oxigênio na Amazônia, a insistência criminosa em remédios descartados no tratamento da covid-19 e agora o país ira assistir à paralisação completa da vacinação graças aos ataques infantis do presidente Bolsonaro à China.  A pergunta que todos fazem é: como é possível Jair Bolsonaro continuar na Presidência da República com todos os erros criminosos que já cometeu? A resposta é muito simples: Bolsonaro é um excelente pagador de propinas, o Congresso nunca recebeu tanto dinheiro público, por dentro, por fora, pode faltar dinheiro para tudo no País, mas o pagamento da propina é sagrado, não falha nunca. A vida do povo brasileiro é irrelevante diante da magnífica propina, distribuída generosamente, acompanhada do fim das investigações de corrupção que tanto atazanaram os congressistas, alguns até foram presos, onde já se viu. Bolsonaro recolocou a corrupção no lugar de honra que ela sempre teve na política brasileira, os congressistas serão eternamente gratos por essa gentileza, se alguns milhões de brasileiros tiverem que morrer, que morram e não encham o saco. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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OS IDIOTAS

Os brasileiros que respeitam as determinações dos especialistas em relação ao isolamento social são considerados  como  “idiotas”  pelo presidente Bolsonaro. É a demonstração que falta a ele o discernimento para o cargo que ocupa. Sinto-me ofendido com as expressões usadas por ele.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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TUDO MUITO ESTRANHO

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin – aquele que restabeleceu os direitos políticos do condenado Lula da Silva – autorizou a Polícia Federal a investigar os dados relacionados a duas operações relativas à Lava Jato. Então, as evidências indicaram possível corrupção do colega Dias Toffoli, pela venda de sentenças, em que teria recebido propina na ordem de R$ 4 milhões, pelo escritório de advocacia de sua esposa, Roberta Rangel. Agora, novamente assustado, Edson Fachin “desautorizou” sua autorização da referida investigação. Afinal, será que Fachin está precisando de férias ou de aposentadoria compulsória? Tudo muito estranho!

Júlio Roberto Ayres Brisola  jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PROIBIDO

Para que não haja interpretações dúbias: o pedido é para investigar Dias Toffoli e não julgá-lo.

Mas nem isso o corporativismo do STF permite. Parece até que há uma caixa-preta com “pedido de vista”.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÕES

E sábia a afirmação de que a voz do povo é a voz de Deus. A primeira leitura que sempre faço no Estadão é a do Fórum dos Leitores. E fácil sentir aqui que todos manifestam preocupação com o futuro  do nosso país. Para as próximas eleições temos, de um lado, um transtornado e, de outro, um cleptomaníaco. Aos 83 anos, faço um apelo aos dirigentes equilibrados de partidos políticos (existem alguns) para que se esmerem na escolha de um candidato com qualidades administrativas e políticas (existem poucos é verdade) porque quero deixar aos netos um Brasil onde se possa viver de uma maneira social, cultural e com segurança.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

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PESQUISAS

Convenhamos, a única forma de sacramentar as pesquisas sobre a preferência por Lula nas eleições presidenciais de 2022 é o teste das ruas, assim recomendamos que ele venha a público!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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TERCEIRA VIA EM 2022

Se o pior acontecer e não surgir até 2022 um nome forte de uma terceira via, o País estará condenado a ser governado ou pela extrema direita raivosa e ignorante ora no poder ou voltar a uma esquerda sórdida e corrupta, de triste e lamentável memória. A estridência dos extremos certamente resultará numa ampliação do atual e gravíssimo caos econômico, sanitário e social por que passamos. Para que o Brasil reencontre seu norte e possa emergir do poço sem fundo em que foi atirado, espera-se que a maioria silenciosa saia de sua perigosa e cômoda resignação e passe a atuar nos próximos meses de maneira decisiva na escolha de um nome que consiga evitar esse impasse pernicioso. Mais de cinco séculos após seu descobrimento, e o País ainda não virou uma Nação. Está mais do que na hora. Muda Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ESTRANHA OBSESSÃO    

Grupos que apoiam o presidente Bolsonaro – de setores diversos e com pautas distintas – realizaram no último sábado, dia 15, atos em defesa do governo, pressionado pela CPI da Covid. Entre os apoiadores estão representantes de entidades ligadas a ruralistas, evangélicos e caminhoneiros.

O mais estranho nessa obsessão doentia é nenhum destes grupos ter sido agraciado com algo deste mesmo governo que idolatram. Caminhoneiros vivem situação difícil com frete baixo, diesel nas alturas e pedágios no lombo de suas boleias.  

Os evangélicos, em que pese os pastores das grandes igrejas conseguirem benesses para eles, nunca para os fiéis, sofrem com a mesma penúria da falta de vacinas, empregos e auxílio emergencial decente.

Os ruralistas embora possam destruir matas como nunca antes e com total apoio do governo, já estão pagando o pesado tributo do isolamento do País no Mercado Comum Europeu e em breve na China. Portanto, essa insistência em ser massa de manobra de um sujeito que come picanha caríssima, tem filho com mansão de seis milhões e nada faz pelo País vai custar muito caro num curto prazo.           

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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AVENIDA PAULISTA

Aos domingos a Prefeitura dá total preferência para os ciclistas que deitam e rolam e nada respeitam na Avenida Paulista Paulista e ainda a Prefeitura, na altura da Praça do Ciclista esquece-se dos idosos, deficientes e quem precisa descer no ponto de ônibus perto da Consolação, pois ele fica inoperante. A administração municipal deveria fechar a Paulista para pessoas, ônibus e carros, e só deixar os ciclistas. É uma piada essa Prefeitura e o desrespeito aos pedestres, que também pagam impostos.

Zureai Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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EXECUÇÃO, EXECUÇÃO E EXECUÇÃO

Nosso país tem um arcabouço legal de fazer inveja a muito país desenvolvido. Mas a execução pelo Poder Executivo (que exerce seu papel de forma muito subjetiva, se é que você me entende) e pelo judiciário (que tem um talento todo especial para passiva e alegremente aceitar chicanas, se é que você me entende) faz com que boas leis sejam desfiguradas pelo Legislativo para tentar contrabalançar a incompetência dos outros dois Poderes. Assim, quando o Legislativo resolve mudar as leis de licenciamento ambiental, seria mais produtivo entender a causa raiz da mudança em vez de sair reclamando. Aliás, depois de 17 anos em tramitação na Câmara dos Deputados, parece-me que as pessoas realmente interessadas no crescimento sustentável do Brasil já tiveram oportunidade de opinar e influenciar, não só sobre a legislação ambiental, como também sobre a sua execução no Brasil. Reclamar é fácil. Vamos executar tendo o bem do nosso Brasil como prioridade! Procura-se um estadista.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Paranaíba



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LICENCIAMENTO AMBIENTAL

A nova Lei de Licenciamento Ambiental, com este excesso de rapidez na tramitação, tem claro viés para interesses de grupos privados em detrimento da proteção do meio ambiente. Que o Senado tenha discernimento para equilibrar esta discussão.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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PIB BRASILEIRO RESISTE À PANDEMIA

 

As principais agências que acompanham o comportamento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro elevaram de 3,2% em abril para 3,8% atualmente a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2021 (Estadão 17/05 – B1). Isso porque o isolamento e suspensão das atividades econômicas foram menores que o previsto no recrudescimento da covid-19. Louve-se o poder da economia brasileira que, mesmo com pandemia, continua apresentando resultados positivos. É preciso que todos cumpram com suas obrigações sem invadir a seara alheia. O comércio e os serviços – grandes prejudicados nas quarentenas e lockdowns – estão cada dia mais resistentes às teses de restringir atividades. Aceitam os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias, mas não querem fechar as portas temporariamente, pois a falta de produção e renda pode levar ao fechamento definitivo, como já aconteceu com milhares de negócios. Governos e seus operadores precisam cumprir suas obrigações de vacinar a população e prover o parque ambulatorial e hospitalar dos recursos para atender os já adoecidos e os que ainda vierem a contrair a covid-19. E a população, mesmo os já vacinados e com prazo de efeito da droga vencido, deve manter os cuidados básicos com máscara, lavagem das mãos e distanciamento pessoal. A negligência poderá ser, até, fatal.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A TRAGÉDIA DO ORIENTE MÉDIO CONTINUA


Benjamin Netanyahu faz questão de ignorar o princípio da física de que esquentar um recipiente fechado leva à explosão! Durante dias, os palestinos de Jerusalém Oriental, acuados e fisicamente confinados, foram intimidados e agredidos por religiosos fanáticos, sob o olhar complacente das autoridades israelenses, o que levou à reação do Hamas e ao bombardeio pesado israelense. Previsivelmente, morreram civis dos dois lados. Insensível à tragédia, Netanyahu declarou que continua sua ofensiva militar até estabelecer “um silêncio total, de longa duração”. O que ele deve, isso sim, é explicar por que Israel nunca implementou o acordo de Oslo de 1993, de dois Estados, sendo 22% da área para os palestinos. É o que a inoperante Nações Unidas deve exigir, ao invés de declarar sua preocupação, como sempre!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com, SP



 











 

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