Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2021 | 03h00

Afeganistão

Atentado em Cabul

Chocante o atentado do Isis-K em Cabul. Mas a linguagem corporal do presidente dos EUA é quase tão chocante quanto. Há um velho dito nos EUA de que ninguém põe o país de joelhos. Mas a condução desastrosa da retirada do Afeganistão demonstra que Joe Biden está mais perdido que cego em tiroteio. E quem mais lucra com isso é a sinistra China, ávida para tomar o poder do mundo. Isso me lembra outro velho ditado: ruim com os americanos, pior sem eles. Dedico esta mensagem aos que criticam os EUA e fazem vista grossa para os terroristas, a China e a Rússia.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

*

Pesadelo

O Emirado Islâmico do Afeganistão (sunita salafista) é uma teocracia islâmica na Ásia Central, assim como a Arábia Saudita (sunita wahabista) e o Irã (xiita), ambos no Oriente Médio. Há uma minoria xiita do grupo étnico e linguístico hazara no Afeganistão, mas a maioria da população é sunita salafista (pashtun, usbeque e tajique). O Taleban tem uma forte ideologia nacional e vai impor a sharia, a lei islâmica. O Estado Islâmico-K – formado na província de Khorosan –, braço regional do Estado Islâmico, desmantelado no Iraque e na Síria, não aceitou o acordo de paz com os EUA. Surgido após o assassinato de Osama bin Laden, esse grupo extremista, que é sunita salafista jihadista, não negocia com o inimigo e assumiu a autoria do ataque terrorista suicida no aeroporto de Cabul, assim como dos vários atentados à bomba contra a minoria xiita nos últimos anos. A ameaça da volta do terrorismo internacional com a jihad islâmica torna-se, assim, um pesadelo real para o Ocidente.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

Economia e desgoverno

Síndrome de Alice

O sr. Paulo Guedes vive no país das maravilhas, esquecendo que é o ministro da Economia do Brasil. Inflação, combustíveis, juros, água, luz, alimentação, tudo em alta. Ele não resolve nada e ainda quer postergar o pagamento dos precatórios (pedalada). Está precisando ter aulas de economia doméstica, para ver como as pessoas se viram com um salário mínimo ou menos. Haja (in)competência!

TÂNIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Maléfico e nocivo

Jair Bolsonaro e Guedes sabem muito bem que os preços dos produtos nos supermercados vêm subindo sem parar. Os frequentes aumentos de combustíveis refletem diretamente no preço dos alimentos e artigos de primeira necessidade. As contas de luz assustam os consumidores todo mês. Sempre que Bolsonaro e Guedes tentam minimizar o fracasso do Ministério da Economia, escutamos pérolas totalmente inadequadas para o crítico momento de disparada da inflação. Desprezar a penúria dos menos favorecidos decreta o fracasso de um governo nocivo, maléfico.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

*

Enganador

Em 2019, quando da montagem do Ministério do capitão boquirroto, Sergio Moro e Paulo Guedes eram seus dois grandes nomes e davam efetiva credibilidade ao novo governo. Moro tornou-se uma pedra no coturno do miliciano e foi rapidamente defenestrado. Do amontoado de incapazes restantes, o famoso “posto Ipiranga” era (sem que eu ainda consiga descobrir o porquê) o único esteio de credibilidade desse (des)governo. Ao longo destes quase três anos, porém, a real incapacidade de Guedes se fez presente. Sua fama era tão mentirosa quanto a de seu mentor. Criador e criatura, nesse espaço de tempo, não fizeram absolutamente nada a não ser criar problemas e encher o nosso anedotário de declarações escalafobéticas. Guedes mostra toda a sua subserviência e flexibilidade dorsal, nenhuma grandeza moral ou ética. É apenas mais um puxa-saco nessa lamentável tragicomédia a que ora assistimos e da qual, lamentavelmente, também somos participantes.

RENATO OTTO ORTLEPP RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

O responsável

Inflação, desemprego crescente, juros altos, queda da bolsa, dólar nas alturas, crise hídrica, queda do preço das commodities, corrupção, 600 mil mortos pela covid, negociação macabra com as vacinas, aumento da miséria, fome, desconfiança dos investidores, gasolina a R$ 7, desinformação e fake news, aumento dos desmatamentos e das queimadas, etc. Quanta desgraça provocada por um único governo! E no dia 7 teremos baderneiros pedindo voto impresso e gritando “mito”... Patéticos! Qualquer tragédia que acontecer, Bolsonaro será o responsável. Daí, sim, o impeachment será inevitável. Chega!

FLÁVIO RODRIGUES RODRIGUESFLAVIO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Cambalhota

O presidente Bolsonaro que se segure firme no pincel, porque boa parte do Centrão já ensaia retirar-lhe a escada...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

*

Militares na política

Brilhante reflexão sobre o momento político atual no Brasil o artigo Os militares na política, de Almir Pazzianotto Pinto (27/8, A2). Decididamente, o Brasil não precisa nem merece essa agenda equivocada imposta pelo presidente Bolsonaro.

JUAREZ CORREIA BARROS JUNIOR JUAREZCORREIABARROS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Análise superlativa

O melhor artigo que poderia ter sido escrito a respeito de nossa conflagrada situação atual: Os militares na política, de Almir Pazzianotto. Discreto, mas assertivo; contundente, mas real; exato na visão geral e seguro nos marcos históricos e nas perspectivas. Uma superlativa análise do presente.

ADEMIR VALEZI VALEZI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


_____________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


MAIS DO MESMO

Pedro Doria, sob o título O que deseja Lula, em sua coluna (27/8, B12), comenta a ideia fixa de Lula de controlar a mídia, pois, numa entrevista em São Luís (MA), teria afirmado que “viu como a imprensa destruía o (Hugo) Chávez”, além de descrever ocorrências por ele testemunhadas no processo eleitoral da Venezuela sob Chávez. Uma simples coluna é suficiente para demonstrar o que nos espera nas eleições de 2022, caso não surja uma candidatura com um programa palatável que nos anime o futuro, pois em caso contrário, estaremos “num mato sem cachorro” com as opções barbarismo versus anacronismo. É cansativo ter de aceitar que por aqui grassa a mediocridade, estando em desuso ideias como grandeza, estadismo, inteligência e visão, substituídas por vaidade, autossuficiência, pequenez, opacidade, fanatismo, etc. Não é possível que as lideranças deste país em seus diversos campos não consigam parir outra alternativa ao que temos no presente. 

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

*

‘REGULAR’ A IMPRENSA?

Mesmo liderando com folga as pesquisas de intenção de voto para as próximas eleições presidenciais, o ex-presidente Lula definitivamente não está conseguindo tirar bom proveito dessa vantagem. Após desfiar elogios esfarrapados ao regime ditatorial de Cuba, agora o líder petista volta a afirmar que, caso eleito, vai “regular” imprensa e internet. Esse foi, todos lembram, um dos grandes desejos dele – felizmente nunca realizado – enquanto esteve à frente da Presidência. Embora as razões alegadas à época fossem impedir a disseminação de notícias falsas, os motivos reais eram muito claros: eliminar críticas negativas a ele e seu partido. E não será diferente caso seja eleito. Elogiar o regime cubano e ameaçar a liberdade de imprensa não são atitudes propriamente confortadoras e democráticas de quem pretende substituir um presidente que ameaça diariamente a democracia. Alguém já disse isso a ele?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

PRIMEIRO TURNO EM 2022

Pelo andar trôpego da carruagem do sofrível e inepto desgoverno Bolsonaro, totalmente perdido e à deriva diante das gravíssimas crises sanitária, política, econômica e social, o perigo maior que o País corre na eleição de 2022 é a possibilidade cada vez mais próxima de que poderá ser decidida já no primeiro turno, reelegendo o ficha-suja Lula, líder inconteste das pesquisas de intenção de voto até o momento. O “país do futuro” de volta ao passado. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PAULO GUEDES E A CONTA DE LUZ

As contas de luz vão subir mais ainda, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, porém ele disse algo além, que não adianta ficar chorando por causa disso. Não, ministro, não ficaremos chorando, mas engolindo em seco o ódio e o desprezo que pessoas com a sua índole nos causam, índole de quem transforma em números e cálculos a dor e o sangue alheios, e que, assim, ao longo do tempo, exercitando-se na técnica da insensatez humana e do automatismo dos privilegiados, ironiza e desqualifica as agonias do próximo, pela simples razão de que tem as regalias garantidas pelas leis que entronizam os que chegaram ao andar de cima.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

INSENSÍVEL

A conta de luz deve subir em porcentual muito elevado. Mas, para o ministro Paulo Guedes, da Economia, “não adianta ficar chorando”. Que falta de sensibilidade de um ocupante de um cargo tão importante. A que ponto chegamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

DICA PARA GUEDES

A conta de luz vai subir e Paulo Guedes diz que não adianta chorar. Parafraseando o ex-monarca espanhol, João Carlos I: “¿Por qué no te callas?”

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

*

GOVERNO BOLSONARO

Jair Bolsonaro, ainda presidente da República do Brasil por causa da ineficiência de um corrupto Centrão e um presidente da Câmara dos Deputados inepto e investigado por corrução, insiste em divulgar mentiras deslavadas todos os dias, ou em suas ridículas lives ou em seus discursos, que são verdadeiras aberrações, ambos com tais números de inverdades que fariam Pinóquio corar de vergonha. Insiste em afirmar que os preços da gasolina estão nas alturas por causa do ICMS cobrado nos Estados, mas se esquece de que estes porcentuais não têm incremento algum faz muito tempo; insiste em afirmar que as urnas eletrônicas não são seguras, porém se esquece de que foi através destas mesmas urnas que se elegeu de maneira contínua como deputado federal e, depois, como presidente da República; e outras aberrações ao seu estilo fanfarrão! Agora, vem com sua maior cara de pau pedir ao povo brasileiro que desligue um ponto de luz no intuito de que economizemos energia elétrica, enquanto ele insiste em desmatar e queimar as florestas que podem regular os regimes de chuvas no Brasil no intuito de podermos evitar estas secas pelas quais estamos passando – ou ele não pensa nem um pouco nisso, como parece nem passar pela cabeça dele por total ignorância dele e de seu ministro do Meio Ambiente. Da parte do Posto Ipiranga Paulo Guedes, ainda temos de aguentar que não temos que “ficar sentados chorando” em virtude dos aumentos nas contas de luz, e quer aumentar mais ainda essas contas! Segundo cálculos, esses aumentos podem chegar a 15%, e a inflação já está em total disparada, tendo estourado o teto da meta. Afinal, o que este desgoverno nos proporcionou de bom até agora efetivamente? Absolutamente nada! Trata-se do pior governo da história republicana desde a sua fundação. E ainda Bolsonaro e seus asseclas querem permanecer no poder depois de 2022? Nem um nem outro! Terceira via já!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

Praia Grande

*

NO LIMITE DO LIMITE

Bolsonaro pede que a população economize energia, alegando que “estamos no limite do limite”. Nessa linha, os brasileiros também estão no limite do limite com Bolsonaro. Ninguém aguenta mais a falta de limites do presidente com adversários e ministros do STF. Tornou-se insuportável a falta de compostura e de postura do ainda chefe da Nação, debochando das recomendações da ciência. Passaram dos limites do bom senso as deploráveis recomendações de Bolsonaro para seguidores. A maioria esmagadora da população conta os dias para ver o mito de barro fora da Presidência.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

GUEDES PERDEU A NOÇÃO

Meu pai, um simples tropeiro, sempre repetia: “Cada pessoa vale aquilo que tem”. Evidente que não se referia a riqueza ou a bens materiais. Logo, penso em Paulo Guedes, ministro da Economia, como um exemplo dessa definição. Durante a campanha, nunca fez menção ao seu sucesso no mercado financeiro – ninguém duvida, tornou-se um milionário. Apenas jactava-se da sua formação pela Universidade de Chicago e da passagem pelo Chile, durante o governo de Pinochet, onde integrou a equipe de economistas que reformulou a economia do país andino, incluindo – penso eu – a Previdência Social fundada na capitalização dos recursos advindos da contribuição dos assalariados, tornando-se, segundo ele, um exemplo de sucesso para o mundo. Durante a campanha presidencial, afiançou que, uma vez eleito, o atual presidente obedeceria ao viés liberal na sua política econômica. Chegou a garantir, de maneira inadvertida, que solucionaria o déficit público simplesmente vendendo os imóveis ociosos do governo federal. Foi traído não só pela realidade, como também pela falta de compromisso do ex-capitão com qualquer tipo de responsabilidade com os recursos públicos. Aliás, como sempre se pautou, enquanto parlamentar, por 30 anos. No caminhar dos dias, Guedes – que assumira o ministério na condição de superministro – foi perdendo musculatura e, adianto, o verniz de um homem honrado, democrata e verdadeiramente humanista. Suas iniciativas foram se sucedendo e encontrando óbices na própria realidade, levando-o a perder não só a credibilidade e a capacidade de liderar as reformas necessárias, para se tornar um mero fantoche de um governo falacioso e populista. A par disso, passou a criar e proferir verdadeiras pérolas de sua falta de noção política e percepção de um mundo – a política, capacidade de convencer os residentes às suas iniciativas – que não conhecia e no qual não se adaptou. Certamente, por ter participado de um governo ditatorial cujos projetos eram impostos goela abaixo, sem discussão ou resistência, teve sua visão turvada pelas atrocidades que procurou não perceber. A partir dessa situação – fracasso, mesmo –, vendo sua equipe de trabalho abandonar paulatinamente o barco e o superministério esvaziar-se com perdas de espaços vitais para alimentar o seu ego de latifundiário e senhor do leme de um governo sem rumo ou destino, passou a preencher o vazio de seus argumentos com platitudes de péssimo gosto, pobres no conteúdo. Arrazoadas de asneiras, preconceitos e desprezo pelas classes sociais menos favorecidas. Apenas para registrar, cito algumas: “imagine o filho do porteiro fazendo faculdade”; “inflação de 7% e 8% faz parte do jogo”; “a inflação ajuda a aumentar a arrecadação de impostos”; e por aí vai! Definitivamente, o ministro Paulo Guedes não só perdeu a noção de sua responsabilidade, como também está perdendo a razão. O fim da linha está próximo e a desmoralização é impactante, para alguém que sempre foi patrão e senhor dos seus negócios. Eu acho!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

*

DECLARAÇÃO INFELIZ

O ministro Paulo Guedes afirmou que uma inflação de 7% a 8% não tira o Brasil do jogo. Em parte, o ministro tem razão. Naquele jogo da Copa do Mundo em que o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 a 1, o Brasil permaneceu no campo até o fim do jogo, porém com uma agravante: aquele resultado do jogo de futebol não deixou ninguém com fome. Agora, a inflação mata...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

PREÇOS SOB CONTROLE

Sr. Paulo Guedes, até a perua que vende “30 ovos” subiu o preço: de R$ 10 para R$ 13. Que beleza!

Guto Pacheco  jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

*

TUDO CONTAMINADO

Vem aí a crise de energia e o ministro Paulo Guedes avisa que não adianta chorar. Ficou igualzinho ao presidente Bolsonaro. Tá tudo contaminado.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

VENEZUELA OU AFEGANISTÃO?

Venezuela é para os fracos. Para os “fortes” e bolsominions, vamos nos transformar no próximo Afeganistão. Milícia armada com fuzil, povo passando fome, mulheres sendo estupradas... E no dia 7 babacas irão às ruas batendo palminhas e fazendo arminhas. Que nojo!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

PRESSÃO

Indícios robustos indicam que o recente ataque ao Aeroporto de Cabul e cercanias, cuja segurança está a cargo de militares americanos e auxiliares aliados, foi executado por uma facção do grupo terrorista Estado Islâmico. Civis e militares dos Estados Unidos morreram em decorrência do ataque. O comando da milícia terrorista Taleban, no controle do país desde a tomada à força do poder após a retirada das tropas americanas, emitiu nota oficial condenando a ação. Por outro lado, o presidente Joe Biden mantém um clima de negociação com o grupo clandestino e afirma confiar no compromisso formulado pelo comando revolucionário, no sentido de controlar a situação nos arredores do aeroporto, promessa aparentemente frustrada, como demonstra o recente ataque. Acrescente-se a tal cenário o fato de que há aproximadamente uma semana o presidente deixara bem claro para o Taleban que qualquer investida ao aeroporto que redundasse em perdas de vida seria rechaçada energicamente. No âmbito do Congresso americano, a pressão para uma resposta à altura é crescente. Quais serão os desdobramentos a partir de agora poucos se aventuram a especular.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

ISIS-K, O ESTADO ISLÂMICO

Islamic State of Iraq and Syria-Khorasan é o nome completo da organização cuja missão histórica seria implantar o Califado do Oriente Médio. Khorasan é o nome dado no antigo Império Persa aos territórios do Afeganistão e Paquistão, junto do Irã. São muito mais radicais que os talibãs, originários do Tehrik-i-Taliban, o “Movimento de Estudantes” do Paquistão. O Estado Islâmico, sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi, morto pelos americanos em 2019, surgiu logo após a invasão do Iraque de Saddam Hussein pelo exército dos Estados Unidos. São muito mais violentos que os talibãs e contrários a qualquer negociação com os americanos. O analista de assuntos internacionais Rodrigo Lopes, do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, tem escrito notáveis artigos explicando o complexo mundo político-religioso do Oriente Médio.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

CPI DA COVID

Na quarta-feira, 25/8, não consegui continuar assistindo à sessão da CPI do Senado, que ouvia o sr. Roberto Ramos Júnior, presidente do FIB Bank, que de banco não tem nada, mas forneceu carta de fiança para uma aquisição fajuta de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, por R$ 1,6 bilhão. O que se revelou ali foi de virar o estômago. Por alguns anos, trabalhei na administração pública, no setor de licitações, e posso dizer que o ocorrido no Ministério da Saúde neste episódio só foi possível com o conluio da cúpula daquela pasta. Mais, em vista da vultosa quantia, há de se levar a sério o que disse o presidente, sobre o envolvimento do seu líder na Câmara dos Deputados. Até hoje ele não desmentiu e já apareceram indícios sore o deputado. A roubalheira foi de tal maneira pajeada dentro do ministério que até o empenho já havia sido emitido, ou seja, a quantia já estava reservada para o pagamento, no setor de contabilidade. Não fora o cuidado do responsável pelo setor de importação e a sua resistência às pressões de seus superiores para encaminhar a guia, o golpe teria dado certo. Assim, enquanto o presidente impedia a compra da vacina da Pfizer, oferecida a preço justo para o Brasil, e os brasileiros iam morrendo aos milhares, membros da Saúde estavam tentando faturar alto. Esse ilícito não pode ser tratado apenas como uma tentativa de roubo. Tem de ser tratado como um crime contra a humanidade. Muitos morreram devido à demora proposital, portanto, um verdadeiro assassinato. Todos os envolvidos, a começar do presidente Bolsonaro, têm de responder por esse crime horroroso, inclusive no Tribunal Penal Internacional, por crimes contra a humanidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

‘CAMPO MAJORITÁRIO’

Que história é esta de “campo majoritário” na CPI da Covid?

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com

Rio de Janeiro

*

HÁ ALGO MUITO ERRADO PANTANAL

Há algo de muito errado no Pantanal: além das queimadas criminosas, o bioma simplesmente não alaga mais. Está na hora de alguma autoridade fazer uma revisão minuciosa nas inúmeras usinas hidrelétricas que foram construídas sem qualquer estudo de impacto ambiental. É evidente que essas intervenções têm culpa na seca persistente que o Pantanal enfrenta. As intervenções feitas pelo homem mudam o ciclo das águas, acabam com a pesca e estão destruindo o Pantanal. Esse quadro precisa ser revertido rapidamente.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

INCÊNDIO NA SERRA DO JAPI

A Serra do Japi beira nossa cidade e tem 350 km quadrados. Dividi-la em 15 unidades de 23 quadrados, com separação, por exemplo, de 12 metros, limitaria os danos de um incêndio maciço, bem como tornaria o combate muito mais fácil. Evitar-se-ia a extinção quase total da nossa flora e fauna. Sou médico, não entendo do assunto, mas seria uma ideia. Com a palavra, os geólogos e profissionais das áreas competentes.

Cesar Eduardo Jacob cesared30@gmail.com

São Paulo  

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.