Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2022 | 03h00

Eleições 2022

O dilema de Doria

João Doria vive um dilema bastante difícil em seu partido, o PSDB. Após vencer a prévia partidária que decidiu o candidato que concorrerá à Presidência, viu-se encurralado por caciques que teimam em encaminhar a candidatura do gaúcho Eduardo Leite, derrotado nas prévias, mas ávido em ser candidato. Após “simular” (termo utilizado pelo Estado em manchete de 1.º de abril), parece que o partido acordou, ou simulou ter acordado, reiterando a candidatura de Doria. A campanha não começou, e Doria tem muito a mostrar o que fez pelo Estado de São Paulo e o que fará pelo Brasil. Aguardemos os Brutus de plantão.

Gilberto de Lima Garófalo

gilgarofalo@uol.com.br

Vinhedo

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O blefe

Vendo sua candidatura longe de decolar, o candidato João Doria, como um jogador de pôquer, resolveu blefar por um momento para ver como seu adversário político Eduardo Leite se movimentava. Assim como um jogador de pôquer blefa quando não tem mais cartas para ganhar o jogo, Doria usou o mesmo artifício para ganhar tempo e apoio do partido para continuar no jogo político. Mas todos sabem que ele durará poucas rodadas e que a terceira via não alcançará seus adversários em tempo de disputar a rodada final.

Giovani Lima Montenegro

giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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Já é abril

Enquanto esquerda e direita (Lula e Bolsonaro) deitam e rolam já na TV e Brasil afora, os candidatos da terceira via não se entendem. Por que não deixam a vaidade de lado, unam-se, escolhendo um que tenha chances, e vão à luta? Já estamos em abril, e ainda não tenho um candidato. Se assim continuar, no segundo turno não sairei de casa nem precisarei justificar. Pobre Brasil!

Rosa Maria Illison

r.millison@hotmail.com

São Paulo

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Avanço

Desde que se formaram os primeiros movimentos apontando uma polarização nas eleições presidenciais – entre o ruim e o péssimo, Bolsonaro e Lula, em qualquer ordem que se queira escolher –, escuto de analistas políticos que a única solução para que se viabilize uma terceira via seria a definição de candidato único que unisse os partidos de oposição. Na quinta-feira, as movimentações, embora confusas, me fizeram pensar que avançamos nesse sentido. Ou não?

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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Salada completa

Sergio Moro, juiz que condenou Lula por corrupção, se filiou ao União Brasil, fusão do PSL com o Democratas, este último partido de ACM Neto, que está com Lula na Bahia. Enfim, Moro e Lula, agora juntos. Alguém explica aí!

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Efeméride

Sobre o excelente artigo Em pleno dia dos tolos (Estado, 1º/4, A4), de Flávio Tavares, aqui vai minha sugestão: 1.º de abril passa a ser o “Dia do Eleitor”. Não é uma combinação perfeita?

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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Petrobras

Meias-verdades

Bastou começar o período eleitoral para o povo ser enganado de novo. É verdade que o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, mas o que não é falado é que as nossas refinarias, apesar de trabalharem com regime ocioso de sua capacidade, não conseguem refinar o petróleo brasileiro, por ser mais viscoso que o extraído em outros países. Assim, no nosso comércio internacional, ocorrem dois tipos de operações. Importamos o óleo bruto para misturar ao nosso, para que as refinarias possam processar, e trocamos o nosso petróleo por gasolina. Portanto, tudo negociado em dólares. Essa pequena particularidade já poderia ter sido resolvida nos mais de 15 anos do PT no poder, se a Petrobras não tivesse sido assaltada pela gangue. Então não venham com a falácia de que vamos “abrasileirar” os preços dos combustíveis.

Donato Prota

donprota@gmail.com

Santos

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Combustíveis

Muitos acham que a Petrobras tem de ter um papel social. A maneira de fazer isso é o governo utilizar os dividendos que recebe da empresa para subsidiar combustível. Assim o governo cumpre o seu papel social e não prejudica os demais acionistas.

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni1941@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JOÃO DORIA

Não fazendo juízo sobre as últimas decisões políticas do governador João Doria (Estado, 1/4, A9), gostaria de fazer algumas observações. Pela conduta dos últimos pleitos, acho que alguns dirigentes e muitos eleitores do PSDB se afastaram do bom senso. Na eleição de 2014, vimos gente que deveria estar ajudando o partido a procurar outros ninhos com interesses próprios, às vezes mesquinhos. Em 2018, então, foi uma barbaridade! Para a Presidência, Geraldo Alckmin, que havia feito bom governo, foi deixado às traças por muitos caciques tucanos. E que pensar dos eleitores? Muitos interesseiros, mal-informados, "baratas tontas". Infelizmente, isso está acontecendo com maior intensidade no Brasil. Basta olhar a vergonhosa debandada de parlamentares de suas legendas, procurando como alienados puxa-sacos onde está o atual ocupante do Planalto. Ele mesmo já mudou de partido umas 10 vezes, faz um desgoverno como nunca visto, levando o País ao nível atual da Venezuela. Vergonha! Voltando ao Doria, espero que encontre seu caminho da melhor maneira possível, sabendo que, como governador, deixa uma das melhores administrações públicas, seja por eficiência, seriedade com o erário, saúde pública, obras de infraestrutura, reforma administrativa tão necessária e mal-compreendida por alguns servidores públicos (por falta de informação ou má-fé). Esperemos que se apresente um terceiro candidato a presidente, e que possa vencer esses dois mostrados hoje nas pesquisas nos primeiros lugares. O Brasil e os brasileiros de bem não merecem vê-los novamente no governo.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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ESTRATÉGIA POLÌTICA

A desistência da desistência da candidatura à Presidência anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria, constituiu uma pantomima encenada. Não se sabe exatamente com que finalidade, embora o referido desistente à desistência tenha anunciado que a manobra toda fez parte de uma estratégia política. É provável, no entanto,  que a alegoria não eleve os atuais baixíssimos níveis de intenção de voto registrados nas últimas pesquisas, pois não revelou o alcance da estratégia alardeada, se é que existiu realmente, e escancarou com mais nitidez seu caráter egoísta e cigalheiro que já vinha sendo lentamente revelado quando de suas ações oportunistas realizadas durante o mandato de prefeito da maior cidade do País. O estrago maior ocorreu porém no seu dilapidado partido que já foi um dos principais protagonistas do cenário eleitoral. Lamentável.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MARKETING POLÍTICO

De bobo, o agora ex-governador João Doria não tem nada, tampouco dá ponto sem nó. Sua "renúncia" à candidatura à Presidência da República, que mal durou 24 horas, foi jogada político-marqueteira nem um pouco criativa. Sua ambição pessoal, nunca escondida, de tornar-se presidente, vem desde que foi eleito prefeito de São Paulo e só não se candidatou na última eleição por estratégia meramente oportunista. Não é de jogadas políticas, discursos edificantes e música de Ivan Lins ou coisa parecida que o Brasil precisa. O País anseia por propostas concretas e viáveis nos campos econômico, educacional, social, sanitário, ambiental e vários outros, que convençam eleitores a se desvencilhar da dicotomia Lula-Bolsonaro. Estamos fartos de espetáculos e táticas populistas. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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TRANQUILIDADE DO VOTO

Mulher ou homem estariam seguros e pacificados com o cônjuge que revelou sua intenção de não mais contrair as núpcias e depois reconsiderou, aventurando-se no casamento? A analogia é plenamente adequada à conduta do governador Doria em relação a sua candidatura à Presidência da República. E à tranquilidade do voto.

Amadeu Garrido

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DEPUTADO MORO

Sergio Moro desiste de ser candidato a presidente e avalia se deve se candidatar a deputado (Estado, 1/4, A9). Certamente que deve. Muitos eleitores irão depositar nele o seu voto com muito orgulho. Ele é um personagem importante de nossa história. Por sinal, Moro era o único candidato a presidente a levantar com prioridade a bandeira de combate à corrupção. E tem tudo para ser um dos deputados mais votados, capitaneando os esforços dos brasileiros nesse sentido. A experiência que ele adquiriu nesse tocante é de imenso valor para o Brasil. Um país que estaria muito melhor se conseguisse se livrar desse mal, mas onde, lamentavelmente, a impunidade é a lei.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PESQUISA ELEITORAL

Há credibilidade nas pesquisas eleitorais? Sim para o que está na frente. Provável não para os demais candidatos. Considerando que nem todos os candidatos se expõem e têm público domesticado, para o eleitor parece pesquisa comprada, com resultado encomendado. Há dinheiro em abundância para “comprar” pesquisa – R$ 4,9 bilhões “doados” ao fundão político pelo Brasil rico e sem nenhum problema.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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VALDEMAR COSTA NETO

O Estadão, no editorial de 31/3 (A incrível reabilitação de Valdemar, A3), em que analisa a figura do notório Valdemar Costa Neto, um dos políticos mais corruptos desta republiqueta, se esqueceu de comentar uma passagem cômica da história desse picareta irrecuperável. O acidente do jatinho que o transportava em 2003 no Aeroporto de Congonhas. Após a derrapagem no pouso e a consequente queda na pista de trânsito da Av. Washington Luís, Costa Neto não se fez de rogado, saiu do avião e entrou rapidamente num táxi, para não ter de explicar a mala de dinheiro que transportava.

Paulo Cardoso Jr.

paulo.cardoso.junior@hotmail.com

São Paulo

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FUNDOS ELEITORAIS E JOGOS DE AZAR

Os famigerados fundos eleitorais, que desfalcam os nossos bolsos, mostram agora o quão forte é sua perversidade, ao desfalcar os partidos de nomes importantes em prol de vários outros nominhos de somenos importância, mas bons para constituírem tropas de choque no Legislativo pelo País afora e em Brasília. O adjetivo pejorativo, “gado”, até então aplicado aos quadros bolsonaristas, alastra-se para toda a classe política. O Brasil político é mesmo um imenso curral. Não custa sonhar em como tudo seria diferente se alguém neste País tivesse a lucidez de acabar com esses fundos, que só servem para fins nefastos. Mas estão pensando até em legalizar o jogo! Fundos e jogos de azar são primos-irmãos: corrompem a alma e o bolso.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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BEM CONTRA O MAL

Bolsonaro diz que sua luta é “do bem contra o mal” (Estado, 28/3, A7). O lado do bem é o da corrupção da direita. O lado do mal é o da corrupção da esquerda.

Alice Arruda Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

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NAS MÃOS DO ESQUIZOFRÊNICO

Literalmente o Brasil está nas mãos de um esquizofrênico, Jair Bolsonaro. O mesmo que disse que respeitar a Constituição lhe “embrulha o estômago”, num evento em Brasília, em 31 de março, data que completa 58 anos da ditadura militar, ou dos horrorosos anos de chumbo, o presidente afrontou as nossas instituições. Com sua absoluta falta de intelectualidade e de respeito ao povo brasileiro, ofendeu os membros da nossa Suprema Corte e todo o Judiciário, dizendo “Bota tua toga e fica sem encher o saco” (Estado, 1/4, A12). Acrescenta ainda que fica possesso quando aliados sensatos lhe pedem calma e para moderar palavras, ao que diz “Calma o cacete”. Também, nesse rol de barbaridades, não faltou a Bolsonaro elogiar o período da ditadura militar, comparando inclusive ao seu governo. Realmente, é explícito como esse intragável presidente idolatra ditadores e torturadores, já que nas suas veias vertem sangue do regime de exceção. E, em função do seu baixo estofo moral e ético, essas excrescências ditas acima por Jair Bolsonaro são a razão, infelizmente, do retrocesso econômico e social que promove no País, e ainda tenta desmoralizar as nossas instituições.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CHULO

Destemperado, agressivo, desrespeitoso e chulo, o tosco e irrecuperável Bolsonaro voltou a insultar a democracia e adversários e ofender ministros de tribunais superiores. Descontrolado, sem medir as palavras, em convescote para aliados no Palácio do Planalto, vociferou e disse palavrões como se estivesse de bermuda, enchendo a cara no boteco da esquina. É um chefe da nação sem postura nem compostura. Desrespeita e afronta o cargo. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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NUVENS NEGRAS

Ao  perceber que  sua reeleição já está quase impossível, Bolsonaro faz de tudo para garantir um fechar de olhos das Forças Armadas num golpe que lhe garanta permanecer no Poder, como os Putins que ele tanto admira. Para isso, ele já armou seus seguidores e  engraxou boa parte do Legislativo. Essa é a razão para os elogios às autocracias e as ameaças desafiadoras à democracia. Nuvens negras ameaçam nosso Brasil, pois o outro principal candidato à Presidência já demonstrou sua malandragem e incompetência. Só mesmo uma terceira via pode nos salvar.

Luiz Ribeiro Pinto

brseilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TERCEIRA VIA URGENTE

Em plena campanha política, o ex-presidiário Lula da Silva não deixa que os brasileiros de memória curta se esqueçam dos terríveis desfalques que praticou contra a Petrobras, dentre outras lambanças. Por outro lado, o negacionista e mentiroso Jair Bolsonaro continua em cima do muro e se nega em prestar esclarecimentos sobre as "rachadinhas"; sobre o caso da Covaxin; sobre o desrespeito à democracia e aos órgãos constituídos. Com esse sofrível cenário, os brasileiros de bem torcem para que a tão desejada terceira via se materialize e possa recuperar o pobre e tão vilipendiado Brasil. Afinal, Deus é brasileiro!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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QUAL SERIA PIOR?

Triste Brasil, tamanho espaço de terra, quase um continente, que tinha tudo para dar certo, visto grandes regiões de terras a serem exploradas para lavoura, a imensidão de água doce molhando país adentro, minérios com fartura principalmente alguns de uso futuro e raros noutros lugares. Enfim, por que patina e não sai do lugar medíocre que ocupa no mundo? Se dispomos de tamanhas riquezas, por que não somos parte do primeiro mundo? A resposta está num histórico marcado pela corrupção e desleixo administrativo desde seu princípio, em que o País não muda e continua como sempre, sob o mando de uma classe política que não vale sequer a despesa do papel higiênico gasto com ela. E, quando pensamos nas eleições presidenciais deste ano, o que nos espera? É para desanimar quando o próximo presidente poderá ser o atual se reeleito, mesmo sendo reprovado com nota zero na administração do País. Ou, pior ainda, se for um ex-presidente que mandou no País durante oito anos de mandato direto e mais cerca de cinco anos de forma indireta, montando um sistema de corrupção administrativa de tamanho jamais visto no Brasil e que até hoje ainda não sabemos o montante do prejuízo dado. Falam em terceira via, algo inexistente, porque estamos acostumados a votar em políticos como os atuais porque somos um eleitorado pau-mandado dos eternos coronéis que dominam o País e são os maiores corruptos.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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REPUBLIQUETA DAS BANANAS

O Brasil sempre subdesenvolvido na agricultura, antes por causa do atraso técnico, agora, porque produzimos alimentos para alimentar chineses, uma vergonha de governos medíocres. Os EUA há muito tempo são os maiores produtores de alimentos no mundo, mas primeiro para abastecimento interno, e o que sobrar vai para exportação. Fazemos exatamente o contrário. Os EUA são a primeira nação do mundo, o Brasil ainda é uma republiqueta das bananas.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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