Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Ameaça à Nação

Incrível como esse desgoverno é destruidor e afronta a Nação, sem piedade! E o Estado mais uma vez prestou grande serviço à Nação ao denunciar que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teve o desplante de condicionar a realização da eleição de 2022 à aprovação do voto impresso pelo Congresso. Se aprovado, o voto impresso custaria R$ 2 bilhões aos já surrados cofres públicos. Mais uma vez Braga Netto, sem preocupação de servir à Nação, se consagra como serviçal de Jair Bolsonaro, que, prevendo sua derrota no ano que vem, alega que a urna eletrônica não é confiável, mas não prova as “fraudes”. Estarrece que a imagem das nossas Forças Armadas esteja sendo maculada por militares engajados nesse governo, comandado por um ex-militar expulso do Exército por indisciplina. Ameaçar a nossa democracia é coisa de gente inútil, que não respeita as nossas instituições.

PAULO PANOSSIAN PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Solidariedade

A minha solidariedade ao Estado, que, tenho a certeza, é compartilhada por todos os brasileiros que, como eu, não aceitam viver em outro regime que não o democrático. A ainda mais de um ano das eleições, o presidente Jair Bolsonaro não se cansa de nos mandar recados diretos de que não é o tal “voto auditável”, via impressão, que quer nas eleições, mas, sim, a imposição de sua vitória como a única possibilidade aceitável. Confio que o jornal que assino não se tenha rendido a fake news ao publicar aquele recado intimidatório do general Braga Netto, destinado “a quem interessar”.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Idoneidade

Parabéns às jornalistas Andreza Matais e Vera Rosa e ao Estado pela reportagem sobre a ameaça do ministro da Defesa, Braga Netto. E mais ainda por manter seu teor, mesmo depois da tentativa de desmenti-lo. A reação dos políticos e da sociedade prova a idoneidade do jornal. E expõe, mais uma vez, o autoritarismo, as ameaças que são comuns neste governo. Parabéns, Estadão! É por isso que continuo leitora e confio no jornal.

LUCIA HELENA FLAQUER LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nem com rios de sangue

Após mandar emissário ameaçando o Legislativo de barrar as eleições de 2022 se não aprovasse a volta das cédulas de votação em papel, o valente militar Braga Netto agora nega essa possibilidade. Deve ter finalmente entendido que o povo brasileiro é pacífico, mas os 210 milhões de pessoas não estão mortos nem serão subjugados. Nem com rios de sangue.

ADEMIR VALEZI VALEZI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Só gol contra

Inacreditáveis e surrealistas as desastradas notas do ministro da Defesa, general Braga Netto, achando ser o dono das Forças Armadas. Pantomima que prossegue fazendo estragos, como tiros de canhão nos pés do governo e na democracia. Na primeira nota, Braga Netto lançou-se enfurecido contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, que lamentou a presença de maus militares na administração federal. Na destrambelhada segunda nota, mostrando falsa indignação, o general tentou negar a matéria do Estado revelando que ele mandou recado ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, insinuando que sem o voto impresso não haverá eleições em 2022. Nessa linha destrambelhada de gols contra, logo Braga Netto poderá pedir música no Fantástico. Será a glória.

VICENTE LIMONGI NETTO LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

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Acreditar quem há de?

O desmentido de Braga Netto, de que não mandou duro recado ao presidente da Câmara sobre não haver eleição sem voto impresso, justo no dia em que Bolsonaro disse a mesma coisa, fica difícil de acreditar.

PAULO SERGIO ARISI  PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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O seguro morreu de velho

O golpe está devidamente anunciado. Faremos sua crônica depois ou vamos impedi-lo?

CÁSSIO MASCARENHAS CAMARGOS CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Homem do Centrão

Impressionante a confissão de Bolsonaro: “Sou Centrão, nasci lá”. Mostra como sua personalidade se vai adequando às realidades que ele vai vivendo. Essa variação comportamental, desde os primórdios de sua passagem pelos bancos escolares na Academia Militar, que frequentou, somente os estudiosos da mente humana podem explicar com racionalidade. Para a população brasileira, é inexplicável.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Ciro Nogueira na Casa Civil

Além de mudar o ministro, aproveitando o ensejo, não seria oportuno mudar o nome dessa pasta para Casa Servil?

CARLOS GASPAR  CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Pato manco

Pelo andar da carruagem, bem mais cedo do que o atual ainda presidente da República possa imaginar, ele se tornará um pato manco, sem ter ninguém no palácio que lhe sirva ao menos um cafezinho.

JOÃO PAULO GARCIA JOTAPEGE39@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Otários

Excelente observação de Marcelo Guterman no Espaço Aberto de ontem (Peru – as lições de uma eleição, A2): “O povo não se revolta por ser pobre. O povo revolta-se por se sentir otário…”. E como não se sentir um belo otário com a farra das emendas orçamentárias, o fundo eleitoral turbinado, pixulé nas vacinas, rachadinhas, defesa de kit covid, ameaça de ruptura institucional, boiadas no meio ambiente e na educação, interferências na Polícia Federal, etc., etc.? Só resta saber quando será que o gigante (otário) adormecido vai acordar.

JOÃO EDUARDO DA SILVA  SILVA.MARUYAMA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O GOLPE E OS DIAS SEGUINTES

É inacreditável que ainda se discuta a possibilidade de golpe militar no Brasil em pleno século 21, quando deveríamos estar aprimorando nossa democracia, que precisa avançar especialmente no quesito qualificação representativa em todos os níveis. Destaque-se que, diante do que vinha ocorrendo do Ministério da Saúde, o termo golpe militar tornou-se de duplo sentido, mas no caso clássico, desejo confesso do atual presidente que desgoverna o Brasil cabe imaginar as suas consequências nos dias seguintes à intervenção das Forças Armadas no País. As primeiras medidas seriam fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), com prisões arbitrárias de incontáveis autoridades da República, gerando espanto na sociedade. A internet e as redes sociais teriam de ser bloqueadas, causando revolta entre jovens e o caos nas empresas. Jornalistas, opositores, professores e intelectuais começariam a ser cassados, presos, torturados e mortos. Seria decretada a censura. Jornais e emissoras fechadas. Os países desenvolvidos decretariam severas sanções ao Brasil, causando mais desemprego, inflação e miséria. A imagem internacional, já tão deteriorada, seria de terra arrasada e condenada eternamente ao subdesenvolvimento. E, de quebra, emergiria uma família imperial de lacaios milicianos, que formaria uma dinastia ao estilo Saddam Hussein, ou algo do gênero. Definitivamente, não é um bom negócio para ninguém, com exceção dos Bolsonaros.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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AS CONFUSÕES DO GOVERNO BOLSONARO

Para ganhar as eleições, Jair Messias Bolsonaro dizia ser diferente do Centrão e que iria atuar de forma bem diversa. Na atualidade, anda de mãos dadas com o Centrão e diz que nasceu dele e sempre fez parte dele. Jurou respeitar e cumprir a Constituição da República, mas demonstra em dezenas de comportamentos que, se puder, deixa-a de lado, optando por dar um golpe conveniente. Copiando Donald Trump, vem desenvolvendo o tema do voto impresso e auditável, reclamando de fraudes que nunca provou terem ocorrido. Está, então, pavimentando o caminho para quando perder as eleições de 2022. Ressalte-se, ainda, que há homens que não admitem ser conduzidos por medíocres, despreparados e com currículo não invejável, mas há outros que os seguem, jogando fora os preceitos sempre defendidos. Assim, há militares e civis que seguem estas diretrizes. Mas estaria o general Walter Braga Netto satisfeito em seguir e ser mandado por Bolsonaro? Eis que ele e alguns poucos outros não teriam vocação para ser industriais do tapete. Porém toda a manobra engendrada pelo círculo ameaçador de golpe, tendo como suporte e lema o voto auditável, resultará numa pá de cal ou em tiros nos pés, porque a Câmara dos Deputados votará contra a impressão dos votos nas urnas eletrônicas atuais. E o Centrão, assim, galhardamente, venceu os militares. Não é hora, também, de eles deixarem os cargos que deveriam ser ocupados por civis?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PODER

Gostaria de saber o que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, tem que ver se as eleições de 2022 serão feitas com voto impresso ou não. Parece que o poder pode se apoderar da cabeça de qualquer um.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MILICOS

Desenvolvedores de software e fabricantes de roupa de dormir, que sejam democratas, poderiam fazer um favor à sociedade brasileira, atazanada por milicos golpistas chegados numa ditadura. Que os primeiros desenvolvam um aplicativo com localização de meios-fios a serem pintados e matagais na beira de estrada a serem capinados, para que tenham ocupação os militares da ativa. Que os segundos desenvolvam pijamas mais confortáveis para que os militares reformados durmam mais e conspirem menos. Que esses milicos parem já de encher o saco do Brasil.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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HORROR NA CPI

Como qualquer categoria da sociedade, há os excelentes e dedicados médicos e os que deixam a ideologia contaminar suas ações, mesmo em tempos da maior crise sanitária enfrentada pelo Brasil. Assim, a Capitã Cloroquina e secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro gaba num vídeo da “jogada ensaiada” junto com alguns membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por fazerem perguntas combinadas “para eu fazer o gol”. Em face da resistência de colegas em prescrever a cloroquina e outros remédios sem eficácia, o médico Gustavo Vinícius Pasquarelli Queiroz sugeriu “a criação de tendas de tratamento precoce” e, ainda, dar a opção aos doentes de escolherem o tratamento (leia-se precoce), e não os profissionais de Saúde. Um outro médico, Luciano Dias Azevedo, defendeu que os enfermeiros passassem a prescrever medicamentos no caso de resistência dos médicos. A CPI da covid-19 mostrou que o governo de Jair Cloroquina Bolsonaro não dá a mínima para a saúde dos brasileiros; o Conselho Federal de Medicina também?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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COBAIAS DO KIT COVID

Crime de irresponsabilidade de um Ministério Antisaúde é o que está para lá de provado, através do testemunho de médicos constrangidos a receitar cloroquina e outras drogas, por orientação do charlatão chefe do desgoverno do Brasil. Se isso não é crime de responsabilidade, então suprimam o delito da Constituição. Uma máfia branca de médicos anticiência e a favor do uso de remédios sem efeito algum no combate ao coronavírus, desvirtuaram as funções do Ministério da Saúde para se adequar às “prescrições” médicas do charlatão-mor da República.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TREINADA PARA MENTIR

A “capitã cloroquina”, como é conhecida Mayra Pinheiro no Planalto do Palácio, foi pega com a boca na botija, literalmente. A quebra de seu sigilo mediático indicou falcatruas pactuadas com senadores bolsonaristas para que fizessem perguntas adrede preparadas – levantando a bola para ela responder, marcando o gol. O que causa espanto é que o ministro Marcelo Queiroga, que gosta de dar entrevista e falar pelos cotovelos, está mais mudo que uma estátua, deixando claro que ele não tem autonomia nem mesmo para defender sua colaboradora que prega o tratamento precoce. Mais uma vergonha nacional!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O PASSADO IMPREGNADO

Mayra Pinheiro, bolsonarista rejeitada? Não foi a primeira, outros bolsonaristas denominados “de raiz” vão sendo paulatinamente alijados de cargos mais expressivos no governo federal. Certamente, a revogação de sua nomeação para dirigir um hospital federal do  Rio de Janeiro não aconteceu por spont sua, mas sim em decorrência de seu currículo (atos, atitudes e, digamos, voluntarismo) à  frente da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde. Seu empenho e dedicação na defesa de princípios e valores do bolsonarismo – enquanto detentor do Poder Executivo, de forma a desacreditar sua formação profissional e intelectual, comprometem até mesmo sua história de vida. Tal qual o petismo, mais adiante seus filiados, simpatizantes e adesistas, como a doutora Mayra, mesmo querendo, não conseguirão se desvencilhar desse passado impregnado de erros, equívocos e maldades. Quando não, crimes das mais variadas natureza e espécie.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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‘NEGOCIONISMO’

Como bem anotou o jornalista José Nêumanne em seu artigo Propina e latrina são só rimas podres de vacina (21/7, A2), o criminoso imbróglio do superfaturamento na aquisição de vacinas tem menos que ver com o declarado negacionismo do desgoverno Bolsonaro, mas, sim, com o negocionismo do Ministério da $aúde. Vergonha e crime de lesa-pátria. Muda, Brasil! Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ANTIVACINA

“Pode virar Bambi também”, debochou Bolsonaro sobre vacina. O medo de Jair Bolsonaro é se tornar ex-presidente se tomar a vacina!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Pazuello com as vacinas, Mourão com os “universais”. De fato, um manda e outro obedece, pois ajoelhou, tem que rezar...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A TEOCRACIA OBSCURANTISTA BRASILEIRA

O Brasil vive numa teocracia ou a beira desta? Eis a questão. Ser declarada a esta altura pouco significa. Basta ligar uma TV de canais abertos e cansar de contar quantos canais são exclusivamente religiosos ou têm boa parte de suas programações vendida para religiosos. Religião sempre foi muito representativa na sociedade brasileira em suas ações sociais e mesmo políticas. Bolsonaro sempre fez questão de apresentar-se como "terrivelmente evangélico", intimamente ligado a templos isentos de qualquer controle. O ocorrido em Angola com a Igreja Universal do Reino de Deus, acusada de inúmeras irregularidades, incluindo racismo, coloca ainda mais sombras sobre estes templos e religiões que demonstram sem qualquer constrangimento uma relação intimíssima com este Governo. Muito se tem falado sobre militares, o que tem colaborado com o estranho silêncio destes religiosos em relação a seu tão fiel seguidor, Bolsonaro, e aos inúmeros casos minimamente estranhos que cada dia se avolumam. O obscurantismo e o negacionismo à ciência do terrivelmente evangélico Bolsonaro e seus seguidores remetem às Cruzadas, uma das mais vergonhosas histórias da humanidade e principalmente envolvendo a fé. Cloroquina é a hóstia de salvação dos bolsonaristas, só não se sabe ainda para quem vai o seu dízimo. Poder fundamentado na religião e obscurantismo já os temos em Brasília. O "terrivelmente", ou seja, o que pretende infundir ou causar terror, o que quer ser temível, quer ser invencível, também o temos discursando como Presidente da República. Mesmo sendo tão deixada de lado vale lembrar que a Constituição da República Federativa do Brasil diz que este mesmo país, o Brasil, é laico e que deve orientar-se pela luz do conhecimento e ciência. Passou e muito o tempo de dar um basta aos vendilhões, todos. Urge dar um basta aos que ajoelham para qualquer teocracia obscurantista.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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CONSELHO AO PRESIDENTE

Sr. Bolsonaro, aceita um conselho de verdade? Se o senhor me permite, gostaria de lhe dar um conselho, sem qualquer intenção de receber algo em troca, diferentemente dos seus assessores “inúteis” que o rodeiam em Brasília. Antes de mais o Senhor deve se conscientizar um pouco e fazer um esforço para terminar o seu mandato com o mínimo de dignidade. Não se esqueça de que foi eleito legitimamente por sistema eletrônico. O senhor perde e perdeu muito tempo à toa, causando aglomerações, soltando palavrões, ofendendo e agredindo seus adversários políticos e os cidadãos brasileiros com picuinhas. Isto é um problema de caráter seu, mas também indício de que lhe falta uma assessoria mais qualificada. Pare de correr de moto por aí, isto não é uma atitude digna de um Presidente da República. Ainda tem quase um ano e meio para terminar o seu mandato mas o senhor está devendo muito e muito mesmo para as centenas e milhares de brasileiros que o elegeram. Faça um esforço para um dia ser lembrado como o Presidente que, bem ou mal (até agora tem sido catastrófico), enfrentou a pandemia de covid-19 e, com isso, tenha uma saída mais honrosa da política brasileira.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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ROBERTO ROMANO

Sentimentos aos familiares e amigos do professor Roberto Romano. Com seu pensamento agudo e criativo, aliado a sua postura intelectual crítica, sempre inspiraram aqueles que buscavam em suas aulas e suas obras a inspiração e orientação para a defesa da democracia e das conquistas da civilização.

Marcelo Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

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SALVE-SE QUEM PUDER

Minas Gerais registrava 12.001 falecimentos por covid-19 no primeiro dia do ano de 2021. São Paulo registrava 46.775 e o Rio de Janeiro, 25.600. Após 202 dias, a situação nos três Estados se agravou bastante, pois Minas totaliza 49.233 mortes, São Paulo 135.973 e o Rio, 57.856. Em janeiro, as vacinas já estavam sendo aplicadas nos países civilizados, mas o Brasil iniciou a imunização tarde demais. As nossas autoridades foram lentas no processo de aquisição de vacinas, menosprezaram a organização e a logística também. Um total de 545.690 brasileiros perderam a batalha contra este vírus e meia dúzia ganhou dinheiro desviando os recursos da Saúde. O nosso povo sabe se unir como nenhum outro para torcer pela seleção de futebol, mas na hora da pandemia, salve-se quem puder.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VOLTA ÀS AULAS

Já tivemos 3,5 ministros da Educação no governo Bolsonaro, e eu tive nos últimos dias um momento de tristeza ouvindo o atual, cujo nome não me lembro porque está sempre ausente. De repente, depois de quase um ano e meio de escolas fechadas (e bares abertos), ele se manifesta com preocupação pelo longo tempo em que estão fechadas, como se ele nada tivesse que ver com esse fato. Em seguida, fala a respeito da vacinação de forma pueril, mostrando em poucas palavras seu nível insuficiente para salvar as crianças que deveriam garantir o futuro do País. Muito triste tudo isso.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Já passou da hora do retorno das aulas. Houve grande resistência, mas tem explicação: o coronavírus é cruel. Com o vírus mais ou menos sob controle, os mestres vacinados e as crianças cheias de recomendações preventivas, não mais se justifica postergar a volta às aulas. Em educação, na avaliação internacional, estamos lá na rabeira. O melhor investimento que um país pode fazer é na educação, valorizar os mestres e melhorar as condições das escolas. Priorizar a educação será a chave do sucesso para oportunizar igualmente a todos, solução para a maioria dos nossos problemas e o Brasil deslanchar.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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OLIMPÍADA TÓQUIO 2020

A polêmica Olimpíada de Tóquio começou. Temerária, controvertida, pandêmica. Mas ver, na cerimônia de abertura, o entusiasmo dos atletas, a formação do globo terrestre por drones (absolutamente fantástico e uma sacudida nos terraplanistas) e a eterna canção Imagine cantada com tanta emoção, tudo isso traz uma lufada de esperança e resiliência.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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BOLA DENTRO

Finalmente o Brasil deu uma bola dentro no que diz respeito aos cuidados com a covid-19. Depois de tantos maus exemplos dados por nossa nação nesta época de pandemia, finalmente um acerto: apenas quatro representantes desfilaram na abertura dos Jogos. Nesta Olimpíada, realizada com o coronavírus e suas variantes ainda em cena, todo cuidado é pouco. Parabéns ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por essa decisão.

Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos

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A TOCHA DA PANDEMIA

Fazer uma Olimpíada em tempo de pandemia é um feito singular. Felizmente, o Japão só teve até agora 15 mil mortes por covid-19. Mas eis que a tocha da pandemia está chegando ao Japão. Apenas um terço dos japoneses recebeu pelo menos uma dose da vacina. Ou seja: a Olimpíada tem, em tese, tudo para se tornar um evento superpropagador do vírus. Dezenas de participantes já testaram positivo para covid-19, forçando a retirada de atletas e companheiros de equipe ao isolamento. A boa notícia, paradoxalmente, é que nunca houve uma Olimpíada com tão poucos participantes. Tóquio só autorizou a presença de público de até 10 mil pessoas nos estádios e arenas do evento. E, na abertura, somente 950 pessoas participaram. Menos mal.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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POLITIZAÇÃO INOPORTUNA

Lamentável a atitude do judoca argelino Fethi Nourine de abandonar os Jogos Olímpicos para evitar o confronto com um oponente israelense, em solidariedade à causa palestina. É exatamente o oposto que o atleta deveria ter feito: incentivar a paz e aproximação entre os povos através do esporte, e não politizá-lo e acirrar ainda mais uma situação tão complicada. Entrou para a história pela porta errada.  

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo




 

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