Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2021 | 03h00

CPI da Covid

Relatório final

Ninguém disse a Jair Bolsonaro que alegar ignorância da lei afasta sua aplicabilidade. Assim, seu enquadramento em 11 infrações penais pela CPI da Covid deverá garantir uma boa dor de cabeça a seus advogados, mesmo se pertencerem ao mesmo escritório daqueles que livraram Lula da cadeia. Será que o mito será desmistificado?

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Brasil

Como chegamos aqui

Era para sermos o país do futuro, mas eis que, em pleno século 21, temos um presidente que luta contra a Ciência, maior conquista da humanidade. E traz consigo uma legião de improváveis fanáticos, que vai de médicos com doutorado até grandes empresários. Ou seja, de onde se esperava racionalidade e conhecimento, levanta-se a vanguarda do atraso. A quadra que atravessamos ainda terá de ser muito pesquisada, para que não esteja custando tão caro em vão. Creio que haja muitos responsáveis pelo infortúnio nacional que é o atual governo. Desde quando Lula começou com o “nós contra eles” e a tal “herança maldita”, passando por mensalão, petrolão, as barbeiragens de Dilma na economia, as mutretas de Aécio e Temer, até as arbitrariedades da Lava Jato, tudo somado a certa cumplicidade da imprensa, cada qual tem a sua cota de responsabilidade por este desastre representado na figura presidencial. Afinal, quando as mais altas figuras da República não agem com a devida temperança, estão chocando o ovo da serpente. Bolsonaro foi obra coletiva, e na eleição de 2022, ou antes, é obrigação de quem ainda tem algum juízo dar fim neste pesadelo.

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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Bola cantada

Muitos se dizem enganados por Bolsonaro. Mentira. Ele não enganou ninguém. Pelos seus antecedentes e por suas posições até a campanha eleitoral, todos sabiam que seria esta desgraça.

JASSON FIGUEIREDO FILHO FIGUEIREDO.JRF@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Aborrecimento

Em seu passeio pelo Guarujá na semana passada, ao ser questionado sobre as 600 mil mortes, Bolsonaro disse “não vim me aborrecer aqui”. Ele não quer ser aborrecido. O Brasil, aborrecido, há de retirar este aborrecedor da Presidência. Pelo voto.

ELISABETH MIGLIAVACCA

BARUERI

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Estamos de volta

O tempo passa e, quando nos damos conta, estamos às voltas com um passado não muito distante, como quando soubemos que José Dirceu articula a campanha presidencial de Lula, que se diz vítima de “um juiz perverso” que o prendeu, mas recebeu um castigo: foi julgado pelo STF por ter sido parcial em seu julgamento. Se não nos unirmos, vamos ter de volta toda a ladroagem dos anos dourados do PT. Se não fizermos nada, não vai adiantar reclamar de não termos conseguido impedir que eles voltassem ao poder, nem impedir que o atual presidente se reeleja, porque já estamos cansados de tanta irresponsabilidade: 600 mil mortos na pandemia, inflação nas alturas, desemprego, inoperância e negacionismo. O Brasil não merece. Fiquemos atentos. Qualquer outro que não sejam estes dois poderá chefiar este país tão sofrido a partir de 2023.

MERCEDES P. CUENCAS DIAS VCNAUTICA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em 2022

Como uma eventual terceira via para a Presidência da República do Brasil enfrentará o status quo?

CARLOS LEONEL IMENES LEONELZUCAIMENES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Estadão’

‘Berliner’

Enfim, chegou o dia em que teremos nas mãos o Estado com novo formato. Sempre fui fã do berliner, mais fácil de ler, de manusear e de carregar. Tenho certeza de que este continuará sendo o melhor jornal, com conteúdo e profundidade.

LUÍS PEREZ JORNALISTALUISPEREZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Na Quarentena’

Agradeço muito pelo caderno Na Quarentena, que foi um grande companheiro durante este período difícil da pandemia de covid-19. Como educador e assinante há mais de quatro décadas, só espero que o Estado continue lutando pela normalidade das escolas (as municipais do interior de São Paulo precisam ser cobradas, por exemplo). Sucesso no novo formato.

ARTHUR FONSECA FILHO ARTHUR.FILHO@COLEGIOUIRAPURU.COM.BR

SOROCABA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO ‘ESTADÃO’

Hoje, com satisfação e alegria, saúdo o novo Estadão. De corpo totalmente remodelado e adequado à modernidade, mas com o mesmo espírito de luta e de fidelidade aos princípios democráticos e libertários. Entendo que o Estadão, após 146 anos e satisfatoriamente renovado, ingressa em uma nova fase da história do jornal e do País, com a manutenção de uma característica tradicional: nunca decepciona seus leitores e amigos. Parabéns à equipe que realizou as mudanças e à direção que, pensando alto, efetivou a nova etapa gráfica e visual, com os olhos voltados para o tradicional irremovível.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Li a respeito das pesquisas realizadas quanto à mudança na formatação do Estadão.

Vocês só não abordaram um item importante: a facilidade para quem usa óculos durante a leitura! Já estava cansado de recuar e puxar o enorme jornal.

Ótima mudança! Aguardo agora o formato tabloide (46X28).

José Augusto Baldassari jabf@uol.com.br

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O CÍRCULO VICIOSO DA CORRUPÇÃO

A cada dia que passa, fica mais evidente que os nossos gloriosos deputados-constituintes foram muito lenientes no combate à corrupção. Amparados pelo uso do poder público em benefício próprio, vemos os Poderes da República – Legislativo, Executivo e, embora em muito menor grau, até o Judiciário – usufruindo benesses e vantagens a que não teriam direito. De penduricalhos a vantagens políticas e econômicas, ameaçam presente e futuro do nosso país, aos poucos modificando ou criando legislação de forma a confirmar, proteger e ampliar seus atos, de censuráveis a criminosos. 

Essa atração pelo uso do poder sempre necessitará uma atenção especial do legislador, pois é fruto da própria natureza, e talvez constitua o maior problema da democracia. No caso de um Legislativo dominado por políticos desonestos e um Executivo fraco e dele dependente, um verdadeiro círculo vicioso se estabelece: quanto maior a proteção oferecida, maior a corrupção; quanto maior a corrupção, maior a proteção. Na democracia, a chave para romper esse ciclo é, primeiramente, reconhecê-lo pela maioria dos eleitores e, a seguir, renovar os Poderes pelo voto, sem perda de tempo.

No caso do Brasil, a situação é ainda mais complicada, pelo casamento perfeito entre um Executivo fraco, mas ambicioso, com a maioria desonesta do Legislativo, além da ameaça de uma candidatura de um outro líder comprovadamente desonesto, mas hábil político. Neste caso, só uma poderosa campanha de esclarecimento e combate a todas as formas de corrupção, chefiada por um líder reconhecidamente confiável, poderá salvar este país.

Luiz RibeiroPinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TUDO EU

Jair Bolsonaro estava se queixando que estão atribuindo a ele a responsabilidade de tudo o que acontece no País, os 600 mil mortos, que poderiam ter sido só 200 mil; o ataque à Amazônia e roubo de madeira; a corrupção que reina descaradamente depois que mataram a Operação Lava Jato; o abandono das crianças pelo Ministério da Educação; a destruição da Cultura e da Ciência e Tecnologia; tudo isso. Coitadinho, quando ele se candidatou, pensava que o trabalho de presidente consistia em viajar o tempo todo e andar de moto cercado de idiotas, e agora está deprimido porque, injustamente, tem gente que põe a culpa nele.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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AFINAL, VAMOS COMPARAR?

Afinal, qual a diferença entre o senador Davi Alcolumbre atrasar o questionamento do advogado André Mendonça para a vaga no Supremo Tribunal Federal e a recusa do deputado Arthur Lira em levar ao plenário pelo menos um das centenas de pedidos de impeachment? O tratamento dado pela mídia aos dois políticos é totalmente desigual, chegando a ser injusto para com o senador Alcolumbre. Afinal, quem sofre mais com esses atrasos, o Supremo sem um dos ministros ou o Brasil com esse presidente?

 Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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O DISFARCE, O ALTAR E A PÁTRIA.

Vem aqui, de boa lembrança, o que já se disse, que você pode enganar todas as pessoas por algum tempo; pode enganar algumas pessoas pela vida inteira; mas não há como enganar todos por toda a vida. O verdadeiro ser, aquilo que alguém realmente é na sua essência, despido, cru e nu, só se revela na intimidade. Dizem os italianos que, para se conhecer alguém, há a necessidade de comer um quilo de sal juntos. Pois, pelo andar da carruagem, já angariamos o tempo suficiente para conhecer o presidente. Enganou-nos, aos bem-intencionados, com o propósito de um Brasil menos corrupto, por algum tempo. Mas, infelizmente, não durou muito, e a farsa se desfez como açúcar na água. Abraçou-se à corrupção, agora se abraça à doidivana ideia de transformar o Supremo numa colcha de retalhos, com coloridos evangélicos, “terrivelmente evangélicos”. Dá largas à imaginação ao supor que lá, no Supremo, lhe haverá a boa querência dos ventos favoráveis, a enfunar as velas de suas idiotices, quais forem! Ledo engano. O Senado, desconfiado, pôs um gatilho “stop” a André Mendonça. Finalmente, o Senado entendeu seu verdadeiro papel, não permitir a confusão ou fusão de “altar e pátria”. Que os “terrivelmente evangélicos” não saiam de seus templos. A Pátria é de todos, assim como de todos é a liberdade de pender para onde sua consciência convocar. Verdade é que na cátedra do Supremo só terão assento os gabaritados pelo alto saber jurídico e conduta irrepreensível! Altar e pátria nem se confundem nem se encontram; são linhas paralelas por onde desfilamos os atores da vida!

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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A VINGANÇA COMO REGRA

O silêncio omissivo de Jair Bolsonaro e a conduta predominantemente no interesse próprio de Arthur Lira estão transformando a Câmara Federal em instrumento de vingança. Nos últimos tempos está claro para esses dois que o ato de legislar transmudou-se para vingar. Não se encontra outra explicação para os projetos de lei tocados e aprovados no afogadilho, como aquele que afrouxou as punições sobre impunidades, e isso com o próprio Lira condenado. No mesmo compasso, o novo Código Eleitoral, que propõe a absurda regra da fiscalização dos fundos partidários executada pelos próprios partidos, sob o silêncio de Bolsonaro. E agora aprovaram uma demagógica alteração das regras de incidência do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre o preço dos combustíveis, sem qualquer discussão técnica-tributária e ignorando o impacto orçamentário que vai causar nos serviços prestados pelos Estados e municípios, além de tudo indicar se tratar de uma desforra presidencial contra governadores e prefeitos que não aceitaram as divagações irresponsáveis e grotescas de Bolsonaro no tratamento da covid-19. No tempo recente, o fiel criado Lira tenta alterar a Constituição mudando a composição do Conselho Nacional do Ministério Público, de forma a permitir que o Congresso indique o corregedor-geral da instituição, quando, na verdade, tentam colocar a raposa no galinheiro. Certamente, o presidente motoqueiro, o deputado camareiro Arthur Lira e os demais que integram o Centrão estão achando que o Brasil possui 150 milhões de eleitores imbecis. Não é bem assim...

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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DE VOLTA AO PASSADO

Diante do desgoverno estamos voltando para a Idade Média, quando os membros da corte viviam à custa do povo escravizado. 

Moacyr Forte coronelforte@gmail.com

São Paulo

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AÇÃO CÍCLICA NO CÂMBIO

O Brasil deveria fazer um esforço para que os grandes investidores se sintam atraídos a manter o dinheiro no País, isso pode ser feito por meio de incentivos tributários. O fluxo de dinheiro saindo do País eleva o valor do dólar e deprecia o real, com incentivos atraentes esse fluxo pode ser revertido. Uma grande quantidade de dólares entrando no Brasil derrubaria a taxa de câmbio e com isso o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e a inflação. O ministro Paulo Guedes deveria ser o primeiro a trazer seu dinheiro de volta ao lar, deveria ser capaz de criar os mecanismos tributários para tornar atraente aos grandes investidores brasileiros manter seu dinheiro no Brasil e investir aqui. O País precisa de uma ação contracíclica no câmbio. Se nada for feito, o Brasil entrará em um ano eleitoral com a taxa de câmbio nas nuvens; até as eleições o dólar deverá estar se aproximando dos R$ 7; a inflação vai disparar de vez, o que obrigará mais pessoas a buscarem abrigo para seus recursos fora do País, alimentando o ciclo ruinoso.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESFARELAMENTO

O Brasil esfarelando em todos os setores, e os partidos e políticos não se unem para começar a reconstrução já? Sobram omissão e egoísmo nos gabinetes pelo país afora.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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ATRASO

Quando será que os nossos governantes deixarão o Brasil chegar ao século 21?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PARA BAIXAR OS PREÇOS NA PETROBRAS

Gostaria de dar uma sugestão para resolver de vez o problema dos altos preços dos combustíveis ao sr. presidente Jair Messias Bolsonaro. É bem fácil: basta extinguir o PPI, ou Preço de Paridade de Importação, e passar a adotar como formação de preço ao consumidor o Custo do Produto Produzido que pouco incorporaria as variáveis dólar e commodity em sua fórmula. A Petrobras continuaria ter seu lucro, nenhum imposto seria reduzido ou extinto e toda a economia brasileira seria beneficiada.

Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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MINISTÉRIO PÚBLICO

Sim, o Ministério Público não é um poder da República pela Constituição, mas em termos de remuneração e status, seus membros pensam que são. E não admitem nenhum controle, o que os coloca acima da Constituição.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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RELATÓRIO FINAL DA CPI DA COVID

O relatório final da CPI da Covid está deixando Bolsonaro e apaniguados aflitos. De cabelo em pé. Hora do acerto de contas. Com Deus e com a justiça. As conclusões finais do relator Renan Calheiros são fundamentadas em fatos. Baseadas em isento e exaustivo trabalho. Tudo investigado e apurado com rigor. O colegiado não agiu com açodamento. Muito menos como carrasco ou juiz. Os denunciados que paguem pelos erros e omissões que cometeram. A opinião pública acompanhou a CPI com interesse e vigilância. Tolice estrebuchar ou reagir com insultos e destemperos, como fez Bolsonaro, chamando o senador Renan Calheiros de “bandido”. Tudo indica que o mito de meia pataca mandou tirar os espelhos dos Palácios do Planalto e da Alvorada. Renan Calheiros é homem de luta. Viver é para os bravos e guerreiros. Para os que não se intimidam diante de bravatas ou ameaças. Também bobagem, patetice e devaneios de amadores achar que críticas do presidente da CPI, senador Omar Aziz, por vazamentos do relatório enfraquece o relacionamento dele com Calheiros. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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O ESTIGMA DA SAÚDE

O Ministério da Saúde figura como um dos mais atingidos pelas teias da corrupção. Boa parcela dos governos da chamada Nova República ostenta, em suas folhas corridas, episódios de robusta extração indevida de recursos. Constata-se então que se trata de mal crônico, pelo menos no horizonte temporal das últimas décadas. O Tribunal de Contas da União (TCU) já divulgara que, desde 2002 até 2011, período compreendido entre o último ano da gestão de Fernando Henrique Cardoso até o primeiro ano do mandato inicial de Dilma Rousseff, incluída a totalidade do governo Lula, expressiva quantia orçamentária destinada à pasta foi desviada, o que ocasionou a eclosão de vários escândalos. Os inúmeros fatos revelados por depoimentos tomados ao longo da polêmica CPI da Covid demonstraram que o vírus da corrupção continua a atuar. Inúmeras são as razões para o recorrente cenário, mas uma das que mais se destaca é ser o da Saúde um dos Ministérios mais bem aquinhoados por fatias de dinheiro público, o que pode gerar descontrole financeiro em face da natureza descentralizadora da sua administração. Outra, talvez corolário da anterior, é a superlativa politização da pasta. Enfim, um setor que deveria ser exemplarmente monitorado em face dos serviços sensíveis sob sua responsabilidade continua a sofrer com a erupção de atos danosos à sociedade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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INSEGURANÇA BANCÁRIA

Tive a oportunidade de conversar com uma pessoa que, infelizmente, teve o celular subtraído recentemente por um rapaz numa bicicleta enquanto falava no aparelho. A quadrilha (é uma quadrilha, sem dúvida) conseguiu manter o celular desbloqueado – o que é um absurdo em se tratando de segurança – e teve acesso a todas as informações contidas no aparelho, inclusive, obviamente, à conta bancária. Como não havia nenhuma senha escrita, uma nova senha foi cadastrada pelo e-mail e pelo recurso “esqueceu sua senha?”, o que é um absurdo elevado à quinta potência. Circunstancialmente, não houve prejuízo, pois não havia valor significativo na conta, mas a pergunta que se faz é: será que o banco já não é mais lugar seguro para guardar dinheiro? Já ficou exaustivo escutar das autoridades e dos bancos o clichê “os bandidos são muito criativos e estão sempre à frente da tecnologia”. Não é possível que não haja pessoas competentes, honestas e inteligentes capazes de chegar antes da bandidagem. É preciso investimento e vontade. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRÍNCIPE WILLIAM NO BRASIL

O príncipe William manifestou na internet a vontade de vir ao Brasil. Seria muito bom que viesse. Ele é altamente preparado, muito respeitado e inequivocamente comprometido com as questões de meio ambiente. Além disso, é alguém neutro e querido em todo o mundo. O Brasil tem uma luta inglória com o desmatamento, mas passa por uma campanha muito séria de difamação a este respeito. Seria bom alguém que conta com a simpatia internacional abordar a questão de um prisma diferente. Tanto para calar os nossos detratores como para nós mesmos corrigirmos o que for possível a respeito.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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‘ROUND 6’ INSPIRA DEBATE

Diante do cenário de desigualdade social e de desalento sul-coreano, a trama distópica de Round 6 joga luz sobre a normalização de situações em que as pessoas aceitam se submeter diante da falta de alternativas. Os dados macroeconômicos meramente quantitativos refletem o sucesso econômico do país, mas uma análise mais profunda do ponto de vista de classes sociais e de concentração de renda aponta para o problema do endividamento das pessoas. Em meio à campanha das eleições presidenciais de maio de 2022, os políticos se viram forçados a colocar o assunto em debate por causa da série da Netflix.

Luiz Roberto da Costa Jr lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A série da Netflix Round 6 é um sucesso mundial. No Brasil está gerando muitos comentários. Primeiro, pela mudança do nome, que originalmente é Jogo da Lula (Squid game), mas presumisse que, por questões políticas, foi alterado. E também há discussões sobre crianças assistindo à série e que depois não dormem ou têm pesadelos. A idade recomendada é acima de 16 anos. A realidade é que existe muita “frescura”. Há 20, 30, 40 anos, filmes de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, Sexta-Feira 13, Mad Max, Tubarão, Piranha, etc., todos violentos, eram o maior sucesso e as crianças lhes assistiam. No mundo atual de tanta tecnologia e acesso a qualquer informação, as crianças têm celular com internet, onde assistem e jogam de tudo. Enfim, Round 6 é legal, violência normal ou tradicional! Reflexão: ainda bem que mudaram o nome da série. Batatinha frita 1,2,3, Lula nunca mais outra vez!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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