Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2021 | 03h00

Energia

Mais usinas térmicas

Definitivamente, o presidente Bolsonaro está atravessando o ritmo na questão ambiental. A decisão de querer mais usinas movidas a carvão vegetal, num país com uma das maiores insolações do planeta, com abundância de ventos na Região Nordeste e com fartura de recursos naturais, é uma incongruência notória com a realidade brasileira. Bolsonaro se mostra antagônico às verdades mais explícitas para qualquer leigo. Creio que estes serão fortes argumentos para derrubá-lo de sua teimosia tola. Cada vez mais estou entre o teimoso e o corrupto, numa sinuca de bico, de difícil saída. A terceira via seria uma tacada de mestre para enfrentar essa situação.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

PETRÓPOLIS (RJ)

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Cabeças a carvão

O pedido de R$ 20 bilhões ao BNDES para construir usinas a carvão, numa era de abundância de matrizes energéticas diversificadas e limpas, é a prova cabal de que as cabeças pensantes do governo Bolsonaro funcionam literalmente a carvão.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Inflação

Soluções

Se falta energia elétrica, Bolsonaro pede para deixarmos de tomar banho; se a gasolina está com os preços nas alturas, culpa da famigerada política econômica de Paulo Guedes, Bolsonaro pede para não sairmos de carro; se falta comida e o povo está passando fome, Bolsonaro pede que não coma e esqueça a fome; mas nenhuma palavra sobre políticas que venham a melhorar a situação ou o que ele vai fazer para nos tirar do buraco em que nos colocou. Sua solução deve ser o golpe, acabar com as instituições democráticas e voltar à ditadura.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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A farsa de culpar Estados

Sem dignidade para assumir seus erros, Bolsonaro insiste em culpar os governadores pela alta dos combustíveis. Mas a verdade é outra, como esclareceu o economista Luciano Sobral, no Estado de 14/10 (B6): o preço atual do barril de petróleo está em torno de US$ 83, mesmo patamar de setembro de 2018. O problema é que hoje, em razão das crises cabeludas que promove o presidente da República, o dólar roda os R$ 5,50. Diferentemente da gestão do ex-presidente Temer, que, por respeitar as instituições e manter um diálogo republicano com o Congresso e o mercado, mesmo com o preço do barril de petróleo equivalente ao de hoje, o dólar em setembro de 2018 estava em R$ 4,05. Assim, o preço do litro da gasolina hoje está entre R$ 6,06 e R$ 7,10 (em 2018 era R$ 4,52) e o do diesel hoje, em média, em R$ 4,70 (em 2018 era R$ 3,49). Ou seja, a razão do atual retrocesso econômico e social, com alta da inflação – hoje em 10,25% em 12 meses – é, mesmo, do desgoverno de Jair Bolsonaro.

PAULO PANOSSIAN PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Crise hídrica

Longe do ideal

O artigo Vamos ficar sem água? (15/10, A2) evidencia que, na verdade, aparentemente inexiste uma fiscalização da sociedade civil sobre as atividades do Estado – por que não foram feitas antes análises apropriadas sobre as obras da Sabesp, os níveis dos reservatórios e os riscos envolvidos? É fácil apontar, agora, esses riscos, mas, se pode faltar água, vai faltar para quem? Para a população ou parte dela? Para as indústrias, o comércio, os serviços ou a agricultura? Ou para todos? Como é utilizada atualmente a água em cada setor econômico e em cada estrato social? É um uso eficiente? O que poderia mudar? Quanto custaria? Quem pagaria a conta? Infelizmente, ainda estamos longe do ideal, pois faltam análises sérias e divulgação rotineira, pelo governo e por estudiosos, de dados concretos que auxiliem na caminhada rumo à sustentabilidade que a sociedade almeja e merece.

FERNANDO T. H. F. MACHADO FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Eduardo Pazuello

‘Paletó’ na cadeira

Cumprimento o jornalista Eduardo Gayer, por encontrar mais um “paletó” numa cadeira vazia, que muito raramente deve ser usada (A agenda vazia do assessor Pazuello, 15/10, A10). Seria interessante se o Estado promovesse um levantamento da quantidade de “paletós” que existem em todas as esferas das administrações, federal, estaduais e municipais, além daquelas que lotam os Legislativos, contando também as aposentadorias que são concedidas aos ocupantes destes “paletós”. Quantas Bolsas Famílias poderiam ser concedidas e mantidas com o dinheiro desperdiçado?

ARNALDO VIEIRA DA SILVA ARNALDOSILVA1946@GMAIL.COM

ARACAJU

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Congresso Nacional

Algemas

É escandaloso o Senado Federal licitar a compra de 630 algemas para uso da sua Polícia Legislativa, com um custo de mais de R$ 30 mil, já que não existe no seu histórico prisões em flagrante ou outras detenções. Num país pobre e miserável como o nosso, poderiam destinar esse dinheiro para outras necessidades.

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Covid-19

A derrota de Tânatus

Apesar dele, o povo brasileiro optou pela vida e deu o braço para se vacinar. Foram 150 milhões de brasileiros! Uma vitória da nossa população, que pôde contar com as vacinas Coronavac, do Instituto Butantan, AstraZeneca, da Fiocruz, além dos imunizantes da Pfizer e da Jansen. Vitória sobretudo do SUS, que tem larga e reconhecida experiência em vacinação em massa e que, independentemente do governo de plantão, sempre cumpre seu papel de salvar vidas. Vitória da pulsão de vida do povo brasileiro e derrota do macabro negacionismo que provocou criminosamente a morte de tantos brasileiros.

ELIANA FRANÇA LEME EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO ESTADÃO

Conforme anunciado, amanhã o Estadão nosso de cada dia será modernizado, tendo seu formato tradicional (55 x 32 cm) mudado após 146 longos anos de vida para o germânico berliner (31,5 x 47cm), adotado por jornais de várias partes do mundo, tornando mais fácil seu manuseio, leitura e transporte. O formato muda, mas não o compromisso inegociável desde a sua fundação, em 1875, com o jornalismo profissional, independente e com a liberdade de expressão, de impressão e de opinião. Seja bem-vindo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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Assinante do Estadão há mais de 50 anos, em geral sou contrário a mudanças. “Mudar” nem sempre significa “melhorar”.

Mas tenho a esperança de que as mudanças que virão neste domingo sejam para melhor.

Contem com a minha torcida!

Sérgio Miranda Paz sergio.m.paz@gmail.com

São Paulo

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HÁBITO DE GERAÇÕES

Assinante do Estadão físico há quase 30 anos, aguardo com interesse a mudança no formato deste valioso diário. Certamente aumentará sua portabilidade, nesse tempo em que a grande maioria carrega as informações nos pequenos aparelhos digitais. Já eu não abro mão do prazer de ler o exemplar impresso em vários momentos ao longo do dia. Que permaneça a qualidade de colunistas e articulistas que dão credibilidade e o prazer na leitura do Estadão.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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MINHA CONVIVÊNCIA DE 50 ANOS COM O ‘ESTADÃO’

Meus primeiros contatos com o Estadão datam de 1944-1945, quando eu tinha 9-10 anos.

Nessa época morávamos em Bastos (SP) e criávamos bicho-da-seda.

Esses bichos tinham em geral um ciclo de vida de 30 dias e uma boa parte era criada em estrados forrados com jornal, em cima do qual eram colocados ramos de amora, de cujas folhas eles se alimentavam avidamente. Meu pai comprava jornais velhos, invariavelmente o Estadão, que eu ajudava a estender sobre os estrados. E não entendia por que havia várias páginas em branco. Muito tempo depois fiquei sabendo que essas páginas eram resultantes da censura.

Desde os 15 anos, até a conclusão do curso superior, lia A Gazeta, pois achava o Estadão um jornal muito sisudo. Com a extinção da Gazeta, passei a ler esporadicamente o Estadão e em 1971 passei a assiná-lo. Então já são 50 anos de convivência com o jornal. Fui citado algumas vezes, em especial quando era diretor-geral do Instituto Florestal e recebia duras críticas do jornal sobre o estado de abandono do Horto Florestal. Mas fui recompensado com destaque na edição especial do centenário da imigração japonesa no Brasil (2008). Estou ansioso para conhecer o Estadão no seu novo formato e conteúdo.

Guenji Yamazoe guenji@yamazoe.com.br

São Paulo

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DIA DO PROFESSOR

Ao comemorarmos ontem o Dia do Professor, temos a dimensão de como essa nobre classe profissional é fundamental para o desenvolvimento do País. Apesar de essa importante profissão estar sendo abandonada pela atual administração federal e várias estaduais, temos de lutar para que ela volte a ser valorizada, para que possamos sair dessa crise em que vivemos, cuja principal ferramenta foi, é e será sempre a educação.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeira@globo.com

Rio de Janeiro

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MINISTRO DA ECONOMIA: DECEPÇÃO

O senhor Paulo Guedes, ministro da Economia, Ph.D. em economia pela renomada universidade de Chicago, está decepcionando a maioria dos brasileiros de bom senso. Como pode um ministro ser tão vassalo, vergonhosamente submisso ao presidente que está arruinando o nosso país? Ele está simplesmente contrariando suas promessas e suas previsões feitas na época da campanha eleitoral. Infelizmente não se pode confiar mais em ninguém neste governo, nem num Ph.D. Não seria mais honroso abandonar o barco antes que afunde?

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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TAL CHEFE TAL SUBORDINADO

O dr. Guedes não tem vergonha, como o chefe dele, e disse em entrevista à CNN Internacional que “a nossa escolha foi manter vidas em primeiro lugar”.

Isso era para ser uma piada (de mau gosto) ou ele estava se referindo à vida dele e da família do chefe dele?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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100 MILHÕES DE VACINADOS

Sob o irresponsável, genocida e obscurantista desgoverno Bolsonaro, que criminosamente defende a campanha antivacinas desde o início da tenebrosa pandemia de covid-19, que já ceifou a vida de mais de 600 mil (!) brasileiros, merece aplausos o estimulante registro de que o País acaba de romper a importante marca de 100 milhões (!) de pessoas totalmente vacinadas (47,11%), próximo de bater os 150 milhões que tomaram ao menos uma dose (70,29%), superando países do Primeiro Mundo, como os EUA, Alemanha e Austrália, que dispõem de um número muito maior de vacinas. Merecem cumprimentos e vivas os gestores estaduais e municipais do eficientíssimo Sistema Único de Saúde (SUS), as equipes médicas e enfermeiros da linha de frente, o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz e o governador de São Paulo, João Doria, que não mediram esforços para a campanha vacinal de imunização do maior número de pessoas ao longo destes longos e terríveis meses de sofrimento e dor. Logo chegaremos aos necessários 70% de pessoas totalmente vacinadas, atingindo a imunização de rebanho necessária para que a vida ingresse no novo normal, o que já não é sem tempo. Vivam a saúde, a medicina e a ciência. Apesar de Bolsonaro, o Brasil segue em frente, resguardando e protegendo sua brava gente da terrível peste. Bravo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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APESAR DA CAMPANHA ANTIVACINAÇÃO...

O montante de 100% de vacinados contra a covid-19 de modo integral no País é um tema bastante comentado pelos brasileiros, vindo em choque de superação à campanha antivax de Bolsonaro. Se não fosse Bolsonaro, o resultado de hoje poderia ter sido alcançado em julho passado. A sabatina de André Mendonça no Senado da República, para ocupar uma vaga no STF, também ocupa o noticiário diuturno, porque faz três meses que o presidente da comissão incumbida na Casa de Leis não designa a data, colocando em situação questionadora Bolsonaro e os evangélicos. Outrossim, os leitores do Estadão estão ansiosos e na expectativa do próximo domingo, quando o periódico mostrará a sua nova face gráfica e suas modificações no modelo de apresentação de notícias e matérias assinadas, mas tudo com uma certeza inabalável: continua com sua linha retilínea e seus princípios resguardados, como tem sido desde a sua criação e fundação.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiojcc@uol.com.br

Rio Claro

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POLÍTICOS ACIMA DA LEI

Congressistas legislando para sua total impunidade, desde o enterro da Lava Jato, agora querem colocar uma mordaça no Conselho Nacional do Ministério Público. A PEC dos caras de pau! Um país com leis implacáveis para punir quem rouba comida, mas generoso e de olhos fechados para os grandes ladrões do dinheiro público. Uma vergonha do tamanho da impunidade aos corruptos do colarinho-branco e mandato parlamentar. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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INDICAÇÃO PARA MINISTRO DO STF

Não me surpreenderia se for religioso o motivo do senador Davi Alcolumbre retardar o exame do nome de André Mendonça para o Supremo. Sua indicação tem características de tentativa de criação de outra zona de conflito, como tanto gosta Bolsonaro de fazer. Ao estimular a aquisição de armas e colocando muitos militares no Executivo, alguns deles de baixa eficiência, ele já fez cair o respeito e admiração que tínhamos para com as Forças Armadas. Agora, ele procura incluir religião nos assuntos de Governo, apesar de a Constituição ser contrária a isso. Essa indicação, se aprovada, pode ser a semente de conflito entre os brasileiros evangélicos e os das demais religiões. Alcolumbre está certo: a indicação de ministro de Supremo Tribunal Federal não deve ser feita para agradar a organizações religiosas, sejam elas quais forem. Os brasileiros têm o direito de não serem julgados por juízes terrivelmente religiosos.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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INFANTILIDADE

O senador Davi Alcolumbre parece aquela criança que é a dona da bola e, então, só ela decide se quer brincar, digo, votar. Não é voto unitário, e sim de todos os senadores. Deixe que decidam e pare de molecagem!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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FATOS BRASILEIROS

Há um boato circulando que, finalmente, após quase quatro meses engavetado, no próximo dia 22, André Mendonça será sabatinado pelo Senado para o cargo de ministro do STF. Davi Alcolumbre, presidente da CCJ, foi quem engavetou e vai desengavetar. Nesse ínterim, por causa da desfalcada 2ª turma do STF, aconteceram 2 x 2 e em caso de empate alguns réus foram libertos, numa clara confirmação de que “a polícia prende e a Justiça solta”.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PÁTRIA AMADA OU PÁTRIA ARMADA?

Em uma missa realizada em Aparecida (SP) no último dia 12, dom Orlando Brandes afirmou que pátria amada não é pátria armada. Depois disso, Bolsonaro compareceu em Aparecida, usou máscara durante a missa, depois se aglomerou com fãs sem máscara e no dia seguinte declarou que ter arma é “liberdade”. Liberdade para matar mulheres? Os crimes de feminicídio só aumentam. Liberdade para roubar e matar, em nome da fome? Liberdade para matar em um briga de trânsito? Liberdade para matar em uma briga entre amigos ou familiares em um churrasco? Liberdade de matar amiguinhos da escola, após se apoderar da arma do pai ou da mãe? Liberdade de matar para os policiais, sem direito de defesa da vítima? Em nome dessa “liberdade”, quantos inocentes morrerão? Foi por causa de muitas mortes de inocentes que o Estatuto do Desarmamento foi aprovado e que agora está sendo jogado no lixo. Enfim, assim segue a nossa Republiqueta de Bananas, um passo para a frente e três para trás. 

Maria Carmen Del bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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BOLSONARO, O PRETENSO RELIGIOSO

Bolsonaro, que de acordo com suas conveniências ora posa de evangélico, ora de católico, foi levar o caos e o fanatismo em Aparecida no dia da padroeira do Brasil. O presidente, que vem caindo em popularidade e foge do trabalho, não quer saber de enfrentar os problemas que assolam o País neste momento: a fome, o desemprego e a inflação.

Enquanto isso, o pastor Silas Malafaia e outros “evangélicos” tentam emplacar um ministro no STF, uma vergonha sem tamanho. Ministro de Suprema Corte tem de seguir a Constituição, e não a Bíblia, o Alcorão ou qualquer outra doutrina religiosa. Que professem sua fé de forma reservada. 

Calebe Henrique Bernardes de Souza calebebernardes@gmail.com

Mogi das Cruzes

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CEGUEIRA JUDICIAL

O comitê de direitos humanos da ONU marcou para o mês de maio de 2022 reunião que avaliará se o julgamento de Lula da Silva foi justo, no caso da Lava Jato. Apesar de suas condenações terem sido anuladas pelo STF, a defesa da alma mais “honesta” e “inocente” quer a ratificação por um órgão internacional que o ex-juiz Sérgio Moro foi parcial e que seu julgamento teve um viés político. Lula espera decisão favorável para voar em céu de brigadeiro até outubro, derrubar a possível candidatura de Sérgio Moro e ficar provado que a justiça não é justa.

J.A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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LAVAJATISMO

Ora, o chamado “lavajatismo” é o separador nacional de joio e trigo. Todos os parlamentares, operadores do Direito e executivos públicos que combatem, pelo motivo que seja, o “lavajatismo”, nada mais fazem que labutar contrariamente aos interesses reais da população brasileira. A quem interessa postergar a justiça que deveria ser feita aos que se locupletam com o dinheiro público, quer seja por ação ou omissão, quer seja por incapacidades descabidas ou malefícios desígnios? Porém, as verborragias sofísticas dos engravatados, em seus palanques de circo romano, em suas bravatas das lógicas da pós-verdade, em verdade, são dos párias das dignidades que, infelizmente, proliferam a rodo e à custa dos dinheiros daqueles que mais necessitariam de verdades sinceras dos que se propõem a fazer política.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERCEIRA VIA

Sim, a terceira via para a eleição presidencial de 2022 é possível e necessária. Os candidatos Lula e Bolsonaro já foram testados e não governaram para toda a nação, mandamento constitucional. Fizeram questão da divisão absurda do “nós e eles”. Se cada um deles dispõe de um terço dos eleitores, resta-nos portanto um terço também. Por que não buscarmos um nome que nos represente a todos como única nação?

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

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LÁGRIMAS ‘CROCODILIANAS’

Sociopatas não têm empatia por quem esteja fora do seu círculo de convivência, portanto, a compaixão deles por estranhos é tão somente mimetizada, visando a obter alguma vantagem.

As supostas lágrimas do presidente Bolsonaro vertidas no banheiro, pelos brasileiros que sofrem com suas decisões, não passam de lágrimas de um crocodilo, ainda perigoso, mas que está ficando cada vez mais desdentado e fraco no cenário eleitoral. Bolsonaro só engana trouxa.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SONHOS

Sonhos de cidadania: primeiramente, na política, voto em lista, isto é, na legenda, combatendo o fisiologismo, com base em nominatas resultantes da escolha de postulantes à eleição, a partir do direito ao voto extensivo a todos os filiados partidários, aptos para tanto. Um outro sonho se refere à Justiça: que adequado prazo mínimo seja definido e estabelecido para todo e qualquer pedido de vistas de processo.

Antonio Francisco da Silva anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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