Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2022 | 03h00

Tragédia em Petrópolis

Riscos geológicos

Infelizmente, os nossos dirigentes políticos não sabem utilizar os mapas de riscos geológicos e suas recomendações, produzidos pelos centros de pesquisa e, principalmente, aqueles disponibilizados pelo Serviço Geológico do Brasil. O tema não pode ser tratado apenas pela previsão e alerta de chuvas intensas, ou jogando a culpa nas mudanças climáticas. A geologia aplicada à engenharia e ao uso e ocupação do solo é uma ciência que mostra que as nossas regiões serranas (por todo o País) estão sujeitas a deslizamentos naturais de solos e rochas, que se intensificam com a urbanização e edificação de infraestruturas inadequadas. Chuvas de intensidade mediana, acumuladas ao longo de vários dias seguidos, causam deslizamentos de solos e rochas. Chuvas intensas causam deslizamentos e inundações. Os prejuízos são enormes, em vidas, em problemas sociais e econômicos. As áreas de risco são mapeáveis: os mapas mostram de onde se deve retirar a população, onde é possível intervir com obras de engenharia e onde se deve acompanhar e monitorar continuamente. O comportamento de nossos solos e rochas e de nossas montanhas não tem sido considerado pelos nossos dirigentes, por profissionais que os auxiliam e pelo cidadão comum, e muito pouco nas reportagens. Você, leitor, já viu um mapa de risco de deslizamentos e de inundações? Sabia que deslizamentos acontecem naturalmente e são acentuados pelas atividades humanas? Sabia que há uma ciência, a geologia de engenharia, que auxilia no diagnóstico e na proposição de soluções para esses problemas?

João Jeronimo Monticelli,

geólogo, mestre em Geotecnia pela USP, foi presidente da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental

(2012-2013)

joaojeronimo@terra.com.br

Paraty (RJ)

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Omissão exposta

Petrópolis está devastada. As imagens falam por si. É óbvio que construções em morros acabam em tragédias. Mas, convenhamos, no Rio de Janeiro, os últimos cinco governadores foram envolvidos em corrupção e nada foi feito para conter o aumento da construção de moradias consideradas ilegais na área arrasada pelo temporal. A omissão dos governos está exposta. Todos sabem que é preciso desocupar essas áreas, e quem deveria fazê-lo não o faz. O olhar político está focado em eleição, o dinheiro do fundão está garantido, o das emendas parlamentares também. O que não está garantida é a vida do cidadão. Veremos mais tragédias como esta, e la nave va.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Questão de empenho

Os tornados que sistematicamente acontecem nos Estados Unidos também se sucedem ao longo dos anos, com a diferença de que naquela nação americana os efeitos sempre são minorados graças ao empenho das autoridades competentes. Modificar o comportamento da mãe natureza é tarefa sobre-humana, defender-se de seus efeitos, não. Ou seja, as águas de março continuarão a cair futuramente, mas, no Brasil, amainar seus efeitos é tarefa hercúlea, superior à visão de nossos homens públicos, cuja única reação tem sido recomendar aos prejudicados escolher melhor os sítios onde se estabelecem (sic).

Lairton Costa

lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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Visão

Para a maioria dos políticos do País, as tragédias causadas por eventos climáticos, por incúria nas realizações de obras ou não cumprimento de leis, com vítimas fatais e grandes prejuízos materiais, são de imediato oportunidades para a “criação” de leis e elaboração de plataformas políticas para angariar eleitores nas próximas eleições. Somente isso.

Pedro Luiz Bicudo

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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OAB

‘Diretas já!’

No limiar do quinquagésimo aniversário de minha inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-SP, cumprimento o advogado Celso Vilardi pelo impecável texto em que expõe aspectos e situações com que se deparam os operadores do Direito diariamente, em suas atividades (Diretas já, Estado, 17/2, A10). O claríssimo texto do Estatuto da Advocacia é feito letra morta e os direitos e prerrogativas são vilipendiados. Estamos com composição nova na direção da Seccional de São Paulo, oportunidade excelente para a insurgência contra o estado de coisas arroladas pelo advogado Vilardi.

Eduardo Menezes Serra Netto

serranettoadv@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal

O ‘APODRECIMENTO’ DA INDÚSTRIA

Sou empresário há mais de 40 anos, participo de negócios variados, viajo pelo País, portanto conheço o Brasil. Quando ouço meus líderes de equipe dizer, quando questionados, que eles têm os números, eles têm os dados e as informações, costumo dizer a eles que primeiramente os números precisam ser interpretados, entendidos, para, depois disso, tomarmos atitudes.

Lendo os artigos de alguns economistas publicados neste jornal, fico sempre em dúvida se eles não sabem interpretar corretamente os números ou se preferem mostrar apenas o lado escuro dos números.

Vejamos um bom exemplo. Segunda-feira, 14/2, um economista publicou o artigo O apodrecimento da indústria (B2), tomando por base apenas a participação dos produtos industrializados na pauta de exportações do Brasil.

Segundo esse economista, a indústria está apodrecendo porque participava com 81% na pauta de exportações em 1997 e agora, em 2022, a participação caiu para 52%. Esquece o economista de dizer que 81% de US$ 60 bilhões, valor das exportações na época, era equivalente a US$ 48,6 bilhões e que, hoje, 52% de US$ 211 bilhões exportados correspondem a US$ 110 bilhões, ou seja, as exportações da indústria de transformação não apodreceram, ao contrário, cresceram 226%. Se a participação da indústria diminuiu na pauta de exportações é porque o agronegócio cresceu demais, bem como a indústria extrativa e de petróleo.

Diz ainda o economista que, “na ausência de uma política econômica que estimule o crescimento de setores de maior valor agregado, estamos nos especializando em produtos mais simples e com baixas capacidade de gerar encadeamento que deflagrem um processo de crescimento autoestimulante com efeitos acumulativos”.

Também neste caso “esquece” o economista que é a exportação de produtos simples, como a soja, que estimulou a criação de um parque industrial fantástico que produz tratores, pulverizadores, plantadeiras, implementos diversos, produtos de Primeiro Mundo e exportados principalmente para toda a América Latina. Várias fábricas de caminhões – Mercedes, Iveco, DAF, Volkswagen, Volvo, Scania – e outras mais estão investindo bilhões no País, batendo recordes de produção, fornecendo caminhões para o transporte dos produtos agrícolas e inclusive exportando.

Também a exportação de produtos simples como o etanol e o açúcar fez do Brasil um país líder em usinas, na produção de equipamentos e líder em tecnologia no setor.

Poderíamos ficar páginas escrevendo sobre setores primários que impulsionam a indústria no País, como a celulose, painéis de madeira, frigoríficos, etc. Enfim, números precisam ser entendidos e bem explicados. Sempre teremos gente preferindo dizer que o copo está meio vazio. E que a água vai evaporar rapidamente!!! Principalmente economistas.

Nilo Sergio Pinto

nilo@ciadomovel.com.br

Leme

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TRAGÉDIA EM PETRÓPOLIS

A culpa única e exclusiva da tragédia em Petrópolis é da classe política e dos órgãos públicos. Frequentei, entre as décadas de 50 e 70, esta localidade da região serrana, assim como outras, e não havia esta desenfreada ocupação de morros ou encostas. Tais localidades eram um privilégio da classe média alta, como assim o é em qualquer parte do mundo. A ausência de políticas públicas de habitação aos menos favorecidos é a causa dessas tragédias anunciadas. Isso para regozijo da classe política que terá à sua disposição mais verbas para poder roubar. Vide o exemplo de Teresópolis, onde não se fez absolutamente nada para resolver tal situação desde 2011.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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LADAINHA

A ação insuficiente em áreas de risco é o aspecto mais focalizado na mídia após a lamentável tragédia provocada pela intensa chuva em Petrópolis, Rio de Janeiro, que tirou a vida de, até agora, três dias após, 104 pessoas. A desatenção dos políticos para projetos de prevenção a catástrofes naturais parece emergir quando o desastre acontece e as perdas materiais e humanas impactam a sociedade. A falta de visibilidade eleitoral das obras necessárias, a serem executadas quando as condições climáticas são normais, leva as autoridades responsáveis a postergá-las em prol de outras realizações espetaculares que garantam uma bolsa eleitoral mais rentável. Parece tratar-se de atitude frequente entre os responsáveis pelo poder público mundo afora. O furacão Katrina, em 2005, que arrasou New Orleans, matou quase 1.900 pessoas, com milhões tendo de abandonar suas casas, verificando-se, após a tempestade, que os diques imprescindíveis à proteção da cidade, localizada abaixo do nível do mar, não eram convenientemente mantidos e precisavam ser ampliados. As enchentes ocorridas na Europa ocidental no ano passado, principalmente na Alemanha, um dos países mais desenvolvidos do planeta, cujas autoridades foram obrigadas a explicar em público a falta de assistência preventiva, deixaram em seu rastro mais de 200 mortos, isso sem falar nos desastres climáticos ocorridos em vastas regiões da Ásia, dos quais só os mais impactantes ganham as manchetes. Não poderia ser diferente na região serrana do Rio de Janeiro, com a agravante, no entanto, de que as anomalias climáticas lá ocorridas são sempre esperadas no verão. E, agora, a ladainha é a mesma. 

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PRECONCEITO

Como perguntar não é ofensa, eu pergunto: por que na enchente que arrasou a cidade de Itabuna, na Bahia, o presidente Bolsonaro não demonstrou a mesma preocupação que demonstra agora com as enchentes em Petrópolis (RJ)? Será que nosso mandatário acredita que a Bahia não está no Brasil?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CONSTATAÇÃO DA REALIDADE

A verdade definida atinente ao “emergente que não emerge”. O já saudoso Arnaldo Jabor deixou assentado que: "O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte: ‘O País está perdido!’. (...) Por isso, estamos a apontar o que podemos chamar de ‘o progresso da decadência’”.

A última comprovação da inexcedível supracitada definição acabou de ocorrer em Petrópolis e, como soe acontecer, não haverá qualquer punição quer à nominada administração, quer aos chamados administradores.

Fernando de Oliveira Geribello

fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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HUNGRIA

Agora é a vez da visita de Bolsonaro à Hungria. Um país governado por um ultradireitista mentiroso e negacionista, que construiu um monumento tentando provar que os húngaros não colaboraram com nazistas, durante a 2ª Guerra, uma grande mentira deslavada. Quem leu sabe. O que o cara foi fazer lá? Tirar outra foto? É o segundo capítulo da vergonha internacional a que ele submete o Brasil. Só nessa temporada.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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OS IRMÃOS DE BOLSONARO

Alguém deve avisar o capitão que ficou péssimo chamar um ditador como o Viktor Orbán, da Hungria, de “irmão”, após sua declaração desastrosa quando chamou de “quase irmão” Mohamed bin Salman, acusado ser o mandatário do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. É mais uma confirmação que o Brasil “não é um país sério”, como declarou o antigo presidente francês Charles de Gaulle?

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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DIPLOMACIA E PAX BRASUCA

Segundo as redes, a “noça depromassia” resolveu a crise ucraniana, evitando a 3ª Guerra Mundial. Vai ver Putin ficou com medo da “porva” de Bolsonaro.

Ademir Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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NINGUÉM MERECE

Com o presidente da Petrobras, dos Correios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, os tesoureiros do Partido dos Trabalhadores e outros tantos que foram presos pela Lava Jato, como engolir o ex-presidiário Lula da Silva, se ele voltar à Presidência da República, juntamente com José Dirceu, Gleisi Hoffmann, Guido Mantega, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, entre vários outros da “tigrada” petista? Afinal, ninguém merece, como já dizia aquela senhorinha de Taubaté!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONTRADIÇÃO AMBULANTE

O ministro Fachin, do STF, assumiu a presidência do TSE se dizendo temeroso com o populismo autoritário e com os ataques de hackers nos sistemas da justiça eleitoral. Difícil reconciliar esses temores com o fato de que Fachin liderou (de cara lavada) a farsa jurídica que libertou seu mestre político da prisão, e das repetidas afirmações categóricas, dele e de seus pares, de que os sistemas do TSE são total e completamente seguros. E ainda tem gente que acredita no que essa tropa diz.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NOTAS AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A mídia deveria pleitear com os institutos especializados uma pesquisa, com atribuição de notas, ao Supremo Tribunal Federal. As notas iriam de 0 a 10, servindo de parâmetro para ciência dos próprios ministros da Corte Maior do País e para conhecimento e apreciação dos brasileiros. O período de análise é o dos últimos dez anos. A pesquisa poderia, ainda, saber se os brasileiros estão satisfeitos com a forma de composição da Corte Suprema e como poderia ela ser aperfeiçoada. Quem julga por último, não merece ter julgamento também?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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OS PAÍSES E SEUS INIMIGOS

O Brasil só tem um inimigo declarado: o presidente da República! Nações se preocupam com sua segurança interna e externa, em preservar a saúde de sua população e de suas riquezas naturais, bem como a educação e a cultura de seu povo e desenvolvimento econômico sustentável, a paz interna e relacionamento com as demais Nações. Tudo o que Jair Messias Bolsonaro jamais fez ou desejaria fazer pelo povo brasileiro e pelo Brasil.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ELEIÇÕES

Minha grande indignação é que quando vou às urnas pensando escolher um político que sirva o Brasil, o que vejo é que a maioria eleita se serve do País. Triste!

 Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PSDB DIVIDIDO

A oito meses das eleições, causa espécie o inoportuno e descabido voar de penas tucanas na briga fratricida do fogo amigo dentro do PSDB partido entre os pró-Doria e os antidoristas, após a legítima vitória do governador paulista nas prévias. A sigla virou o Partido Social Dividido do Brasil. Desinteligência! Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

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BRASIL INSUSTENTÁVEL

A estiagem sem precedentes que castiga o sul do País é resultado direto do desmatamento quase total do Paraná e do Rio Grande do Sul. Além disso, a região sofre com o desmatamento recorde no Pantanal e na Amazônia. Não se (houve) ouve falar em qualquer medida para reverter a situação, pelo contrário, há propostas para desmatar o Parque Nacional do Iguaçu e as Escarpas Devonianas, duas das últimas áreas que restaram com sua vegetação original. O Brasil precisa urgentemente rever todo o seu agronegócio, parar o desmatamento, começar a reverter a destruição ambiental imposta nos últimos anos, plantar florestas onde hoje só existe soja. O País precisa adotar as novas técnicas agrícolas que permitem que a Holanda ganhe mais dinheiro com seu agronegócio que o Brasil, mesmo dispondo de uma área comparável ao Estado de Sergipe. O Brasil precisa agregar valor à sua gigantesca produção agropecuária, parar de vender grãos e boi vivo e passar a vender os produtos manufaturados de soja e carne processada. O Brasil precisa aprender a ganhar dinheiro com o turismo, o País tem atrativos fabulosos, no Pantanal, na Amazônia, no País inteiro, o Brasil deveria ser um dos países que mais faturam com turismo. O próximo governo terá uma grande oportunidade de reverter a destruição ambiental imposta pelo governo Bolsonaro e colocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável, com grande apoio da comunidade internacional.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇAS DOCUMENTADAS

Quem assistir ao Jornal da Band todos os dias, durante uns 15 minutos pelo menos, vai ver documentados dois tipos de insegurança que os telespectadores sentem, estarrecidos. O primeiro tipo é o decorrente da constatação da falta quase total de segurança pública, pois o que se vê é que cada vez mais aumentam os casos de roubos, assaltos, latrocínios, agressões, atropelamentos, etc., sem que a polícia consiga agir contra os bandidos e criminosos cada vez em maior número e mais destemidos. O segundo tipo é a insegurança jurídica presenciada ao ver que bandidos são soltos logo depois de praticarem crimes bárbaros com o pagamento de fianças irrisórias ou após, como o caso do deputado criminoso que embriagado atropelou e matou dois jovens, foi condenado a cerca de 10 anos de prisão, pena reduzida depois para 7 anos, e, após passar somente 4 dias preso em regime fechado, foi solto e está circulando por aí, impune. Quando é que as “autoridades fake” que nós temos na Segurança Pública e nos Poderes Legislativo e Judiciário vão pôr cobro a essa situação inaceitável?

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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SABESP: PEDIDO NÃO ATENDIDO

Em 28/12/21 solicitei à Sabesp a mudança de ramal em minha residência. 

Em 10/1/22 entreguei os documentos exigidos no ambiente da Sabesp no Poupatempo.

Consulta ao sítio da empresa indica que a demanda foi aprovada. No entanto, até o momento o serviço não foi executado. Várias tentativas de contato com a empresa resultaram em horas ouvindo música e pedidos para aguardar atendimento.

Solicito ajuda.

Paulo Esposito

espositopaulo@gmail.com

São Paulo

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DJOKOVIC

Em entrevista, o afamado tenista Novak Djokovic afirmou que não gostaria de ser associado ao movimento antivacinamas que apoia o direito de escolha de um indivíduo e, por tal, está disposto a sacrificar possíveis futuros títulos em prol de sua decisão; questionado se ficaria de fora de competições por causa de sua posição sobre a vacina, Djokovic respondeu que sim, e afirmou, ainda: “Este é o preço que estou disposto a pagar. Nunca fui contra a vacinação, mas sempre apoiei a liberdade de escolha do que você coloca no seu corpo. Os princípios de decisão sobre o meu corpo são mais importantes do que qualquer título ou qualquer outra coisa. Estou tentando ficar em sintonia com meu corpo tanto quanto for possível”. Sim, isto é ótimo! E também é muito bom e importante ter opinião própria, senhor Djokovic! Mas, então, qual seria a sua sincera opinião sobre o uso das vacinas que ou extinguiram ou controlaram, no mundo, as seguintes doenças: varíola, poliomielite, sarampo, difteria, tétano, rubéola, tuberculose, coqueluche, influenza, hepatite A, hepatite B, caxumba, varicela, meningite, febre amarela, rotavírus e tantas outras? Decerto que muitas das citadas vacinas, o senhor as recebeu em seu corpo; então, diga-nos, por favor, está arrependido com relação a todas as vacinas de sua vida, pois também elas foram impostas ao senhor e a seu corpo ou agora o senhor está apenas tentando manter certa coerência, e compostura lógica, apenas para não reconhecer que errou feio sobre não se vacinar contra a covid-19?

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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